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Módulo Philae retoma contato com nave Rosetta

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16 de Junho de 2015
A pesquisa do cometa prossegue, com a Rosetta em órbita e o Philae na superfície, após a retomada do contato com o lander
Créditos: ESA

Uma das mais complexas e extraordinárias odisseias especiais já realizada pela raça humana teve outro capítulo emocionantes no último 13 de junho. O módulo de pouso Philae, da Agência Espacial Europeia (ESA), retomou contato com a nave-mãe Rosetta, enviando uma mensagem de alerta de 85 segundos após sete meses de hibernação. Em 12 de novembro de 2014 Philae realizou um feito histórico, o primeiro pouso de um engenho terrestre em um cometa, após ele e Rosetta serem lançados em 2004 e viajarem 6,4 bilhões de km.

O mundo inteiro se emocionou com a histórica conquista, porém, infelizmente, o módulo acabou quicando na superfície do cometa, e quando finalmente estacionou o fez em uma região que recebia muito pouca luz solar. Mesmo tendo conseguido se movimentar para orientar um de seus painéis solares para captar mais luz, a energia do lander entrou em um nível crítico e ele entrou em hibernação em 15 de novembro, após algumas análises do solo. Após tantos meses sem contato, e com o módulo enfrentando temperaturas baixíssimas, houve o temor de que seus circuitos pudessem ter sofrido danos irreparáveis e não haveria mais contato. Alguns dos cientistas e técnicos do projeto chegaram a entrar em férias, até que depois de semanas de tentativas o Philae respondeu.

O gerente de projeto do Philae, Stephan Ulamec do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), disse: "Philae está indo bem, e pronto para operações". Ele acrescentou que o módulo está atualmente sob temperaturas de -35º C, e tem 24 watts de energia disponíveis. Além disso, em sua chamada de reativação enviou 300 pacotes de dados, além de informações do histórico que podem contribuir para determinar qual atividade tem acontecido na superfície do cometa. Além disso esse histórico mostra que Philae se ativou em algum momento dos últimos meses, antes do bem sucedido contato. Nos últimos meses a nave-mãe Rosetta tem orbitado o astro, acompanhando sua evolução conforme se aproxima do Sol. O periélio, o ponto de máxima aproximação com a estrela, será alcançado no próximo 13 de agosto. A Rosetta tem tentado, nos últimos meses, determinar o ponto exato onde o Philae pousou, porém somente conseguiu apontar alguns candidatos. Há um local onde se pode ver um ponto brilhante que pode ser o módulo, e agora com as comunicações reestabelecidas será possível fazer uma triangulação para finalmente encontrar o local exato onde Philae está estacionado.

A BUSCA PELA LOCALIZAÇÃO DE PHILAE

crédito: ESA
Com a retomada das comunicações será possível determinar se o ponto brilhante na sequências de imagens é mesmo o Philae
Com a retomada das comunicações será possível determinar se o ponto brilhante na sequências de imagens é mesmo o Philae

A Rosetta não pode neste momento se aproximar muito do 67P/Churyumov-Gerasimenko, pois sua aproximação com o Sol fez intensificar a atividade em sua superfície, sublimando o gelo e produzindo a coma e a cauda do cometa. Espera-se que agora o Philae possa mostrar como a região a seu redor se transformou nos últimos meses, além de transmitir informações valiosas a respeito de como o cometa se transforma conforme se aproxima do Sol. E acaba de surgir a informação de que um novo contato foi conseguido no último dia 15, às 02h30 de Brasília. Os dados indicam que os instrumentos do Philae comprovam intensos fenômenos de expulsão de gás e pó para o espaço, e que o módulo está plenamente operacional. Philae e Rosetta prosseguem o trabalho a 320 milhões de km da Terra, e espera-se novas informações nos próximos dias.

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