O astrofísico Eric W. Davis, que trabalhou como consultor científico em programas do governo dos Estados Unidos dedicados à investigação de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs) afirmou que existem pelo menos quatro tipos diferentes de seres não humanos conhecidos e que corpos de alguns deles já teriam sido recuperados.
A declaração foi feita durante uma entrevista recente, quando Davis foi questionado diretamente sobre a suposta recuperação de corpos associados a objetos não identificados.
“Há no mínimo quatro dos quais temos conhecimento. Eu vi as evidências e vi os registros”, afirmou Davis.
Segundo o astrofísico, esses seres seriam descritos em quatro grupos principais. O primeiro seria formado pelos chamados “greys”, os pequenos humanoides de aparência acinzentada que se tornaram conhecidos tanto por relatos ufológicos quanto pela cultura popular.
O segundo grupo seria composto pelos chamados “nórdicos”, descritos por Davis como indivíduos muito altos e de aparência semelhante à de humanos caucasianos. O terceiro apresentaria características físicas que lembrariam insetos, especialmente um louva-a-deus. Por fim, haveria seres cuja estrutura corporal seria semelhante à de répteis, conhecidos popularmente como “reptilianos”.
Davis fez, no entanto, uma ressalva importante. Segundo ele, essas classificações não significam necessariamente que os seres sejam literalmente insetos ou répteis. A nomenclatura poderia surgir da tentativa humana de interpretar algo desconhecido a partir de características familiares. Ao falar sobre seres semelhantes a insetos, por exemplo, o astrofísico afirmou que eles poderiam ou não pertencer de fato a essa categoria. Para ele, diante de algo capaz de provocar o que chamou de “choque ontológico”, as pessoas tentariam associar aquilo que estão vendo a formas que já conseguem reconhecer.
Quem é Eric Davis?

As declarações ganham relevância principalmente pelo histórico profissional de Davis. Doutor em astrofísica pela Universidade do Arizona, ele acumula cerca de quatro décadas de experiência acadêmica e na indústria aeroespacial, com atuação em áreas como propulsão espacial avançada, física aplicada e projetos relacionados à segurança nacional.
Entre 2019 e 2024, Davis trabalhou na The Aerospace Corporation, onde apoiou projetos da NASA, do Air Force Research Laboratory e do gabinete do secretário de Defesa dos Estados Unidos relacionados ao desenvolvimento e a testes de sistemas de propulsão nuclear espacial.
Antes disso, trabalhou durante 15 anos na EarthTech International e no Institute for Advanced Studies at Austin. Nesse período, prestou apoio técnico-científico ao Advanced Aerospace Weapon System Application Program, o AAWSAP, ao Advanced Aerospace Threat Identification Program, o AATIP, e posteriormente à UAP Task Force. A Sol Foundation descreve Davis como ex-assessor científico desses programas do Departamento de Defesa.
Esse histórico diferencia Davis de uma testemunha comum. Ele esteve profissionalmente inserido em iniciativas que investigaram fenômenos aeroespaciais anômalos para órgãos do governo americano.

Eric também não é o único cientista ligado a programas americanos sobre UAPs a mencionar a existência de diferentes tipos de seres. Neste ano, o físico Hal Puthoff, que trabalhou com Davis na EarthTech e também esteve envolvido com o AAWSAP, afirmou ter recebido relatos de pessoas envolvidas em supostas operações de recuperação sobre a existência de pelo menos quatro tipos diferentes.
Há, no entanto, uma diferença importante entre as duas declarações. Puthoff atribuiu a informação a pessoas que, segundo ele, teriam participado diretamente dessas operações. Davis, por sua vez, afirma ter visto “evidências” e “registros”.
David Grusch falou sobre corpos e seres recuperados vivos

As declarações de Davis surgem ainda poucos dias depois de David Grusch voltar a fazer alegações sobre supostos ocupantes de UAPs. Ex-oficial de inteligência da Força Aérea dos Estados Unidos, que testemunhou sob juramento no Congresso em 2023, afirmou recentemente, em entrevista ao Dr. Phil, ter visto fotografias e vídeos de objetos recuperados e de corpos de seus supostos ocupantes.
Durante a conversa, Grusch também afirmou que algumas naves teriam sido recuperadas vazias, enquanto outras teriam sido encontradas com ocupantes.
A declaração mais surpreendente ocorreu quando Dr. Phil perguntou se algum desses supostos pilotos teria sido capturado com vida. Grusch respondeu afirmativamente e disse conhecer pessoas que teriam tido interações diretas durante uma situação de detenção.
Segundo ele, teria ocorrido ainda algum tipo de comunicação entre humanos e esses seres, descrita como uma forma de comunicação por meio da consciência e comparada à telepatia. Grusch ressaltou, porém, que não vivenciou pessoalmente esse tipo de interação.
Evidências permanecem fora do alcance público
As declarações de Eric Davis, Hal Puthoff e David Grusch apresentam diferenças importantes, mas convergem em um ponto central. Os três sustentam que informações sobre supostos seres associados aos UAPs circulariam dentro de setores ou programas ligados ao governo americano.
Até o momento, os corpos, registros e demais evidências citados nessas declarações não foram disponibilizados publicamente de forma que permita uma análise científica e independente. O governo dos Estados Unidos também não confirmou oficialmente possuir corpos de seres de origem não humana.
O caso de Davis chama atenção justamente pela especificidade de sua declaração e por seu histórico de participação em programas relacionados aos UAPs. Ao afirmar não apenas ter recebido relatos, mas ter visto evidências e registros sobre pelo menos quatro tipos de seres, o astrofísico acrescenta uma nova camada a alegações que têm se tornado cada vez mais específicas nos últimos meses.
Se essas evidências realmente existem, a questão deixa de ser apenas o que antigos integrantes e consultores desses programas dizem ter visto. A pergunta passa a ser quando, e se, esse material será disponibilizado para análise pública e independente.
