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Catalogação de registros de ETs no Brasil é um passo importante, avalia especialista

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11 de Agosto de 2010
Muitos calhamaços de arquivos ainda serão divulgados
Créditos: Fredrik Alfredsson

O anúncio sobre a Aeronáutica Brasileira ficar responsável pela catalogação e posterior liberação para pesquisa de documentos sobre relatos ou presumíveis provas de presenças de UFOs e seres extraterrestres vistos em território nacional é mais um capítulo para a Ufologia Brasileira. Ouvido pelo SRZD, o ufólogo Marco Antonio Petit, membro-fundador da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), co-editor da Revista UFO e autor de seis livros a respeito, reconhece o avanço provocado pela medida, mas afirma que o processo de transparência ainda não é completo por parte das Forças Armadas no país.

Em 2004, integrantes da entidade iniciaram uma campanha chamada UFOs: Liberdade de Informação Já, pedindo mais divulgação sobre os documentos referentes ao assunto em poder dos militares. Além disso, produziram um relatório chamado Dossiê UFO Brasil, com uma lista de casos quentes sobre UFOs e ETs. O documento foi protocolado junto à Casa Civil e encaminhado para o Ministério da Defesa. No ano seguinte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto permitindo a liberação de registros cujo prazo de status secreto já tinha vencido.

"É apenas mais um passo de transparência da Aeronáutica, que vem há décadas. É um passo importante, mas isso não quer dizer que o sigilo acaba, pois não impede que um fato novo venha a ser classificado como secreto", explica Petit. Ele completa dizendo que apenas a Força Aérea Brasileira (FAB) tem contribuído para uma maior abertura na questão da Ufologia. "Nos últimos anos, apenas dentro da FAB há uma visão mais aberta sobre a divulgação dos registros. Na Marinha e no Exército não, e essas duas armas já têm casos fartamente documentados. O fato é que, depois do decreto, eles não se manifestaram. Se disserem que não, é porque houve alguma destruição de arquivos", diz. "No caso da Aeronáutica, é um passo importante".

O ufólogo diz que não há uma estatística precisa a respeito dos casos documentados, mas que "a quantidade que chega até nós é ínfima perto do que acontece. Só que cada vez se consegue mais arquivos. É um processo gradativo". Um dos livros que Marco Antônio Petit escreveu trata exatamente sobre a relação entre a documentação de registros de objetos voadores e seres alienígenas e militares, UFOs: Arquivo Confidencial (CBPDV, 2007). Além disso, a Revista UFO, única publicação do gênero no país, também apresenta relatos, incluindo os já divulgados pela liberação militar. Petit estará participando do Seminário de Ufologia Avançada no próximo dia 15, domingo, no Rio de Janeiro. Mais informações.

Assista reportagem que foi ao ar no Jornal Hoje, no dia 11 de agosto, sobre o anúncio da Aeronáutica, clicando aqui.

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