BOMBA! Denunciante revela que arquivos secretos do MJ-12 sobre UFOs são reais!

Um denunciante ligado ao FBI afirma ter vazado arquivos atribuídos ao grupo MJ-12 sobre UFOs e sustenta que os documentos mais impactantes são autênticos. A reaparição desses materiais ocorre em meio a novas desclassificações relacionadas ao assassinato de John F. Kennedy, realizadas após a eleição de Donald Trump, o que reacendeu o debate sobre a credibilidade desses registros

Thiago Ticchetti
6 minutos de leitura

Scotty Newton Miler, apresentado como ex-agente da CIA e testemunha das investigações do Comitê Church, declarou que a maior parte dos documentos do chamado Majestic-12 é genuína. Esses arquivos, que vieram a público pela primeira vez nos anos 1980, foram amplamente classificados por fontes tradicionais como boatos ou desinformação. No entanto, a recente divulgação de documentos ligados ao caso JFK, liberados durante o governo Trump, trouxe novos elementos que estimularam uma reavaliação de sua autenticidade.

 

Os documentos do MJ-12 surgiram em dezembro de 1984, quando a roteirista Jamie Shandera, de Los Angeles, recebeu anonimamente um rolo de filme de 35 mm ainda não revelado, postado no Novo México. Ao ser processado, o material revelou o que aparentavam ser papéis confidenciais descrevendo um programa governamental voltado ao estudo de fenômenos extraterrestres. Shandera compartilhou o conteúdo com o ufólogo William Moore, coautor de “O Incidente de Roswell”, e juntos investigaram sua origem. Em 1985, eles encontraram nos Arquivos Nacionais o chamado memorando “Cutler-Twining”, que foi interpretado como possível evidência adicional relacionada ao vazamento.

O público tomou conhecimento mais amplo desses documentos apenas em 1987, quando o pesquisador britânico Timothy Good recebeu uma cópia de uma fonte ligada à inteligência. A partir disso, Moore e Shandera apresentaram suas versões à imprensa. Embora o ceticismo tenha predominado, alguns dos envolvidos passaram a admitir, posteriormente, que parte do material poderia ser autêntica, ainda que possivelmente mesclada com desinformação.

Conhecido também como “Fonte S-1”, Newton teria mantido proximidade com James Jesus Angleton, ex-chefe de contraespionagem da CIA, e participou de depoimentos durante as audiências do Comitê Church nos anos 1970. Após deixar a agência em 1974, passou a liderar a seção do Novo México da Associação de Ex-Oficiais de Inteligência, ampliando sua rede de contatos na comunidade de segurança nacional. Ele afirma ter sido responsável pelo vazamento dos arquivos do MJ-12 e sustenta sua legitimidade, incluindo documentos antes contestados, como o relatório de dez meses do AAWSAP/BAASS e o chamado arquivo “Kona Blue”. Segundo Newton, esses materiais eram destinados exclusivamente a altos níveis de acesso e jamais deveriam ter se tornado públicos. Em sua avaliação, houve um esforço deliberado de supressão e desinformação conduzido por setores da inteligência para desacreditar evidências relacionadas a visitas extraterrestres.

O debate ganhou novo fôlego após a liberação de milhares de páginas ligadas ao assassinato de JFK, em cumprimento a uma ordem executiva assinada por Trump em janeiro de 2025. Os documentos, disponibilizados pelos Arquivos Nacionais, trouxeram à tona registros antes retidos e direcionaram novamente a atenção para as declarações de Newton. Paralelamente, uma força-tarefa do Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes analisou o material, investigando possíveis tentativas de ocultação de informações e eventuais esforços de desinformação dirigidos ao Congresso.

Entre os novos registros, pesquisadores identificaram elementos que poderiam sustentar partes dos arquivos MJ-12. O Dr. James Lakatski, que teve acesso a documentos originais de programas especiais de acesso, afirmou que o relatório “Kona Blue” fazia referência a eventos já ocorridos, e não a projeções futuras. Essa interpretação reforça a tese de Newton de que os documentos não seriam meras fabricações, mas componentes de um programa altamente restrito dentro da estrutura de inteligência.

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Os 12 “Majestosos”

Caso as declarações de Newton se confirmem, as implicações seriam profundas. Elas sugeririam a existência de um esforço governamental de longo prazo para controlar informações relacionadas a atividades extraterrestres, com possíveis registros que remontariam a milhares de anos. Referências presentes nos arquivos indicariam que visitas interestelares poderiam ter ocorrido há pelo menos 12 milênios, desafiando interpretações históricas tradicionais.

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A controvérsia também levanta questionamentos sobre o papel de agentes de desinformação e iniciativas oficiais de desacreditação. Mesmo décadas após o surgimento dos documentos, órgãos como o FBI e a Força Aérea mantiveram a posição de que os arquivos do MJ-12 seriam falsos. Contudo, as recentes alegações de Newton e as possíveis confirmações indiretas reacenderam o debate, sugerindo que tais negativas poderiam ter feito parte de uma estratégia mais ampla de sigilo.

 

Com o retorno do tema ao centro das discussões, os documentos MJ-12 continuam a provocar intensos debates entre pesquisadores, historiadores e profissionais da inteligência. O ressurgimento dessas informações reforça que a discussão sobre UFOs, transparência governamental e possíveis encontros extraterrestres permanece aberta, longe de alcançar um consenso definitivo.

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