ARQUIVOS UAP DOS EUA ACENDEM ALERTA: CHINA E RÚSSIA TAMBÉM TERIAM RECUPERADO OBJETOS E BUSCADO ENGENHARIA REVERSA

ARQUIVOS UAP DOS EUA ACENDEM ALERTA: CHINA E RÚSSIA TAMBÉM TERIAM RECUPERADO OBJETOS E BUSCADO ENGENHARIA REVERSA

Nova leva de documentos liberados pelo governo norte-americano reacende não apenas o debate sobre a natureza dos fenômenos anômalos, mas também uma hipótese explosiva: a de que Washington, Moscou e…

Nova leva de documentos liberados pelo governo norte-americano reacende não apenas o debate sobre a natureza dos fenômenos anômalos, mas também uma hipótese explosiva: a de que Washington, Moscou e Pequim estariam envolvidos, há anos, em uma silenciosa corrida tecnológica por artefatos de origem desconhecida

A divulgação da mais recente leva de arquivos oficiais sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs) nos Estados Unidos provocou novo abalo no debate ufológico internacional. Mas, desta vez, o centro da discussão não está apenas nos vídeos, orbes luminosos ou relatos de objetos de comportamento incomum. O aspecto mais sensível da cobertura recente feita pela imprensa norte-americana é outro — e tem implicações geopolíticas profundas: a possibilidade de que China e Rússia também tenham recuperado objetos associados ao fenômeno UAP e tentado realizar engenharia reversa sobre essa tecnologia.

A hipótese foi destacada por Jordan Flowers, diretor executivo da UAP Disclosure Foundation, durante entrevista ao programa NewsNation Prime. Segundo ele, uma das leituras mais importantes do terceiro lote de arquivos liberado pelo governo dos Estados Unidos é que os rivais estratégicos de Washington também estariam envolvidos em pesquisas relacionadas a objetos recuperados, o que transformaria a questão ufológica em algo muito maior do que um debate sobre vida extraterrestre ou transparência governamental. Em jogo estaria uma corrida global por domínio tecnológico, inteligência e superioridade militar.

“Temos razões para acreditar que chineses e russos podem ter recuperado seus próprios objetos relacionados a isso e tentado fazer engenharia reversa”, afirmou Flowers. Na mesma linha, ele sustentou que autoridades norte-americanas teriam conhecimento de ações de vigilância conduzidas por Moscou e Pequim sobre programas dos EUA ligados ao tema UAP.

Se essas alegações forem corretas, o fenômeno deixa de ser apenas um enigma aéreo e passa a ocupar uma posição ainda mais delicada: a de peça potencial em uma disputa silenciosa entre potências por tecnologia não convencional.

O que os arquivos mostram — e o que não mostram

É fundamental, porém, fazer uma distinção que a cobertura sensacionalista frequentemente ignora. Os arquivos liberados pelo governo dos Estados Unidos não apresentam, de forma explícita e documental, uma prova pública de que China e Rússia tenham recuperado UAPs. O que existe, até aqui, é uma interpretação sustentada por Flowers e apoiada em um conjunto mais amplo de informações, declarações de bastidores e suspeitas que circulam há anos no meio da disclosure norte-americana.

Os documentos oficiais divulgados em junho de 2026 compõem o terceiro lote de material desclassificado e incluem 53 documentos, 10 imagens, seis vídeos e três áudios, com participação de agências como Pentágono, FBI, CIA e NASA. Parte desse material traz relatos de orbes luminosos, luzes vermelhas observadas no nordeste dos Estados Unidos, representações artísticas de avistamentos e referências a casos históricos ainda não explicados. Em si, o pacote reforça que o fenômeno segue sendo monitorado pelo aparato estatal. Mas o elo entre essa documentação e a suposta recuperação de objetos por China e Rússia está, por ora, no campo da leitura interpretativa e da inferência estratégica, não de uma prova direta apresentada ao público.

Ainda assim, isso não torna a hipótese irrelevante — muito pelo contrário.

Uma corrida tecnológica nas sombras?

A fala de Flowers se conecta a uma linha de argumentação que vem ganhando força desde os depoimentos de David Grusch, ex-oficial de inteligência da Força Aérea dos Estados Unidos, que afirmou ao Congresso e à imprensa que o governo norte-americano manteria programas secretos de recuperação e estudo de artefatos não humanos. Grusch também insinuou que outros países teriam interesse direto nesses programas e poderiam estar monitorando iniciativas semelhantes.

Dentro dessa lógica, o que a nova cobertura da NewsNation sugere é a ampliação do tabuleiro: não se trataria apenas de um suposto programa norte-americano de recuperação de UAPs, mas de uma competição internacional pela posse, análise e eventual reprodução de tecnologias associadas ao fenômeno.

Se China e Rússia de fato estiverem tentando compreender ou replicar sistemas de propulsão, materiais, assinaturas energéticas ou estruturas de voo presentes em objetos recuperados, a consequência é imediata: o tema UAP deixa de ser apenas uma questão de acobertamento histórico e passa a se tornar um problema de equilíbrio estratégico global.

Nesse cenário, a Ufologia se cruza com os estudos de defesa, espionagem tecnológica e guerra de próxima geração. O debate já não seria apenas “o que são esses objetos?”, mas também quem está tentando dominá-los primeiro — e com quais objetivos.

Do fenômeno ufológico à segurança nacional planetária

A importância dessa mudança de enfoque é enorme. Durante décadas, o fenômeno OVNI foi empurrado para o terreno do exotismo, do ridículo ou do entretenimento conspiratório. Agora, o que começa a emergir é um enquadramento muito mais grave: o de que UAPs podem estar no centro de um jogo de poder entre superpotências, seja porque representam tecnologia exótica ainda não compreendida, seja porque sua simples investigação já produz corrida por inteligência, vigilância e superioridade militar.

A própria fala de Flowers aponta para isso ao afirmar que o caso teria “implicações extremas de segurança nacional”. A ideia de que russos e chineses possam estar espionando programas norte-americanos ligados a UAPs — ou desenvolvendo seus próprios projetos paralelos — coloca o fenômeno em uma dimensão inédita de disputa global. E essa dimensão talvez ajude a explicar por que, mesmo após décadas de pressão pública, a transparência sobre o tema continua sendo tão fragmentada.

Se houver qualquer fundo de verdade nas alegações de recuperação de objetos e tentativas de engenharia reversa, a lógica do sigilo torna-se ainda mais evidente: nenhum Estado abriria integralmente seus arquivos se acreditasse estar diante de uma vantagem tecnológica potencialmente revolucionária.

O terceiro lote de arquivos e o pano de fundo da disclosure

Os documentos liberados em 12 de junho não surgem no vazio. Eles fazem parte de uma nova política de abertura adotada pelo governo norte-americano, que já havia tornado públicos lotes anteriores em maio. O terceiro pacote trouxe novos casos de esferas e orbes luminosos, registros audiovisuais, descrições de objetos anômalos e documentos históricos que reforçam a persistência do fenômeno ao longo de décadas.

No entanto, a repercussão da NewsNation desloca o foco do conteúdo bruto dos arquivos para o que estaria por trás deles. A leitura sugerida é que a liberação parcial de documentos funciona, ao mesmo tempo, como gesto de transparência e como cortina que deixa entrever uma disputa mais profunda: a existência de um universo de informações sensíveis sobre UAPs, programas de recuperação e interesse de potências estrangeiras.

A suspeita de que a humanidade possa estar diante não apenas de um mistério cósmico, mas de uma corrida clandestina por tecnologia de origem desconhecida, é o que transforma essa notícia em algo muito maior do que mais uma rodada de vídeos de “luzes no céu”.

O que é fato, o que é alegação e o que continua sem resposta

Para a Ufologia séria, o desafio continua sendo o mesmo: manter a lucidez diante de um tema que mistura documentos reais, testemunhos de alto nível, interesse militar, disputa narrativa e enorme carga especulativa.

O que está confirmado

Está confirmado que o governo dos Estados Unidos vem liberando novos lotes de arquivos UAP; que esses materiais incluem relatos, vídeos, imagens e documentos de diferentes agências; e que o fenômeno continua sendo tratado como assunto digno de registro oficial e análise institucional.

O que é alegado

A afirmação de que China e Rússia recuperaram UAPs e tentaram fazer engenharia reversa aparece, até o momento, como alegação apresentada por Jordan Flowers no contexto da discussão sobre os arquivos, e não como conclusão documental explícita do material público.

O que permanece em aberto

Permanece sem resposta a pergunta central: há, de fato, programas de recuperação de objetos anômalos operando em múltiplos países? Se sim, estamos falando de tecnologia humana ultrassecreta, de artefatos de origem não humana, de fenômenos ainda mal compreendidos ou de uma combinação de tudo isso?

Uma nova fase da questão ufológica

Independentemente da resposta, a matéria da NewsNation toca em um ponto decisivo para a Ufologia contemporânea: o fenômeno UAP já não pode mais ser analisado apenas sob a ótica do avistamento ou da casuística tradicional. Ele precisa ser observado também como fenômeno geopolítico, objeto de inteligência e possível vetor de transformação tecnológica.

Se os relatos sobre China e Rússia forem infundados, ainda assim revelam como o tema passou a ser interpretado dentro da lógica estratégica das grandes potências. Mas, se houver substância real por trás dessas afirmações, então o mundo pode estar assistindo ao início de algo muito maior: uma corrida silenciosa por engenharia reversa de tecnologias que, até hoje, continuam fora do alcance da ciência pública conhecida.

Nesse caso, a pergunta já não seria apenas se estamos diante de naves de origem desconhecida. A pergunta seria: quem já está tentando reproduzi-las — e o que acontecerá se alguém conseguir primeiro?


BOX | CHINA, RÚSSIA E UAPS: POR QUE ESSA HIPÓTESE É TÃO EXPLOSIVA?

1. Tira o tema do campo exclusivo da ufologia e o leva para a geopolítica

Se mais de uma potência estiver recuperando objetos anômalos, o fenômeno passa a integrar a lógica da segurança global.

2. Reforça a hipótese de programas paralelos de engenharia reversa

A disputa deixaria de ser apenas por informação, passando a ser por domínio tecnológico.

3. Explica o grau de sigilo em torno do tema

Se houver potencial estratégico real, nenhum país terá interesse em abrir completamente seus arquivos.

4. Amplia o alcance da disclosure

A questão deixa de ser “o que os EUA escondem?” e passa a incluir o que China, Rússia e outras potências também podem estar ocultando.

5. Muda a pergunta central da Ufologia contemporânea

Em vez de apenas “o que são os UAPs?”, surge outra: quem está tentando reproduzir sua tecnologia — e com quais objetivos?


REFERÊNCIAS

ALL-DOMAIN ANOMALY RESOLUTION OFFICE (AARO). Official UAP records and public releases. Disponível em: https://www.aaro.mil. Acesso em: 24 jun. 2026.

CBS NEWS. Pentagon releases 3rd batch of UFO files, detailing mysterious orb sightings: “Are you seeing this?” 12 jun. 2026. Disponível em: https://www.cbsnews.com/news/ufo-files-pentagon-3rd-release-documents-videos/. Acesso em: 24 jun. 2026.

NEWSNATION. UFO experts discuss latest UAP file release. 2026. Reportagem sobre a nova liberação de arquivos UAP e análise de especialistas, com ênfase nas alegações de que China e Rússia podem ter recuperado objetos e buscado engenharia reversa. Disponível em: https://www.newsnationnow.com/space/ufo/ufo-experts-latest-uap-file-release/. Acesso em: 24 jun. 2026.

NEW YORK POST. Pollina, Richard. Newly released UFO files allege China, Russia retrieved downed UAPs — and attempted to reverse-engineer them: expert. 18 jun. 2026. Disponível em: https://nypost.com/2026/06/18/us-news/newly-released-ufo-files-allege-china-and-russia-retrieved-downed-uaps-and-attempted-to-reverse-engineer-them/. Acesso em: 24 jun. 2026.

OFFICE OF THE DIRECTOR OF NATIONAL INTELLIGENCE (ODNI). Preliminary Assessment: Unidentified Aerial Phenomena. Washington, D.C., 2021. Disponível em: https://www.dni.gov. Acesso em: 24 jun. 2026.

REUTERS. New Pentagon UFO file reveals glowing orbs in US Northeast. 12 jun. 2026. Disponível em: https://www.reuters.com/world/us/new-pentagon-ufo-file-reveals-glowing-orbs-us-northeast-2026-06-12/. Acesso em: 24 jun. 2026.

SKY NEWS. New UFO files released by US including reports of glowing red orbs. 12 jun. 2026. Disponível em: https://news.sky.com/story/classified-ufo-files-from-fbi-cia-and-pentagon-released-including-reports-of-glowing-red-orbs-13553433. Acesso em: 24 jun. 2026.

Bibliografia complementar

COULTHART, Ross. In Plain Sight: An Investigation into UFOs and Impossible Science. HarperCollins, 2021.
DOLAN, Richard M. UFOs and the National Security State. Hampton Roads Publishing, 2002–2009.
HYNEK, J. Allen. The UFO Experience: A Scientific Inquiry. Ballantine Books, 1972.
KEAN, Leslie. UFOs: Generals, Pilots, and Government Officials Go on the Record. Crown Publishing, 2010.
VALLEE, Jacques. Dimensions. Ballantine Books, 1988.

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