Nick Pope, ex-investigador oficial do Ministério da Defesa britânico, afirmava que a abertura parcial dos arquivos sobre UFOs não revelava toda a verdade. Segundo ele, muitos documentos haviam sido revisados, ocultados ou até “perdidos” antes da desclassificação, funcionando apenas como uma estratégia para esfriar o interesse da imprensa, do Parlamento e da opinião pública.
O episódio da Floresta de Rendlesham, ocorrido em dezembro de 1980, permanecia como um dos casos mais emblemáticos da ufologia mundial. Testemunhos de militares e registros de radar indicavam a presença de um objeto não identificado sobre a Base de Bentwaters, em plena área de armazenamento de armas nucleares. Apesar disso, o Ministério da Defesa declarava que não havia evidências de ameaça à segurança nacional — posição que Pope e outros pesquisadores contestavam duramente.
O alerta de Pope ecoa no presente. Nos Estados Unidos, o Pentágono liberou recentemente relatórios e vídeos de pilotos da Marinha que registraram objetos não identificados em pleno voo, mas especialistas apontaram que muitos dados cruciais continuam classificados. No Brasil, desde 2007 a Aeronáutica promoveu uma abertura considerada referência mundial, disponibilizando milhares de páginas antes secretas, mas ufólogos ainda denunciam lacunas e documentos desaparecidos. Já na Rússia, declarações de militares e cientistas revelaram investigações sobre fenômenos aéreos anômalos, mas sem acesso público amplo aos arquivos.
Assim como Pope denunciava no passado, a liberação atual de documentos parece repetir o mesmo padrão: abrir parcialmente para acalmar a opinião pública, mas manter o essencial em sigilo. A cada nova revelação, cresce a percepção de que os governos cedem apenas o suficiente para controlar o debate, sem entregar a verdade completa sobre a presença alienígena na Terra.

Os cinco lotes liberados pelos EUA
Primeiro lote (maio/2026) Determinado por decreto presidencial, trouxe centenas de páginas de relatórios militares e registros históricos, incluindo avistamentos em bases ultrassecretas no Novo México e relatos de astronautas das missões Apollo.
Segundo lote (junho/2026) Incluiu vídeos de sensores militares mostrando objetos luminosos próximos a instalações estratégicas, como o caso de um caça F-16 que abateu um objeto sobre o Lago Huron em 2023.
Terceiro lote (julho/2026) Reuniu relatórios administrativos e entrevistas com militares, além de imagens de esferas escuras sobre o Pacífico e objetos circulares em áreas residenciais do Oriente Médio.
Quarto lote (final de julho/2026) Trouxe documentos da CIA e do Departamento de Estado sobre investigações internacionais, incluindo registros de bases da OTAN e missões da NASA.
Quinto lote (7 de agosto/2026) Publicado na plataforma PURSUE, apresentou 41 novos arquivos:
Vídeos de 2021 sobre o Golfo de Omã, mostrando “orbes frios” voando entre 400 e 2.090 km/h.
Relatos de pilotos no Afeganistão (2002) sobre um enorme objeto triangular de 150 metros.
Documentos da CIA sobre o caso Conde, Bahia (1963), envolvendo uma esfera metálica com ocupante morto — negado pela Aeronáutica brasileira, mas registrado em telegramas diplomáticos.
Brasil e Rússia
Brasil: Desde 2007, promoveu abertura de seus próprios arquivos, tornando-se referência mundial. Agora, documentos dos EUA também citam investigações feitas em território brasileiro, como o caso da Bahia em 1963.
Rússia: Embora sem liberação oficial ampla, militares e cientistas já admitiram investigações sobre fenômenos aéreos anômalos, mas os arquivos permanecem restritos.