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Explicação para o Sinal Uau envolvendo cometas é contestada

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10 de Junho de 2017
O Big Ear, radiotelescópio que em 1977 captou o Sinal Uau
Créditos: Arquivo

O Sinal Uau (Wow Signal) é o maior mistério envolvendo a Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI). Foi captado em 15 de agosto de 1977 pelo radiotelescópio Big Ear do Observatório de Rádio da Universidade do Estado de Ohio, sendo mais intenso do que qualquer outro até então descoberto, na frequência de 1.420 megahertz. Suas características impressionantes fizeram seu descobridor, Jerry R. Ehman, escrever "Wow" na folha impressa na qual foi estampado o código do sinal. Este exibe as características necessárias para ser considerado como emitido por uma civilização alienígena, e muito próximo da frequência do hidrogênio, considerada a melhor para transmitir sinais de rádio a longa distância pelo Universo.

Porém uma recente pesquisa, liderada por Antonio Paris do Centro para Ciência Planetária e publicada no Jornal da Academia de Ciências de Washington, apresenta uma possível explicação para o Sinal Uau. Foram conduzidas 200 observações entre novembro de 2016 e fevereiro de 2017, e o artigo afirma que o cometa 266/P Christensen foi o responsável pelo sinal de rádio. Este cometa, bem como o P/2008 Y2 (Gibbs) estavam em 1977 aproximadamente na região em que o Sinal Uau foi detectado, e Paris afirma que ambos são bons candidatos para explicar o sinal de rádio. Tanto o Christensen como outros cometas próximos, sendo listados o P/2013 EW90 (Tenagra), P/2016 J1-A (PANSTARRS), e o 237P/LINEAR tiveram emissões na faixa de 1420 megahertz.

Contudo, cientistas do Observatório de Rádio da Universidade do Estado de Ohio apresentaram dados que refutam completamente a possibilidade de qualquer desses cometas ser o responsável pelo Sinal Uau. Entre outras informações, apontaram que o 266/P estava a quase 15 graus além da posição do sinal. O cometa Gibbs igualmente não estava em 1977 próximo do local em que o Uau foi detectado. Além disso os cientistas afirmam que Paris não publicou a comparação do espectro entre o Uau, que tinha um formato bem específico, e as emissões do cometa, o que teria sido uma grande evidência a favor de sua hipótese. As emissões da fonte do Uau eram altamente variáveis, e não foi novamente encontrado quando foram verificar em 1977.

crédito: Arquivo
O sinal Uau, captado em 1977 e ainda um mistério
O sinal Uau, captado em 1977 e ainda um mistério

A POLÊMICA PROSSEGUE

Especula-se que ou o Sinal Uau, caso seja proveniente de alienígenas, tenha sido uma emissão única, ou estava sempre ligado e sua fonte de emissão se moveu. Outro ponto destacado pelos cientistas de Ohio foi que o Big Ear poderia rastrear a fonte por vários minutos. Além disso consultaram especialistas e nenhum sabia de qualquer emissão de cometas como as descritas por Paris. E, finalmente, o Big Ear tem dois detectores escaneando o céu, assim se a fonte fosse um cometa esta seria imediatamente identificada pois apareceria nos dois, e não foi o caso durante a detecção do Sinal Uau em 1977.

Confira o artigo de Antonio Paris

Leia o texto dos cientistas da Universidade de Ohio que contesta a hipótese

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