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Completam-se 45 anos do pouso lunar da Apollo 11

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21 de Julho de 2014
Buzz Aldrin instalando equipamento na superfície lunar, durante a missão Apollo 11
Créditos: NASA

Em 20 de julho de 1969, coroando quase uma década de intensos esforços, o módulo lunar Eagle da Apollo 11 pousou no Mar da Tranquilidade. O comandante Neil Armstrong desceu até a superfície lunar e pronunciou uma das mais célebres frases de todos os tempos: "É um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade". O Projeto Apollo teve seu início no discurso do presidente John F. Kennedy, em 1961, logo após o pioneiro voo orbital do cosmonauta soviético Yuri Gagarin. Para recuperar a dianteira, foi traçado um plano para colocar um astronauta na Lua antes do final daquela década, plenamente cumprido.

A missão Apollo 11, levando à bordo o saudoso Neil Armstrong, Edwin "Buzz" Aldrin e Michael Collins, decolou em 16 de julho de 1969 e retornou para casa no dia 24 do mesmo mês. Os astronautas ficaram em quarentena para prevenir uma contaminação de possíveis germes lunares até 10 de agosto e logo ficou claro que não há qualquer vida na Lua. No prosseguimento do Projeto Apollo, houve as seguintes missões:

Apollo 12, de 14 a 24 de novembro de 1969, C. Peter Conrad, Richard Gordon e Alan Bean.

Apollo 13, de 11 a 17 de abril de 1970, James Lovell, Jack Swigert e Fred Haise. Eles estiveram em sérias dificuldades quando ocorreu uma explosão no módulo de serviço a caminho da Lua e após um coordenado esforço com a NASA conseguiram contornar a Lua e retornar em segurança à Terra.

Apollo 14, de 31 de janeiro a 09 de fevereiro de 1971, Alan Shepard, Stuart Roosa e Edgar Mitchell. Este último estará no VI Fórum Mundial de Ufologia (III UFOZ 2014), de 27 a 30 de novembro deste ano.

Apollo 15, de 26 de julho a 07 de agosto de 1971, David Scott, Alfred Worden e James Irwin, primeira a levar o jipe lunar conhecido como Lunar Rover.

Apollo 16, de 16 a 27 de abril de 1972, John Young, T. Kenneth Mattingly e Charles Duke.

Apollo 17, de 07 a 19 de dezembro de 1972, Eugene Cernan, Ronald Evans e Harrison Schmitt, última missão tripulada à Lua.

Durante o governo de George W. Bush, foi apresentada uma proposta de retorno à Lua, utilizando uma nova nave batizada de Orion dentro do Programa Constellation. Contudo, o projeto foi cancelado no governo de Barack Obama, e agora a NASA está focada em visitar um asteroide. Para tanto, estão sendo elaboradas estratégias a fim de apanhar uma rocha espacial relativamente próxima da Terra e inseri-la na órbita da Lua, onde astronautas poderiam visitá-lo e realizar pesquisas com a nave Orion, cujo primeiro voo não tripulado deve ocorrer em dezembro de 2014. A primeira visita ao asteroide está prevista para 2025.

Contudo, lamentavelmente a NASA prossegue sendo vítima de cortes orçamentários desde o Projeto Apollo. Se na época das missões lunares sua verba era de 4 por cento do orçamento federal, estima-se que hoje esse porcentual esteja em 0,5 por cento. O contexto de então, com os Estados Unidos envolvidos na Guerra Fria contra a União Soviética, ajuda a explicar porque os custos do Projeto Apollo foram de 25 bilhões de dólares, ou 100 bilhões em valores atuais. Apesar disso, o saldo em termos de desenvolvimento tecnológico e conhecimentos científicos é incalculável e os benefícios do programa são inquestionáveis.

UMA NOVA CORRIDA PELA LUA

Depois de 45 anos do histórico feito da Apollo 11, uma nova corrida pela Lua está se iniciando. Uma das iniciativas é o Google Lunar X Prize (Prêmio X Lunar Google) oferecido à primeira equipe que conseguir lançar uma missão não tripulada ao satélite e atingir uma série de objetivos, entre os quais enviar informações e vídeos e percorrer ao menos 500 metros na superfície lunar. Até 31 de dezembro de 2015 a empresa deverá lançar um foguete até a Lua, levando todos os concorrentes que, após o pouso, poderiam apostar a primeira corrida em outro mundo. O objetivo do Google Lunar X Prize é ajudar a desenvolver uma indústria comercial de lançamentos ao satélite.

crédito: NASA
O Programa Constellation poderia representar o retorno humano à Lua, mas foi cancelado
O Programa Constellation poderia representar o retorno humano à Lua, mas foi cancelado

A Bigelow Airspace também está se envolvendo com viagens ao satélite e planeja oferecer seus serviços a outras empresas ou países que estejam interessados em construir bases na Lua. Robert Bigelow, seu proprietário, pretende formar equipes de astronautas a fim de realizar esses planos, fornecendo assistência a seus clientes e até mesmo à NASA. Tais planos de acordo com a empresa podem ter início em dez anos. A própria agência espacial norte-americana lançou seu programa CATALYST (Transporte de Cargas até a Lua e Pouso Suave) com o qual auxilia empresas privadas a desenvolver tecnologias para chegar ao satélite. O programa não inclui financiamento e já existem três companhias selecionadas, Moon Express, Astrobotic e Masten Space Systems, as quais é permitido usar as instalações e a tecnologia da NASA.

Entre os países com ativos programas espaciais, a China é o mais comumente lembrado. Aquela nação foi bem-sucedida na missão de sua sonda Chang´e 3 e o rover Yutu, e planeja para 2017 uma missão não tripulada para trazer amostras de volta para a Terra. Embora não admitidas oficialmente, as ambições de levar seus astronautas para a Lua são bastante evidentes para os especialistas em astronáutica. A Rússia também tem feito movimentos nesse sentido, planejando para 2015 uma série de lançamentos de sondas robóticas ao satélite. Além disso pode ceder para a empresa Space Adventures seus foguetes e naves Soyuz, a fim de levar turistas em um voo ao redor da Lua a um preço individual de 150 milhões de dólares. Sem dúvida a Lua, por sua proximidade com a Terra, merece toda essa atenção, e pode-se esperar para breve os primeiros assentamentos humanos em sua superfície.

Assista abaixo a um vídeo com uma retrospectiva da missão Apollo 11:



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Pacote NASA: 50 Anos de Exploração Espacial
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Veja em 50 Anos de Exploração Espacial os momentos mais emocionantes da trajetória da NASA, desde o primeiro homem em órbita até as missões do ônibus espacial. A série contém ainda detalhes do funcionamento de satélites espiões, do desenvolvimento da Estação Espacial Internacional e da implantação do telescópio Hubble. Conheça a verdadeira razão de não voltarmos mais à Lua e descubra que o destino agora é Marte, Vênus, Júpiter e mundos além do Sistema Solar, e quais são os planos da NASA para alcançá-los.

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Junho de 2014

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