NOTÍCIA

Brasil e América do Sul nas Audiências Públicas sobre Abertura

Por Equipe UFO | 02 de Maio de 2013

Os representantes do Brasil, A. J. Gevaerd e Wilson Picler, à direita
Créditos: Arquivo UFO

Brasil e América do Sul nas Audiências Públicas sobre Abertura

Esta quinta-feira, 02 de maio de 2013, foi dedicada à casuística sul-americana no Citizen Hearing on Disclosure, ou Conferências Públicas sobre Abertura. O editor da Revista UFO, A. J. Gevaerd, lidera a comitiva da América do Sul no evento, formada também por Anthony Choy e Oscar Santa Maria do Peru, Rodrigo Bravo do Chile e Ariel Sanchez do Uruguai. Da mesa dos participantes ainda fez parte Wilson Picler, conselheiro especial da Revista UFO.

Gevaerd apresentou um grande volume intitulado UFOs in the Amazon, ou UFOs na Amazônia, contendo documentação a respeito da Operação Prato de 1977, realizada pela Força Aérea Brasileira. Ele descreveu como muitos países da região estavam na época, final dos anos 70, sob ditaduras militares que colaboravam com o governo norte-americano, razão pela qual agentes de inteligência dos Estados Unidos tinham livre trânsito no continente. Gevaerd mencionou que graças a esses contatos foram fornecidos à equipe do então capitão Uyrangê Hollanda filmes altamente sensíveis para registrar os espantosos fenômenos que ocorriam ao redor de Belém do Pará, concentrando-se na Ilha de Colares.

O editor da Revista UFO descreveu como mais de 1.000 pessoas foram aparentemente atacadas por objetos voadores desconhecidos com raios de luz e como as vítimas apresentavam um quadro de anemia. Gevaerd comenta: "Em vista disso, as pessoas pediram ao governo para que tomasse providências e a Força Aérea Brasileira lançou a Operação Prato para investigar. Já se sabia que o fenômeno estava ligado a inteligências que não eram da Terra. Quando os militares iniciaram sua investigação, a inteligência norte-americana se mobilizou para acompanhá-los".

Gevaerd prossegue: "A Operação Prato durou quatro meses e nas primeiras semanas poucos avistamentos ocorreram. É importante lembrar que os norte-americanos não estavam oficialmente ali. Então, os militares brasileiros começaram a acampar na mata, a fim de registrar as naves, e estas começaram a segui-los. O resultado foram mais de 500 fotografias e 16 filmes produzidos, incluindo imensas naves que consideramos naves-mãe sobre o Rio Amazonas. Os casos aconteceram entre 1976 e 1978, envolvendo 400 pessoas atacadas. Houve uma ocasião em que criaturas similares a humanos foram avistadas a bordo de uma nave por várias pessoas na Ilha de Colares".

Gevaerd lembrou que os ataques pararam quando os militares começaram a acampar na floresta e os UFOs passaram a se deslocar a outros pontos para atacar as pessoas. A inteligência norte-americana sabia a respeito da Operação Prato, da qual, graças à campanha UFOs: Liberdade de Informação Já, foram liberadas até agora mais de 300 páginas de documentos. No total, envolvendo casos investigados desde os anos 50, a campanha conseguiu 4.500 páginas de documentos e cerca de 400 fotos. Todo esse material está disponível no Arquivo Nacional e no site da Revista UFO.

crédito: Arquivo
A. J. Gevaerd mostra o volumoso compêndio de documentos sobre a Operação Prato
A. J. Gevaerd mostra o volumoso compêndio de documentos sobre a Operação Prato

Oscar Santa Maria comentou o incidente do qual foi a principal testemunha, ocorrido em 1980 sobre a Base Aérea de La Joya. Ele decolou com seu Sukhoi Su-22 a fim de averiguar a aproximação do que foi a princípio tomado por um balão. Santa Maria acionou os canhões de 30 mm de seu caça, mas as balas não tiveram qualquer efeito e, pior, voando a 900 km/h não conseguia se aproximar do objeto, que logo percebeu não ser um balão. Perseguindo o UFO o piloto chegou a atingir uma altitude de 19.000 m, sem conseguir ficar em posição de ataque. Santa Maria confirmou ter atingido 1,3 Mach, ou 1,3 vezes a velocidade do som, e o UFO então se deslocou a 1,2 Mach verticalmente para acompanhá-lo de perto. Após 22 minutos de manobras o avião estava com pouco combustível e Santa Maria precisou retornar à base. O piloto temeu ser atacado pelo objeto, mas isso não aconteceu. Ele afirmou não ter dúvidas de que o objeto era proveniente de tecnologia extraterrestre e que no total 1.800 pessoas na base aérea testemunharam o ocorrido.

O coronel Ariel Sanchez da Força Aérea Uruguaia (FAU), comandante da Comissão Receptora e Investigadora de Denúncias de Objetos Voadores Não Identificados (Cridovni), descreveu a publicação de um livro no qual estão relatados mais de 20 casos oficialmente pesquisados pelo órgão oficial daquele país. Sanchez disse que o livro foi, inclusive, utilizado em escolas, como parte de um programa da FAU junto às crianças. O militar falou brevemente sobre o Caso Varginha no Brasil, onde ao menos duas criaturas foram capturadas. Comentou também sobre uma queda de UFO na Bolívia em maio de 1978, mencionando que existem documentos a respeito que comprovam a participação norte-americana na recuperação do objeto. Os militares bolivianos teriam chegado mais tarde à área, que era muito remota, mas sem encontrar nada. Sanchez diz ter obtido poucos documentos sobre esse caso, mas que provavelmente existem muitos mais.

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Site oficial do Citizen Hearing on Disclosure

Saiba mais:

Livro: O Caso Varginha

crédito: Revista UFO
O Caso Varginha
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DVD: Aliens na América do Sul

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