Telescópios da NASA captam galáxias do princípio do Universo

Equipe UFO
4 minutos de leitura

O aglomerado de galáxias Abell 1689, cuja gravidade funcionou como lente revelando as distantes galáxias atrás dele
Créditos: NASA/ESA

Utilizando uma parceria entre os telescópios espaciais Hubble e Spitzer, astrônomos puderam obter imagens de 60 galáxias situadas a mais de 10 bilhões de anos-luz de distância. É uma imagem do Universo quando este tinha menos de 4 bilhões de anos de existência.

Os astrônomos explicam que mesmo o Hubble não conseguiria observar essas galáxias, pois são muito diminutas e apagadas. Contudo, elas são cerca de 100 vezes mais numerosas que as formações maiores e a fim de conseguir enxergá-las os cientistas utilizaram o fenômeno das lentes gravitacionais.

O Hubble fez mira sobre o aglomerado de galáxias Abell 1689, situado entre a Terra e a região alvo, e a gravidade do aglomerado funcionou como uma lente, distorcendo o espaço-tempo a seu redor e aumentando a luz das longínquas galáxias atrás dele. Trabalhando no espectro ultravioleta, o telescópio detectou 58 fracas galáxias do jovem Universo.

ESTUDANDO A EVOLUÇÃO DO UNIVERSO

O estudo faz parte do projeto Campos de Fronteiras do qual já falamos, utilizando os telescópios Hubble, Spitzer e Chandra, a fim de estudar regiões muito distantes, quando o Cosmos tinha poucos bilhões de anos de idade. Brian Siana, da Universidade da Califórnia e líder do estudo, comenta: “Sempre houve preocupação com o fato de conseguirmos observar somente as galáxias distantes mais brilhantes e estas são somente a ponta do iceberg. Agora conseguimos localizar as formações menores e começar a ver o restante”.

Apesar de serem muito pequenas e de brilho fraco, pela quantidade muito maior delas no jovem Universo essas galáxias respondiam pela maior parte da formação de estrelas nessa época. O Cosmos também era preenchido por hidrogênio nesse início e as galáxias devem ter ajudado a remover elétrons desse gás, tornando o Universo transparente para a luz. Isso permitiu que os astrônomos de hoje passem a fazer essas distantes observações.

Também foi anunciado por outra equipe um estudo independente, que detectou 4 galáxias mais distantes ainda, e bem maiores e muito mais brilhantes. Esses corpos aparecem como eram no momento em que o universo tinha somente 500 milhões de anos de idade, e são 20 vezes mais brilhantes do que o esperado.

Os astrônomos não esperavam ver galáxias tão massivas em uma época tão recuada e além de localizá-las com o Hubble, utilizaram Spitzer para medir sua luminosidade e estimar a massa de suas estrelas. Dessa maneira, a massa total das 4 galáxias pôde ser determinada, a primeira vez em que isso foi feito com objetos tão distantes. Essas descobertas irão proporcionar melhores estudos por parte do telescópio espacial James Webb, que deve ser lançado em 2018.

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Galeria de imagens obtidas pelo Hubble

Telescópios da NASA observam os objetos mais distantes do Universo

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