FAQ

A EQUIPE UFO RESPONDE SUAS DÚVIDAS

Aqui estão as perguntas mais frequentes feitas ao Portal UFO. Busque pelo assunto de interesse e tire suas dúvidas. Caso sua dúvida não esteja contemplada em Perguntas Freqüentes, utilize o Contato. 

A sua participação é muito importante!


1.1- O que significa UFO? 

UFO é a sigla de unidentified flying object, ou objeto voador não identificado.

1.2- O que são ovnis? 

Como consta no item 1.1, ovni significa objeto voador não identificado. A tradução em português do termo UFO. Um ovni é qualquer fenômeno avistado nos céus, que não pode ser rapidamente explicado pela presença de qualquer objeto, veículo, animal ou fenômeno atmosférico conhecido. O nome mais popular pelo qual o fenômeno é conhecido é disco voador.

1.3- O que é a Ufologia? 

Ufologia é o estudo dos UFOs ou ovnis.

1.4- Como é o trabalho de um ufólogo? 

O ufólogo é uma pessoa que se interessa e busca estudar as aparições de UFOs. Para tanto, é necessário que se faça uma análise cuidadosa de todos os aspectos do acontecimento. Entrevistar testemunhas, analisar fotos, evidências físicas, verificar com as autoridades a presença de aeronaves, procurar registros de radar, conversar com membros da imprensa, toda e qualquer evidência que possa substanciar o caso e prover uma explicação.

Um ufólogo frequentemente precisa igualmente desmistificar acontecimentos tomados como presença de ovnis, mas que tem sua origem em fenômenos atmosféricos pouco conhecidos, presença de aeronaves não convencionais, ou qualquer outro fenômeno que possa explicar o ocorrido.

1.5- Como ser um ufólogo? 

Não existe um curso para formação de ufólogo. A pessoa normalmente se interessa, após ler uma revista ou livro da matéria, quando assiste um filme ou programa de TV, ou quando ela própria é testemunha de um fenômeno ufológico.

Quanto maior a bagagem cultural da pessoa, especialmente em termos de conhecimentos científicos, noções de matérias como astronomia, eletricidade, etc, melhor ela estará em condições de analisar um caso de contato ufológico. É especialmente importante evitar contato com pessoas que se intitulam de “iluminados” ou “amigos de extraterrestres”, que normalmente pretendem apenas explorar a credulidade e ingenuidade de outros.

Entrar em contato com organizações e associações de pesquisa ufológica é a melhor maneira de começar na Ufologia.

1.6- Quais os graus de contato com um UFO? 

Os graus de contato, estabelecidos em convenção pela quase totalidade da Ufologia mundial, são:

- Contato imediato de primeiro grau: o simples avistamento de um objeto, normalmente a distância.

- Contato imediato de segundo grau: é deixada alguma evidência física do acontecimento, marcas no chão, árvores ou vegetação com marcas de queimadura. Essas evidências em alguns casos podem ser inclusive deixadas no próprio corpo da testemunha.

- Contato imediato de terceiro grau: acontece quando há o avistamento, a certa distância, de seres ou tripulantes do objeto.

- Contato imediato de quarto grau: há um contato próximo com os seres ou tripulantes, com possibilidade de comunicação direta, na própria língua da testemunha, ou mais frequentemente pelo que se acredita seja por via telepática.

- Contato imediato de quinto grau: quando a testemunha é levada, por livre vontade ou por algum tipo de coação, para bordo do objeto, nesse último caso configurando uma abdução (veja mais no tópico sobre as abduções).

2.1- Quem os vê? 

Qualquer pessoa pode ser testemunha de um caso ufológico. Como são normalmente as pessoas mais preparadas para avaliar distâncias, posições e velocidades relativas, além de possuírem formação em ciências como astronomia e meteorologia, os depoimentos de pilotos de aeronaves civis e militares, e até mesmo astronautas, são considerados os mais confiáveis. Muitos astrônomos e cientistas igualmente já viram e deram declarações favoráveis ao estudo ufológico.

2.2- Desde quando são vistos UFOs? 

Ninguém sabe quando foi a primeira vez em que foram vistas estranhas manifestações nos céus. Existem desenhos e pinturas rupestres antiquíssimos, deixados em cavernas por todo o mundo por nossos remotos ancestrais, que parecem mostrar a presença, em seu meio de criaturas estranhas e não humanas, descidas do céu em veículos extraordinários. Existem pinturas inclusive de famosos mestres das artes, onde igualmente podem ser vistos estranhos objetos muito similares aos ovnis dos dias de hoje. Há relatos de fenômenos estranhos nos céus desde a remota Antiguidade, portanto é admitido que esses fenômenos acontecem há muito tempo.

2.3- O que são? 

Não existe ainda um consenso entre os ufólogos do que sejam tais objetos. Muitos podem ser novos e secretos tipos de aeronaves. Já se cogitou a possibilidade de serem algum tipo de forma de vida. Projeção da mente, lapsos na estrutura de nosso Universo... são inúmeras as teorias, das quais apresentaremos as mais importantes em um dos próximos tópicos.

2.4- Qual seu formato? 

De esférico, oval, em formato de disco, charuto, cilindro, triângulo, cone, bumerangue a apenas uma forte luz, são diversos os formatos em que os OVNIs podem se apresentar.

2.5- De onde vem? 

Igualmente não se tem um consenso dentro da comunidade ufológica. A maior parte dos pesquisadores defende a hipótese de que os OVNIs ou UFOs sejam naves espaciais de civilizações extraterrestres. Como a ciência e a astronáutica já determinou com alto grau de certeza que é extremamente improvável que exista outra civilização nos planetas de nosso Sistema Solar, aceita-se entre os ufólogos a teoria de que essas naves venham de sistemas solares que existem ao redor de outras estrelas, de nossa galáxia, a Via Láctea, ou até mesmo de outras galáxias.

2.6- Quais as teorias para explicar os UFOs? 

A teoria mais aceita, já mencionada nos tópicos anteriores, é que os UFOs ou OVNIs sejam naves ou veículos espaciais que provêm de civilizações extraterrestres. Para que estejam chegando aqui, vindas de outros sistemas solares da Via Láctea, ou de outras galáxias, seguramente dispõem de uma tecnologia inimaginavelmente avançada em relação a nossa, séculos ou talvez milênios mais adiantada.

Existem os que defendem que tais naves venham da Terra mesmo, de algum mundo subterrâneo. Essas teorias costumam se agrupar em torno de uma mais abrangente, a Teoria da Terra Oca, que afirma que existe um mundo mais adiantado no interior de nosso planeta. Essa teoria hoje já não encontra respaldo científico, nem muito menos da parte da maioria dos ufólogos, visto que não existe qualquer evidência de que tal mundo interior de fato exista.

Existe uma teoria que afirma que os extraterrestres seriam na verdade viajantes do tempo, talvez até vindos daqui mesmo, da Terra, porém de muitos anos à frente, no futuro. Igualmente, estamos em uma época em que a ciência ainda não chegou a um consenso sobre se é possível ou não viajar no tempo, logo essa teoria igualmente precisa ser vista com reservas.

Há outras teorias para explicar o fenômeno ufológico, como experiências militares ultra-secretas, fenômenos provocados por capacidades desconhecidas da mente, mas a que tem o maior respaldo é a das visitas de civilizações extraterrestres ou alienígenas.

2.7- O que pode confundir e ser erroneamente tomado como um disco voador? 

Diversos fenômenos naturais podem ser confundidos com OVNIs. Nuvens lenticulares, fenômenos eletromagnéticos como o raio globular, o fogo-de-santelmo, o fogo fátuo ou gás do pântano, produzidos pela decomposição de matéria orgânica, e outros.

Aeronaves perfeitamente comuns podem ser tomadas por um UFO, se avistadas em condições incomuns. Por exemplo: um avião comercial visto de frente.

Existe um grande número de aeronaves pouco convencionais, especialmente militares, que devido ao seu formato incomum podem confundir a testemunha desavisada. Igualmente, satélites e outros veículos espaciais, e até mesmo astros como a Lua e os planetas frequentemente produzem tais enganos.

Um dado extremamente importante é o resultado de uma análise de todos os casos em que OVNIs foram reportados – e  que se repete em diferentes épocas – dando conta de que cerca de 90 a 95 por cento dos relatos podem ser explicados como enganos, ou fraudes. Por outro lado, os restantes 5 a 10 por cento permanecem inexplicáveis, sendo então objeto de atenção dos pesquisadores da Ufologia.

3.1- Há provas de que a Terra está sendo visitada? 

Infelizmente, mesmo diante do trabalho de inúmeros pesquisadores sérios de muitos países, ao longo de praticamente 60 anos, ainda não existe uma prova concreta e irrefutável de que a Terra esteja sendo visitada por uma ou mais civilizações extraterrestres.

Existem, contudo, evidências contundentes no sentido de que boa parte daqueles 5 ou 10 por cento de casos inexplicáveis, mencionados no tópico anterior, podem ser relacionados a presença de inteligências alienígenas. Existem fotos que comprovadamente não são produto de fraude, e que mostram objetos muito grandes e distantes da câmera, objetos esses que não são produto de nossa tecnologia. Existem registros de radar, documentos oficiais como os que têm sido divulgados por algumas das principais nações – como França, Inglaterra, Itália, Canadá, e recentemente o Brasil – e testemunhos de pessoas altamente preparadas como pilotos de aeronaves e astronautas...

Mas essas são evidências, não provas concretas. Obter estas últimas permanece sendo o objetivo maior da Ufologia.

3.2- Existem extraterrestres? 

Nem a Ufologia nem a Ciência em suas vertentes astronomia e exobiologia, conseguiram ainda comprovar além de qualquer dúvida que exista vida extraterrestre. Mas, conforme postulou o grande astrônomo e divulgador científico, Carl Sagan, “a ausência de evidência não é evidência de ausência”.

Vida extraterrestre, na forma de criaturas simples semelhantes a bactérias, já pode até mesmo ter sido descoberta. Em agosto de 1996, a NASA, a agência espacial norte-americana, anunciou haver descoberto estruturas no interior de um meteorito, identificado pela sigla ALH 84001, que se assemelham a bactérias. O meteorito foi encontrado na Antártida em 1984, e depois de analisado comprovou-se além de qualquer dúvida que veio de Marte, como resultado de uma grande colisão de um asteróide com o planeta vizinho, há alguns milhões de anos. Ainda hoje, na comunidade científica, é intenso o debate sobre se são ou não fósseis de bactérias as estruturas encontradas pela NASA.

É um fato científico irrefutável que o carbono, a água, os hidrocarbonetos e outros compostos que formam a vida na Terra, existem em abundância em todo o Universo conhecido. É bastante provável – e admitido pelos cientistas – que a vida extraterrestre pode também ser baseada em carbono e possuir um elemento de transmissão de características hereditárias similar ao nosso DNA.

Por outro lado, a Terra e o Sistema Solar ocupam um dos braços espirais na periferia de nossa galáxia, a Via Láctea. Galáxias são imensas estruturas formadas por milhões ou bilhões de estrelas. A Via Láctea tem uma população estimada entre 200 a 400 bilhões de estrelas, e os astrônomos, a partir de 1995, têm localizado planetas em torno de outras estrelas. Mais de 460 desses exoplanetas foram encontrados até hoje, comprovando que quase todas as estrelas possuem planetas.

O número total de galáxias no Universo visível é também da ordem de centenas de bilhões. Sabendo que não existem exceções nas leis naturais – as mesmas leis que permitiram o surgimento e evolução da vida na Terra – é praticamente certeza de que sim, exista vida lá fora, que tanto pode ser simples, como bactérias e outros germes, como ter tido a oportunidade de evoluir em criaturas complexas dotadas de inteligência e que desenvolveram tecnologia, como nós humanos.

3.3- De onde eles vêm? 

Extraterrestres na forma de microorganismos podem de fato existir em nosso próprio Sistema Solar. Sondas espaciais têm explorado Marte com bastante regularidade nos últimos anos, e realizado extraordinárias descobertas. É praticamente certeza de que o planeta possuiu água, rios, lagos e oceanos nos primórdios de sua história, tendo perdido esse ambiente agradável por causas desconhecidas. As sondas inclusive localizaram ambientes em Marte onde a vida pode existir nos dias de hoje, como imediatamente abaixo da superfície, onde existe água congelada.

Sondas como as Voyager e a Galileu, que visitaram Júpiter e investigaram seu complexo sistema de luas, encontraram provas de que um desses pequenos mundos, o satélite Europa, é coberto por uma capa de gelo. Por baixo desse gelo, as informações disponíveis indicam que pode existir um imenso oceano, onde seres extraterrestres poderiam existir. Titã, lua de Saturno visitada pela sonda Huygens em 2004, lançada pela nave Cassini, igualmente é suspeita de possuir os elementos básicos para a existência de vida. Existem muitas outras missões espaciais sendo projetadas para investigar todas essas possibilidades.

Quanto aos representantes de civilizações extraterrestres que a Ufologia defende que têm nos visitado, possivelmente desde milênios atrás, tudo que podemos especular é que devem provir de outros sistemas solares, já que não encontramos qualquer prova de civilizações existindo em alguns de nossos mundos vizinhos. Tudo o que se pode fazer com nosso conhecimento atual é especular.

3.4- Quais os tipos de extraterrestres? 

Ao longo das décadas, a Ufologia mundial tentou estabelecer diversos critérios para classificar os extraterrestres que estariam nos visitando. Um dos exemplos mais recentes foi criado pelo ufólogo brasileiro Thiago Luiz Ticchetti e hoje uma das mais aceitas no meio ufológico mundial por ser simples e ao mesmo tempo ampla e aberta a atualizações e inclusões. É um sistema de classificação baseado estritamente na aparência dos seres, que são divididos em quatro grandes grupos: Humanóide, Animália, Robóticos e Exóticos:

- Humanóides: Dessa classe fazem parte aqueles extraterrestres que apresentam o mesmo tipo de corpo dos seres humanos, com tronco, cabeça, dois braços ligados aos ombros e duas pernas ligadas à cintura. Dentro da classe humanoide há cinco tipos de entidades. A primeira é a HUMANA, constituída por seres que poderiam andar entre nós sem chamar a atenção. Esses seres foram subdivididos em seis grandes variantes. Delas, a que mais prevalece refere-se aos extraterrestres do tipo nórdico, bem conhecido na literatura ufológica. São seres altos, com 1,8 m ou mais, de olhos azuis e belos como anjos, segundo as testemunhas. Outra variante são as entidades que se parecem conosco, mas que necessitam de roupas espaciais ou capacetes para permanece- rem em nossa atmosfera. Depois temos seres também parecidos com os humanos, mas com uma feição enrugada, a quem chamaremos de “velhos”. As outras variações são menos comuns. O segundo maior grupo do tipo humanoide são os PEQUENOS GREYS. Alguns usam capacetes ou algum tipo de aparelho para respirar, enquanto outros têm traços que lembram insetos. Os pequenos greys que não se encaixam no molde clássico constituem o terceiro maior grupo de humanoides, os PEQUENOS NÃO GREYS. As variantes aqui incluem: homenzinhos verdes, pequenos humanoides com rosto cheio de pequenos furos, seres muito peludos que se parecem mais com um ser humano do que com um animal e entidades com poucos centímetros de altura, que, independentemente de seu tamanho, têm o aspecto humanoide. As entidades extremamente altas ou GIGANTES formam o quarto tipo de humanoides. Uma variável aqui é uma criatura com mais de dois metros de altura e três olhos. O quinto tipo, chamado de NÃO CLÁSSICO, é um apanhado de todos os seres que não se encaixaram em nenhum dos outros tipos.

- Animália: Aqui se incluem entidades que tenham pelos ou escamas, aquelas que se movem em quatro pernas e as que têm asas. Apesar de sua aparência animal, as ações e comportamentos desses alienígenas estão muito mais próximos do humano do que de um animal. A classe é composta por cinco tipos de seres. O primeiro tipo é o MAMÍFERO PELUDO, que se diferencia dos humanoides em virtude dos pelos que lhe cobrem todo o corpo ou, ao menos, parte visualizada pela testemunha. São criaturas parecidas com o pé grande ou yeti, animais com quatro patas ou seres com caras de morcego. O segundo tipo são os REPTILIANOS, que incluem as criaturas verdes com escamas no lugar de pele e grandes olhos ovais, duendes prateados e criaturas do pântano. O nome do tipo se refere somente ao fato de as criaturas não terem pelo. Já o terceiro tipo, os ANFÍBIOS, é reservado às entidades com aspecto de sapo. O nome do tipo se refere ao fato de as criaturas terem a pele lisa e nada tem a ver com capacidades respiratórias. No quarto tipo, INSECTÓIDES, encontram-se os extraterrestres com características de insetos, tronco comprido e olhos multifacetados. Dentro desse grupo, temos as variantes que incluem seres com asas, que muitos chamam de fadas, como também gafanhotos e louva-deuses. O quinto tipo na classe animália são os AVIÁRIOS, que compreende criaturas com asas de pássaros. São poucos, mas importantes, os relatos sobre eles.

- Robóticos: A terceira classe exibe uma natureza mecânica e está dividida em dois tipos de alienígenas. O primeiro tipo, METÁLICOS, são os robôs que parecem ser feitos de algum tipo de meteal. O segundo tipo são os CORPULENTOS, e nele estão os seres androides, que podem ter aparência humana, animal ou de robôs com braços e pernas de aparência humana ou apresentando uma pele escamosa entram nesse tipo.

- Exóticos: A quarta classe é denominada exótica e abrange todas as entidades não humanoides, não animálias e não robóticas. São dois tipos. A APARIÇÃO é constituída por seres fantasmagóricos e criaturas não humanas. Sua manifestação não é completa, como se metade do corpo, por exemplo, estivesse em outra dimensão. O outro tipo exótico chama-se FÍSICO, que são seres realmente estranhos, por exemplo, em forma de cérebro ou de uma bolha.

Importante salientar que algumas entidades podem ser enquadradas em mais de uma categoria e existem transições de formas, ou seja, humanoides que agem como robôs e humanoides peludos que lembram animais.

3.5- São hostis? 

Existem relatos inconsistentes de supostas agressões a seres humanos, e outros casos em que aparentemente as testemunhas foram vítimas de agressão, tendo experimentado desde dores e paralisia, até graves transtornos psicológicos e até morte. Mas tais casos são uma minoria entre os milhares de relatos de supostos contatos de terrestres com alienígenas.

Na maior parte dos casos, os extraterrestres se mostram indiferentes com as testemunhas. Existem relatos em que o contato foi amistoso, havendo troca de informações e até mesmo longas conversas.

Pode-se mencionar novamente Carl Sagan, que sempre defendeu em seu trabalho científico que civilizações hostis, agressivas e conquistadoras, costumam se autodestruir antes de ameaçar outras culturas. Dessa forma, somente povos que houvessem conquistado sua própria paz conseguiriam realizar o descomunal esforço de desenvolver as viagens interestelares, necessárias para vencer as imensas distâncias no Universo.

Assim, e levando em conta a ainda colossal distância entre nossa tecnologia e a de nossos visitantes, ainda não ocorreu qualquer agressão ou invasão por parte destes, portanto a idéia que surge é que a maioria das civilizações que podem estar nos visitando não possuam intenções hostis para conosco.

3.6- O que são abduções? 

Abduções são sequestros de testemunhas pelos seres extraterrestres. Uma abdução ocorre quando uma testemunha é trazida a bordo de uma nave, a fim de passar por uma série de aparentes exames clínicos. A testemunha tanto pode ser convidada para entrar no veículo, quanto ser paralisada e trazida, ou até mesmo ser levada à força.

O perfil das vítimas é variado, pertencendo a qualquer classe social, credo religioso, ou sexo. A pessoa normalmente é deitada em uma mesa, e os seres utilizam uma série de equipamentos desconhecidos em seu exame. Amostras de cabelos, unhas, pele e sangue são normalmente retiradas pelos abdutores, e existem casos em que a testemunha é levada a manter relações com seres, nesses casos similares aos humanos.

Terminado o processo, os alienígenas devolvem a testemunha, às vezes nas proximidades onde esta foi apanhada, podendo porém acontecer de a vítima ser devolvida em um lugar muito distante do ponto onde foi abduzida.

3.7- O que querem? 

Os objetivos dos alienígenas são desconhecidos, e como existem apenas evidências indiretas de seus motivos e métodos, só podemos especular a respeito da razão de sua presença aqui. Alguns dos estudiosos das abduções defendem a teoria de que os alienígenas estão fazendo um longo trabalho de pesquisa, no sentido de criar uma raça híbrida, cruzando nossa espécie com a deles.

Outros defendem que eles estão na verdade protegendo a raça humana, procurando acelerar nossa evolução fazendo mudanças genéticas nos abduzidos.

A teoria mais aceita diz que, diante do quadro geral da presença extraterrestre estudado pela Ufologia, nossos visitantes são exploradores, tais como nós mesmos. Diversos países da Terra lançam missões espaciais, no sentido de estudar o Universo. Os extraterrestres podem estar fazendo a mesma coisa, com a vantagem de possuir uma tecnologia centenas ou milhares de anos mais adiantada em relação a nossa.

4.1- O que é uma abdução? 

Consiste no sequestro de seres humanos por inteligências não terrestres que utilizam recursos tecnológicos além da capacidade científica que temos para tal. O abduzido pode ou não estar consciente do evento, tendo participação ativa ou passiva, ou seja, a abdução pode ocorrer com consentimento consciente ou ser levada a efeito de forma subjugadora por parte dos extraterrestres envolvidos. Assim, pode ser um processo pacífico ou violento.

Segundo a Ufologia de abordagem espiritualista, as abduções podem ser realizadas a nível físico ou extrafísico. No primeiro, o abduzido é levado em corpo físico para a nave. No segundo caso, quando ocorre a nível extrafísico, o abduzido é levado sem seu corpo físico, mas sim, em seu corpo energético. Isso dependerá da dimensão em que estão os extraterrestres responsáveis pela abdução.

4.2- Como acontece uma abdução? 

Acredita-se que o alvo da abdução passa por um período de observação por parte dos extraterrestres. A maioria dos relatos informa a visualização de uma luz muito forte, onde se percebem formas humanóides, com diferenças morfológicas ou não com relação à nossa própria raça. A partir daí o abduzido parece entrar em um processo de confusão mental, sendo conduzido para a nave pacificamente ou por uso de força mental por parte dos extraterrestres.

A bordo da nave ocorre um exame físico e procedimentos são realizados por parte dos abdutores, como retirada de amostras de pele, sangue, sêmen, óvulos, análise de órgãos. Este procedimento pode ser ou não doloroso. Muitos abduzidos parecem receber implantes ou chips em diferentes partes do corpo, sendo que a maior incidência se dá nas extremidades (braços, mãos, pernas, pés), na nuca, sob o couro cabeludo, ou ainda introduzidos pela narina, na região frontal do crânio.

Terminada a operação que motivou a abdução, o humano aparentemente sofre ação mental por parte dos extraterrestres apresentando amnésia lacunar que impede o mesmo de recordar-se dos eventos ocorridos. Na quase totalidade dos casos, o abduzido é devolvido ao local onde foi raptado.

Se a abdução ocorrer no plano extrafísico, o abduzido pode passar por programações hipnóticas por parte dos extraterrestres que, de acordo com a abordagem ufológica espiritualista, destinam-se a promover avanços científicos, possibilitar análises mais corretas de eventos envolvendo a ufologia e fornecer ferramentas paranormais mais eficientes.  Ainda aqui, implantes extrafísicos são colocados.

4.3- Quais os sintomas decorrentes de uma abdução? 

A amnésia é intensa e causa uma desorientação espaço-temporal de leve a acentuada. O abduzido perde a noção de tempo, e normalmente demora a perceber onde está. Pode desenvolver fobias como medo de escuro, medo de luzes intensas, sono irregular, pesadelos em que se vê perseguido. É comum o relato da visão de seres com aparência não humana em suas casas.

Podem ocorrer alterações fisiológicas como crises alérgicas em pessoas que nunca apresentaram tais fenômenos, crises de pressão alta, alterações de hábitos alimentares, dores de cabeça, sudorese excessiva. Alguns abduzidos passam a demonstrar uma mudança de personalidade, quer seja tornando-se mais introspectivos, quer seja no sentido oposto. A sensação de que "perderam" algo importante é relatada por um número expressivo de abduzidos extrafísicos.

4.4- Como saber se é vítima de uma abdução? 

A sensação de que algo insólito ocorreu, porém acompanhada da ausência de lembrança deste é o sintoma mais freqüente, mas pequenos hematomas em braços e pernas são os sinais mais importantes se nenhuma explicação de trauma físico existir.

Imediatamente após a abdução, a vítima pode ter como primeira pista de que algo estranho aconteceu a sensação de tempo perdido. Esse lapso de tempo é percebido comumente quando a pessoa é abduzida durante uma viagem de carro, se dando conta de que a viagem levou muito mais tempo do que o previsto, sem que por outro lado tenha sido consumido combustível do veículo suficiente para aquela distância.

A sensação de estar vendo seres não humanos em sua casa ou quarto, assim como a sensação de estar sendo observado também constituem sinais importantes. O desenvolvimento de fobias ou alterações emocionais podem ter outras explicações e devem ser avaliadas no conjunto que se apresenta. Dores em braços, mãos, pernas, pés e nuca devem ser investigados com raio-X que pode demonstrar implantes metálicos.

4.5- Por que acontecem, e qual o objetivo das abduções? 

Podem ser listadas muitas razões para as abduções. A busca de material genético parece ser uma das mais importantes. Há relatos de abduzidos que foram usados como banco de material genético para supostamente gerarem seres híbridos entre terrestres e extraterrestres. Estes relatos são principalmente descritos tendo os alienígenas do tipo gray ou cinza (ou tipo alfa na terminologia brasileira) como os agentes das abduções.

Outra razão importante, segundo a abordagem espiritualista, seria a transmissão de informações técnicas ou espirituais julgadas necessárias ao processo de harmonização do planeta Terra e de sua recuperação.

Outros pesquisadores alegam que a humanidade terrestre seria uma cobaia de certas raças abdutoras, e ainda existem mais teorias, alegando que as abduções fazem parte de um processo muito maior, objetivando a integração da humanidade na vida galáctica. Os adeptos de tal teoria alegam que isso pode significar uma preparação para o contato em massa entre estes seres e a humanidade terrestre.

4.6- Abduções podem ser evitadas? 

Muitos pesquisadores acreditam que as abduções não ocorrem ao acaso. Existiriam indícios de uma raiz genética norteando as abduções porque, numa mesma família, normalmente, há mais de um abduzido, seguindo uma seqüência genealógica. Assim, segundo essas teorias, aparentemente existiria uma ligação entre abduzidos e abdutores transcendendo ao tempo e ao espaço.

Não existe tecnologia para evitar uma abdução, até onde se saiba. Na Ufologia Psíquica, alegam que se deve buscar a elevação espiritual e harmonização com o meio e os semelhantes, a fim de supostamente atrair a presença de raças alienígenas mais éticas e de maior evolução, devido a lei da afinidade (semelhante atrai semelhante), inerente a tudo e todos. Assim, nossos pensamentos são ondas que se propagam de acordo com seu quantum energético e atraem ondas similares – nunca opostas.

4.7- O que são implantes? 

Seriam dispositivos colocados no corpo dos abduzidos, possuindo diferentes funções. Alguns pesquisadores afirmam ter removido dezenas de tais dispositivos de abduzidos, que revelam-se como pequenos objetos aparentemente metálicos, recobertos com o que parece ser tecido orgânico do próprio organismo do abduzido. Apesar de muitas análises físicas e químicas terem sido realizadas em tais objetos, ainda não ficou provado de forma inequívoca de que se trata de artefatos alienígenas. De acordo com a abordagem interdimensional, os implantes, além de físicos, podem ser extrafísicos – e neste caso são colocados no corpo energético com diferentes funções.

4.8- Como os implantes são descobertos? 

Quando são físicos, dependendo do material com que supostamente são feitos, aparecem em exames de imagem tais como raio-X, tomografia, ressonância magnética e ultrassonografia. Podem também sensibilizar equipamentos radiônicos, atrair imãs, e sobressair na própria pele do abduzido. Se forem extrafísicos, produzem ondas de diferentes comprimentos e velocidade visíveis no campo energético do abduzido.

4.9- O que os implantes causam? 

Embora não se tenha certeza quanto a isso, sendo todas as possíveis teorias altamente especulativas, a teoria mais aceita afirma que servem para monitorar o abduzido, tornando mais fácil aos alienígenas localizá-lo em caso de necessidade. Alguns pesquisadores alegam que além desses implantes de monitoramento e localização (chamados implantes neutros), existiriam também os implantes maléficos, que serviriam para os alienígenas comandarem suas vítimas, levando-os as ações e reações controladas, assim como os benéficos, que visam auxiliar de alguma forma os abduzidos, concedendo-lhes capacidades de cura, expansão de memória, processos mentais e afins.

4.10- Implantes podem ser removidos? 

Muitos supostos implantes já foram removidos de abduzidos, por meio de processos cirúrgicos rápidos e simples (desde que sua remoção não seja mais danosa ao paciente do que a sua presença no corpo). Quando os implantes são extrafísicos e, portanto, estão presentes no corpo energético, podem ser removidos por cirurgias extrafísicas ou desmaterialização.

4.11- Como funciona a hipnose? 

É um estado de alteração da consciência e da percepção, com profundo relaxamento, induzido por um operador que utiliza-se de voz monotônica e outros recursos para induzir o paciente a um estado de imersão da mente em ondas lentas, alfa e teta, existentes no sono.

4.12- A hipnose pode tratar os abduzidos? 

Supõe-se que a hipnose seja a única ferramenta conhecida para conseguir acessar os acontecimentos decorrentes de abduções que estão em estado de amnésia lacunar induzida. Já que este recurso coloca o paciente num estado de alteração da consciência, caracterizado pelas ondas alfa e teta que estão aquém da consciência, e lhe permitiria vivenciar novamente o que passou.

4.13- Quais os cuidados que um hipnólogo deve tomar? 

A avaliação psicológica do paciente é fundamental para que a hipnose consiga obter um resultado satisfatório. O transe hipnótico sempre é um momento único que não se repete, da mesma forma como os acontecimentos da vida são únicos. Durante um transe hipnótico, quando a mente está emitindo ondas cerebrais mais lentas, do tipo alfa ou teta, ocorrem fenômenos hipnóticos como catalepsia, alucinações, pregressão ou progressão no tempo. O hipnólogo deve ser muito atento para, no transe, não induzir memórias não existentes nem influenciar de qualquer forma o suposto abduzido.

4.14- Qual a diferença entre hipnose clínica e a usada em shows? 

A hipnose é uma terapia reconhecida pelas sociedades internacionais médicas e psicológicas. A hipnose clínica é aquela empregada para tratar um problema emocional ou físico. Baseia-se em estudos científicos comprovados de resultados obtidos através da utilização deste método. A hipnose utilizada em shows não visa o tratamento de problemas, mas a exibição de alteração do estado da consciência e da percepção.

4.15- Distúrbios do sono podem ser confundidos com uma abdução? 

Devemos considerar que a mente humana é algo extraordinariamente complexo, capaz de criar ao infinito, e sugestionável, dependendo do estado de humor, de estresse físico e mental, do grau de excitação com determinado assunto. A mente é capaz de criar com detalhes impressionantes cenas não vivenciadas. Assim, numa pessoa sugestionável, existe real possibilidade do paciente crer numa abdução que não ocorreu. Por isso, sempre se deve ter em mente a análise consciente de tudo. Os fatos materiais são mais facilmente comprováveis.

Está muito bem documentada a existência de distúrbios do sono nos quais a pessoa apresenta os mesmos sintomas descritos pela maioria dos supostos abduzidos. Paralisia corporal que torna impossível qualquer movimento, sensação de uma presença estranha nas proximidades, alucinações e supostas visões de luzes e sombras... É absolutamente necessário que o pesquisador que vá analisar um suposto caso de abdução tenha em mente essa realidade, e não se deixe levar por relatos fantasiosos.

4.16- Questionamentos e problemas com as teorias de abdução 

Uma das teorias mais persistentes a respeito das abduções é a que alega que uma grande quantidade de pessoas da sociedade terrestre já teria sido abduzida. Fala-se até mesmo em um por cento da humanidade. Se levarmos em conta que a população mundial é estimada em seis bilhões de pessoas, teremos um número altíssimo.

Diante de tal suposta enorme quantidade de abduzidos, a falta de evidências mais concretas, especialmente diante das que existem em outros campos do estudo ufológico, torna tal alegação altamente questionável. Outro fator a ser levado em conta são as alegadas abduções em série. Levando-se em consideração afirmações de cientistas, tal como o conhecido Carl Sagan, em seu livro O Mundo Assombrado Pelos Demônios, pode-se tecer sérios questionamentos a respeito.

Por exemplo, a própria ciência humana realizou um dos mais gigantescos projetos de estudo científico já produzidos, o levantamento de todo o genoma humano. Alegam os defensores de um elevado número de abduzidos entre a população mundial que os extraterrestres estão nos estudando. Entretanto, nós mesmos realizamos o mapeamento de todos os genes de nosso código genético, portanto chega a ser incoerente a afirmação de que são necessárias tantas abduções a fim de que os alienígenas façam essencialmente a mesma coisa.

Sagan também perguntou em O Mundo Assombrado... como os alienígenas podem ser tão adiantados em viagens interestelares, e tão atrasados em biologia e genética, conforme a constatação do último parágrafo. Trata-se de problemas com as teorias de abduções, que não são consenso nem sequer na própria comunidade ufológica.

(Agradecimentos pela participação da consultora da Revista UFO Dra. Mônica de Medeiros na elaboração dos itens sobre as abduções)

5.1- Quem são? 

Qualquer pessoa pode ser testemunha de um caso ufológico, sem qualquer restrição de nacionalidade, sexo, etnia, cultura, nível de conhecimento. Naturalmente, uma pessoa sem grande conhecimento quanto a fenômenos naturais ou aeronaves, sendo subitamente testemunha de algo tão alarmante quanto a aparição de um disco voador, pode tomá-lo até mesmo como um fenômeno religioso. Mas mesmo pessoas possuidoras de nível universitário não estão livres de acabar caindo na tentação da mistificação e no exagero, ao relatar os acontecimentos.

5.2- O que é a síndrome do contatado? 

Quando uma pessoa anuncia que foi testemunha de um caso ufológico, normalmente recebe muita atenção da mídia, é entrevistada e até convidada para comparecer a programas de televisão. Contudo, com o tempo perde-se o interesse em sua história, e as pessoas deixam de procurar a testemunha.

Se esta não possuir uma estrutura psicológica firme, poderá incorrer na síndrome do contatado, passando a procurar novamente a imprensa e acrescentar novos detalhes à história, inventando fatos que não existiram a fim de permanecer sendo alvo da atenção de todos.

Nos casos mais graves, a testemunha acaba se apresentando como “escolhida” pelos alegados alienígenas, daí podendo advir a criação de seitas, outras pessoas crédulas acabam se tornando suas seguidoras, sendo este um fenômeno que pode levar a resultados absolutamente nefastos.

5.3- O que levar em conta no depoimento de uma testemunha? 

Vale a pena pesquisar seu histórico pessoal, com vizinhos e amigos, verificar se não é usuária de drogas, e inclusive se já teve contato com literatura ufológica. Nas entrevistas, procurar voltar disfarçadamente ao mesmo ponto, a fim de verificar se a pessoa entra em contradição. Verificar se seu depoimento faz sentido, e se a testemunha não fica acrescentando novos detalhes a seu relato, como forma de “impressionar” o pesquisador.

5.4 - Quais as testemunhas mais confiáveis? 

Como já relatamos em outros tópicos, qualquer pessoa pode ser testemunha de um fenômeno ufológico, e as mais confiáveis são as que normalmente encontram-se mais preparadas para lidar com situações repentinas ou incomuns. Policiais, militares, pilotos de aeronaves civis e militares, cientistas, astrônomos, pessoas de elevada instrução e interessadas em outras disciplinas, e não apenas nos acontecimentos do dia a dia.

Naturalmente, pessoas sem tanta bagagem cultural podem também apresentar relatos confiáveis e espontâneos, justamente por não apresentarem o que poderia ser chamado de “contaminação” por certos veículos e programas sensacionalistas da mídia. Essas pessoas então teriam condições de, mesmo sem possuir conhecimentos em termos de fenômenos astronômicos ou físicos, apresentar um relato fiel do que presenciaram.

6.1- A Astronomia pode auxiliar a Ufologia? 

Com absoluta certeza a Astronomia é uma matéria complementar para o estudo ufológico, e todo ufólogo necessita ter noções dessa ciência. Os avanços e descobertas da Astronomia, desde meados dos anos 1990, têm sido absolutamente assombrosos, e revelado a imensidão e complexidade do Universo de uma forma inédita, ao mesmo tempo comprovando que a Terra é apenas mais um planeta, como muitos milhões de outros que podem existir apenas em nossa galáxia. E esses avanços têm contribuído também para a noção de que existem outras civilizações lá fora, que podem estar nos visitando, o que tem feito aumentar o respeito com que é encarado o estudo ufológico.

6.2- Existem planetas fora do Sistema Solar? 

Sim. A primeira pista veio em 1983, quando o telescópio orbital IRAS, sigla em inglês para Satélite Astronômico de Infravermelho, localizou uma imensa região de destroços e corpos de tamanhos variados, em torno da estrela Vega, distante 27 anos-luz.

Em 1995, foi anunciada a descoberta do primeiro planeta extrassolar, ou exoplaneta, ao redor da estrela 51 Pegasi. Até os dias de hoje, já foram encontrados mais de 460 exoplanetas, orbitando estrelas distantes até algumas centenas ou milhares de anos-luz.

6.3- Alguns desses planetas são habitados? 

A maioria absoluta desses planetas foi descoberta utilizando-se o método da velocidade radial da estrela. Tomando o exemplo de nosso sistema, um grande planeta como Júpiter atrai o Sol, alterando sua velocidade, e com nossa tecnologia atual podemos medir esse efeito, por meio de cuidadosas observações pelos telescópios ao longo de meses ou anos. Com uma série de complicados cálculos, os astrônomos podem então determinar a massa e estimar o tamanho do corpo que está “puxando” a estrela distante, e dessa forma descobrir se tal corpo é um planeta.

Esse método, infelizmente, só é eficaz para encontrar grandes planetas gasosos, como Júpiter, Saturno, Urano ou Netuno. E esses mundos não são adequados a vida como a conhecemos. Entretanto, grandes exoplanetas já foram encontrados bem dentro da chamada “zona habitável” de suas estrelas. Essa é a região, a determinada distância da estrela, onde a energia desta recebida pelo planeta estaria na medida certa para que este último possa ter a presença de água líquida em sua superfície.

Isso não é possível acontecer em gigantes gasosos, mas tais planetas podem, a exemplo dos de nosso sistema, possuir luas. Se for o caso, então estas poderiam se revelar como mundos azuis, com presença de água em rios lagos e oceanos, e também de vida.
Existem outros métodos de detecção de planetas, o mais promissor sendo o do trânsito. Trata-se de um pequeno eclipse, causado por um planeta que passe diante de sua estrela, de nosso ponto de vista aqui na Terra. A grande vantagem deste método é que permite observar a sombra do planeta, e determinar seu tamanho com razoável grau de precisão. No final de 2006, foi lançado o telescópio Corot, projeto europeu com participação brasileira, que já descobriu vários planetas através deste método.

Em março de 2009, foi lançado pela NASA o telescópio Kepler, maior e mais poderoso, que foi projetado para encontrar planetas menores e rochosos, similares a Terra, dentro da zona habitável de suas estrelas.

Em abril de 2007, entretanto, foi anunciada a descoberta de um planeta, um pouco maior do que a Terra, que aparenta ser também rochoso. Denominado Gliese 581c, os cientistas estimam sua temperatura de superfície como de 40 graus centígrados, totalmente adequada para a presença de água líquida. E como o sistema dessa estrela possui uma idade estimada entre 7 a 10 bilhões de anos, contra os 4,5 bilhões da Terra e do Sistema Solar, pode-se especular que seria tempo mais que suficiente para a evolução da vida, e também de inteligências nesse sistema.

6.4- A pesquisa espacial tem relação com a Ufologia? Há vida nos mundos de nosso Sistema Solar? 

Diversos astronautas já vieram a público afirmar que encontraram UFOs no espaço. Por seu treinamento e preparação intensivos, um astronauta jamais confundiria astros e objetos comuns com discos voadores, daí serem considerados valiosas testemunhas.

Existem fotografias e filmes, tomados de bordo de nossas naves espaciais, que mostram OVNIs no espaço, em órbita da Terra, e nas proximidades da Lua. A eles aplicam-se as mesmas regras e teorias já explicadas em outros tópicos deste trabalho.

No campo das missões não tripuladas, nossas sondas enviadas ao planeta Marte têm, nos últimos anos, descoberto fortes indícios de que esse mundo já possuiu um clima muito mais propício a vida há milhões de anos, com água corrente em sua superfície. Essa água escavou os vales e bacias que são vistos nas fotos desde a órbita, e os robôs pesquisando sua superfície já obtiveram provas conclusivas de que de fato existiu água líquida em grande quantidade em Marte.

Europa, satélite de Júpiter, desde as missões Voyager nos anos 1980 tem sido apontado como possível local onde exista vida. A missão Galileu, que esteve em órbita de Júpiter de meados dos anos 1990 até o princípio deste século, descobriu mais evidências de que abaixo da superfície coberta de gelo da lua exista um imenso oceano de água líquida. As rachaduras vistas em sua superfície são provocadas pela força de gravidade de Júpiter, que fratura o gelo e ao mesmo tempo parece manter o interior do satélite quente, proporcionando a existência do oceano. Para as próximas décadas, estão planejadas missões orbitais e de pouso em Europa.

Outro candidato a vida é Titã, satélite de Saturno coberto por uma densa atmosfera de metano. Compostos de hidrocarbonetos existem em sua superfície, com lagos e rios de metano e outros elementos, confirmados pela sonda Huygens, que pousou no satélite em 2004, lançada pela nave Cassini, que permanece em órbita de Saturno. Mesmo que as temperaturas em Titã sejam de centenas de graus abaixo de zero, existe a expectativa de que formas de vida possam surgir nesse ambiente. Ainda no sistema de Saturno, na pequena lua Encélado foram descobertos gêiseres em sua superfície, e ao passar próximo a eles a Cassini descobriu que o material ejetado possui compostos orgânicos.

A vida, tanto em Marte quanto nos satélites dos mundos gigantes, se existir, quase certamente será composta de criaturas simples, como bactérias e microorganismos.

6.5- Existe vida inteligente no Sistema Solar? 

Não se sabe. Na verdade, tudo parece indicar que não. Existem, entretanto, imagens tiradas pelas sondas orbitais, na Lua e em Marte, que parecem mostrar estruturas que não seriam de origem natural.

A mais famosa dessas imagens é a da Esfinge de Cydonia, tirada pelo módulo orbital de uma das duas sondas Viking da NASA, que chegaram a Marte em 1976. Outra das fotos da superfície marciana, exibindo elementos que parecem ser pirâmides em Marte, na região do Elysium, foram inclusive publicadas no livro Cosmos do astrônomo Carl Sagan. Existem ainda o que parecem ser outras construções em Marte, como uma pirâmide de cinco lados e a chamada “cidade inca”.

Na Lua, desde séculos atrás, após a invenção do telescópio, tem sido avistados os chamados “caracteres lunares transitórios”, manifestações luminosas, crateras que desaparecem, e o que parecem ser impactos de asteróides na Lua. Objetos não identificados igualmente já foram avistados nas proximidades de nosso satélite, e as fotos das naves orbitais mostram vários elementos estranhos. Torres, cúpulas, pirâmides, existe uma grande lista de imagens estranhas obtidas da Lua, e que como as de Marte podem ser encontradas na Internet, até mesmo no site da NASA.

Existe uma grande polêmica quanto a tais imagens. Alguns funcionários da agência espacial já vieram a público acusá-la de acobertar a existência de tais construções. Outros especialistas explicam todas as imagens como sendo produto de fenômenos naturais. Não existe até o momento uma base sólida para podermos afirmar o que de fato são esses misteriosos objetos.

7.1- Que tipo de evidências existem? 

As evidências são as mais distintas possíveis. Existem fotos, gravações em vídeo, registros de radar, documentos oficiais de governos e forças armadas, testemunho de pessoas altamente qualificadas como pilotos de aeronaves civis e militares, cientistas, policiais, e marcas no solo feitas pela pressão de objetos muito pesados, pegadas estranhas e distintas das de seres humanos, gravações em áudio de ruídos emitidos pelos OVNIs, radiação, queimaduras e outras.

7.2- Radares captam os UFOs? 

Sim, e essa é uma das razões para que seus registros sejam estritamente vigiados, especialmente pelas autoridades militares. Um sistema de radar não pode ser enganado por alucinações ou fenômenos naturais ordinários, mas podem ser afetados por descargas eletromagnéticas ou apresentar mal funcionamento. Mas radares, tanto os fixos baseados em terra, quanto os instalados a bordo de aviões, navios e outros veículos, por inúmeras vezes serviram para comprovar a presença de grandes objetos sólidos, e deixaram registro de suas manobras, que estão muito além do possível com nossa tecnologia atual. Um exemplo é o famoso caso de 1990 na Bélgica, quando caças da Força Aérea tentaram sem sucesso interceptar um UFO que se moveu a taxas de aceleração que jamais poderiam ser igualadas por nossos veículos.

7.3- Fotografias são boas evidências? 

Sim, desde que devidamente analisadas e após afastar toda e qualquer possibilidade de fraude. Com o avanço da tecnologia disponível em hardware e software para tratamento de imagens, toda análise deve ser confiada a pessoal técnico habilitado e experiente, a fim de que qualquer dúvida de autenticidade possa ser eliminada. É muito útil quando a foto exibe algo mais que apenas o OVNI, como pontos de referência, tais como árvores, montanhas, ou construções. Dessa forma, pode-se obter informações muito mais precisas, por meio de comparações, a fim de descobrir o tamanho do objeto, e sua distância em relação ao observador.

7.4- Quais as melhores fotos de UFOs? 

Confira no tópico 8.

7.5- O que significam os documentos oficiais? 

Documentos oficiais têm sido obtidos nas últimas décadas, principalmente nos Estados Unidos, tanto por meio de leis que possibilitam o acesso a informação, quanto por vazamentos promovidos por agentes internos de organismos militares e governamentais, e que não concordam com as políticas oficiais de acobertamento.
Esses documentos comprovam o que tem sido sistematicamente negado por décadas, que os governos têm grande interesse na questão ufológica, e investigam o assunto com recursos infinitamente superiores ao das organizações ufológicas civis.

7.6- Quais os países que tem realizado aberturas na área ufológica, e quais os exemplos de documentos governamentais e militares que tratam dos UFOs? 

A França, a Grã-Bretanha e o Canadá são países que, desde 2008, têm sistematicamente aberto seus arquivos ufológicos para o público em geral.
A CBU, a Comissão Brasileira de Ufólogos, tem desde o ano de 2004 promovido a campanha Liberdade de Informação Já, e com o Dossiê UFO Brasil, protocolado na Casa Civil da Presidência da República em Brasília, em dezembro de 2007, já obteve a liberação de diversos documentos antes classificados como ultra-secretos, envolvendo especialmente aqueles relacionados a Operação Prato da FAB, de 1977.
Muitos anos antes, em UFO Documento 2, foram publicados com absoluta exclusividade documentos e fotos da Operação Prato, obtidos por meio de vazamentos e informantes dentro da Força Aérea Brasileira.

7.7- Quais os documentos liberados graças a campanha UFOs: Liberdade de Informação Já? 

Confira no tópico 9, e baixe os documentos na seção específica no site de UFO.

8.1- McMinnville, Oregon, Estados Unidos 

Às 19h30  de 11 de maio de 1950, Evelyn Trent estava trabalhando na fazenda onde morava com o marido, Paul, a aproximadamente 14 km de McMinnville, quando viu um objeto discoidal e aparentemente metálico vindo do nordeste. Evelyn gritou para o marido, que estava dentro da casa, que veio e também viu o OVNI. Depois de voltar para o interior da residência para apanhar uma câmera, ele conseguiu tirar duas fotos do objeto.

Depois de revelar o filme, Paul falou sobre o caso para um conhecido, Frank Worthman, por meio do qual o evento ficou conhecido. Um jornalista local, Bill Power, conseguiu que os Trent lhe emprestassem os negativos, e não encontrou qualquer evidência de falsificação. As fotos foram, nos meses seguintes, publicadas em diversos veículos, incluindo a revista Life, na edição de julho de 1950.

Em 1967 os negativos chegaram ao astrônomo William Hartman, que trabalhava como investigador no Comitê Condon, um projeto de investigação dos UFOs da Universidade do Colorado, bancado pelo governo norte-americano. Depois de analisar as fotos e entrevistar os Trent, Hartman escreveu um relatório para o comitê afirmando que este era um dos poucos casos em que todos os fatores eram consistentes com a presença de um extraordinário objeto voador em forma de disco, de dezenas de metros de diâmetro e evidentemente artificial.

Em 1975 Bruce MacCabe fez suas próprias pesquisas e igualmente não encontrou qualquer sinal de fraude. Posteriormente Hartman chegou a mudar de posição diante das alegações dos céticos Philip Klass e Robert Sheafer, mas isso pouco afetou a credibilidade das fotos. O caso tornou-se tão importante que motivou a criação de um festival anual de ufologia, o maior do noroeste do Pacífico, e o segundo maior dos EUA depois do de Roswell.

8.2- Ilha da Trindade, Brasil 

Em janeiro de 1958, o navio da Marinha brasileira, Almirante Saldanha, conduziu uma série de pesquisas na possessão brasileira no Atlântico Sul, com sua equipe de 300 pessoas entre civis e militares. Pouco depois do meio dia de 16 de janeiro, pessoas no convés observaram um grande objeto em forma de disco sobre a ilha, e o especialista em fotografia Almiro Baraúna foi chamado. Baraúna bateu seis fotos, das quais em quatro aparecia o UFO. Depois de revelar o filme a bordo, em uma operação arriscada, a Marinha analisou as imagens, afastando qualquer possibilidade de fraude ou engano. Os depoimentos das demais 50 testemunhas que presenciaram a movimentação do UFO também descartam qualquer possibilidade de engano.

Publicadas pela primeira vez pela revista O Cruzeiro, em 08 de março de 1958, junto a uma entrevista com Baraúna, as fotos da Ilha da Trindade continuam entre as melhores evidências fotográficas dos UFOs.

8.3- O B-57 e o UFO, Califórnia, EUA 

Em setembro de 1957, uma aeronave B-57 estava sendo testada no complexo de testes da Base Aérea Edwards, na Califórnia. Como é comum, da operação participavam várias aeronaves, e nada anormal foi percebido, até que as fotografias batidas durante o teste foram reveladas. Atrás do B-57, pode-se ver claramente um estranho objeto não identificado. Ainda sem qualquer explicação, permanece sendo uma das mais famosas fotos de OVNIs.

8.4- Calgary, Alberta, Canadá 

Em 03 de julho de 1967, os amigos Warren Smith, Lorne Grovue e Graig Dunn retornavam de uma expedição em busca de uma mina de ouro, às 18h30, quando avistaram um objeto não identificado vindo rapidamente do leste. Smith bateu duas fotografias do OVNI, depois afirmando em seu depoimento que o mesmo encontrava-se a cerca de 600 m de altitude, e a uma distância de 3,2 km. O Dr. J. Allen Hynek, ainda consultor científico para o projeto Blue Book da USAF, entrevistou as testemunhas e analisou as fotos, sem encontrar qualquer sinal de fraude.

Smith depois remeteu as fotos para o Departamento de Defesa Nacional canadense, depois que os jornais de Calgary publicaram as fotos. O Coronel W.W. Turner emitiu uma resposta em 17 de novembro de 1967, afirmando que as fotos foram analisadas no Centro de Interpretação de Fotos do Departamento de Defesa, afastando qualquer possibilidade de falsificação, e demonstrando que o UFO tinha um diâmetro de 12 a 15 metros, com altura de 3,5 a 4,2 metros. Igualmente, sua superfície parecia polida e brilhante, com uma nítida protuberância lateral. As autoridades confessaram não ter qualquer explicação para o caso, admitindo haverem recebido várias outras cuja análise chegou à mesma conclusão.

Pouco depois, a organização ufológica GSW também analisou as fotos, novamente atestando sua qualidade, comprovando que o objeto era tridimensional, de grandes dimensões e estava bem distante da câmera. Trata-se de algumas das melhores fotos de UFOs conhecidas.

8.5- Tavernes, França 

Durante uma grande onda de avistamentos na França, um médico que permanece anônimo tirou uma das mais conhecidas fotos de UFOs, em 23 de março de 1974. Um objeto discóide bastante iluminado, e emitindo o que parecem ser raios de função desconhecida, deu origem a inúmeras discussões e inclusive teorias sobre a propulsão dos discos voadores. Embora combatida pelos céticos, é considerada uma das melhores evidências fotográficas da Ufologia.

8.6- Waterdown, Ontário, Canadá 

Em 18 de março de 1975, Pat McCarthy saiu de sua casa em Hamilton, rumo a Waterdown, com o propósito de fotografar gaviões. Às 13h30, não tendo sido bem sucedido, resolveu voltar, mas percebeu algo movimentando-se no céu. Pat procurou fotografar o OVNI, que se movimentava em grande velocidade, tanto que encontrou dificuldades em enquadrá-lo. Bateu a primeira foto, perdeu o objeto de vista na segunda, e finalmente obteve mais duas fotos. Não houve tempo para mais, pois o UFO de forma discóide com uma cúpula endireitou-se e afastou-se em alta velocidade.

McCarthy disse que o objeto fez manobras espetaculares, incluindo um 8 perfeito, e calculou que deveria ser muito grande, voando a milhares de quilômetros por hora. Chegando em casa ligou para o Hamilton Spectator, e recebeu o convite de levar a câmera para que o filme fosse revelado. As impressionantes fotos deixaram a todos surpresos, e depois físicos da Universidade de McMaster afastaram qualquer possibilidade de fraude, deduzindo que o UFO deveria estar a mais de 3 km do observador, e ter mais de 60 m de diâmetro.

Astrônomos da Universidade de Hamilton igualmente se mostraram surpresos com as fotos, declarando-as autênticas e dizendo que eram das melhores que já haviam visto. Depois, em uma entrevista, o então único cientista na Casa dos Comuns canadense, o Dr. Frank Maine, afirmou que sempre esperara por uma prova irrefutável dos UFOs, e as fotos de Pat McCarthy poderiam ser essa prova. Defendeu a existência de vida extraterrestre, e afirmou que deveríamos tentar entrar em contato com eles.

8.7- Fotos da onda belga de 1989-1990 

Durante a extraordinária onda de avistamentos que assolou a Bélgica, duas fotos obtidas se destacam. A primeira foi batida em abril de 1990 em Petit Rechain, por uma testemunha ainda anônima. Mostra um objeto triangular com uma luz em cada vértice e uma central. O original ficou muito escuro, e para ressaltar as linhas do OVNI a foto foi clareada.

A segunda foto foi batida em 15 de junho de 1990, por J.S. Henrardi, mostrando uma aeronave triangular igual as observadas em centenas de avistamentos durante a onda. A testemunha abdicou em 2003 dos direitos da foto, permitindo seu uso pelo público. As duas imagens permanecem sendo algumas das melhores fotos de OVNIs conhecidas.

9.1- Envelope 01 ? 1952 (liberado em outubro de 2008, junto aos documentos descritos até o item 9.8) 

Caso Barra da Tijuca.

9.2- Envelope 02 ? 1954 

Relato de avistamento por uma tripulação da Varig.

9.3- Envelope 03 ? 1955 

Relato de um caso ufológico em Araras (SP).

9.4- Envelope 04 ? 1956 

Caso ufológico em São Sebastião (SP).

9.5- Envelope 05 ? 1962 

Caso ufológico em Diamantina (MG).

9.6- Envelope 06 ? 1968 

Diversas ocorrências ufológicas em São Paulo.

9.7- Envelope 07 ? 1969 

Ocorrências ufológicas registradas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

9.8- Boletins 1 e 2 do SIOANI 

Contém os boletins do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados, a pesquisa ufológica oficial da Força Aérea Brasileira centralizada no COMAR IV, em São Paulo.

9.9- Envelope 01 CENDOC (Centro de Documentação e Histórico da Aeronántica)? 1970 (liberado no primeiro semeste de 2009, junto aos documentos que constam até o item 9.20) 

Avistamentos ufológicos em São Paulo e no Rio Gradne do Sul, e depoimentos prestados ao DOPS (Departamento de Ordem Política e Social).

9.10- Envelope 02 CENDOC ? 1971 

Relatos de militares sobre pouso de discos voaodres no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, seres avistados em Belo Horizonte e radarizações de UFOs em Minas Gerais.

9.11- Envelope 03 CENDOC ? 1972 

Recortes de jornal sobre avistamentos ufológicos, e documento da Divisão de Proteção ao Voo da 3° Zona Aérea sobre avistamento de vários ovnis.

9.12- Envelope 04 CENDOC ? 1973 

Relatório do DOPS sobre avistamentos em São Paulo. Boletins da Sociedade Pelotense de Investigação e Pesquisa de Discos Voadores.

9.13- Envelope 05 CENDOC ? 1974 

Ofício sobre avistamentos em Votorantim e Sorocaba (SP), emitido pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ao comandante da 4° Zona Aérea. Carta da Canadian UFO Research à 4° Zona Aérea, requerendo informações sobre caso em Araçariguama. Relatórios de organizações civis de pesquisa ufologica.

9.14- Envelope 06 CENDOC ? 1975 

Diversos documentos produzidos por associações civis de pesquisa ufológica de todo o Brasil. Correspondência entre a Aeronáutica e o General Moacyr Uchôa. Resenha do livro The UFO Controversy in America, de David Jacobs.

9.15- Envelope 07 CENDOC ? 1976 

Cartas trocadas entre ufólogos e militares, um histórico do Center for UFO Studies de J. Allen Hynek, e ofício do chefe de gabinente do ministro da Aeronáutica a respeito da liberação do Caso Ilha da Trindade, de 1958.

9.16- Envelope 08 CENDOC ? 1977 

Protocolo da Base Aérea de Salvador reportando a observação de um UFO de grandes proporções por militares. Cartas trocadas entre militares e civis, incluindo o norte-americano Bob Pratt. Reportagens de jornais que podem ter motivado a Operação Prato.

9.17- Envelope 09 CENDOC ? 1978 

Exemplares de boletins de pesquisa, incluindo o Caso Frederich Valentich. Protocolo do Ministério da Aeronáutica e ofícios relatando avistamentos.

9.18- Envelope 10 CENDOC ? 1978 

Volumosa pasta contendo 170 páginas e 126 fotos obtidas durante a Operação Prato, seus casos mais importantes com diagramas e desenhos de discos voadores descrevendo trajetórias e coordenadas geográficas.

9.19- Envelope 11 CENDOC ? 1978 

Relato de importante ocorrência envolvendo a detecção de um UFO pelo I Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo). Traz também a transcrição de uma conversa gravada entre o controle aéreo e três aeronaves civis, na região compreendida entre Marília, Campinas, Pirassununga e Brasília.

9.20- Envelope 12 CENDOC ? 1979 

Materiais diversos sobre investigações de grupos ufológicos de todo o Brasil, artigos de jornais e da revista norte-americana International UFO Reporter.

9.21- Envelope 01 CENDOC ? 1980 (liberado em setembro de 2009 junto aos restantes documentos constantes até o item 9.31) 

Investigação acerca de uma ocorrência ufológica nas proximidades do Centro de Lançamento de Foguetes da Barreira do Inferno (RN). Casos em Paranaguá, Brasília e Goiânia, transcrições entre pilotos e torres de controle de Brasília, Anápolis e Goiânia. Convite feito ao então ministro da Aeronáutica para participar de um evento ufológico em Casimiro de Abreu (RJ).

9.22- Envelope 02 CENDOC ? 1981 

Avistamentos diversos e possível queda de UFO em Morrinhos (GO), com detecção de radiação em uma lagoa. Primeira comprovação da participação da Marinha do Brasil na investigação e produção de documentos sobre ocorrências ufológicas.

9.23- Envelope 03 CENDOC ? 1982 

Casos diversos de avistamentos ufológicos. Caso do Vôo 169 (8 de fevereiro de 1982), com transcrições da conversa entre tipulação e o controle de tráfego de Brasília. Transcrições de ocorrências similares ocorridas nos dias seguintes na mesma rota. Relatos de ovnis em rota de colisão com aeronaves da FAB em Anápolis. Circular redigida em 13/04/1978 pelo ministro da Aeronáutica Joelmir Campos de Macedo, dando conta da realidade do Fenômeno UFO.

9.24- Envelope 04 CENDOC ? 1983 

Possível queda de UFO em Macaé (RJ). Casos diversos registrados por militares. Relatório do Serviço de Proteção ao Vôo do Rio de Janeiro sobre queda de artefato espacial russo, que teria envolvido ainda a presença de um objeto voador não identificado e uma embarcação da Marinha.

9.25- Envelope 05 CENDOC ? 1984 

Diversos avistamentos e casos de Tráfego Hotel (casos de detecção de UFOs no jargão militar).

9.26- Envelope 06 CENDOC ? 1985 

Relatos de avistamentos e cópias de reportagens da revista Ufologia Nacional e Internacional.

9.27- Envelope 07 CENDOC - 1986 

Relatórios sobre detecção de Tráfego Hotel e perseguições de aeronaves.

9.28- Envelope 08 CENDOC ? 1986 

Extenso material sobre a Noite Oficial dos UFOs, com relatórios e cópias de reportagens de diversas revistas. Vários casos de Tráfego Hotel.

9.29- Envelope 09 CENDOC ? 1987 

Descrição de vários avistamentos e casos de detecção de UFOs por radar.

9.30- Envelope 10 CENDOC ? 1988 

Relatórios diversos sobre avistamentos, e informações sobre o 1° Congresso Internacional de Ufologia.

9.31- Envelope 11 CENDOC ? 1989 

Documentos diversos, casos de possíveis quedas de ovnis, e cópias de artigos da Revista UFO.

10.1- Por que existem fraudes no meio ufológico? 

As fraudes existem pelos mais variados motivos. De brincadeiras, passando a tentativas de desacreditar a Ufologia e os ufólogos, a interesse em ficar famoso e ganhar dinheiro com a fraude, estas fazem parte do estudo ufológico, e o pesquisador precisa estar preparado para lidar com elas.

10.2- Quais fenômenos podem ser confundidos com discos voadores? 

Vários fenômenos naturais ou produtos da tecnologia terrestre podem ser confundidos com um UFO. Aeronaves convencionais em posições inesperadas, como um avião seguindo um curso diretamente na direção do observador (vindo de frente), podem confundir. Existem aeronaves militares, tais como os aviões invisíveis F-117 e B-2, além de vários UAVs (aeronaves não tripuladas), cujo formato exótico sem dúvida pode causar confusão ao observador desavisado.

Balões e fogos de artifício também podem ser confundidos com UFOs. E naturalmente muitos governos testam novos protótipos e tipos de aeronaves e armas, na maioria das vezes secretas e de formatos exóticos, que podem confundir quem não se mantém atualizado em tecnologia.

Planetas e estrelas podem ser confundidos com OVNIs, e um exemplo é Vênus, também conhecido como Estrela D´alva, que é frequentemente alvo de confusões. O mesmo acontece com Júpiter. Meteoros e estrelas cadentes, além de cometas, igualmente podem confundir os incautos.

Satélites e naves espaciais em órbita podem ser visíveis do solo, refletindo a luz do Sol, e subitamente desaparecer ao cair na zona noturna da Terra, o que igualmente pode gerar relatos de aparições de discos voadores.

Nuvens lenticulares, que costumam se formar em regiões montanhosas, frequentemente têm um aspecto muito semelhante ao de um disco voador. Auroras, que são fenômenos luminosos nas camadas superiores da atmosfera, frequentemente causam confusão, além dos relâmpagos globulares ou raios bola, estes que costumam ocorrer durante tempestades e possuem comportamento insólito, por vezes sendo confundidos com UFOs.

Camadas de inversão térmica ocorrem quando uma camada de ar quente fica aprisionada, a algumas centenas de metros de altura, entre duas camadas de ar frio. Esse fenômeno tem a qualidade de se comportar como um espelho, refletindo as luzes emitidas pela iluminação pública ou faróis de carro, e uma testemunha desavisada pode confundi-los com OVNIs.

O fogo de santelmo é um fenômeno eletromagnético que produz cargas elétricas, e por conseguinte luminescência, concentrando-se em pontas de superfícies, como na asa de um avião ou no alto da torre de igrejas.

Fogo fátuo ou gases do pântano são também fenômenos que podem ser confundidos com OVNIs. O primeiro é de origem animal, e o segundo de origem vegetal decorrentes da decomposição da matéria orgânica. Isso emana gás metano, que em concentrações mais elevadas pode se inflamar, causando um fenômeno luminoso que pode ser assustador para uma testemunha desavisada.

10.3- Fotos fraudadas e enganos 

Os mais variados métodos podem ser utilizados para produzir fraudes fotográficas. Desde modelos pendurados com fios muito finos de náilon, passando por discos voadores desenhados em superfícies transparentes e fotografados contra uma paisagem de fundo, a dupla exposição de filmes fotográficos, retoques em fotos e negativos, pequenos modelos lançados para o ar, fotos de longa exposição de objetos em movimento, efeitos com lustres ou luminárias, efeitos com raios laser, e mais uma longa lista de efeitos.

Os enganos decorrem de reflexos e fenômenos óticos, como reflexos no próprio sistema de objetivas de câmeras fotográficas, reflexos nas janelas, e nas mais modernas câmeras digitais, tem ocorrido um número assombroso de enganos causados normalmente por aves ou insetos passando em alta velocidade diante da câmera.

Com a moderna tecnologia atual, o problema de filmes e fotos fraudados tem se agravado, devido a grande disponibilidade de softwares para tratamento de imagem e produção de cenas por computação gráfica. É absolutamente essencial o ufólogo se manter a par das atualizações nessa área.

10.4- Como distinguir enganos e fraudes? 

Nas modernas fotos digitais, frequentemente o OVNI “fortuito” visto na imagem, e que não foi percebido no momento em que a foto foi feita, geralmente é uma figura desfocada e indistinta. Se os demais objetos, incluindo a paisagem de fundo, estiverem em foco, muito provavelmente isso indica que se tratava de um inseto passando bem próximo a câmera no momento da foto. Se mais distante, pode se tratar de uma ave.

Na fotografia convencional, é praxe examinar tanto a foto quanto o filme, buscando qualquer sinal de incongruência, manipulação, mancha química ou outro problema. Analisar o próprio equipamento, e contar com o auxílio de um especialista em fotografia são essenciais, além de sempre tomar o depoimento das testemunhas.

10.5- O que são seitas ufológicas? 

São grupos, normalmente liderados por um indivíduo carismático e envolvente, que têm uma postura de adoração, religiosa – e frequentemente fanática – quanto aos discos voadores e seres extraterrestres. Costumam ser grupos fechados extremamente arredios e muitas vezes hostis a presença de pessoas de fora do movimento, especialmente ufólogos, e se consideram “eleitos” ou “amigos dos irmãos do espaço”.

As pessoas atraídas para a seita são, via de regra, muito crédulas e com pouco ou nenhum senso crítico, acreditando em tudo o que o líder diz, por mais disparatada que seja a afirmação, e frequentemente entregam à liderança da seita seus bens materiais.

Muitas das seitas têm uma doutrina fatalista e apocalíptica, “pregando” o fim próximo da humanidade em qualquer tipo de calamidade global, cataclismo esse do qual apenas os membros da seita serão escolhidos pelos “irmãos do espaço” para sobreviver e habitar um futuro paraíso.

Há vários exemplos de seitas ou movimentos alegadamente espirituais que fazem conexão com supostos extraterrestres. A Heaven´s Gate (Portal do Céu), ficou famosa quando seus membros cometeram suicídio coletivo no final dos anos 1990, acreditando que suas almas embarcariam em uma nave extraterrestre oculta na cauda do cometa Hale-Bop.

A Cientologia, fundada pelo ex-escritor de ficção científica L. Ron Hubbard, defende que os seres humanos sejam descendentes remotos de uma raça alienígena, e que as pessoas podem se purificar por meio de rituais capazes de fazê-las vencer qualquer dificuldade. A cientologia se destaca por possuir vários membros famosos, entre os quais se destaca o ator Tom Cruise.

O movimento dos raelianos afirma que a vida na Terra foi criada por extraterrestres, e que os humanos devem se esforçar para aproximar-se e purificar-se, aproximando-se de seus “criadores”, inclusive utilizando as técnicas da clonagem. O grupo alegou, há alguns anos, ter realizado com sucesso a clonagem de seres humanos, um procedimento totalmente antiético, e que não foi confirmado por qualquer instituição médica internacional.

Aqui no Brasil há notícias de algumas seitas ufológicas, a maioria delas comandada por indivíduos interessados somente na exploração da boa fé e ingenuidade dos “fiéis”, a quem vendem supostos cursos, manuais, artefatos e outros materiais sem absolutamente nenhum valor.

10.6- A Internet é uma boa fonte de pesquisa? 

Muitos materiais necessários para a pesquisa ufológica, como artigos, livros, revistas, fotos, programas de computador, podem ser facilmente localizados pela Internet. Entretanto, como em qualquer outro ramo de atividade, a rede tornou-se terreno fértil para a proliferação de mentiras, boatos, falsificações e todo tipo de atividade ilícita.

Elementos com pouca ou nenhuma ética oferecem material onde alegam revelar “toda a verdade”, interessados apenas em extorquir dinheiro de pessoas excessivamente crédulas. Como em tudo que é ligado a Ufologia, todo cuidado é pouco na tarefa de distinguir o mito dos fatos.

11.1- Extraterrestres nos visitam há muito tempo? 

Não se tem comprovação inequívoca de há quanto tempo a Terra pode estar sendo visitada por civilizações extraterrestres. Existem relatos esparsos de avistamentos ainda no século XX, antes da Segunda Guerra Mundial. Recuando ainda mais, existe o relato da suposta queda de um objeto voador não identificado na cidade de Aurora, Texas, em 18 de abril de 1897. Um possível tripulante não humano teria sido enterrado no cemitério local, onde qualquer escavação fora proibida pelas autoridades.

Recuando mais ainda, existem relatos de estranhos objetos vistos no céu por todo o mundo, mas novamente, os pesquisadores encontram dificuldades em distinguir o que é lenda e o que é fato.

Existe, contudo, um bom número de evidências descobertas em escavações arqueológicas e em documentos que datam desde a Antiguidade, que parecem permitir a discussão sobre a possibilidade de que visitantes provenientes de civilizações alienígenas estiveram entre nossos antepassados, visitas essas que teriam ocorrido há muitos milhares de anos.

11.2- Quais as evidências? 

Existe um grande número de construções, espalhadas pelo planeta, que parecem ter sido produto de uma tecnologia que supostamente não estaria acessível a seus construtores, nas épocas ditadas pela Arqueologia oficial. Por cima, certos monumentos exibem o que parece ser um cuidadoso alinhamento com constelações importantes, o que comprovaria um avançado conhecimento astronômico cujo acesso, novamente, seria extremamente difícil para os povos antigos.

Um exemplo vem a ser os monumentos de Gizé, Egito, as três grandes pirâmides mais a Esfinge, que de acordo com pesquisadores como Grahan Hancock e Robert Bauval, encerram alinhamentos astronômicos respectivamente com a constelação de Órion (as conhecidas Três Marias), e a constelação de Leão, tal como esses astros teriam aparecido nos céus por volta do ano 10.500 A.C. Isso, segundo esses pesquisadores, aponta para uma data de construção dos fabulosos monumentos muito anterior aquela que é sustentada pela Egiptologia oficial.

A Esfinge ainda é alvo de um acirrado debate entre egiptologistas e geologistas. O geólogo Robert Schoch, após cuidadosas pesquisas, afirma que as marcas de erosão vertical exibidas pelo monumento comprovam que a Esfinge foi submetida a séculos de chuvas torrenciais. Os resultados, considerados legítimos pela União Internacional de Geologia, comprovariam que a Esfinge não foi construída ao redor de 2.500 A.C. pela civilização egípcia, conforme a Egiptologia defende, mas por volta de 9.000 A.C., quando a planície de Gizé era coberta por uma densa vegetação tropical.

Voltando a Hancock, ele defende que esses monumentos, e outros espalhados pelo mundo, são na verdade produto de uma civilização muito avançada e bem anterior as conhecidas pela história oficial, que teria sido extinta em um grande cataclismo por volta de 10.500 A.C.. Existem provas geológicas de que o planeta experimentou mudanças severas nessa época, coincidindo com o final da última Era Glacial, e teria sido esse cataclismo que inspirara, em diversas culturas espalhadas pelo planeta a lenda do Dilúvio, com relatos espantosamente similares. Sobreviventes dessa antiga civilização teriam sido os inspiradores das culturas maia e egípcia, o que poderia explicar as semelhanças entre os dois povos, que também construíram pirâmides e barcos de desenho virtualmente idênticos. E essas teorias apóiam outras especulações, no sentido de que tal civilização avançada seria de origem extraterrestre.

Existe ainda uma série de artefatos de origem desconhecida, produto de uma tecnologia supostamente não disponível há milhares de anos, desenhos em cavernas que são semelhantes a espaçonaves, esculturas que mostram impressionante similaridade com máquinas e astronautas atuais, lendas de deuses que chegaram do céu em grandes barcos aéreos, e que ensinaram a civilização aos primeiros grupos humanos, e uma variada lista de outras estranhas ocorrências nos tempos antigos.

11.3- Qual a influência e como estudar a Ufoarqueologia? 

Existem correntes dentro da chamada Ufoarqueologia que alegam que quase todas as religiões foram na verdade produto de visitas extraterrestres. O mais antigo defensor dessas idéias é o escritor Erich von Daniken, que se tornou mundialmente famoso com o livro “Eram os Deuses Astronautas?”. Daniken defende que a súbita chegada de expedições alienígenas teriam sido interpretadas pelos primitivos humanos como prodígios dos céus, e os próprios visitantes tomados como deuses. É importante, entretanto, não generalizar no estudo da chamada ufo-arqueologia, especialmente evitando cair no radicalismo que por vezes Daniken exibe.

Para os antigos, o estudo dos céus era extremamente importante. Por meio da lenta mudança das constelações, devido ao giro anual da Terra em torno do Sol, eles marcavam o tempo, sabendo dessa maneira quando chegava a hora de plantar, quando seria a época da colheita, ou seja, dependiam desse relógio natural. Dessa forma, o estudo astronômico era literalmente questão de vida e morte, portanto não surpreende que as estrelas fossem tão importantes para esses nossos remotos antepassados, nem que ali apontassem como a morada de seus deuses.

Existem de fato enigmas impressionantes que nos desafiam desde a remota Antiguidade, mas como em tudo relacionado ao estudo ufológico, separar o mito dos fatos é a questão mais importante.

11.4- Quais casos se destacam? 

Confira no tópico seguinte (12).

12.1- Pirâmides de Gizé, Egito 

Já comentamos a respeito no tópico 9.3. Daniken já apontava, desde o final dos anos 1960, que a Grande Pirâmide era um produto de uma civilização avançada, considerando impossível que houvesse sido construída com a utilização dos métodos defendidos pela Egiptologia oficial. Hancock vai mais além, demonstrando em seu livro “As Digitais dos Deuses” como as teorias da Egiptologia seriam impraticáveis. Hancock ainda aponta para as espantosas medidas da Grande Pirâmide, e o fato de seus lados serem perfeitamente alinhados com os pontos cardinais, com precisão que se torna difícil de explicar com nossos conhecimentos sobre aquela época.

Traçando linhas que passem pelo centro da pirâmide, percebe-se pelo mapa que esta divide o mundo em partes exatamente iguais. Ou seja, segundo os que defendem essa teoria, a Pirâmide ocupa o centro verdadeiro das terras do planeta. Várias de suas dimensões igualmente estariam relacionadas com medidas da Terra, e de sua órbita ao redor do Sol. Uma destas seria a soma das dimensões de seus lados que, multiplicada por um milhão, tem como resultado a distância da Terra ao Sol, perto de 150 milhões de quilômetros. Já sua circunferência, dividida pelo dobro da altura, resulta em 3,1416, o número Pi. São apenas algumas das surpreendentes combinações matemáticas de um monumento que, conforme diz Hancock, parece sugerir a idéia de ser medido e estudado atentamente.

12.2- Gigantes, o Dilúvio, Tiahuanaco, Baalbek 

Inúmeras culturas ao redor do mundo falam de gigantes, homens de grande estatura que teriam existindo na Antiguidade. Certas correntes da Ufo-arqueologia defendem que tais seres seriam o resultado do cruzamento entre alienígenas e terrestres, ou então os próprios alienígenas. A própria Bíblia tem servido para a defesa dessa teoria, e onde se pode ler: “Havia gigantes na Terra naqueles tempos. Quando os filhos de Deus conheceram as filhas do homem, estas lhes deram filhos, homens de renome, que existiram na Antiguidade”. No livro apócrifo de Enoque, o mesmo relata seu encontro com dois homens enormes, de aparência extraordinária. Eles o levaram até os céus, voando pelos planetas, e Enoque os descreve como os mais velhos, os governantes das ordens celestes.

Maias e incas acreditavam que uma raça de gigantes habitava a Terra antes do Dilúvio. Uma das lendas diz que a divindade Viracocha teria criado na região de Tiahuanaco, Bolívia, uma raça de gigantes para depois destruí-la com uma grande inundação. Por sinal, se novamente verificarmos as teorias de Grahan Hancock, veremos que ele defende que Tiahuanaco foi um importante porto há milhares de anos, e devido ao inegável fato geológico de que as águas recuaram com o passar dos milênios, essa época teria sido igualmente ao redor de 10.000 A.C.

Na mesma região, a cerca de 30 km do lago Titicaca, existem plataformas de pedra de tamanho colossal. A cerca de 4.100 m de altitude, alguém cortou e transportou por quilômetros essas pedras, cuja maior mede 29 metros e pesa mais de 900 toneladas.
Baalbek localiza-se no Líbano, a 70 km de Beirute, e tem o nome de Vale dos Reis dado pela Bíblia. Ali estão os trilithons, as maiores pedras usadas em construções, e cujo peso é calculado como sendo de mais de 1.000 toneladas. Tais pedras foram cortadas, transportadas por 8 km, erguidas a 8 m de altura e assentadas de maneira tão justa que não se pode introduzir uma folha de papel na intersecção. Mesmo para guindastes atuais tal feito seria espantoso, e não se sabe quem construiu Baalbek, embora uma tradição árabe diga que os templos mais recentes do local foram construídos para o rei bíblico Nimrod por uma tribo de gigantes, logo após o Dilúvio.

A história do Dilúvio tem sido contada por inúmeros povos ao redor do mundo, incluindo aqui no Brasil os índios Tupinambás. Com exceção da Bíblia, a história mais famosa é a da Epopéia de Gilgamesh, encontrada na antiga Babilônia, quase idêntica a da Bíblia, mas comprovadamente muito mais antiga.

12.3- O ?astronauta? de Palenque 

Uma grande lousa de pedra, no interior de uma pirâmide na região de Palenque, México, exibe um complexo desenho em baixo relevo com uma espantosa semelhança a imagem de um astronauta sentado em sua nave. O personagem parece manipular uma série de comandos, e a parte de baixo do desenho parece mostrar uma chama como resultado do mecanismo de propulsão. Essa tumba seria do deus maia Pakal Votan.

12.4- Os Dogons 

Os dogons são um povo que habita a região do planalto Bandiagara, Mali, na África. O conhecimento ocidental sobre essa tribo só se tornou significativo quando os antropólogos franceses Germaine Dieterlen e Marcel Griaule viveram mais de vinte anos com eles, a partir de 1931. Os dois cientistas publicaram um trabalho a respeito após esse período, e o que causou muita polêmica foi a descrição da crença desse povo de haver recebido ensinamentos de visitantes extraterrestres, vindos do sistema estelar Sirius.

O pesquisador americano Robert Temple investigou o problema, com intenção de denunciar uma fraude, mas os resultados foram o oposto do que pretendia, tanto que publicou em 1976 o livro “O Mistério de Sirius”, defendendo as descobertas de Dieterlen e Griaule.
Os dogons detalharam a estes dois como sabiam que Sirius possuía uma estrela companheira, muito menor mas extremamente pesada, descrevendo uma órbita elíptica ao redor do outro astro. Os desenhos são quase idênticos a órbita que Sirius B descreve em torno de Sirius A. Para tornar o mistério ainda mais instigante, a estrela B só foi descoberta em 1862, e a teoria que descreve as estrelas desse tipo, as anãs brancas, só foi publicada em 1926, pelo astrônomo e físico inglês Arthur Eddington.

Outro extraordinário aspecto do problema é que os dogons ainda afirmam que esse sistema, situado a 8,7 anos-luz de distância, ainda possui uma terceira estrela, que seria Sirius C. As teorias astronômicas atuais são consistentes com a existência desse astro, que seria uma anã vermelha. Os dogons afirmam que é de um planeta ligado a essa estrela que vieram os visitantes que lhes transmitiram esses conhecimentos, que chamam de nomos.

Os nomos seriam seres anfíbios, e são muito semelhantes a criaturas descritas por outras culturas, como os oanes dos babilônios, os enki dos sumérios, e os telchinos dos gregos, todos divindades ligadas a ambientes aquáticos e que transmitiram importantes conhecimentos aos seres humanos.

Os dogons sabiam que a Terra era um dos planetas orbitando ao redor do Sol, conheciam a face seca e desértica da Lua, e representavam Saturno com um anel, e Júpiter com quatro grandes satélites, os mesmos descobertos por Galileu Galilei. A dúvida de como esse povo notável adquiriu esses espantosos conhecimentos persiste.

12.5- Mapas de Piri Reis 

Piri Reis foi um pirata turco, que em 1513 confeccionou um mapa que exibe a costa ocidental da África, a costa oriental da América do Sul e a costa norte da Antártida com uma precisão assombrosa. O próprio Piri Reis afirmou que utilizou mapas muito mais antigos para realizar seu trabalho, e seu mapa exibe características geográficas que nossa atual civilização apenas chegou a conhecer em pleno século vinte.

A costa brasileira, os Andes e o Rio Amazonas constam do mapa em suas posições exatas. Um detalhe é que o Amazonas é mostrado desaguando no rio Pará, e não existe a Ilha de Marajó. Isso é apontado por alguns pesquisadores como prova de que os originais do mapa de Piri Reis foram traçados há cerca de 15 mil anos, quando Marajó ainda fazia parte do continente, antes da subida do nível global dos oceanos do final da última Era Glacial.

Características geográficas na Antártida, que constam do mapa de Piri Reis, só foram descobertas em 1958, durante o Ano Geofísico Internacional. E existem outros mapas antigos, como os de Oronteus Finaeus (de 1531), Gerard Kremer (1569) e Phillipe Buache (1737), que publicaram mapas, igualmente baseados em documentos muito mais antigos, todos mostrando a Antártida (visitada por exploradores apenas em 1818), com características geográficas descobertas apenas em tempos recentes.

Esses mapas parecem indicar que, ao longo de milhares de anos, o continente gelado foi continuamente visitado e mapeado, pois o exibem com variados graus de cobertura de gelo. A Antártida tornou-se totalmente coberta pelo gelo apenas por volta de 4.000 A.C., e é consenso entre os pesquisadores que investigam esse enigma, que a civilização ou civilizações que teriam realizado esses antigos mapas possuíam um grau muito avançado de desenvolvimento científico e tecnológico.

13.1- O Caso Villas Boas 

Era madrugada de 16 de outubro de 1957, e o jovem lavrador Antônio Villas Boas arava a terra da fazenda em que morava com um trator. Súbito, foi surpreendido pela aparição de um objeto de forma oval, com a parte traseira bojuda e apresentando três hastes ou esporões na dianteira, que pousou a pouca distância. Assustado, o lavrador tentou fugir, mas foi agarrado por três seres, vestindo capacetes e roupas inteiriças e justas, que o arrastaram e introduziram na nave.

Lá dentro, Antônio foi despido, um líquido oleoso foi passado em sua pele, e um tubo foi fixado em seu queixo, de onde foi extraído para um vasilhame um pouco de seu sangue. O lavrador foi deixado sozinho em uma sala, quando surgiu por uma porta uma mulher nua, que se aproximou e com quem ele acabou mantendo relações sexuais. A mulher não pronunciou qualquer palavra (Antônio disse que, tal como os demais seres, ela apenas grunhia), mas antes de sair, virou-se para ele, apontou para a barriga, e depois para o alto. A seguir Antônio recebeu suas roupas de volta e foi devolvido.

Ao final de 1957, o jornalista da revista O Cruzeiro, João Martins, publicou uma série de matérias sobre discos voadores, e convidou os leitores a apresentarem seus relatos. Uma das correspondências recebidas foi precisamente de Villas Boas, e por vários meses, Martins e o médico e ufólogo Olavo Teixeira Fontes o submeteram a interrogatórios e testes. Chegaram a conclusão de que Antônio era pessoa de toda confiança, e que apresentava sinais físicos do evento pelo qual passara, incluindo sintomas de exposição moderada a radiação. Entretanto, pelo medo da reação da sociedade diante de um caso tão insólito, postergaram sua divulgação por cerca de cinco anos.

Informações sobre o caso acabaram vazando logo depois, e versões resumidas publicadas em diversos veículos, e apenas em 1971 Martins publicou uma versão completa do caso, encerrando o artigo afirmando que em outro lugar do Universo, poderia haver uma criança resultado desse extraordinário contato. Sem sombra de dúvida, o Caso Villas Boas é a primeira abdução da Era Moderna dos Discos Voadores.

13.2- A Operação Prato da FAB 

A partir do princípio do segundo semestre de 1977, grandes áreas do Pará ao redor de Belém, incluindo a Ilha de Marajó e delta do rio Amazonas (aparentemente ocorreram casos também no Maranhão), passaram a ser assoladas por uma grande onda de avistamentos de objetos voadores não identificados. Conforme passavam as semanas, o fenômeno foi se intensificando, e o que pareciam ataques a moradores da região passaram a ser registrados com frequência cada vez maior.

Um caso típico costumava ocorrer a noite, e a pessoa era atingida por um raio de luz disparado pelos OVNIs, sentindo imediatamente torpor ou ocorrendo o desmaio. O raio deixava a região do corpo atingida com aspecto queimado, e o que pareciam pequenas perfurações. Normalmente a pessoa sentia grande fraqueza, e a crença de que sangue era retirado pelos OVNIs levou a população a apelidar o fenômeno como chupa-chupa ou luz vampira.

Prefeitos da região pediram auxílio ao COMAR I, o Primeiro Comando Aéreo Regional, com sede em Belém, e o comandante da instituição, brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira, interessado no problema dos discos voadores, determinou que fosse formado um grupo para investigar. Então, o chefe da Segunda Seção, coronel Camilo Ferraz de Barros, designou o na época capitão Uyrangê Bolivar Soares de Hollanda Lima para chefiar a investigação. Hollanda decidiu que a designação da investigação seria Operação Prato.

Hollanda, ligado aos serviços de intendência, inteligência e operações especiais de selva, liderou seus comandados nas missões na selva, munidos do que havia de melhor em termos de equipamento fotográfico e cinematográfico. Certas informações dão conta de que até mesmo aparelhos portáteis de radar eram utilizados, e os militares buscavam os UFOs nas selvas ao redor do principal palco dos acontecimentos, a vila de Colares. Entrevistavam testemunhas, tomavam notas, obtiam fotografias e filmagens, e escreviam relatórios e outros documentos, produzindo um rico acervo de centenas de páginas de textos, fotos, e várias horas de filmagens.

A Operação Prato transcorreu nos três meses finais de 1977, e conforme as semanas e meses passavam, os militares perceberam que os objetos não identificados pareciam vir a seu encontro, exibindo-se sem o menor pudor. Oficiais de outras instituições estatais, que também acompanharam algumas das vigílias, foram surpreendidos pelas espantosas aparições, e o ponto alto foi a filmagem, pela equipe de Hollanda, de uma imensa nave em forma de charuto, de mais de 100 m, de onde desceu um ser aparentemente humanóide, até bem próximo do barco onde os militares se encontravam.

O encontro foi fotografado e filmado, e embora não haja certeza absoluta quanto a isso, acredita-se que sua exibição para altas autoridades em Brasília tenha resultado na ordem de encerrar a Operação Prato. Hollanda e alguns de seus homens ainda fizeram por sua própria conta pesquisas em escala muito menor, e todo o material teria ficado retido em Belém, no COMAR I, antes de ser presumivelmente enviado a Brasília, para o COMDABRA, Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro.

Por meio de diversas fontes militares, a Ufologia brasileira foi na década seguinte recebendo informações esparsas a respeito dessa extraordinária iniciativa. Em 1991, a revista Ufologia Nacional & Internacional publicava uma primeira leva de documentos e fotos da Operação Prato, recebidos de uma fonte confidencial.

Em 1997, passados 20 anos, Uyrangê Hollanda, já aposentado com a patente de coronel, concedeu entrevistas ao programa Fantástico da Rede Globo, a revista Manchete e a Revista UFO, descrevendo os fatos impressionantes que vivenciou. O extenso material foi publicado nas edições 54 e 55 da UFO. Infelizmente, Hollanda vinha há anos sofrendo de severa depressão, e acabou cometendo suicídio em 2 de outubro de 1997.

Sempre celebrando a memória desse personagem extraordinário, a Revista UFO publicou novamente a entrevista em seu número 101, de julho de 2004, como parte da primeira fase da campanha Liberdade de Informação Já. A campanha afinal começa a resultar vitoriosa, com o ano de 2008 tendo terminado com a liberação do primeiro lote de documentos a respeito da Operação Prato. Muitos mais, incluindo fotos e filmes, são aguardados para breve, como partes da mais extraordinária pesquisa ufológica militar de que se tem notícia.

13.3- O Caso do Vôo 169 

A 01h50 de 8 de fevereiro de 1982, decolou de Fortaleza um jato Boeing 727-200, que fazia o Vôo 169 com destino ao Rio de Janeiro. No comando da aeronave estava o comandante Gerson Maciel de Britto, com experiência de mais de 20.000 horas de vôo.

Tudo transcorria com absoluta normalidade, quando a 01h22, sobrevoando Petrolina (PE), o comandante percebeu um foco luminoso à esquerda da aeronave. Gerson diminuiu a intensidade das luzes na cabine do avião para observarem melhor, e sinalizou piscando os faróis da aeronave, sem resposta.

A informação recebida pelo Cindacta era que não havia outro tráfego nas proximidades do Boeing 727, mas Brito e sua tripulação continuaram na observação do OVNI. O comandante chegou até mesmo a tentar algum tipo de comunicação telepática, e o UFO seguidamente se aproximava e afastava do avião. Finalmente, sobre Belo Horizonte, o operador confirmou que o objeto estava visível em sua tela de radar.

Nesse ponto de máxima atividade do UFO, Brito sentiu-se confiante para dirigir-se aos passageiros, dizendo pelo intercomunicador de bordo: “Senhores passageiros, bom dia! Quem lhes fala é o comandante da aeronave e tomei a liberdade de acordá-los para que tenham o privilégio de, junto a esta tripulação, observar um UFO a esquerda de nosso Boeing”. O OVNI acabou desaparecendo antes do pouso no Rio de Janeiro. Brito e os passageiros deram diversas declarações a imprensa, o que não foi o caso de uma delegação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, chefiada por Dom Aloísio Lorscheider, que deu declarações contrárias a realidade dos UFOs. Mas uma passageira afirmou que os religiosos de fato haviam observado o OVNI, junto aos demais passageiros.

O caso teve grande destaque na imprensa, especialmente pela polêmica envolvendo as declarações do astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, que tentou desqualificar o avistamento afirmando que o OVNI não passava do planeta Vênus. O astrônomo chegou inclusive a repetir o vôo dias depois, quando ficou claro que a posição de Vênus na época tornava impossível que fosse confundido.

Uyrangê Hollanda, o comandante da Operação Prato, aproximou-se de Brito tempos depois em Belém, convidando-o a visitar o I COMAR e mostrando-lhe um vasto material ufológico que tinham disponível. Hollanda disse ainda a Brito que um grupo muito mais aparelhado em Brasília possuía registros de radar, incluindo o do Vôo 169. Este é considerado um dos casos mais importantes de todos os tempos na Ufologia brasileira.

13.4- O Caso Haroldo Westendorf 

Era o dia 5 de outubro de 1996, e o piloto Haroldo Westendorff, com 20 anos de experiência de vôo, como fazia de hábito aos finais de semana voava em seu monomotor EMB 712. Sobrevoando a Lagoa dos Patos, próximo a São José do Norte, já na rota de retorno ao aeroporto de Pelotas, teve às 10h15 sua atenção despertada por um objeto estranho à sua esquerda.

Westendorff alterou seu curso, a fim de observar melhor. O OVNI tinha um formato aproximadamente piramidal, e não emitia qualquer som. Conforme se aproximava, percebeu as enormes dimensões do UFO. Calculou que sua base media mais de 100 m de diâmetro, o tamanho de um campo de futebol, e sua altura seria de 50 a 60 m. Possuía na parte superior um tipo de cúpula de cor marrom, os vértices, de forma cônica, eram arredondados, e cada face possuía 3 saliências semelhantes a gomos.

Haroldo chamou pelo rádio o controle do aeroporto de Pelotas, e o operador da torre, Airton Mendes da Silva, confirmou que também tinha contato visual com o objeto, usando binóculos. Westendorff a seguir chamou o Cindacta, mas o operador que lhe respondeu afirmou que não havia qualquer outra aeronave em um raio de 200 km de seu avião.
Nesse momento Westendorff decidiu contornar o OVNI, e ligou pelo celular para um amigo, relatando sua observação. Depois ele atendeu uma ligação de sua família, e continuou voando ao redor do objeto. Antes de terminar a volta, contudo, a cúpula superior se abriu e dela saiu um disco voador, que saiu na vertical, inclinou-se a 45 graus, e finalmente disparou rumo ao céu. Haroldo bem que pensou em fazer um rápido mergulho sobre o UFO gigante, a fim de observar seu interior através da cúpula aberta, mas fachos luminosos que saíram da abertura fizeram com que se afastasse.

Haroldo deu mais uma volta, a uma distância maior e tentando contornar por cima, mas nesse instante o OVNI, que girava, aumentou a velocidade de rotação. Assustado, Haroldo afastou-se, e nesse momento o imenso UFO disparou para o alto a altíssima velocidade, fazendo o piloto temer que o enorme deslocamento de ar pudesse derrubar seu monomotor. Entretanto, não houve nada, nem sequer o estrondo causado pela quebra da barreira do som, pois Westendorff calculou que o UFO disparou a aproximadamente 12.000 km/h em instantes.

Além de Westendorff, o caso tem como testemunhas o operador Airton Silva e mais duas pessoas que ele chamou para presenciar o caso. Haroldo afirma que o tom de voz do operador do Cindacta com quem se comunicou era estranho, como se não pudesse admitir a presença do imenso UFO. Entretanto, pela qualidade das testemunhas, sem dúvida é um dos casos mais importantes da Ufologia brasileira.

13.5- A Noite Oficial dos UFOs 

Considerado pela comunidade ufológica internacional um dos casos mais importantes envolvendo UFOs e aeronaves, os fatos começaram a ser observador às 18h30 de 19 de maio de 1986, quando da torre do aeroporto de São José dos Campos foram avistados dois objetos luminosos de cor alaranjada. Logo depois as torres de São Paulo e Brasília conformavam pelo radar a presença de três alvos, subindo para oito na próxima hora.

Às 21h00, a aeronave Embraer Xingu, trazendo a bordo o comandante Alcir Pereira e o então presidente da Petrobrás, coronel Osires Silva, avista os OVNIs e parte em perseguição por meia hora, sem sucesso. Finalmente às 22h23 , decola o primeiro caça F-5 da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. A ele se juntaria um segundo F-5, e mais três caças Mirage da Base Aérea de Anápolis, Goiás.

Entre os fatos que ocorreram durante a frustrada tentativa de interceptação, um dos F-5 seguiu um dos objetos sobre o Oceano Atlântico, mantendo contato visual e pelo radar de bordo. Outro dos F-5 foi cercado por 13 objetos, manobrou para ficar atrás destes, mas os OVNIs acompanharam sua manobra. O desaparecimento dos UFOs foi reportado à 01h45  de 20 de maio.

No dia seguinte, acompanhado pelos pilotos dos caças e outros oficiais da FAB, o então Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, concedeu uma coletiva de imprensa onde os fatos foram apresentados. Um dos caças aproximou-se até seis milhas de um dos objetos, que subitamente acelerou e em instantes aumentou a distância até 20 milhas, configurando uma aceleração prodigiosa até uma velocidade de Mach 15. Oficiais presentes à coletiva confirmaram que os objetos passavam de 250 para 1500 km/h em frações de segundo.

Vinte e um objetos voadores não identificados, alguns de enormes dimensões, foram detectados por mais de 50 radares em território brasileiro, interrompendo o tráfego aéreo sobre o sudeste, a região mais desenvolvida do país. Foi confirmado na mesma coletiva que a FAB filmara todo o evento, e que um relatório seria apresentado em pouco tempo, o que não ocorreu. O caso foi objeto de diversas reportagens na TV e revistas ao longo dos anos, e é um dos objetivos centrais da campanha UFOs, Liberdade de Informação Já.

13.6- O Caso Varginha 

Desde os meses finais de 1995, uma grande onda de avistamentos de objetos voadores não identificados assolava o sul do estado de Minas Gerais, gerando até comunicados da USAF, a Força Aérea Norte-Americana, para a FAB. Em 20 de janeiro de 1996, à 01h30 da madrugada, o casal Eurico e Oralina de Freitas, caseiros de um sítio a cerca de 10 km de Varginha, avistaram uma estranha aeronave cilíndrica, aparentemente danificada e soltando muita fumaça, sobrevoar lentamente a propriedade. Desapareceu por trás de um morro, na direção do bairro Jardim Andere.

Nesse bairro, às 08h30 da manhã, algumas pessoas avistaram um ser incomum, e desde esse horário uma série de telefonemas foram dados para o Corpo de Bombeiros da cidade. Ás 10h30, com o auxílio de uma rede, os bombeiros capturam a estranha criatura, que é colocada em uma caixa de madeira, e esta acondicionada na parte traseira de um caminhão do Exército, pertencente a ESA (Escola de Sargentos das Armas, de Três Corações), que parte rapidamente de volta à instituição.

Às 14h00, uma testemunha anônima informa que presenciou quando um grupo de militares fortemente armados penetrou em uma mata entre os bairros Jardim Andere e Santana. A pessoa, após ouvir disparos de fuzil, viu os militares saírem da mata carregando dois sacos pretos, sendo que um deles se mexia.

Às 15h30, as irmãs Liliane e Valquíria Silva, acompanhadas da amiga Kátia Xavier, cruzaram um terreno baldio no caminho de volta para casa, também no bairro Jardim Andere, quando avistaram junto a um muro do terreno uma criatura marrom, de cabeça grande e olhos vermelhos, agachada e parecendo abatida. As três moças saíram correndo, apavoradas.

Às 17h00 uma forte chuva de granizo caiu sobre a cidade, e às 18h30 os policiais Marco Eli Chereze e Eric Lopes quase atropelaram uma criatura que aparentemente era a mesma vista pelas três moças. Chereze, sem qualquer proteção, segurou a criatura nos braços e a colocou no banco traseiro de sua viatura. Depois de serem literalmente expulsos de um posto de saúde, e finalmente levaram o ser ao Hospital Regional do Sul de Minas no centro de Varginha. Lá o hospital foi literalmente paralisado, e frustradas tentativas de salvar a criatura ocorreram, sempre diante de uma intensa movimentação de médicos e militares, confirmada por inúmeras testemunhas. Às 05h00 do dia 21 de janeiro, o ser foi transferido para o Hospital Humanitas, mais afastado e melhor aparelhado.

Marco Eli Chereze morreria às 11h45 de 15 de fevereiro, de insuficiência respiratória aguda, septicemia e pneumonia bacteriana. Nesse meio tempo, viaturas do Exército eram vistas cruzando a cidade seguidamente e em todas as direções. De fato, muitas testemunhas disseram que essa estranha e anormal movimentação vinha ocorrendo por todo o mês. Em 22 de janeiro, às 16h00, os militares da ESA removem a criatura do Humanitas sob um fortíssimo esquema de segurança, enquanto outras viaturas e caminhões fazem rondas pela cidade, aparentemente com intuito de despistamento. No dia seguinte, 23 de janeiro, um comboio de três caminhões e mais alguns veículos parte às 04h00 da ESA com destino a Escola Preparatória de Cadetes, em Campinas. Nesse mesmo dia às 14h00, uma viatura dessa instituição chega a Universidade de Campinas (Unicamp) levando duas caixas. Ao menos uma destas foi levada para o Hospital das Clínicas da Unicamp, onde existe um laboratório secreto subterrâneo. Outra instalação semelhante existe no Laboratório de Biologia que, segundo testemunhas, igualmente foi envolvido na pesquisa do material vindo de Varginha.

Da pesquisa fez parte a equipe liderada pelo conhecido legista Fortunato Badan Palhares. Igualmente existem informações de que fragmentos aparentemente metálicos e de origem desconhecida, também trazidos de Varginha, foram levados ao CTA, Centro Técnico Aeroespacial, em São José dos Campos. A movimentação seguiu intensa nesses locais, contando inclusive a partir do dia 26 de janeiro com a presença de pessoal norte-americano. Aparentemente isso serviu para preparar a visita, a partir de 1º de março, do então secretário de estado Warren Christopher e do administrador da NASA, Daniel Goldin.

Em 29 de janeiro a senhora Luiza Helena da Silva, mãe de Liliane e Valquíria, recebeu a visita de quatro estranhos vestindo ternos, e que ofereceram uma elevada quantia em dinheiro para as moças negarem tudo perante a imprensa. A proposta foi recusada, e ainda se especula se esses homens eram fanáticos religiosos, militares ou outra coisa. Em 08 de maio o general Sérgio Pedro Coelho Lima, então comandante da ESA, leu uma nota de esclarecimento para a imprensa negando qualquer participação da instituição nos fatos. Questionado, destratou os repórteres em tom exaltado e retirou-se.

No dia 29 de maio de 1996, ocorreu a primeira reunião do Alto Comando do Exército fora de Brasília. Escassamente noticiada pela imprensa local, a reunião ocorreu em Campinas, cumprindo uma pauta que seria mais adequada para oficiais subalternos, e não para os generais do alto comando. Finalizando a sequência de estranhas coincidências aparentemente ligadas ao Caso Varginha, em 6 de agosto de 1996 a NASA anunciava a descoberta de possíveis fósseis de bactérias alienígenas no meteorito marciano ALH-84001.

A campanha UFOs, Liberdade de Informação Já, capitaneada pela CBU, Comissão Brasileira de Ufólogos, pleiteia o rebaixamento imediato da classificação de ultra-secreto atribuída ao Caso Varginha, e a progressiva liberação dos arquivos da Arma envolvida, o Exército, que tratam do mesmo.

14.1- A Batalha de Los Angeles, 1942 

No dia 25 de fevereiro de 1942, com os Estados Unidos ainda traumatizados pelo ataque japonês contra a base de Pearl Harbour, no Havaí, a defesa aérea ao redor da cidade de Los Angeles foi acionada pelo que parecia a presença de aeronaves desconhecidas. Em meio ao pandemônio, a artilharia antiaérea disparou um total de 1430 projéteis, durante as cinco horas em que durou o acontecimento. Construções da cidade foram danificadas pela queda de alguns dos projéteis, e nenhum dos supostos intrusos foi atingido ou derrubado.

Ficou famosa uma foto publicada no Los Angeles Times, mostrando um dos objetos voadores iluminado por diversos holofotes, enquanto salvas da artilharia explodiam a seu redor. No dia seguinte o secretário da Marinha afirmou que tudo fora um falso alarme, resultando de protestos da imprensa contra o que parecia uma vontade de não tocar no assunto. Muitos anos depois, um memorando liberado sob a Lei de Liberdade de Informação (FOIA), assinado pelo chefe do Estado Maior do Exército, General George Marshall, informava ao presidente Franklin Roosevelt, descrevia o incidente, referindo-se aos intrusos como aeronaves não identificadas.

14.2- Foo Fighters 

Durante a Segunda Guerra Mundial, a então Força Aérea do Exército norte-americano (USAAF), empreendeu uma longa campanha de bombardeios contra a Alemanha nazista. A partir de 1943/1944, as tripulações passaram a ser testemunhas da presença de estranhos objetos luminosos que acompanhavam seu vôo, sem entretanto manifestar qualquer ação hostil. Pilotos dos caças de escolta aliados igualmente tentaram interceptar esses objetos, sem sucesso. Passou-se a acreditar que eram algum tipo de projeto secreto dos nazistas, tendo grande destaque na imprensa na época, recebendo o apelido de foo-fighters.

Porém, após a vitória contra o Eixo, a Inteligência aliada pôs-se a examinar os documentos e relatórios alemães, e encontraram inúmeras referências a encontros idênticos que os pilotos alemães tiveram com artefatos semelhantes. Os oficiais nazistas então acabaram atribuindo os misteriosos intrusos a aeronaves secretas dos aliados.

14.3- Caso Arnold 

Era uma terça-feira, 24 de junho de 1947, e o experiente piloto Kenneth Arnold conduzia seu monomotor entre Chebalis e Yakima, no estado de Washington, EUA. Grande conhecedor daquela região dos Montes Cascade, nas proximidades do Monte Rainier, Arnold procurava um avião de transporte do Exército que se perdera na área, quando percebeu um flash de luz em sua cabine. Virou-se e observou nove objetos desconhecidos voando em formação, e deduziu a partir do tempo que levaram para voar entre o Monte Rainier e o Monte Adams, que sua velocidade era de 2700 quilômetros por hora.

Ao chegar no campo aéreo, Arnold descreveu a jornalistas o que havia visto. Sua reputação e experiência o tornavam uma testemunha absolutamente confiável, e logo o relato corria o país. Kenneth Arnold descreveu que os objetos, que tinham um formato semelhante às aeronaves do tipo asa voadora, voavam como discos lançados sobre a água. Dessa forma, em pouco tempo outros objetos voadores não identificados passaram a ser conhecidos pelo nome popular de disco voador. Por esse motivo, a data de 24 de junho ficou conhecida mundialmente como o Dia Internacional da Ufologia.

14.4- O Caso Roswell 

Roswell tornou-se um dos ícones da Ufologia mundial, exemplo maior da política de acobertamento norte-americana, que alguns acreditam ter sido imposta a outros países. O caso foi igualmente explorado por inúmeras obras de ficção, e continua sendo explorado em livros e documentários.

Após o Caso Arnold, os Estados Unidos viviam uma febre de aparições de discos voadores, o que fez inclusive os militares buscarem os velhos arquivos da época da Segunda Guerra Mundial, que descreviam os encontros de pilotos com os chamados foo-fighters.

Pareceu apenas natural que tanto a imprensa, como a sociedade em geral e especialmente os próprios militares, passassem a esquadrinhar os céus em busca dos misteriosos intrusos. E, pelas informações recolhidas em décadas de investigações, uma especial atenção era dada aos céus do Novo México, especialmente ao redor da Base Aérea de Roswell, lar do 509º Grupo de Bombardeiros. Foi ali que começou a missão do famoso bombardeiro B-29 Enola Gay, que em 06 de agosto de 1945 lançou a primeira bomba atômica utilizada em um ataque, sobre a cidade japonesa de Hiroxima. Em 1947, ainda era a única base militar em todo o planeta dotada de armas nucleares.

Havia dias que os radares da região, e também de Albuquerque, rastreavam UFOs por todo o sul do país, e finalmente na noite de 04 de julho, um deles desapareceu subitamente dos radares. Alguns pesquisadores dizem que os militares souberam então que um OVNI havia pousado ou caído a cerca de 60 km da cidade.

Os militares encontraram o local da queda apenas na manhã do dia 05, recolhendo destroços e o que as testemunhas descrevem como cinco seres estranhos. Foi na tarde desse dia que Glenn Dennis, funcionário da Funerária Ballard, recebeu uma série de telefonemas da base militar, perguntando coisas como o tamanho dos caixões, se podiam ser hermeticamente fechados, como preparar cadáveres para serem conservados. Dennis começou a suspeitar que algo havia acontecido, e acabou indo a base, vendo veículos carregados com estranhos destroços e uma movimentação incomum. A seguir houve seu famoso encontro com uma enfermeira, que estava muito apreensiva e lhe pediu para sair dali. Isso foi pouco antes de Dennis ser hostilizado por militares.

Tudo isso acontecia enquanto o fazendeiro McBrazell recolhia estranhos destroços em uma larga área em sua propriedade, indo depois a Roswell conversar com o xerife George Wilcox. Este indicou o chefe de Inteligência da base, Major Jesse Marcel, como o mais indicado a tratar do assunto. Ao visitar o local, Marcel percebeu que o campo de destroços se estendia por cerca de 200 m de comprimento, recolhendo o que podia. O Major passou em casa e mostrou o material a família, e na manhã seguinte dirigiu-se a base reportando-se a seu superior, Coronel William Blanchard. Em 08 de julho Blanchard enviou Marcel para conversar com o General Ramey, chefe da 8º Força Aérea, que por sua vez o enviou a Base Aérea Wright-Patterson. Foi lá que Marcel foi obrigado a posar ao lado do que claramente eram restos de um balão meteorológico, e que segundo o Major nada tinham a ver com o material que recolhera. Ramey deu então a imprensa a versão que tudo não passava do resgate de um balão meteorológico.

O caso já estava na imprensa, e ficou famosa a imagem da primeira página do jornal Daily Roswell. Depois era publicada a versão do General Ramey, e o caso simplesmente foi esquecido. Apenas 30 anos depois, com uma entrevista concedida por um já idoso Jesse Marcel ao ufólogo e físico nuclear Stanton Friedman, o caso retornou ao centro das atenções.

14.5- Thomas Mantell 

Manhã de 07 de janeiro de 1948. Quatro caças a pistão modelo F-51 Mustang faziam um vôo de treinamento, aproximando-se da Base Aérea Godman, Fort Knox. Preparando-se para o pouso, foram informados pela torre de controle que havia um objeto estranho sobre a área. Com exceção de um dos caças que pousou por falta de combustível, os demais, liderados pelo experiente capitão Thomas F. Mantell, subiram a fim de averiguar.

Os pilotos logo confirmaram que observavam um objeto de enormes dimensões, e continuaram a subida para tentar identificá-lo. Mantell, o único com equipamento de oxigênio e mais combustível que os outros, ordenou que voltassem, enquanto ele continuava na perseguição ao OVNI. Pelo rádio ele informou que o objeto era enorme, e que conseguia se aproximar. Entretanto, logo a seguir o contato por rádio foi interrompido.

Imediatamente as buscas em terra começaram, e na manhã seguinte os destroços do Mustang e os restos de Mantell foram localizados. Algumas fontes trazem informações contraditórias, algumas dizendo que o corpo do piloto não fora encontrado, outras afirmando que este fora recolhido e posteriormente entregue à família em um caixão selado, que não pôde ser aberto. De qualquer forma, a tragédia trouxe profunda consternação na Força Aérea, e logo surgiram as explicações oficiais, dando conta de que Mantell sofreu de alucinações devido à falta de oxigênio, ou que na verdade perseguira um balão tipo “Skyhook”. Essas explicações oficiais até hoje não convenceram os pesquisadores.

14.6- O Caso Chiles-Whitted 

Um dos mais conhecidos casos envolvendo aeronaves comerciais tem como testemunhas os pilotos Clarence Chiles e John Whitted. Era madrugada de 23 de julho de 1948, e eles comandavam um bimotor Douglas DC-3 da Eastern Airlines, de Houston, Texas, para Atlanta e Boston. Quando se encontravam a cerca de 30 quilômetros de Montgomery, às 02h45, avistaram um objeto brilhante que voava de encontro a eles.

Os pilotos imediatamente perceberam que o objeto era enorme e, temendo um impacto, Chiles desviou o DC-3 para a esquerda, violando a regra básica de segurança de vôo, que é virar para a direita. Contudo a manobra foi acertada, e o OVNI passou a pouco mais de 150 m de seu avião. Os pilotos então puderam observar seus detalhes, descrevendo-o como uma aeronave cilíndrica sem asas, com duas fileiras de janelas, e com o dobro do tamanho de um bombardeiro B-29 (que tinha 30 m de comprimento).

O OVNI a seguir manobrou, ganhando altura e retornando na direção do DC-3, passando em frente a eles. Depois afastou-se em alta velocidade e desapareceu nas nuvens. Um dos passageiros, Clarence McKelvie, estava acordado e igualmente viu o objeto. A explicação dada pela Força Aérea era que os pilotos haviam avistado o lançamento de um foguete. Entretanto, a teoria caiu por terra quando se soube que dezenas de pessoas, de serviço na Base Aérea Robbins em Macon, Georgia, observaram cerca de uma hora antes um objeto em forma de charuto cuja descrição batia com o objeto visto por Chiles e Whitted, havendo a possibilidade de que fosse o mesmo artefato. O caso encorajou outros pilotos comerciais a deixarem de lado o medo de ridicularização e ameaça a seu emprego, e descreverem os casos de que igualmente eram testemunhas.

14.7- O Capitão George Gorman duela com um UFO 

“Gorman dogfight” é como o caso é conhecido nos países de língua inglesa. O Capitão Gorman aproximava-se para pousar no aeroporto da cidade de Fargo, quando avistou um objeto não identificado que emitia uma luz verde. Questionando a torre de controle, o piloto decidiu averiguar. Enquanto isso, na torre o controlador L.D. Jansen acompanhava tudo com binóculos.

O OVNI tinha formato esférico e parecia pequeno, e quando Gorman mergulhava sobre ele percebeu que de pulsante, a luz verde ficou estática, aumentando de intensidade e passando a subir. A 2300 m, o objeto investiu contra o Mustang. Gorman, que não tinha munição nas seis metralhadoras de seu caça, desviou-se e passou poucos metros abaixo do objeto.

Aquilo irritou o piloto, que a seguir mostrou-se disposto até a abalroar o OVNI. Voando entre 600 e 650 km/h, Gorman realizou várias manobras típicas dos pilotos de caça, contudo o UFO sempre o evitava com impressionante facilidade. Quando chegaram a 5800 m, o objeto acelerou e afastou-se velozmente, desaparecendo na distância. George Gorman pousou quase sem combustível, e confirmou aos investigadores militares que não percebera qualquer sinal de jato ou som vindo do OVNI. O relato foi confirmado por várias testemunhas em terra.

14.8- OVNIs sobre Washington 

Cerca de 40 minutos após a meia noite de 20 de julho de 1952, operadores de radar do aeroporto da cidade detectaram sete pontos no radar, de origem desconhecida. Operadores inclusive chegaram a observar os intrusos a olho nu, e o radar confirmou que se encontravam sobre a Casa Branca e o Capitólio (Congresso), áreas de vôo proibido.

O comando da Força Aérea foi alertado, mas a Base de Andrews Field operava reformas em suas pistas, e os caças teriam que vir de Delaware, demorando meia hora para chegar a capital. Nesse momento decolou um avião de carreira da Capitol Airlines, e os operadores perceberam em suas telas que a aeronave era seguida por um UFO. O piloto confirmou a observação, bem como o desaparecimento súbito do intruso, igualmente flagrado pelo radar. A velocidade do OVNI parecia haver passado instantaneamente de 200 para 900 km/h.

Na torre do aeroporto, outro operador flagrou, com um equipamento de radar configurado para captar objetos a altas velocidades, que outro dos OVNIs deslocou-se a 11520 km/h. Por duas horas os UFOs permaneceram sobre Washington, até que as três da manhã os caças interceptadores chegaram a capital, mas então os intrusos já haviam se retirado. Os interceptadores retornaram a sua base, mas 15 minutos depois os UFOs regressaram, permanecendo sobre a cidade até as 05h30  da manhã, quando então se dirigiram para o céu em altíssima velocidade e desapareceram.

O caso gerou comoção, mesmo que houvesse poucas testemunhas civis de madrugada. Mas a informação acabou vazando, e mesmo o Poder Legislativo exigiu saber da Força Aérea o que se passava. Os militares responderam com evasivas, alegando que tudo não passava de um fenômeno meteorológico, o que foi alvo de severas críticas de parlamentares e da imprensa.

14.9- O desaparecimento de Felix Moncla 

Em 23 de novembro de 1953, um jato interceptador F-89 Scorpion foi enviado para averiguar a presença de um objeto voador não identificado sobre o Lago Michigan. O OVNI foi detectado pela torre da Base da Força Aérea Truax em Madison, Wisconsin, e o F-89 decolou da Base Kincross com o piloto Felix Moncla e o operador de radar R. Wilson.

O caça tentava se aproximar do OVNI, mas este mudou seu curso de vôo, e Wilson não conseguia enquadrar o intruso em seu radar. A torre de Truax acompanhava o jato, quando Moncla finalmente conseguiu uma aproximação decisiva sobre o objeto. Porém, nesse momento os operadores de radar viram os dois pontos em suas telas fundirem-se em um único.

A seguir esse ponto enfraqueceu e desapareceu, e seguidas chamadas pelo rádio ficaram sem resposta. Uma operação de busca foi imediatamente lançada, e depois de vários dias não foram encontrados quaisquer vestígios do caça, de seus tripulantes ou do UFO. 

A USAF lançou diversas versões conflitantes e nada verossímeis a fim de tentar explicar o caso, sem sucesso. A tentativa de justificar todo o incidente como devido à presença de um avião cargueiro da Força Aérea Canadense igualmente foi totalmente refutada pelas autoridades daquele país.

Recentemente, surgiram informes desencontrados de que os restos de um avião F-89 teriam sido encontrados no fundo do Lago Michigan, mas até hoje o caso permanece inexplicado.

14.10- A abdução de Betty e Barney Hill 

Em 19 de setembro de 1961, Barney e Betty Hill retornavam de uma viagem ao Canadá, quando nas proximidades de North Woodstock, às 22h00, perceberam uma estranha estrela que se movia de forma errática. Chegando a Indian Head, decidiram parar para observar melhor, e perceberam que se tratava na verdade de um objeto discóide com uma fileira de janelas, parecendo haver pessoas atrás das mesmas. Assustados, entraram no carro e fugiram pela estrada, quando subitamente não viram mais o objeto. Entretanto, para seu espanto, em questão de 2 minutos haviam percorrido mais de 50 km.

Chegando em casa, trataram de descansar, mas nas noites seguintes passaram a ter pesadelos, e comentando o caso com familiares e conhecidos, depressa seu avistamento chegou a imprensa. E logo ficou evidente que ao menos duas horas de suas vidas haviam sido inexplicavelmente perdidas. Tentando descobrir o que lhes ocorreu, os Hill procuraram o psiquiatra Benjamin Simon, que utilizando a técnica de hipnose regressiva, conseguiu restaurar a maior parte da memória perdida do casal.

O casal se recordou que seu carro havia parado na estrada, e o UFO pousou bem diante deles. Os ocupantes os levaram para sua nave, onde submeteram os Hill a exames médicos e psicológicos. Amostras de sangue, pele, cabelo e unhas foram recolhidas, os seres retiraram esperma de Barney, e fizeram em Betty um exame ginecológico. O casal descreveu seus captores como seres pequenos e magros, com membros longos, cabeças grandes e calvas e grandes olhos. Esse tipo de extraterrestre passou depois a ser comumente chamado de greys, ou cinzas.

Betty lembrou-se de ter visto o que parecia um tipo de mapa estelar, e conforme sua descrição os cientistas identificaram corpos celestes recém descobertos, cuja divulgação ao público ainda não havia sido feita. Até hoje, a abdução dos Hill é estudada pelos pesquisadores.

14.11- Lonnie Zamora e o Caso Socorro 

Lonnie Zamora era um oficial de polícia com 31 anos de experiência, e estava em patrulha quando um carro em alta velocidade passou por ele. Zamora passou a persegui-lo, quando ouviu um estrondo e um clarão de luz à distância. O policial anunciou pelo rádio a central que abandonaria a perseguição, e iria verificar do que se tratava. Seguindo por uma estrada de terra, Zamora pensou inicialmente que um depósito de dinamite próximo houvesse explodido.

Entretanto, logo ele divisou na distância um objeto brilhante, que a princípio tomou como um carro acidentado. Mas logo o policial percebeu que se tratava de um objeto oval e metálico, sem qualquer janela ou abertura, com o tamanho aproximado de um carro médio. Zamora a seguir viu um tipo de desenho ou insígnia vermelha na lateral do objeto, e o que pareciam duas crianças em vestes brancas ao lado do mesmo.

Tendo saído do carro para observar melhor, Zamora acabou chamando a atenção dos seres, que rapidamente entraram no objeto. Em seguida o policial se protegeu, pois começou a ouvir um estrondo, mas o OVNI simplesmente decolou, seguiu na horizontal por alguns instantes, e finalmente disparou para cima e desapareceu. Nesse instante chegou seu colega Sam Chavez, que vinha monitorando suas comunicações.

Policiais e investigadores examinaram toda a área, descobrindo 4 marcas onde o UFO estivera pousado, claramente impressas no solo devido ao peso do artefato. Pegadas foram igualmente encontradas, bem como terra e vegetação queimadas. O caso foi investigado também pelo Dr. J. Allen Hynek, então ligado ao Projeto Blue Book (Livro Azul), da USAF, que não teve dúvidas em considerá-lo absolutamente autêntico. Relatórios da CIA foram obtidos, todos dando conta de que Zamora era um oficial de absoluta confiança, bem quisto em sua comunidade, e que graças a seu testemunho, corroborado pelas evidências físicas encontradas, tornam o Caso Socorro um dos mais sólidos da história da Ufologia mundial.

14.12- Caso Kecksburg 

O Caso Keksburg tem sido quase tão comentado quanto Roswell, dentro da Ufologia norte-americana. Testemunhas viram um objeto, semelhante a uma bola de fogo, cair na floresta de Kecksburg, Pennsylvania, às 18h30 de 05 de dezembro de 1965. Relatos sobre a trajetória do objeto parecem coincidir com informações sobre detecção pelo radar, que teria flagrado o mesmo passando sobre o Canadá, Michigan, Ohio e Pennsylvania.

Logo a rádio WHJB de Greensburg recebia vários telefonemas, acabando por despachar o repórter John Murphy para o local. Ele descobriu que a polícia local recebera ordens de isolar a área em torno da floresta, e realizar buscas em meio às árvores. Horas depois Murphy recebia do chefe da polícia a confirmação oficial de que nada havia sido encontrado.

Mas informações recolhidas com outras testemunhas davam conta de que um estranho objeto havia caído na mata, e inclusive sido visto por pessoas que chegaram ao local antes da polícia. Testemunhas teriam descrito o objeto como tendo aproximadamente 3 m de comprimento, formato cilíndrico, e que foi retirado da área sobre um caminhão militar. O caso rapidamente chegou aos jornais e televisão, mas depois a Força Aérea Americana emitiu um comunicado, afirmando que um meteoro havia caído em Kecksburg.

Isso pareceu satisfazer a curiosidade da maioria das pessoas, e por fim o caso caiu no esquecimento. Muitos anos depois, após a morte de John Murphy, sua viúva afirmou que ele na verdade esteve entre as primeiras pessoas a localizar o objeto, e que havia até mesmo tirado uma foto do mesmo, que acabou confiscada pelos militares. E o relatório do Projeto Blue Book sobre o Caso Kecksburg afirma que existia uma foto do objeto entre as árvores, mas não publica a foto, nem apresenta o nome do fotógrafo, deixando ainda mais perguntas sem resposta sobre esse caso.

14.13- O Caso Michalak 

O Incidente em Falcon Lake, como também é conhecido, é um dos mais extraordinários e bem substanciados casos de contatos de segundo grau da Ufologia mundial. Stephen Michalak era mecânico, e fazia prospecções pela zona rural em busca de prata como hobby. Residia em Winnipeg, Canadá, mas havia ido de folga para o Whiteshell Provincial Park, região que conhecia muito bem, e onde lhe haviam dito que existiam veios de prata por serem descobertos.

No dia 19 de maio de 1965, desde cedo, ele havia trabalhado em suas pesquisas, feito um lanche ao meio dia, e voltado ao trabalho. Foi quando percebeu dois objetos voadores não identificados manobrando no céu, sendo que logo um deles desapareceu, enquanto outro pousou a pouco mais de 45 m à sua frente.

Michalak descreveu o objeto como tendo formato discóide e cor metálica, e sem resistir a curiosidade aproximou-se para olhar em um tipo de porta que surgiu na fuselagem do objeto. Depois disso, e de se afastar um pouco, a porta se fechou. Michalak então passou sua mão enluvada pela superfície, mas a luva se desfez diante do calor. Nesse instante o UFO se moveu, ao mesmo tempo em que próximo a ele uma abertura de ventilação se abriu, deixando sair muito calor que atingiu a jaqueta e a camisa da testemunha. Michalak, sentindo muita dor, conseguiu tirar as vestes em chamas.

Michalak observou o objeto subir e desaparecer no céu, e antes de sair dali em busca de ajuda se lembrou de fazer uma marcação com pedras e vegetação, já se sentindo muito mal. Ele conseguiu chegar a um hospital, onde foi tratado das queimaduras que deixaram uma marca em seu peito. Pelos meses seguintes Michalak retornou ao hospital seguidas vezes, enquanto sua extraordinária história era divulgada e comentada. Surgiram rumores de que uma substância estranha fora descoberta em seu organismo, mas isso não foi confirmado pelos hospitais em que foi internado.

Cerca de um ano depois ele conseguiu voltar ao local de seu encontro, e existem informações esparsas de que radiação foi detectada na área. Organizações de pesquisa ufológica, a Polícia Montada e a Força Aérea canadense, e até mesmo o Comitê Condon investigaram o caso, e não foi encontrada qualquer prova que desmentisse a incrível história de Stephen Michalak.

14.14- Queda em Shag Harbour 

Na noite de 04 de outubro de 1967, diversos moradores de Shag Harbour, na Nova Escócia, Canadá, observaram estranhas luzes laranja no céu. As testemunhas depois descreveram como as luzes terminaram por aparentemente submergir nas gélidas águas do lugar, não muito longe da costa. Mesmo oficiais da Polícia Montada também observaram o UFO, e logo foi organizada uma operação de resgate para o que se acreditava que fosse um acidente aéreo.

Pescadores e policiais chegaram de barco ao local presumido da queda, mas tudo que encontraram foi uma estranha espuma amarela. Depois se soube que fora ordenado ao navio da marinha canadense, HMCS Granby, dar novas buscas na área, inclusive enviando mergulhadores. Por vários dias as buscas prosseguiram, sem resultado. Surgiram depois informes de que um submarino russo fora localizado na região.

Em 1993, o investigador da MUFON Chris Styles, ao lado do colega Doug Ledger, conseguiu localizar as testemunhas e reabrir o caso. Eles inclusive entrevistaram os mergulhadores do Granby, que disseram que o OVNI se moveu no fundo do mar de Shag Harbour até Government Point. Nessa região existe uma base de detecção de submarinos, que flagrou o UFO, e logo navios da Marinha foram chamados para investigar. Segundo os mergulhadores, os militares planejavam uma operação de resgate, mas a chegada de um segundo OVNI, que parecia auxiliar o primeiro, os fez esperar. Nesse meio tempo, chegou o submarino russo, e todos ficaram observando. Finalmente, os dois UFOs despistaram os navios até o Golfo do Maine, saíram da água e desapareceram nos céus. O caso de Shag Harbour é um dos mais importantes envolvendo OSNIs, objetos submarinos não identificados.

14.15- A abdução de Travis Walton 

Floresta Nacional Apache-Sitgreaves, Arizona, 05 de novembro de 1975. Ao final de um dia de trabalho, sete homens que cortavam árvores como um contrato com o governo entraram em uma picape, de propriedade de Mike Roger, e se dirigiram para casa. Subitamente, todos viram um estranho objeto luminoso e discoidal. O jovem Travis Walton decide então pular do veículo e aproximar-se.

Seus companheiros ficam horrorizados quando um raio de luz lança Walton para o chão, deixando-o desacordado. Eles fogem, mas logo adiante decidem voltar, pois não poderiam deixar Travis ali. Entretanto, chegando ao local do estranho evento ele não está mais lá.

Os homens comunicam o fato as autoridades, que imediatamente fazem uma busca, sem resultados. Retornam na manhã seguinte, mas novamente seus esforços são infrutíferos. Os dias passam, e o caso se torna uma das maiores operações de busca da história do Arizona, mas começam a ser levantadas suspeitas contra os colegas de Travis Walton. Um a um, eles são finalmente submetidos ao detector de mentiras, e o único resultado inconclusivo é o de Allen Dalis. Depois das investigações, a polícia chega a conclusão de que os homens não estão mentindo, o que levanta a questão se seria ou não verdadeira a estranha história que contam.

A mídia de todo o país já se interessa pelo caso, quando Travis Walton reaparece, cansado, sujo e faminto, em Heber também no Arizona, cinco dias depois daquela fatídica noite. Ele afirma não se lembrar de nada desde o momento em que foi lançado para trás pelo raio, mas aos poucos sua memória retorna.

Travis então se lembra de acordar sobre o que parece uma mesa de cirurgia, mas fica assustado ao ver o que descreve como “três seres horríveis”. Walton tenta empurrar um deles, que sai voando pela estranha sala, e afinal é submetido a uma série de exames médicos pelos seres. Travis ainda vê outros seres diferentes durante sua estadia a bordo do que se acredita seja a mesma nave vista por todo o grupo.

A abdução de Travis Walton foi a primeira a atrair o interesse de membros da comunidade científica, lançando sérias dúvidas aos que não aceitavam a possibilidade das abduções. Nenhuma das explicações apresentadas para o caso é consistente com os fatos do mesmo, e o caso de Travis Walton permanece como um dos mais importantes da Ufologia mundial.

14.16- Luzes de Kaikoura 

Em 30 de dezembro de 1978, em Kaikoura, Nova Zelândia, ocorreu um caso de contato de uma aeronave com UFOs diferente de todos os outros, pois desta vez o propósito único desse vôo era de fato flagrar UFOs em vôo.

UFOs vinham sendo observados na área, e uma investigação teve início. O transporte Argosy, com o Capitão Bill Startup pilotando ao lado do co-piloto Bob Guard, levava ainda uma equipe de televisão do canal 0-10 australiano.

Com o Argosy sobre o Pacífico, ao nordeste de South Island, eles tiveram o primeiro contato visual com um UFO, e o controle de tráfego aéreo de Wellington avisou pelo rádio que um objeto desconhecido seguia o avião. Startup fez uma curva de 360 graus, e nesse momento a tripulação não conseguia observar o UFO, mas o controle de tráfego informava que o objeto aumentara de tamanho, e voava em formação com o Argosy. Finalmente eles tiveram uma visão do grande e brilhante UFO, e a equipe de TV fez uma filmagem de 30 segundos do evento. Depois o Argosy pousou em Chrischurch com o OVNI ainda visível no radar. Na noite seguinte eles estavam voando novamente, e dessa vez foram testemunhas de dois UFOs. Um dos operadores de câmera observou um deles através de seu equipamento, descrevendo-o como uma esfera com marcas horizontais. Apenas um dos OVNIs foi detectado pelo radar do avião, e mesmo após o pouso, o controle de tráfego informava a presença dos objetos no radar.

O extraordinário filme foi exibido no mundo todo, e foi destaque no noticiário do horário nobre da BBC. Naturalmente os céticos se esforçaram em desqualificar o filme, mas o jornal britânico Daily Telegraph, após a exibição da BBC, publicou a seguinte nota: “Os cientistas que sugeriram que todos os que estavam na aeronave viram apenas o planeta Vênus, ou luzes particularmente brilhantes, podem seguramente ser enviados para Bedlam”. Bedlam, no caso, era uma conhecida instituição para doentes mentais.

Em seguida, a Real Força Aérea da Nova Zelândia (RZNAF), a polícia e o Observatório de Wellington investigaram o caso, que terminou sob um carimbo de ultra-secreto e guardado no Arquivo Nacional em Wellington. Um investigador que participou do processo disse ao jornal The New Zealand Press que todos haviam discutido sobre o que fazer, e afinal concordaram em trocar informações, cooperar, mas não divulgar os resultados para o público. Simplesmente não sabiam o que dizer, e não queriam lidar com o problema dos UFOs. O caso das Luzes de Kaikoura permanece inexplicado.

14.17- Caso Rendlesham 

Pouco após a meia noite de 27 de dezembro de 1980, o radar da base Walton da RAF (Real Força Aérea britânica), localizou um UFO que logo desapareceu sobre a floresta de Rendlesham, ao lado da qual há duas bases, ao norte Bentwaters, e ao sul Woodbridge. O radar de Bentwaters igualmente detectou o UFO. E é necessário apontar que em Woodbridge se localizava o 67º Esquadrão de Resgate e Recuperação, norte-americano.

Os operadores de radar não sabiam o que era, e logo três soldados no chão avistaram um grande objeto luminoso. Após uma troca de mensagens com seus superiores receberam permissão de entrar na floresta e investigar o que parecia um caso de acidente aéreo. Contudo, o que eles finalmente viram foi um objeto em forma de disco, pousado na floresta, e pequenos seres que pareciam trabalhar na nave. Mantendo uma distância segura, rapidamente requisitaram a presença de mais pessoal.

Outros OVNIs ainda percorriam os céus, no momento em que chegaram novas patrulhas totalmente equipadas. Oficiais de alto escalão se aproximaram, e teriam entretido alguma forma de comunicação com os seres. Homens que se aproximaram demais do objeto sofreram estranhos efeitos, como perda de noção do tempo, distorção da realidade e houve também estranhas ocorrências atmosféricas.

O coronel Charles Halt, que estava em uma festa de Natal, foi chamado de volta e entrou na floresta com alguns companheiros, fazendo uma gravação em áudio de sua jornada. Algumas testemunhas dizem que Halt estavam entre os oficiais mais graduados que se comunicaram com os alienígenas. Larry Warren era outro dos militares envolvidos, e que após os eventos foi interrogado e obrigado a jurar segredo a respeito dos fatos.

Até 1983 o Caso Rendlesham era desconhecido do público, quando uma revista trouxe uma reportagem sobre os eventos. A revista teve pouca divulgação, até que Robert Todd, da organização CAUS (Cidadãos Contra o Sigilo aos UFOs, em inglês), conseguiu uma cópia do relatório de Halt por meio da Lei de Liberdade de Informação. A própria gravação de Charles Halt depois veio a público. O Caso Rendlesham permanece em segredo, mas mesmo assim é um dos casos de contato de terceiro grau mais impressionantes da casuística mundial.

14.18- Caso Cash-Landrum 

Na noite de 29 de dezembro de 1980, enquanto trafegavam em uma rodovia através das florestas de Piney Wood, no Texas, Betty Cash, Vickie Landrun e Colby Landrun subitamente foram testemunhas da presença de um grande UFO. O objeto tinha formato de diamante, e pairava sobre a via adiante, lançando raios de luzes laranja e vermelha sobre o asfalto. A princípio as duas mulheres pensaram ser um helicóptero, já que existiam vários campos de pouso nas redondezas, mas logo perceberam que não era o caso. Betty, fascinada, saiu do carro para observar melhor, e a seguir surgiram diversos helicópteros de todas as direções, que cercaram o OVNI. As testemunhas dizem que estes perfaziam um total de 23, a maioria sendo Bell UH-1 Huey, e alguns do modelo Chinook CH-47, maiores e de dois rotores.

Betty decidiu retornar para o carro, mas a maçaneta da porta estava quente a ponto de queimar sua mão. As testemunhas finalmente se afastaram dali, e logo após chegarem em casa começaram a passar mal. Betty estava pior, com problemas nos olhos e pele, e acabaram indo para o hospital. Betty permaneceu lá por 15 dias, e os três foram tratados devido a exposição a radiação.

Uma investigação teve início, e foram encontrados severos danos ao pavimento da estrada, que logo foi reparada. Tentativas de encontrar a base de origem dos helicópteros deram em nada, pois oficiais da base de Fort Hood negaram que qualquer de suas aeronaves estivesse envolvida. Teorias de que seria um teste secreto militar, ou que os helicópteros estivessem de alguma forma combatendo o OVNI, resultaram inconclusivas. Betty, Vickie e Colby processaram o governo dos Estados Unidos pelos danos que tiveram com o inusitado encontro, e durante uma audiência no Congresso o inspetor geral do Departamento das Forças Armadas negou que os militares tivessem qualquer envolvimento no caso. Nenhuma compensação foi conferida às três testemunhas. Depois de diagnosticada com câncer de pele, Betty Cash morreu no décimo oitavo aniversário do caso.

14.19- Pouso em Trans en-Provence, França 

O senhor Nicolai morava em uma casa humilde com a esposa na região de Trans en-Provence, França. Estava aposentado havia alguns anos, e no final da tarde de 08 de janeiro de 1981 estava construindo uma base de concreto para uma bomba de água nas proximidades da casa, quando viu um objeto desconhecido nos céus. Era por volta de 17h00, e o OVNI foi antes anunciado por um ruído semelhante a um assobio.

Nicolai viu o UFO passar ao lado de um pinheiro nos limites de sua propriedade, e pousar a cerca de 27 metros de distância, no jardim. Momentos depois o UFO decolou, momento em que o senhor pôde ver aberturas em sua parte inferior, e finalmente desapareceu na direção das florestas da região.

Perante os investigadores, Nicolai disse que a altura do objeto era ao redor de 1,20 m, e sua cor acinzentada. O formato era o de dois pratos emborcados um contra o outro, e seu movimento era contínuo, sem mudanças de aceleração. O GEPAN, órgão oficial de pesquisa ufológica francês, investigou o caso e reproduziu a trajetória do OVNI. Todas as evidências foram analisadas, e absolutamente nada foi encontrado que pudesse contradizer o testemunho do senhor Nicolai. O caso permanece como um dos mais importantes da Ufologia mundial.

14.20- Salyut 6 tem encontro em órbita 

Em 12 de maio de 1981, a tripulação da estação espacial soviética Salyut 6 já contava com 75 dias de permanência em órbita, quando os cosmonautas Vladimir Kovalyonok e Victor Savinikh perceberam a aproximação de um estranho objeto esférico. Perceberam que o mesmo tinha aproximadamente 10 metros de diâmetro, e vigias de observação. De cerca de um 1 km, a distância das naves no segundo dia do encontro reduziu-se para meros 100 m, e os russos puderam perceber os tripulantes semelhantes a humanos da nave extraterrestre.

A nave esférica não possuía sistemas de propulsão e energia visíveis, e Kovalyonk recebeu um terminante não ao questionar o comando da missão se poderia manter contato próximo com os seres. Mesmo assim, mostrou-lhe um mapa espacial que possuíam, ao que um dos seres exibiu um dos seus, trocaram sinais de positivo com o polegar, e finalmente sinais luminosos. Os russos tentaram mensagens em código morse em sua língua, em inglês, mas finalmente os alienígenas responderam a um sinal binário com outro sinal luminoso que, depois de analisado, revelou tratar-se do número e, base dos logaritmos neperianos.

A nave alienígena chegou a aproximar-se a apenas 30 m da Salyut, e os seres saíram da mesma usando as mesmas vestimentas justas que vestiam a bordo. Suas roupas tinham um capuz e um tipo de visor transparente diante do rosto, sem qualquer sinal de fonte de energia ou suporte de vida visível.

O encontro foi filmado e fotografado pelos cosmonautas, e essas provas encontram-se, segundo fontes russas, bem guardadas nos arquivos da Cidade das Estrelas, a base onde os astronautas se preparam para voar nas naves Soyuz.

14.21- Gravação em áudio da missão STS-29 do ônibus espacial 

O ônibus espacial Discovery estava em órbita, e como é frequente acontecer, entusiastas acompanhavam suas transmissões de rádio pelos canais da NASA. Foi então gravada a seguinte comunicação, que se acredita ter sido pronunciada pelo médico da missão, James Buchli: “Houston, aqui é Discovery. Ainda estamos com a nave alienígena sob observação”.

14.22- Onda ufológica na Bélgica 

Em 29 de novembro de 1989, um grande UFO de formato triangular com luzes posicionadas em seus vértices foi observado por múltiplas testemunhas na Bélgica, incluindo três grupos de policiais. Esse foi o começo de uma onda de observações que se estendeu pelos meses seguintes, tornando-se uma das mais bem documentadas da Ufologia mundial.

Em diversas oportunidades, jatos F-16 da Força Aérea belga foram enviados para interceptar os objetos, sem sucesso. A principal ocorrência dentro dessa onda aconteceu em 30 de março de 1990, quando um enorme UFO triangular foi avistado por um capitão da polícia nacional belga, passando devagar e em baixa altitude sobre a cidade de Glons, ao sudeste de Bruxelas. O mais importante é que o avistamento foi corroborado por duas estações de radar distintas.

Chamadas pelo rádio foram feitas, mas não foi obtida qualquer resposta. O objeto igualmente não tinha transponder, o equipamento que transmite frequência de identificação, e assim dois caças F-16 foram despachados para interceptá-lo. Um dos pilotos conseguiu travar o OVNI em seu radar de bordo, mas logo o intruso conseguiu se colocar fora do alcance do equipamento. Os dois caças perseguiram o UFO por uma hora, sem resultado a não ser mais duas confirmações do radar. É importante salientar que igualmente o radar de terra, equipamento totalmente diferente, também registrou a presença e as manobras do UFO.

Ficou muito claro que o objeto tinha velocidade e manobrabilidade muito além das capacidades dos caças. Isso foi demonstrado quando o objeto desceu subitamente, de perto de 3050 m de altitude para meros 150 m em 5 segundos, movimento confirmado pelo radar. Essas informações dão conta de que a aceleração a que o UFO foi submetido foi de 40 G, ou 40 vezes a força de gravidade, totalmente incompatível com qualquer tecnologia terrestre. Os próprios peritos belgas que analisaram os dados dos radares afirmaram que estes “eram prova das tremendas capacidades daquela nave”.

O caso ocupou a mídia belga por semanas, e muitas foram as tentativas de fotografar os UFOs, até que um filme foi conseguido. A famosa fotografia do UFO triangular sobre a Bélgica é na verdade um frame desse filme. O caso da onda belga de 1990, com mais de 1000 testemunhas, confirmação por diversos equipamentos diferentes de radar, e cooperação entre militares e civis em sua investigação, é sem dúvida um dos mais impressionantes da Ufologia.

14.23- Filmagem da missão STS-48 do ônibus espacial 

Em 15 de setembro de 1991, enquanto os astronautas do Space Shuttle Discovery dedicavam-se a suas tarefas, uma câmera no compartimento de carga gravava o panorama do horizonte terrestre. Subitamente surge um objeto brilhante que se move da direita para a esquerda, quando um repentino clarão de luz ocorre muito abaixo, e o primeiro objeto altera radicalmente sua direção, movendo-se para longe do planeta. Assim que esse OVNI desaparece, o que parece ser um raio luminoso emanado da região do clarão cruza a imagem.

15.1- O que são os agriglifos ou círculos nas plantações? 

Os círculos em plantações são marcas que variam de poucos metros a centena de metros que surgem misteriosamente em plantações de diversos paises.

15.2- Desde quando surgem? 

Eles começaram a ser registrados no final da década de 70 e ganharam notoriedade e complexidade a partir de 1990. Mas existem relatos que o fenômeno já ocorria no século XVI. No começo, quando o fenômeno foi ficando conhecido, as imagens eram mais simples, mas com o tempo foram ganhando em complexidade, apresentando por vezes complicados padrões geométricos.

15.3- Qual a época em que se manifestam? 

Na Europa onde o fenômeno é mais comum ocorre durante o verão europeu, com início do fenômeno em maio e tendo seu ápice nos meses de julho, agosto e setembro.

15.4- Quais os locais em que aparecem? 

Ocorrem em regiões do interior de diversos países onde existem plantações, no continente europeu já tivemos registros em vários países, entre eles Inglaterra, Alemanha, República Tcheca, França, Holanda, Espanha, Portugal, Polônia, Holanda, Áustria, Itália e Rússia.

15.5- Que tipo de plantas são afetadas? 

Já foram registrados casos em plantações de trigo, soja, cevada, centeio, canola, milho, arroz e cana-de-açúcar.

15.6- Quais as alterações nas plantas? 

As plantas são afetadas geneticamente, tendo alterações em suas células internas. Também foi constatado que as sementes afetadas se desenvolvem até 40% mais rapidamente do que as sementes que não foram afetadas.

15.7- Quais as causas do fenômeno? 

Ainda não existe uma prova definitiva sobre quem são os causadores de tal fenômeno, mas existe uma forte ligação com o fenômeno UFO que é defendida pela maioria dos pesquisadores pelo fato de terem sido registrados diversos objetos voadores não identificados sobrevoando os locais onde essas formações tem surgido.

15.8- Existem fraudes? 

Sim, alguns grupos que se intitulam os fazedores de círculos costumam formar algumas figuras, mas que geralmente são facilmente identificáveis pela falta de simetria e descoberta de pegadas, além das plantas quebradas, algo que não ocorre nos círculos genuínos. Em alguns anos, os círculos falsos chegam a representar 80 % das figuras encontradas.

15.9- O que significam? 

Não foi comprovado ainda o que essas formações significam. A maioria dos pesquisadores defende a hipótese de se tratar de algum tipo de comunicação vinda de alguma civilização extraterrestre ou que habita uma dimensão paralela, e que desta forma esteja tentando interagir conosco.

15.10- Já ocorreram no Brasil? 

Sim. Tivemos casos autênticos de círculos em plantações em Ipuaçu, Santa Catarina no final dos anos de 2008 e 2009, como também casos ocorridos em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro que embora não apresentassem figuras complexas nas plantações, as marcas encontradas nas plantas tinham os mesmos padrões das plantas afetadas em outros países.

(Agradecimentos pela participação do consultor de UFO Wallacy Albino na elaboração dos itens sobre os círculos ingleses)

16.1- Quais os lugares com maior incidência de avistamentos de UFOs? 

Os UFOs podem aparecer em praticamente qualquer lugar, mas certos pontos do globo parecem mais propícios a sua observação. Aqui no Brasil a incidência é elevada no sul do estado de Minas Gerais, na Serra da Beleza no Rio de Janeiro, na Amazônia e outros locais. Costumam aparecer sobre bases militares na Europa e Estados Unidos, em locais de importância arqueológica no México e Inglaterra, e também em locais geradores de energia, como hidrelétricas e usinas nucleares.

16.2- O que é a Área 51? 

A Área 51, também conhecida como Dreamland [Terra dos Sonhos], está inserida dentro do imenso complexo do Campo de Treinamento e Testes de Nevada, a cerca de 136 km ao norte de Las Vegas. Sabe-se que suas coordenadas geográficas são 37° 16’ 05” N e 115° 47’ 58” O.

Situada ao lado do leito seco do Lago Groom, as primeiras notícias da existência de instalações de testes de aeronaves no local são de 1955, quando a equipe da fabricante Lockheed ali se estabeleceu a fim de conduzir o programa secreto de testes no avião espião U-2, projetado pelo engenheiro Clarence “Kelly” Johnson, que apelidou o local de A Fazenda. Sabe-se que a região já era utilizada em testes de armamentos na época da Segunda Guerra Mundial, e depois foi abandonada até a chegada de Johnson e sua equipe. Foi em 20 de junho de 1958, através da Lei de Controle de Propriedades 1662, que a base foi oficialmente tornada restrita e o acesso totalmente proibido tanto para o público como para a maioria dos militares, e a administração foi assumida pela Comissão de Energia Atômica, que a designou como Área 51. O termo nos dias de hoje caiu em desuso, sendo utilizada a designação de Centro de Testes de Vôo da Força Aérea, Terceiro Destacamento, na sigla em inglês AFFTC Det 3.

Essa base secreta tornou-se mundialmente conhecida quando surgiu a figura de Robert “Bob” Lazar, que alega haver trabalhado em projetos de engenharia reversa de naves extraterrestres capturadas. Ou seja, a detalhada análise da nave e da física envolvida em seu funcionamento, a fim de replicar sua tecnologia para aplicação terrestre. Lazar alega que trabalhou em um anexo chamado S-4, a cerca de 16 km da Área 51, onde existiriam hangares escavados na rocha de uma montanha, e que trabalhou em uma de várias naves cedidas por meio de um tipo de acordo entre o governo dos Estados Unidos e uma civilização alienígena. Tais alegações jamais foram comprovadas.

A Área 51 foi igualmente utilizada no projeto de desenvolvimento da família Blackbird de aviões da Lockheed, começando pelo A-12 Oxcart, o YF-12, e chegando ao SR-71. Depois serviu para os primeiros testes do Have Blue, o avião que daria origem ao F-117, o primeiro avião invisível ao radar, e também o bombardeiro B-2 teve sua tecnologia desenvolvida ali. Sabe-se com certeza que a base abriga uma série de aeronaves de outras nações, capturadas ou cedidas aos Estados Unidos, incluindo modelos russos Mig.

A segurança ao redor da Área 51 é a mais severa do mundo, com sensores de última geração capazes de flagrar qualquer intruso, e qualquer invasor está sujeito a graves penalidades. Procurando capitalizar o potencial turístico, o governo do estado de Nevada batizou a Rodovia Estadual 375 como Extraterrestrial Highway (Rodovia Extraterrestre), ao sul da localidade de Rachel, onde existem as moradias mais próximas de Dreamland.

Ao longo dos anos, diversas pessoas surgiram defendendo a alegação de que o governo dos Estados Unidos realiza na Área 51 testes com veículos extraterrestres e aeronaves dotadas de tecnologia obtida por engenharia reversa, e uma dessas pessoas é Milton William Cooper. Entre diversos fatos, como o de o governo americano continuar negando a existência da base secreta, e as teorias de conspiração, o mais complexo é separar o que é fantasia do que é verdade sobre a Área 51.

16.3- O que dizem os governos? 

A maior parte dos governos do mundo nega a possibilidade de que a Terra esteja sendo visitada por outras civilizações, e a posse de qualquer prova dessas visitas. Entretanto, em diversos momentos das últimas décadas diversos países começaram a mudar de atitude e abrir seus arquivos ufológicos. O caso mais conhecido é o da França, que desde os anos 1970 possui organismos mistos, compostos por civis e militares, que investigam ocorrências ufológicas. A Inglaterra, a Dinamarca, o Canadá e a Itália foram alguns dos governos que, a partir de meados de 2007, passaram a liberar seus arquivos ufológicos para o público.

16.4- Por que os governos e outros organismos não revelam a verdade? 

Nunca um funcionário governamental de qualquer país apresentou-se em público para explicar os motivos do acobertamento. Pode-se, entretanto, tecer diversas teorias e hipóteses para que o fenômeno UFO e até mesmo a existência de vida e inteligência extraterrestre sejam ainda hoje negados a todo custo.

O pânico disseminado entre a sociedade é frequentemente o motivo mais mencionado em declarações não oficiais. É às vezes exemplificado com a famosa transmissão pelo rádio, em 1938, de uma versão de A Guerra dos Mundos, do escritor H.G. Wells, pelo futuro cineasta Orson Welles. A fictícia invasão marciana causou pânico generalizado, e Welles foi nos dias seguintes intimado a comparecer ao Congresso americano a fim de se explicar.

A comprovação da existência de extraterrestres sem dúvida afetaria tremendamente muitas crenças religiosas. Ainda hoje, certos grupos alegam serem os UFOs e alienígenas “coisa do diabo”, enquanto outras correntes são mais abertas, como várias figuras proeminentes da Igreja Católica. Uma aparição em massa de extraterrestres possivelmente faria as religiões entrarem em crise.

A revelação da existência de uma tecnologia centenas ou até milhares de anos a nossa frente, capaz de vencer as imensas distâncias entre os sistemas solares manipulando o tempo e o espaço, e usufruindo de fontes de energia limpas e quase inesgotáveis, colocaria em cheque a economia mundial, tornando obsoleta da noite para o dia quase toda nossa tecnologia.

O aspecto social não pode ser negligenciado, pois seguramente esse evento faria boa parte da sociedade questionar o nacionalismo, com possibilidade de as massas passarem a exigir um posicionamento da humanidade terrestre como um todo, de forma planetária e esquecendo os velhos nacionalismos. Isso colocaria o ordenamento das nações em cheque, e novas leis teriam que ser elaboradas, a fim de possibilitar a convivência dos alienígenas com a sociedade terrestre.

16.5- Existem os Homens de Preto? O que significa MIB? 

Os MIB, sigla em inglês para Men in Black ou Homens de Preto, são parte da faceta mais difusa e estranha da Ufologia. Tornaram-se algo como uma lenda, que reza que esses misteriosos personagens aparecem todas as vezes em que ocorre um caso ufológico importante, a fim de silenciar testemunhas e ocultar as provas.

São por vezes descritos como indivíduos baixos, de aparência oriental, pele muito pálida, embora não seja regra, podendo na verdade aparentar ser de qualquer etnia. Vestem-se de preto, terno e gravata escuros, e camisa branca, mas a própria cor da roupa pode variar, sendo normalmente em tons discretos. Usam carros grandes e também pretos, às vezes com estranhas insígnias pintadas na lateral. Apresentam-se como agentes do governo ou militares, exibindo credenciais indistintas que não permitem que sejam examinadas com atenção.

A primeira ligação dos Homens de Preto com o fenômeno ufológico data de 1947, no caso das Ilhas Maury. Harold Dahl estava em um barco quando vários UFOs passaram e deixaram algum tipo de material cair na água. Dahl fotografou um dos objetos, e depois foi visitado por um estranho vestindo um terno negro, que lhe recomendou esquecer tudo. As fotos acabaram perdidas em um acidente aéreo em estranhas circunstâncias.

Um dos casos mais conhecidos é o de Albert K. Bender, fundador em 1952 do International Flying Saucer Bureau. Em 1953 ele publicou uma nota na revista de sua organização, a Space Review, afirmando que o mistério dos discos voadores se aproximava de uma solução. A seguir, publicou não a tal solução, mas outra nota dizendo que possuía a informação, mas que não a divulgaria atendendo a supostas ordens superiores. A seguir Bender fechou sua organização e a revista igualmente foi extinta. Depois surgiram notícias vagas de que Bender havia recebido a visita de três Homens de Preto, e que a consequência desse encontro foi sua decisão de não ter mais qualquer envolvimento com a Ufologia.

Alguns afirmam que, ao longo de toda a história da humanidade, sempre surgiram em momentos chaves personagens misteriosos que se incumbiam de controlar, manipular ou destruir certo tipo de conhecimento, cuja difusão muito rápida poderia alegadamente provocar o caos na sociedade. O fato de por vezes os MIB se apresentarem como agentes militares levou até a declarações públicas, como por exemplo a do porta-voz do Projeto Blue Book, Coronel P. Freeman, declarando que de fato homens misteriosos e com os uniformes da Força Aérea norte-americana procuraram silenciar testemunhas e suprimir evidências de casos de OVNIs, e quando se tentou verificar, constatou-se que não faziam parte dos quadros da USAF.

No Brasil existem alguns casos envolvendo a tentativa de homens misteriosos de silenciar testemunhas, como os supostos agentes da Marinha que teriam visitado o Dr. Olavo Fontes quando este investigava o Caso Ubatuba, e os estranhos visitantes de terno que ofereceram uma elevada quantia em dinheiro para dona Luzia Silva, mãe de duas importantes testemunhas do Caso Varginha. Quer sejam produto da imaginação, uma lenda urbana ou parte do esforço de acobertamento empreendido por diversos países, o mistério dos MIB ainda prossegue desafiando os pesquisadores.

17.1- Guerra dos Mundos (H.G. Wells) 

Quase certamente a primeira obra de Ficção Científica a tratar de uma invasão extraterrestre a Terra, no caso ocorrendo em plena Inglaterra Vitoriana. Vindos de Marte e sedentos por sangue, os marcianos e sua tecnologia mostram-se imbatíveis contra os desesperados terrestres, até caírem vitimados pelas bactérias de nosso planeta. O livro foi adaptado ao cinema em duas versões, uma de 1954, outra mais recente, de 2005, produzida por Steven Spielberg.

17.2- Estranhos Contatos 

Coletânea de contos com temática ufológia organizada pelo escritor e especialista em Ficção Científica Roberto de Souza Causo. Em um país como o Brasil, que até meados dos anos 1960 era essencialmente rural, a Ficção Científica sempre encontrou imensas dificuldades em se estabelecer, ao passo que a fantasia e a magia sempre tiveram mais espaço na literatura. Causo explica como a temática ufológica, diante da falta de uma maior divulgação da ciência, tornou mais acessível o gênero ao leitor médio. O livro está dividido em temas, Contatos no Passado, Alienígenas Entre Nós, Contatos Imediatos e Subcultura Ufológica. Causo não deixa de apontar que o clássico 2001, Uma Odisséia no Espaço, de Arthur C. Clarke, se baseia no tema central da disciplina ufo-arqueológica, a idéia de que alienígenas nos visitaram há milhares ou milhões de anos, e talvez tenham de alguma forma interferido em nossa evolução. Entre os autores há o próprio Roberto Causo, Rubens Teixeira Scavone, Carlos Orsi Martinho, Phillip K. Dick e outros.

17.3- Fáfia, a Copa do Mundo de 2022 

De autoria do autor carioca Clinton Davisson, narra uma elaborada conspiração para alterar o resultado da Copa do Mundo de Futebol de 2022, realizada no Brasil, com o fim de manipular um plebiscito a respeito da autonomia internacional da Amazônia. Em um cenário internacional caótico em que os Estados Unidos foram severamente afetados pela Terceira Guerra Mundial, e a NASA existe como entidade separada, o jogador brasileiro Fáfia é envolvido em uma teia de inusitados acontecimentos, que também servirão para preparar o contato final com uma raça alienígena proveniente de Zeta Reticuli.

17.4- De Roswell a Varginha 

Escrito pelo consultor de UFO Renato A. Azevedo e publicado pela Tarja Editorial, tece uma trama investigativa repleta de conspirações, em que um dos personagens principais é um militar americano que foi uma figura muito importante durante os eventos em Roswell, em julho de 1947 e que, décadas depois e já idoso, morando no Brasil, é chamado mais uma vez para atuar, agora devido aos acontecimentos relacionados ao Caso Varginha. Contudo, esse personagem discorda dos rumos da polítia ufológica, e procura um jovem jornalista que, ao lado de uma agente da Polícia Fedeal que também é sua amante, procurarão desvendar os fatos por trás do acobertamento e da conspiração para ocultar a verdade. O livro foi planejado como o primeiro episódio de uma série literária de Ficção Científica ufológica, misturando ficção com a realidade de casos como a Operação Prato, a Noite Oficial dos UFOs, o Caso Varginha e outros da casuística nacional.

17.5- Ufo: Contos Não Identificados 

Antologia de contos inspirados por discos voadores e ETs, a ser lançada em julho de 2010 pela Editora Literata. Organizada pela autora Georgette Silen, tem prefácio de Robert Pinheiro e participação, como autor convidado, do consultor de UFO Renato A. Azevedo. Os 34 autores basearam suas histórias em conhecidos casos da casuística ufológica, e na obra literária de mestres da Ficção Científica como H.G. Wells, Ray Bradburry e Isaac Asimov.

18.1- Mergulho no Hiperespaço, Alfredo Moacyr de Mendonça Uchôa (Editora Horizonte, 1981) 

Baseado em pesquisas de campo realizadas ao longo de anos pelo pioneiro da ufologia brasileira General Uchôa, o livro apresenta suas teorias sobre a realidade ufológica, que no entender do autor representam um desafio para a consciência humana. Intelectual e militar dos mais respeitados do Brasil, Uchôa já falava em universos paralelos e encontros com civilizações extraterrestres no livro.

18.2- UFOs e Abduções no Brasil, Irene Granchi (Novo Milênio, 1992) 

Por 50 anos Irene Granchi, pioneira no estudo ufológico no Brasil, desenvolveu suas investigações que representam um legado vivo até hoje. Conhecida mundialmente, seu trabalho é apresentado neste livro, que traz os casos considerados clássicos da Ufologias brasileira.

18.3- UFO: Observações, Aterrissagens e Sequestros, Yurko Bondarchuk, (Difusão Editorial S.A.) 

O livro traz uma descrição de casos importantes da casuística mundial, incluindo o Caso Michalak (consulte o tópico neste FAQ). Descreve encontros com alienígenas, denuncia o acobertamento, e ainda descreve as cirunstâncias da famosa reunião da ONU ocorrida em novembro de 1978, além do registro de algumas das mais impressionantes fotos de discos voadores já obtidas.

18.4- Os Estranhos Casos dos Ovni, Henry Durrant, (Difusão Editorial S.A.) 

Além de comentar casos famosos como da Barra da Tijuca e McMinville, o livro descreve os fenômenos físicos associados aos UFOs, e tece teorias a respeito de seu funcionamento, resumidas no Dossiê Plantier, elaborado pelo tenente Jean Plantier da Força Aérea Francesa nos anos 1950.

18.5- UFOs: Arquivo Confidencial, Marco Petit (Coleção Biblioteca UFO) 

O livro expõe casos ufológicos de grande gravidade ocorridos no Brasil, que permanecem até hoje sob forte sigilo. De detalhes sobre as conclusões da Aeronáutica após conduzir a Operação Prato, aos detalhes da Noite Oficial dos UFOs e dos bastidores do Caso Varginha, o autor apresenta detalhes inéditos da Ufologia Militar brasileira, incluindo seus primórdios.

18.6- Contatados, Carlos Suenaga (Coleção Biblioteca UFO) 

Obra que apresenta uma retrospectiva de todos os mais importantes casos de contatados da Ufologia Moderna, de George Adamski a Sixto Paz, de Billy Meier a Plínio Bragatto, de Aladino Félix a Claude Vorillon Räel. A obra contém análises do panorama dos contatos mediúnicos com aliens, examina as mensagens recebidas por “porta-vozes cósmicos”.

18.7- O Mistério dos Círculos Ingleses, Wallacy Albino, (Coleção Biblioteca UFO) 

Desenhos inexplicáveis e cada vez mais complexos surgem misteriosamente em campos de trigo, cevada, cânola, arroz e outros cereais. Autoridades e militares, perplexos, se unem a cientistas e fazendeiros na busca por uma explicação. A obra apresenta um histórico mundial dos acontecimentos e teorias para explicar a origem dos desenhos nas plantações. O autor mostra no livro um resumo das principais tendências mundiais que tentam explicam o fenômeno, com entrevistas de pesquisadores internacionais sobre o tema.

18.8- Quedas de UFOs, Thiago Thicchetti, (Coleção Biblioteca UFO) 

Os discos voadores são máquinas sofisticadas mas não infalíveis, já tendo se acidentado inúmeras vezes. Entre os casos mais conhecidos estão Roswell, acontecido no Novo México em 1947, e Varginha, ocorrido em Minas Gerais em 1996. Além desses, centenas de misteriosas quedas de veículos espaciais não identificados têm sido registradas pelas autoridades, que quase sempre as acobertam e mantêm afastadas da curiosidade pública. A obra descreve e analisa esses acontecimentos, sendo a primeira compilação de casos do gênero no Brasil.

18.9- O Caso Varginha, Ubirajara Rodrigues, (Coleção Biblioteca UFO) 

O livro traz informações detalhadas sobre o acontecimento que agitou o Brasil e o mundo em 1996: a captura de seres alienígenas no sul de Minas Gerais. São entrevistas com testemunhas, levantamento de dados, documentação e centenas de fotografias que mostram detalhes do processo de perseguição, captura, transportes e autópsia dos seres, além do envolvimento de diversas autoridades.

19.1- Arquivo-X 

Arquivo-X, The X-Files no original, estreou nos Estados Unidos em finais de 1993. Era uma série de TV que enfocava as aventuras de dois agentes do FBI, Fox Mulder e Dana Scully. Enquanto Mulder acreditava em discos voadores e fenômenos paranormais, Scully era cética, e foi inclusive designada por seus superiores a fim de desacreditar o trabalho do colega. Entretanto, como médica e cientista, ela logo se convenceu que o trabalho de Mulder tinha fundamento, e juntos lutaram por várias temporadas para desvendar a conspiração envolvendo setores do governo norte-americano e o conhecimento da existência de alienígenas. O Caso Roswell foi o principal caso ufológico real que serviu como pano de fundo das histórias. A série foi sucesso mundial, inclusive no Brasil onde foi exibida pela Rede Record, durou nove temporadas, e teve dois filmes para cinema produzidos. Também deu origem a uma série derivada, The Lonegunmen (Os Pistoleiros Solitários), que lamentavelmente durou apenas 13 episódios.

19.2- Taken 

Minissérie produzida por Steven Spielberg, o famoso cineasta responsável por outro clássico ligado a Ufologia, Contatos Imediatos do Terceiro Grau. Exibida no Brasil em 2005 pela Fox e a seguir pela Rede Bandeirantes, acompanhava três famílias ligadas ao assunto dos discos voadores, e entre outros fenômenos, explorou os foo-fighters da Segunda Guerra Mundial, o Caso Roswell, as abduções e o acobertamento governamental em suas tramas.

19.3- Jornada nas Estrelas 

Lançada em sua concepção original na TV americana em 1966, a série tornou-se cultuada na década seguinte, mostrando as aventuras da tripulação da nave Enterprise. Liderados pelo Capitão Kirk, pelo primeiro oficial Sr. Spock e pelo médico Dr. McCoy, em um episódio da primeira temporada, intitulado O Amanhã é Ontem, a nave e sua tripulação caem em uma anomalia temporal que os faz voltar no tempo até o século XX, onde são confundidos com um OVNI por caças interceptadores da Força Aérea Americana, sendo obrigados a inúmeras peripécias a fim de não alterar a linha temporal.

Além de dar origem a uma série de filmes, também foram criadas a partir dos conceitos originais de seu criador, o saudoso Gene Roddenberry, outras séries para TV, como A Nova Geração, Deep Space 9, Voyager e Enterprise. Vale destacar o episódio de Deep Space 9 onde alienígenas da raça Ferengi, em visita a Terra, voltam no tempo até 1947 e protagonizam o famoso Caso Roswell.

19.4- O Visitante 

Foi uma série de curta duração, enfocando um piloto da USAF que desapareceu no Triângulo das Bermudas no final dos anos 1940, retornando cinquenta anos depois após conviver com uma raça alienígena. Acreditando que os extraterrestres buscavam a eliminação da raça humana, devotava sua vida a transmitir seus conhecimentos a pessoas selecionadas, a fim de que pudessem trabalhar e desenvolver o conhecimento e a tecnologia da Terra.

19.5- Sete Dias 

A série focava um projeto secreto de viagens no tempo, tecnologia desenvolvida a partir da nave que caiu em Roswell, no Novo México, em 1947. Sempre que algum grande desastre ocorria, um agente especialmente treinado embarcava no aparato de viagem do tempo, uma pequena nave de forma esférica, e retrocedia no tempo até sete dias, a fim de prevenir a ocorrência do desastre. A limitação de tempo era devida à própria tecnologia ainda imperfeita, e igualmente dava o nome da série.

19.6- Galactica 

Com o subtítulo de Astronave de Combate, sua primeira versão estreou na TV no final dos anos 1970, inspirada nas teorias dos deuses-astronautas. Na trama, humanos habitantes de doze sistemas estelares, que receberam os mesmos nomes das constelações do zodíaco, travam uma guerra sem fim com uma raça de máquinas chamadas de cylons ou cilônios. As máquinas conseguem destruir as doze colônias, e os sobreviventes precisam fugir em uma frota de inúmeras naves, liderada pela única astronave de combate remanescente, a Galactica. Seu destino, um distante planeta, onde acreditam que irão encontrar seus irmãos da décima terceira colônia, um mundo chamado Terra.

No ano de 2005, estreou uma nova versão de Galactica, mais sombria, violenta e realista que a original, que foi sucesso absoluto de audiência. Recentemente, sua quarta e última temporada foi encerrada na TV americana.

19.7- Roswell 

Série ambientada na mesma cidade do Novo México, onde ocorreu o mais famoso caso de queda de OVNIs. Era centrada em três alienígenas adolescentes, sobreviventes do acidente e que estiveram por décadas em animação suspensa. Depois de acordar, foram adotados por pessoas da cidade, convivendo na escola tentando não revelar sua origem e seus espantosos poderes.

19.8- Dark Skies 

Ambientada nos anos 1960, essa série foi contemporânea de Arquivo-X, sendo exclusivamente centrada em uma conspiração para ocultar a ocorrência do Caso Roswell, e o fato de que os alienígenas estão entre nós e buscando dominar a Terra. A trama apresenta o assassinato do presidente John F. Kennedy como tendo sido provocado por seu desejo de desmascarar a conspiração, e outras figuras da história recente foram igualmente enfocadas, como Ronald Reagan em seus primeiros anos no Congresso, e até mesmo Carl Sagan. O personagem principal era um antigo agente que trabalhava para o grupo Majestic-12, recriado na trama como o responsável pela luta contra os alienígenas.

19.9- Stargate 

Stargate foi originalmente um filme de 1994, que mostrava a descoberta de um artefato chamado Stargate, ou Portal Estelar, que por meio de um buraco de minhoca (ou Ponte de Einstein-Rosen, seu nome científico), se conectava a outro portal localizado em um planeta nos confins do universo. A série Stargate SG-1 foi criada a partir desses fatos, mostrando como o Stargate foi utilizado pelo governo dos Estados Unidos para enviar diversas equipes para esses planetas.

A principal equipe era o SG-1, e ao longo das temporadas, muitos alienígenas hostis foram encontrados, os principais sendo os goa´uld, seres de forma vermiforme que parasitam e controlam corpos humanos. Ao mesmo tempo, os terrestres conquistaram o apoio de muitas nações alienígenas amistosas, como os asgard, que na trama eram os famosos alienígenas grays ou cinzentos.

Nenhum caso ufológico particular foi mencionado em Stargate, mas a Área 51, o acobertamento da existência tanto do Portal Estelar quanto dos alienígenas, e o estudo e aproveitamento da tecnologia alienígena, sempre fizeram parte do pano de fundo da série. Igualmente, a teoria dos deuses-astronautas foi grande destaque, na mitologia estabelecida pelo seriado a humanidade atual é a segunda evolução da forma de vida humana, a primeira sendo os Anciões, uma raça extremamente avançada, que criou toda a rede de Stargates em incontáveis mundos há muitos milhões de anos.

Em 2005 estreou a série derivada, Stargate Atlantis. O foco era na cidade perdida de Atlântida, na verdade uma colossal nave intergaláctica que há milhões de anos foi submergida no oceano de um mundo situado na Galáxia de Pégasus, a cerca de dois milhões de anos-luz da nossa, a Via Láctea. Uma equipe viaja pelo Stargate e consegue apossar-se de Atlantis, ao mesmo tempo enfrentando novos inimigos, e conquistando novos aliados.

Estreou na TV americana, no segundo semestre de 2009, a terceira série desse universo, Stargate Universe. Aqui, acidentalmente os exploradores viajam através do Portal Estelar e vão parar a bordo de uma imensa e antiquíssima nave dos Anciões, chamada Destiny, e que percorre as mais longínquas regiões do universo de forma automática. A série deverá ser centrada na luta da equipe pela sobrevivência, enquanto viajam até os locais mais longínquos do universo.

20.1- O Dia em que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still) 

Clássico da Ficção Científica, típico “filme atômico” do começo dos anos 1950 que, aproveitando o clima de histeria com a caça aos comunistas dos primórdios da Guerra Fria entre EUA e União Soviética, buscava criticar o período. Primeira produção de ficção científica realmente aclamada pelo roteiro inteligente e com crítica social, ao mostrar a chegada a Washington de um disco voador trazendo o alienígena Klaatu e o ameaçador robô Gort. Klaatu deseja transmitir uma mensagem a comunidade de nações, mas as constantes recusas a cooperação o frustram, e ele escapa para se misturar ao povo. Hospeda-se em uma pensão onde, por meio da viúva Helen Benson e seu filho Bobby, descobre que pode haver esperança para os terrestres.

Finalmente, através do Professor Barnhardt, Klaatu decide falar com os cientistas, após fazer uma demonstração, interrompendo o fornecimento de energia ao mundo por meia hora, de onde vem o título do filme. Outro ícone é a famosa frase, Klaatu Barada Nikto, pronunciada por Helen Benson para Gort.

Em dezembro de 2008 (começo de 2009 no Brasil) estreou uma nova versão da história, com o ator Keanu Reeves no papel de Klaatu, e Jennifer Connelly como Helen Benson. A trama mudou para uma temática ecológica, atualizando-se os efeitos especiais e a tecnologia usada.

20.2- Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind) 

Clássico absoluto de uma trama com pano de fundo ufológico no cinema, sucesso mundial que ajudou a construir a carreira do diretor Steven Spielberg. Em uma cidade dos Estados Unidos, uma onda ufológica acontece, atingindo diversas pessoas, entre elas o eletrotécnico Roy Neary, a dona de casa Jillian Guiler e seu filho Barry, que chega a ser abduzido.

O filme começa com o achado, em um deserto mexicano, dos aviões tipo Grumman Avenger desaparecidos em 1945 no Triângulo das Bermudas, o famoso Vôo 19. Fatos estranhos se sucedem ao redor do mundo, incluindo as principais testemunhas tendo visões sobre a mesma forma, que veio a ser a famosa montanha, que se tornou símbolo do filme ao lado da sequência de cinco notas musicais (ré, mi, dó, dó, sol), que vem a ser a saudação utilizada pelos visitantes.

Após uma série de peripécias a fim de driblarem os homens do governo, que não desejam testemunhas, Jillian e Roy testemunham a chegada da colossal nave-mãe, o retorno de inúmeros abduzidos ao longo dos anos (destaque para a aparição do consultor do filme, o pioneiro da Ufologia Dr. Allen Hynek), e o embarque do próprio Roy na nave, escolhido que fora pelos extraterrestres. É o filme que exibe a maior fidelidade quanto a casuística ufológica já produzido.

20.3- ET, O Extraterrestre (E.T.) 

Dentro da temática ufológica, ET não é tão estritamente fiel a ela quanto Contatos Imediatos. Do mesmo diretor Steven Spielberg, é uma fábula sobre a amizade de um garoto da Terra e o adorável alienígena perdido em nosso planeta. Em meio a muitos momentos de humor, o filme mostra a busca de Elliot e ET a fim de que este possa contatar seus semelhantes e voltar para casa. Vale destacar a cena em que, disfarçados em meio a comemoração para o Dia das Bruxas, ET vê um garoto fantasiado como o Mestre Yoda dos filmes de Star Wars, e quer segui-lo ao mesmo tempo que diz “minha casa, minha casa”. Muitos anos depois, quando o amigo de Spielberg, George Lucas, produziu Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma, pode-se ver na cena do Senado Galáctico três embaixadores da mesma espécie de ET.

20.4- Independence Day 

Grande sucesso do cinema em 1996, ajudou a estabelecer o ator Will Smith como grande astro do cinema. Apesar de defeitos apontados por vários críticos, com a “patriotada” de Estados Unidos novamente salvando o mundo, a facilidade com que um engenheiro terrestre consegue penetrar nos sistemas de computador alienígenas, a esquisita atitude do presidente americano, diante dos corpos dos aliens ao perguntar se poderiam ser mortos, o filme conseguiu explorar satisfatoriamente a temática ufológica, com destaque para a Área 51, e o acobertamento do Caso Roswell de 1947. Também merece ser salientada a síndrome de contatado de que obviamente sofre um dos personagens, e o triste destino dos que pretendiam acolher os extraterrestres como novos messias.

20.5- Sinais (Signs) 

Produção do cineasta M. Night Shyamallan, explora o fenômeno dos círculos nas plantações, desta vez ocorrendo nos Estados Unidos e outros lugares do mundo, como preparativo para uma invasão. Um pastor e dono de fazenda, interpretado pelo ator Mel Gibson, tenta sobreviver ao lado de sua família à chegada dos alienígenas. O filme ficou famoso aqui no Brasil devido ao “ET de Passo Fundo”. Em uma cena, uma festa de aniversário infantil é interrompida quando um dos seres passa diante de uma porta, sendo gravado em vídeo. Lamentavelmente, muitas pessoas acreditam que seja um caso real, o que obviamente não é o caso.

20.6- Guerra dos Mundos (War of the Worlds) 

Guerra dos Mundos foi a primeira obra literária a retratar uma invasão a Terra, no caso de extraterrestres vindos de Marte. Criação de H. G. Wells, famoso pioneiro da ficção científica, ganhou ainda mais fama ao ser encenada em uma transmissão radiofônica em 1938, organizada pelo futuro cineasta Orson Welles para a emissora CBS. O resultado foi pânico em massa, pois muitos ouvintes acreditavam que uma invasão marciana realmente estava em andamento. Chegou mesmo a ser alvo do primeiro estudo acadêmico de histeria de massa.

A primeira adaptação cinematográfica data de 1953, adaptando e mantendo-se muito fiel à obra original de Wells. Em 2005, o cineasta Steven Spielberg realizou uma nova versão, em que não é identificada a origem dos alienígenas, e onde o foco é a luta pela sobrevivência de uma família, chefiada por um trabalhador interpretado pelo astro Tom Cruise.

20.7- Homens de Preto (Men in Black, MIB) 

Filme original de 1997 mostrava a atuação de uma agência secreta do governo norte-americano, destinada a policiar e monitorar toda atividade alienígena na Terra. Um de seus agentes, K, busca um novo auxiliar, e convoca um policial de Nova York que passa a ser designado por J. Juntos, eles investigam um caso relacionado a um poderoso artefato de uma pacífica civilização, que é cobiçado por um invasor que se disfarça de humano, apesar de ser um gigantesco inseto. Na trama humorística são exibidos os vários clichês tanto da presença extraterrestre quanto os relacionados aos próprios MIBs. Uma sequência chegou aos cinemas em 2002, mantendo o humor, quando J precisa reconvocar o colega K, que havia se aposentado, a fim de combaterem nova ameaça da escória do Universo.

21.1- Cosmos, de Carl Sagan 

Obra-prima do famoso cientista e divulgador científico, Cosmos foi produzido no final dos anos 1970, e exibido no Brasil no começo dos anos 1980 pela Rede Globo. Ao lado do livro homônimo, é peça obrigatória para o conhecimento do Universo que nos cerca, e a história de nossos descobrimentos sobre este. Já naquela época, perante a incredulidade da maioria de seus colegas, Sagan apresentava suas idéias sobre planetas extrassolares e a existência de vida extraterrestre, que com as descobertas mais recentes, tem sido confirmadas uma a uma. Em 2010 o documentário completará seu aniversário de 30 anos. 

21.2- Globo Repórter (Rede Globo, 1993) 

Produção que marcou época, exibido em duas partes em duas sextas-feiras seguidas, ainda a melhor produção sobre Ufologia a ser produzida e exibida no Brasil, teve a presença dos principais pesquisadores do país. 

21.3- Dreamland 

Documentário sobre a Área 51, exibido no canal a cabo GNT no começo do século XXI. Traz um cuidadoso trabalho de reportagem, comprovando a existência da famosa base secreta em uma remota região do estado do Novo México, e o depoimento de importantes personagens relacionados ao mistério. Foi lançado no Brasil pela Videoteca UFO. 

21.4- Semana da Invasão Extraterrestre 

Coleção de documentários exibidos no canal a cabo Discovery, em 1999 e 2000. Uma série de programas abordando diversos aspectos da questão ufológica. Fotos, casos da Ufologia brasileira, o chupacabras, lendas, misticismo, foram tratados dentro da série. Uma das produções era intitulada What If?, ou O que Aconteceria se..., apresentando uma história fictícia a respeito da detecção, pelo SETI, de um sinal de rádio claramente proveniente de uma civilização extraterrestre. Quando os personagens principais se lançam a investigação, descobrem que o sinal pode ser completado por outra gravação, obtida por um balão secreto Mogul que teria caído em Roswell em julho de 1947, dando origem ao famoso caso.

A produção foi nitidamente inspirada pelas alegações da USAF, a Força Aérea norte-americana, a respeito do Caso Roswell, mas vai na direção das afirmações dos ufólogos de que os governos, especialmente o dos Estados Unidos, escondem a verdade sobre o assunto. What If se encerra confirmando que existem centenas de sinais captados pelo SETI, que permanecem até hoje inexplicados.

21.5- Quest for the Lost Civilization 

Em Busca da Civilização Perdida é uma produção apresentada por Grahan Hancock, e baseada em seu livro As Digitais dos Deuses. Hancock defende que existiu uma avançada civilização na Terra que foi extinta ao final da última Era Glacial, próximo da data de 10.500 A.C.. Essa data seria apontada por imensos monumentos existentes ao redor do mundo, entre os quais se destacam as Pirâmides e a Esfinge de Gizé, e os templos de Angkor Wat no Camboja. O documentário em três partes aborda as evidências coletadas por Hancock em décadas de pesquisa. 

21.6- Gigantes, Mistério e Mito 

Apresentado pelo canal Discovery Channel, exibe as evidências, incluindo a Bíblia e vários outros livros sagrados, a respeito da existência de seres de elevada estatura no remoto passado terrestre. As construções megalíticas que ainda hoje intrigam os pesquisadores, como o Terraço de Baalbek no Líbano e os colossais muros de pedra do altiplano boliviano, estão entre as evidências de que uma avançada civilização relacionada aos gigantes existiu há milênios. Os pesquisadores Zacharia Sitchin e Erich von Daniken são entrevistados e apresentam suas hipóteses, e as lendas são comparadas a casos ufológicos modernos em que seres de elevada estatura foram avistados.

21.7- Roswell, A Conspiração 

Apresentado na TV brasileira pelo canal por assinatura USA Channel, atual Universal, sua exibição ocorreu precisamente em 4 de julho de 1997, quando o Caso Roswell completou 50 anos. Apresentado pelo ator Jonathan Frakes, que fez o Comandante Riker em Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, o documentário aborda várias questões ligadas a Roswell e ao acobertamento de informações.

21.8- A Nova Jornada de Leonard Nimoy 

Produção dos anos 1970, com o título original In Search Of..., em que o ator, famoso por interpretar o vulcano Sr. Spock na série clássica de Jornada nas Estrelas, apresentava diversos casos misteriosos e controversos, muitos ligados a questão ufológica. 

21.9- Linha Direta (Rede Globo) 

Produção da Rede Globo que por duas vezes abordou a questão ufológica. O primeiro tratava do controverso Caso das Máscaras de Chumbo, ocorrido na década de 1960 no Rio de Janeiro. Com produção bem mais sofisticada e que foi destaque inclusive no exterior, o segundo programa tratou da Operação Prato, recriando diversas das ocorrências vividas pelo Coronel Uyrangê Hollanda e seus comandados no Pará, nos três meses finais de 1977. Assista a trechos:

21.10- Chupa-chupa, a História que veio do Céu 

Documentário produzido localmente em Colares, palco dos principais acontecimentos durante a onda chupa-chupa que deu origem a Operação Prato, concentra-se em colher os depoimentos das testemunhas e vítimas do fenômeno. Foi exibido pela TV Cultura. 

21.11- O Universo 

Série de documentários do canal por assinatura History Channel, trata dos mais variados aspectos da pesquisa astronômica, e o destaque vai para os programas cujo tema foram os planetas extrassolares e a vida extraterrestre, além da conquista espacial da Terra. Melhor produção sobre o tema da atualidade. Assista a trechos de alguns episódios:

21.12- Arquivos Extraterrestres 

The UFO Files no título original, trata especificamente do tema da fenomenologia ufológica. O maior destaque sem dúvida vai para Brazil´s Roswell, o programa que abordou a Operação Prato, com grande destaque para os ufólogos brasileiros incluindo A.J. Gevaerd e Marco Petit. O episódio de Engenharia Alienígena recriava a análise de um suposto disco voador capturado, teorizando a respeito da tecnologia de nossos visitantes, onde o destaque foi para a presença do famoso cientista Michio Kaku.

Os OSNIs, objetos submarinos não identificados, também foram tema de dois programas, e outros assuntos tratados foram as informações que os presidentes americanos sabem, o Caso Aurora ocorrido supostamente em 1897, casos envolvendo pilotos de aeronaves e outros. Assista a trechos de alguns episódios:

21.13- Alienígenas do Passado 

Exibida pelo History Channel em 2010, a série em seis episódios descreve os numerosos indícios de que extraterrestres visitaram a Terra muitos milênios atrás, sendo considerados como deuses por nossos antepassados e dando origem a antigos mitos e religiões. O piloto da série, com o título original Ancient Aliens: Chariots, Gods & Beyond, foi lançado pela Videoteca UFO com o nome de Viemos das Estrelas. Uma segunda temporada, com dez episódios, foi exibida nos Estados Unidos de outubro a dezembro de 2010.