Nova hipótese: Vida em Marte construída sobre sílica

Daniel Gevaerd
3 minutos de leitura

O pesquisador americano Scott C. Waring, conhecido por analisar rotineiramente imagens do planeta vermelho em seu site UFO Sightings Daily, chamou atenção para o que descreve como um possível pé petrificado em meio às rochas marcianas, junto de outros vestígios semelhantes já identificados por ele em fotos anteriores da agência espacial americana.

 

Segundo Waring, a explicação mais óbvia, a de que se trata apenas de uma formação rochosa comum, pode não ser a única leitura possível. Ele defende uma hipótese que já havia levantado em outras ocasiões: a de que a vida inteligente em Marte, caso tenha existido, não precisaria necessariamente ter evoluído com base em carbono, como os seres humanos, mas sim a partir de estruturas ricas em sílica. A ideia não é totalmente estranha à biologia terrestre. Organismos como diatomáceas, radiolários e certas esponjas já utilizam sílica como material estrutural em seus próprios corpos.

 

A partir dessa premissa, o pesquisador especula como seria um marciano hipotético: um ser bípede, com dois braços e uma cabeça, mas cuja semelhança com os humanos pararia por aí. Seus tecidos combinariam células orgânicas inseridas em uma espécie de matriz mineral, com proteínas flexíveis reforçadas por fibras microscópicas parecidas com vidro, e um “esqueleto” formado essencialmente por sílica ao longo de todo o corpo. Nessa hipótese, após a morte, apenas a parte orgânica do organismo se decomporia, restando majoritariamente a estrutura mineral, o que explicaria por que essas formas, tempos depois, pareceriam simples pedras aos olhos de quem analisa as imagens.

 

Waring também sugere que esse tipo de vida à base de sílica seria mais adaptado a ambientes de temperatura elevada e alta pressão, com pouca ou nenhuma dependência de água líquida ou oxigênio, condições bem mais compatíveis com o Marte atual do que a biologia baseada em carbono. O pesquisador afirma ter identificado ao longo dos anos, em diferentes fotos oficiais da NASA, outros elementos que classifica como possíveis vestígios petrificados, incluindo formatos que lembram calçados quebrados.

 

Vale reforçar que se trata de uma interpretação especulativa, sem validação da comunidade científica ou da própria NASA, e que a leitura de padrões em rochas, um fenômeno conhecido como pareidolia, costuma explicar boa parte desse tipo de achado. Ainda assim, teorias como essa seguem alimentando o interesse do público pelo tema e reforçam o papel de pesquisadores independentes na análise contínua do acervo de imagens marcianas liberado publicamente pela agência espacial americana.

 

Data da descoberta: 23 de julho de 2026 (horário de Taiwan, 12 horas à frente dos EUA)
Local da descoberta: Marte, Spirit Rover SOL 725
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É filho do ufólogo Ademar José Gevaerd, fundador da UFO. Ele assumiu a liderança da publicação em dezembro de 2022, após o falecimento do pai, e hoje, sob nova direção, tornou-se uma das principais figuras da ufologia brasileira, há 30 anos na Revista UFO.