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Protótipos de nanonaves estelares já estão em órbita

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29 de Julho de 2017
Os minúsculos satélites Sprite são o primeiro passo na construção das futuras sondas interestelares do Projeto Starshot
Créditos: Breakthroug Starshot

O bilionário russo Yuri Milner lançou a Breakthrough Initiatives em 2015 como uma organização sem fins lucrativos para financiar empreitadas científicas. Um dos projetos é o Breakthrough Listen, o mais ambicioso programa para buscar inteligência extraterrestre via sinais de rádio. Em abril de 2016, também com apoio do físico Stephen Hawking, foi anunciado o Breakthrough Starshot, projeto para construir, dentro de vinte anos, uma frota de minúsculas naves propelidas a laser, capazes de atingir até 20% da velocidade da luz e assim poder alcançar o sistema Alpha Centauri, o mais próximo do nosso, em somente vinte anos de viagem. Em junho um grande passo a frente foi dado, quando protótipos das minúsculas naves, chamados Sprites, viajaram até a órbita terrestre a bordo de dois satélites da empresa europeia OHB System AG, lançados por foguetes indianos.

Pete Worden, diretor-executivo do Breakthrough Starshot e ex-diretor do Centro de Pesquisas Ames da NASA, disse: "Essas são versões iniciais do que pretendemos enviar a distâncias interestelares. Além disso, é uma demonstração de como os países podem juntos realizar grandes coisas no espaço. São satélites europeus levando nano satélites norte-americanos, lançados por foguetes indianos, é difícil conseguir algo mais internacional do que isto". Cada satélite Sprite mede somente 3,5 cm de lado, pesando quatro gramas, e contém um painel solar, computadores, sensores e rádios. Um dos satélites europeus está tendo dificuldades técnicas e o contato com os Sprites nele instalados ainda não foi possível, porém a equipe do Breakthrough Starshot tem mantido contato com um Sprite postado no outro satélite, e afirma que os problemas logo devem ser sanados.

O desenho e concepção dos Sprites é de Zac Manchester, pesquisador de pós-doutorado e engenheiro aeroespacial na Universidade Cornell. Em 2011 ele lançou uma campanha no Kickstarter chamada Kicksat, a fim de obter ao menos 30.000 dólares para desenvolver o conceito. A campanha foi um grande sucesso, tendo arrecadado US$ 74.586, e hoje Manchester faz parte do Breakthrough Starshot, tendo supervisionado a construção dos Sprites na Escola Sibley de Mecânica e Engenharia Aeroespacial de Cornell. Qualquer pessoa pode captar as transmissões, que são feitas a 437,24 MHz, com um comprimento de onda de 69 cm. Cada nano-satélite produz 100 miliwatts de eletricidade sob a luz solar, suficiente para transmissões a partir da órbita baixa terrestre, e seus microprocessadores têm maior capacidade do que muitos satélites dos anos 90. O teste já efetuado comprovou que os Sprites funcionam no espaço e quando forem desacoplados dos satélites suas capacidades de operar livremente também serão aferidas.

FUTURAS VIAGENS INTERESTELARES

crédito: Breakthrough Starshot
Imagem da campanha KickSat
Imagem da campanha KickSat

Por enquanto o Breakthrough Starshot pretende propor o uso de Sprites em enxames, atuando juntos como antenas, para monitorar atividades solares e outras finalidades. Poderiam ser levados em grupos a bordo de sondas espaciais aos demais mundos do Sistema Solar, realizando medições e fazendo pesquisas. Futuramente, quando a tecnologia dos lasers baseados em terra permitir que velas solares sejam acopladas aos descendentes dos Sprites, criando assim as primeiras StarChips, será possível enviá-las a viagens de poucas semanas ou até dias aos planetas vizinhos. Há ainda um longo caminho a percorrer até que o objetivo final do Breakthrough Starshot, visitar os planetas do sistema Alpha Centauri, a 4,3 anos-luz de distância, seja cumprido. Os desafios em termos de produzir fontes de energia, sensores, câmeras, sistemas de comunicação e todos os equipamentos miniaturizados necessários para essa épica viagem são imensos, mas o objetivo é realizar os primeiros lançamentos das nano-naves dentro de 20 anos. Os primeiros e promissores passos estão sendo dados agora.

crédito: Arquivo
As futuras nanonaves Starshot terão velas de luz propelidas por laser a fim de atingir velocidades relativísticas
As futuras nanonaves Starshot terão velas de luz propelidas por laser a fim de atingir velocidades relativísticas

Visite o site Breakthrough Iniciatives

Assista ao vídeo da campanha KickSat

Confira um vídeo do lançamento do projeto Breakthrough Starshot

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crédito: Revista UFO
Dossiê Cometa
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