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Telescópios da NASA captam galáxias do princípio do Universo

Por Equipe UFO | 10 de Janeiro de 2014

O aglomerado de galáxias Abell 1689, cuja gravidade funcionou como lente revelando as distantes galáxias atrás dele
Créditos: NASA/ESA

Telescópios da NASA captam galáxias do princípio do Universo

Utilizando uma parceria entre os telescópios espaciais Hubble e Spitzer, astrônomos puderam obter imagens de 60 galáxias situadas a mais de 10 bilhões de anos-luz de distância. É uma imagem do Universo quando este tinha menos de 4 bilhões de anos de existência.

Os astrônomos explicam que mesmo o Hubble não conseguiria observar essas galáxias, pois são muito diminutas e apagadas. Contudo, elas são cerca de 100 vezes mais numerosas que as formações maiores e a fim de conseguir enxergá-las os cientistas utilizaram o fenômeno das lentes gravitacionais.

O Hubble fez mira sobre o aglomerado de galáxias Abell 1689, situado entre a Terra e a região alvo, e a gravidade do aglomerado funcionou como uma lente, distorcendo o espaço-tempo a seu redor e aumentando a luz das longínquas galáxias atrás dele. Trabalhando no espectro ultravioleta, o telescópio detectou 58 fracas galáxias do jovem Universo.

ESTUDANDO A EVOLUÇÃO DO UNIVERSO

O estudo faz parte do projeto Campos de Fronteiras do qual já falamos, utilizando os telescópios Hubble, Spitzer e Chandra, a fim de estudar regiões muito distantes, quando o Cosmos tinha poucos bilhões de anos de idade. Brian Siana, da Universidade da Califórnia e líder do estudo, comenta: "Sempre houve preocupação com o fato de conseguirmos observar somente as galáxias distantes mais brilhantes e estas são somente a ponta do iceberg. Agora conseguimos localizar as formações menores e começar a ver o restante".

Apesar de serem muito pequenas e de brilho fraco, pela quantidade muito maior delas no jovem Universo essas galáxias respondiam pela maior parte da formação de estrelas nessa época. O Cosmos também era preenchido por hidrogênio nesse início e as galáxias devem ter ajudado a remover elétrons desse gás, tornando o Universo transparente para a luz. Isso permitiu que os astrônomos de hoje passem a fazer essas distantes observações.

Também foi anunciado por outra equipe um estudo independente, que detectou 4 galáxias mais distantes ainda, e bem maiores e muito mais brilhantes. Esses corpos aparecem como eram no momento em que o universo tinha somente 500 milhões de anos de idade, e são 20 vezes mais brilhantes do que o esperado.

Os astrônomos não esperavam ver galáxias tão massivas em uma época tão recuada e além de localizá-las com o Hubble, utilizaram Spitzer para medir sua luminosidade e estimar a massa de suas estrelas. Dessa maneira, a massa total das 4 galáxias pôde ser determinada, a primeira vez em que isso foi feito com objetos tão distantes. Essas descobertas irão proporcionar melhores estudos por parte do telescópio espacial James Webb, que deve ser lançado em 2018.

Site oficial do telescópio Hubble

Galeria de imagens obtidas pelo Hubble

Telescópios da NASA observam os objetos mais distantes do Universo

Saiba mais:

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crédito: Revista UFO
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