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Nave Rosetta acompanha cometa na maior aproximação com o Sol

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16 de Agosto de 2015
Imagem de 6 de agosto último, evidenciando os jatos de material causados pelo aquecimento solar do cometa
Créditos: ESA

Cometas são considerados restos do período de formação do Sistema Solar, surgidos antes mesmo de planetas e suas luas. Assim, estudar tais corpos, bem como asteroides, permite entender os processos de formação de estrelas e planetas, e como surgiu o nosso sistema, há 4,5 bilhões de anos. Para esse fim, desde 06 de agosto de 2014 a nave Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), conduz uma detalhada investigação do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Ela chegou ao destino dez anos após o lançamento, tornando-se a primeira missão terrestre a orbitar um cometa.

Neste 13 de agosto último, Rosetta acompanhou o 67P quando este atingiu o periélio, ponto de máxima aproximação com o Sol, a 185 milhões de km da estrela, dentro de sua órbita de 6,5 anos. As câmeras da nave flagraram diversos jatos de gás sendo expelidos, e análise desse material, as partículas da superfície também ejetadas, a interação destas com o vento solar, permitirão conhecer mais sobre a evolução dos cometas ao longo de suas órbitas. Além disso, permitirão descobrir quais elementos compõem esses astros, e a missão já determinou que a água encontrada no 67P é diferente daquela que existe na Terra.

Essa maneira, cometas desse tipo não devem ter sido os que caíram na Terra e deram origem a nossos oceanos. A água do 67P possui um isótopo de hidrogênio diferente, o deutério, mas a Rosetta também já determinou a presença de vários compostos orgânicos. Contudo, como destacado nos links abaixo, isso de forma alguma significa que existem seres vivos no cometa, como alguns mistificadores andaram espalhando pela internet. Os dados obtidos ainda permitiram calcular que o cometa está liberando cerca de 100 kg de material por segundo para o espaço, e conforme o corpo esquenta na aproximação com o Sol, é esperado que essa atividade se intensifique após o periélio. Espera-se ainda que os gases e materiais ejetados deixem descobertas regiões que estiveram ocultas por milhões ou bilhões de anos, e que agora poderão ser analisadas detalhadamente pela nave.

O DESTINO DE PHILAE

O módulo Philae, que realizou o histórico pouso no cometa em 12 de novembro último, após meses de silêncio voltou a se comunicar em 13 de junho. Porém, após outros contatos esporádicos, o último em 09 de julho, novamente se fez o silêncio, e somente em meados de agosto a Rosetta estará em posição favorável para mais uma vez tentar o contato. Os técnicos, de qualquer forma, enviaram desde a nave uma série de comandos para o módulo, na esperança de que ele receba as ordens e realize uma série de experimentos. De qualquer forma a missão já garantiu seu lugar na história, e deve seguir até 30 de setembro de 2016. Nessa época o 67P estará a cerca de 4 Unidades Astronômicas da Terra, e muito distante do Sol, quando será provável que a Rosetta receba muito pouca energia em seus painéis solares para continuar suas operações normais.

Visite o site da missão Rosetta-Philae

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