
INTRODUÇÃO DA EQUIPE UFO – Em 1977, quando Steven Spielberg produziu o primeiro grande filme sobre UFOs da atualidade, Contatos Imediatos do 3° Grau, utilizou como um dos cenários uma determinada localidade no longínqüo Deserto de Gobi, na China. O filme mostrou que nesse local, assim como noutro deserto no México, misteriosamente reapareceram navios e aviões que haviam sumido sem deixar rastros em diversas regiões do planeta, supostamente seqüestrados por aliens. Introduzindo o espectador ao filme e à questão ufológica, Spielberg, com a competente assessoria do Dr. Joseph Allen Hynek, mostrou um transatlântico desaparecido no Triângulo das Bermudas que simplesmente surgira do nada em pleno Deserto de Gobi, encravado no meio da areia. Mas a dupla Spielberg/ Hynek não usou apenas de imaginação para incluir aquela cena ao fantástico filme. Usou também de informação: o Gobi é uma das regiões do planeta com fantástica taxa de observações de UFOs. Este fato levou ufólogos de diversos países a rastrearem as ocorrências no local, fazendo-os concluírem que, se houver de fato alguma base extraterrestre no subsolo terrestre, ela deve estar naquele deserto. Agora, o mais experiente ufólogo chinês, o pesquisador Shi Bo, nos apresenta mais indícios para crermos nessa hipótese. Neste artigo, Shi Bo, autor do livro A China e os Extraterrestres (Editora Difel), dá descrições detalhadas dos principais casos de UFOs próximos ao Gobi e nos apresenta suas conclusões sobre a existência de uma base naquele local.
A crença generalizada de que na China, meu país, deve haver bases de UFOs escondidas no subterrâneo é, mais que um pressentimento, quase uma certeza, ainda que impossível de se confirmar. Em 13 de maio de 1981, quando vários estudiosos do fenômeno encontravam-se em uma das múltiplas reuniões que costumávamos organizar para intercâmbio de informações, o secretário geral da Sociedade de Investigações de UFOs na China, Wen Kong-Hua, insinuou essa possibilidade como algo que nos soou mais como uma afirmação do que uma interrogação. Desde então, prestamos maior atenção aos relatos que nos chegavam de todo o país e cogitamos, com o passar do tempo, que haviam muitas possibilidades de que, efetivamente, a China fosse sede de bases subterrâneas dos tripulantes de tão enigmáticas naves extraterrestres.
Os dados de que dispúnhamos, sobretudo, apontavam numa direção: o próprio Deserto de Gobi, ao norte do país e próximo de uma zona montanhosa de difícil acesso. São muitos o relatos que recebemos de todo o país, e queremos oferecer aqui os que consideramos mais interessantes, com a confiança de que poderão servir para que os ufólogos e interessados, no Ocidente, compreendam que também na Ásia, inclusive num país tão marcadamente comunista como o meu, acontecem fenômenos ufológicos em grande quantidade. Também esperamos, com esse relato, que os ufólogos ocidentais vejam que nos interessamos pelo Fenômeno UFO na China e que o investigamos detidamente.
UMA JOVEM CONTA SUA AVENTURA – Em 21 de outubro de 1981, tive oportunidade de organizar em Pequim uma conferência sobre UFOs, na qual estiveram presentes os especialistas mais importantes da capital. Ao finalizar minha exposição, uma jovem que tinha trabalhado num departamento do Exército da China em Gobi relatou-me sua aventura. Em 1968, a jovem concluiu seus estudos secundários do primeiro ciclo. Nessa época, o país atravessava uma época de grandes movimentos políticos e todos os jovens estudantes deviam ir ao campo ou à regiões montanhosas para serem “reeducados” pelos camponeses ou pelo exército. A jovem, então, foi enviada junto com outras de mesma faixa etária ao regimento do Exército da China que encontrava-se acampado em Gobi. Sua barraca encontrava-se à beira do deserto, onde deveria, junto aos demais, cavar um longo canal. “Um dia, em fins de agosto daquele ano, quando voltava ao meu dormitório ao cair da tarde, vi no céu uma enorme bola de fogo de formato oval, que voava em direção de onde eu e meus companheiros estávamos. Seu diâmetro era aparentemente igual ao de uma bola de basquete”, disse a jovem, cujo nome omitimos por razões de segurança (para ela).
A bola era de cor vermelho-alaranjada no centro e vermelho forte nas bordas. Surpresos pela visão deste objeto, o grupo observou como aquilo sobrevoava o local, descendo de altitude mais tarde, até aterrissar num monte de areia há alguns quilômetros de onde estavam. “Parecia uma antena parabólica inclinada no chão. A máquina brilhava com grande esplendor e sua cor vermelha nos ofuscava. Nunca tínhamos visto algo semelhante e ninguém ousava mover-se. Alguns rapazes mais valentes puseram-se a correr em sua direção, levando picaretas e pás”, relatou a jovem estarrecida. Quando os corajosos rapazes se aproximaram do disco, este elevou-se de até o céu com um único salto, seguindo uma rota de 30 graus com o horizonte. Os rapazes examinaram o local onde tinha aterrissado o objeto e descobriram cinco buracos, pelo que julgaram que o disco devia ter também cinco pontos de apoio. No centro desses cinco buracos, dispostos à igual distância entre si, aparecia também uma superfície de areia queimada de formato oval.
Geralmente, os UFOs observados no Gobi são enormes, têm formato de charutos ou discos e apresentam corpos volumosos. Muitas vezes, voam à baixa altitude e aterrissam no deserto, segundo já se averiguou. Os casos são muitos e variados, sempre na mesma região. Quase sempre os objetos movimentam-se e manobram no ar sem que qualquer ruído possa ser ouvido
“Pensamos que se tratasse de um artefato militar moderno e regressamos rapidamente ao acampamento, relatando nossa experiência ao chefe do regimento. Mais tarde, alguns camponeses dos arredores nos contaram que podiam ver nessa região desértica, com grande regularidade, objetos voadores luminosos”, completou a testemunha. Geralmente são enormes e têm formato de chapéus de palha, volumosos charutos ou discos fantásticos que voam a baixa altitude para então aterrissar no Gobi, segundo pudemos averiguar. Os casos são muitos e variados, sempre na mesma região. Este caso é um exemplo típico e muito interessante: os rapazes que correram até o objeto observaram que o disco luminoso ainda girava várias vezes antes de decolar, embora não escutassem nenhum ruído ser emitido do mesmo (e também não houve nuvem de poeira quando se elevou no ar). “Um pastor nos disse que, no Gobi, são freqüentes estes avistamentos. Chamam esses objetos luminosos que flutuam no céu de “chapéus de anjos”, pois o formato mais comum que apresentam é o de um grande chapéu de palha. Chegam sem ruído e desaparecem sem deixar rastro algum…”, concluiu nossa entrevistada, visivelmente agitada por relembrar o fato.
UMA NOITE TERRÍVEL NO GOBI – Zhang Qio, redator-chefe da publicação chinesa Exploração UFO, apresentou na conferência de
Pequim o seguinte relato de uma observação que também teve lugar no Gobi. No final de agosto de 1978, aproximadamente às 22h00, a luz do sol já tinha desaparecido e entre o céu e a Terra reinava a escuridão. Só algumas estrelas solitárias brilhavam timidamente no firmamento. Quatro pastores guiados por um umulema [Editor: integrante de determinada casta étnica chinesa] ancião de mais de 60 anos de idade cuidavam de um rebanho de ovelhas e cavalos no Gobi. Acenderam uma fogueira no chão e dispuseram-se a assar a perna de um carneiro que levavam. Enquanto conversavam alegremente, ouviram um silvo estridente no horizonte. Os pastores procuraram no céu qualquer coisa capaz de produzir aquele silvo tão desagradável e, completamente atônitos, puderam ver três discos voadores luminosos sobrevoando exatamente o local onde estavam, por cima de suas cabeças.
O fenômeno era maravilhoso, mas aterrorizava os espectadores, que permaneciam boquiabertos. Os discos tinham todos a aparência de uma esfera achatada, com a parte superior semelhante à uma abóbada. Ao centro dos mesmos, na parte plana de sua estrutura, podia se ver uma zona escura. Os objetos tinham um diâmetro de uns três metros cada e, iluminados pela fogueira do acampamento, brilhavam como se fossem de metal. O umulema, mais velho que os pastores, deu ordem de se apagar imediatamente a fogueira, antecipando o perigo que corriam. Uma vez apagada a última chama, os três discos voaram e desapareceram a noroeste do local. Os objetos cruzaram a fronteira chinesa-mongol e desceram pela região do deserto, deixando escapar fortes clarões que iluminaram os arredores do local como se fosse dia.
Nessa noite terrível para os pastores, estes já não se atreveram mais nem a acender a fogueira ou a continuar comendo. Nisso, o velho umulema passou a comentar o fato e contou-lhes o que tinha presenciado uns 40 anos antes. No outono de 1938, numa noite tão escura como aquela, trabalhadores braçais tinham finalizado suas tarefas diárias e entraram em suas barracas para dormir. Subitamente, ouviram-se gritos de socorro e de que um fogaréu tinha se iniciado no local. As pessoas saíram apressadas para ver o que ocorria, quando um enorme objeto com formato de barril voava lentamente pelo céu, emitindo uma luz prateada.
De sua parte traseira surgiu uma chama de fogo alaranjada que, no campo, alcançaram duas crianças que brincavam de esconde-esconde, incendiando-as. Em seguida, todo o campo incendiou-se e as crianças rolaram desesperadamente pelo chão. Algumas mulheres as sacudiram para ajudar a apagar o fogo que as consumia, enquanto os homens lutaram durante horas para dominar o incêndio do campo.
Mais tarde soube-se que, enquanto outras crianças estavam brincando na estepe, estas também viram aparecer no horizonte um disco brilhante que passou a sobrevoar suas cabeças. Aterrorizados, começaram a correr em todas as direções, mas o objeto desceu, emitindo pela parte traseira um facho de luz que as atingiu, fazendo com que também se consumissem em chamas. Quem presenciou este fato depois narrou ao grupo que o objeto ganhou altura após atear fogo aos infelizes meninos e desapareceu rapidamente pouco tempo depois. Esta cena ficou gravada na memória daquele umulema que, por isso mesmo, apressou-se em apagar o fogo quando viu aqueles objetos luminosos nesta nova ocasião.
CONTATO NOTURNO – Urumusi, capital da província de Xin Jiang, está localizada a oeste do Gobi e é visitada constantemente por diferentes tipos de UFOs que, provenientes do deserto, sobrevoam a cidade e desaparecem depois nessa mesma direção. No inverno de 1985, o senhor Sun Xiaomin e sua esposa, operários de uma fábrica de produtos impermeáveis, saíram de seu trabalho e dirigiram-se rapidamente para sua casa por um caminho na periferia da cidade. Não havia vento, lua ou estrelas; o céu estava totalmente negro. Subitamente, viram surgir no horizonte uma luz tremeluzente que voava lentamente em direção leste. Após cinco minutos, a luz voou em ângulo reto e tomou a direção sul, até onde se encontrava o casal, alcançando-o em apenas dois minutos. Tinha o tamanho de uma abóbora vista à distância e pousou no topo de um morro, a uns 600 metros do atônito casal. Sun Xiaomin, ex-explorador do Exército chinês, conhecia bem as luzes do céu, mas jamais tinha visto nada igual. Curiosos, começaram a correr em direção daquilo, detendo-se a uns 200 metros do objeto.
“Era uma esfera luminosa que brilhava com clarões brancos e estava coberta com uma auréola vermelho-amarelada. Seu diâmetro era de mais de um metro”, disse-nos Xiaomin, que observou o objeto com mais atenção e descobriu que o mesmo estava suspenso no ar, muito próximo do chão. Dois minutos depois, o objeto subiu verticalmente e, ao chegar a uns 200 metros de altura, empreendeu vôo em direção norte e sem ruído algum. Após algum tempo, perto de Gobi, o casal ouviu uma explosão seguida de luzes brilhantes que iluminaram a metade do céu. Xiaomin pensou que o objeto voador tivesse explodido no deserto e, no dia seguinte, viu que o jornal Cotidiano de Xin Jiang publicou um extenso artigo que trazia abundantes testemunhos do que tinha ocorrido na noite anterior.
Um jornalista do Cotidiano encontrava-se naquele dia num hotel do Gobi. Às 21h17, enquanto fazia seu asseio no banheiro, olhando em direção sul, viu como todo seu quarto se iluminou com a presença de um objeto luminoso que descia com rapidez, até bater contra o chão com uma grande explosão. As pessoas pensaram que se tratasse de um helicóptero avariado e correram ao local. Nisso, o objeto girava como um pião, para, em seguida, elevar-se no céu e desaparecer pouco tempo depois… Casos como esse, de UFOs observados por verdadeiras multidões, são relativamente comuns em diversas localidades na China, apesar do governo fazer-se de desentendido e de não haver grande número de estudiosos para coletar as informações.
O EXÉRCITO CERCA UM UFO – Este próximo caso ocorreu nas jazidas de petróleo de Kramahyé, no lado oeste do Gobi. Ao redor dessa cidade há um imenso setor do deserto que esconde em seu subsolo enormes jazidas de petróleo. Em 3 de julho de 1985, ao amanhecer, Wang Lintong e Shi Jian-Kuo, operários do turno da noite, preparavam-se para concluir seu trabalho num hangar quando o primeiro gritou assombrado. Jian-Kuo, seguindo com os olhos a direção que Wang lhe mostrava, observou um estranho fenômeno: um objeto vermelho de formato circular que estava inclinado no chão, perto do hangar. O objeto tremia e emitia luzes esverdeadas em intervalos regulares. Intrigados e assustados, comunicaram-se com o quartel-general dos campos petrolíferos para informar sobre o estranho fenômeno. O quartel-general, por sua vez, deu voz de alerta às tropas acantonadas nos arredores, solicitando sua ajuda. Rapidamente, um tanque e um caminhão carr
egados de soldados, militares armados e operários dirigiram-se até o lugar com o objetivo de cercar o estranho objeto que permanecia imóvel. De repente, quando o círculo estava se fechado ao redor do UFO, e as pessoas se achavam à uma distância prudente, o objeto elevou-se verticalmente.
Tinha um diâmetro de mais de dois metros, sem hélice ou trem de aterrissagem. Ainda continua sendo um mistério como conseguiu levantar vôo tão rapidamente. Mesmo assim, os soldados não se deram por vencidos e estudaram o assunto a fundo, tendo depois outros episódios semelhantes. Aliás, na China o interesse pelo assunto é muito grande, especialmente por integrantes do Exército, que de forma particular (não oficial) estudam o assunto. No Gobi, encontra-se também uma unidade do Exército da China que zela pelo bom funcionamento do sistema de telecomunicações do pais. Integrantes desse destacamento tiveram outra surpresa com UFOs na noite de 14 de julho de 1987, uma noite serena e fresca. Nessa ocasião, como era habitual, o chefe de esquadrão Ren Man-Gen realizava um exame rotineiro das linhas telefônicas quando, de repente, seu transmissor emitiu um silvo e interromperam-se as conexões com o quartel-general. Nesse momento, o céu tornou-se branco e Man-Gen viu um objeto brilhante no céu.
As linhas de vôo dos UFOs avistados na China e na Sibéria – próximos do Deserto de Gobi – parecem assinalar esta zona como um dos pontos de maior atividade ufológica do mundo. Estudos ortotênicos das observações em toda a região indicam que os UFOs sempre migram para o deserto, após suas aparições e contatos
Assombrado, o soldado ficou paralisado e sem saber o que fazer, pois o objeto prateado girava sobre si mesmo uma vez a cada 10 segundos, aterrorizando-o. Quase simultaneamente, os habitantes de um povoado próximo ao destacamento também viram o estranho objeto, que emitia vivos clarões de luz intensa. Seu formato lembrava o de uma grande aranha, segundo as testemunhas, e sobrevoava silenciosamente o povoado, desaparecendo depois sobre o deserto. O caso ainda está em aberto, assim como muitos outros ocorridos dentro ou próximos de instalações militares. Numerosos testemunhos de UFOs no Deserto de Gobi parecem confirmar a hipótese da existência de um base no local. Esta convicção é apoiada principalmente pelo fato de que a maior concentração de observações de UFOs na área do Grande Gobi se registra na região de Vlan Bator (ex-Urga), um centro industrial e atômico que é a capital da República da Mongólia, entre a China e a ex-URSS. Ao sul de Vlan Bator, situa-se o centro do Deserto de Gobi e, a noroeste dalí, a cadeia de montanhas Jablonov. Entre a cidade e as montanhas existe uma zona desértica protegida por uma espécie de escudo montanhoso abrupto, próximo da fronteira soviética-mongol.
OPERAÇÕES DE GUERRA E UFOs – As linhas de vôo de UFOs avistados na China e na Sibéria parecem assinalar esta zona como ponto de sua confluência, delimitada por meio de numerosos testemunhos. Em 26 de abril de 1986, começaram a deslocar-se até a Sibéria várias divisões motorizadas do Exército soviético, com o pretexto de realizarem algumas manobras de guerra durante primavera. Muitos vôos de reconhecimento, que tinham obtido fotografias daquela zona, descobriram uma grande atividade ufológica por toda a região. Assim, no dia seguinte, em 27 de abril, uma importante formação de bombardeiros uniu-se às manobras terrestres ao sul do lago Baikal, rumou até o sul, cruzou a fronteira e rastreou durante horas toda a zona a noroeste de Vlan Bator. Os camponeses do local observaram a passagem da formação aérea durante alguns minutos, de forma que os habitantes da cidade pensaram até que se tratasse da realização de um teste atômico, pois o céu estava totalmente iluminado por algum tipo de luz emitida de uma bomba de grandes proporções. Mas nem os chineses, nem os soviéticos, jamais confirmaram o eventual uso de uma arma atômica. Ambos os comandos mencionaram apenas um acidente na fronteira, e tudo caiu no manto do esquecimento…
Há, no entanto, militares e civis de várias localidades do país (e até da ex-URSS), que garantem terem tido acesso a informações secretas, declararam que, naquela noite, os exércitos soviético e chinês travaram um verdadeira batalha com UFOs. Um autor francês reforça esta assombrosa afirmação citando que um grupo de estudantes alemães viajava pela Mongólia naquela data, quando observaram algo incrível. O porta-voz dos universitários, Manfred Göel, chegou a declarar que os russos destruíram uma base secreta de UFOs localizada ao norte da Mongólia. “A base era formada por túneis e dúzias de edifícios em forma de pirâmide, mas tudo foi destruído em algumas horas, por bombas e artilharia pesada. Mais de 20 estudantes de nosso grupo viram isso estarrecidos”, informou.
Em Hong Kong, após a emissão pelo rádio de alguns relatórios contraditórios, o jornalista francês Pierre Gardin interrogou dezenas de viajantes chineses para tentar conseguir reunir elementos que configurassem esta incrível história. Do lado chinês, em Hong Kong, diversas testemunhas afirmaram que os seres que elas tinham visto próximo aos objetos pousados no solo usavam escafandros como os astronautas soviéticos. Já os civís russos entrevistados afirmaram que os seres eram de estatura pequena e seus traços faciais eram semelhantes aos asiáticos… A história é impressionante e incrível, é verdade, mas onde há fumaça há fogo, costumamos dizer na China. Se este relato for verídico, como garantem alguns ufólogos locais e diversos meios de comunicação, podemos chegar à conclusão de que existem (ou existiram) bases de UFOs no Gobi. Mais ainda: concluímos que o governo também sabia disso e, apesar de fazer-se de desentendido, tomou um atitude drástica.
CONTATOS AÉREOS – Vejamos, a seguir, alguns exemplos de contatos aéreos ocorridos na região do Gobi. Shi Ying, chefe de um esquadrão de aviação acampado no Gobi, é um aviador experiente com mais de 3 mil horas de vôo. Em 14 de agosto de 1979, às 02h55, concluiu seu vôo de treinamento e rumou até a pista de pouso da base. Durante a volta, viu que a cabine de seu avião se iluminava com uma luz tênue que aumentava de intensidade aos poucos. Examinou os instrumentos com cuidado, mas não encontrou nada de anormal. “Que está acontecendo?”, perguntou-se e aos seus colegas, pelo rádio. “De onde vem essa luz?” Ao olhar pela janela do avião, descobriu com assombro que um objeto voava por cima de sua asa esquerda. O disco, de tamanho médio, brilhava como uma luz branca, e avançava e retrocedia no ar, alternadamente. No centro de sua estrutura podia se ver uma abertura, através da qual Ying via também o céu e as estrelas. O orifício tinha o tamanho de um ovo, seu contorno estava perfeitamente claro e, de cada lado do objeto, podia se ver um objeto semelhante
a um chifre, como um anel prateado.
A luz branca que o objeto emitia não cegava, pois sua intensidade assemelhava-se à da Lua crescente. Mesmo assim, bastou isso para aterrorizar o experiente aviador. O chefe de esquadrão então comunicou-se imediatamente com a torre: “220, chamando. No céu, a noroeste da cidade de Ku Erle, avistei um objeto brilhante desconhecido. Identifiquem-no, por favor!”. A torre de controle imediatamente respondeu: “Entendido, 220. Pegue a rota de regresso”. Ying não teve dúvidas: “220 confirmado, prosseguindo a volta”. Shi Ying, durante a volta, olhou pela última vez para o objeto, que ainda seguia o avião à uma certa distância. Cumprindo as ordens da torre, o chefe de esquadrão diminuiu a velocidade e desceu lentamente. Quando o avião terminou a aterrissagem, os operadores da torre disseram-lhe que o objeto tinha desaparecido em direção ao Gobi. Será que, assim como avião de Ying, o UFO também regressou para sua base?
Outro caso interessante ocorreu no verão de 1982. Nessa ocasião, o senhor Shen Quing Hua, diretor do departamento político de uma unidade da Força Aérea acantonada próximo de Zhangjiaku, importante cidade estratégica do norte da China, informou à comunidade ufológica chinesa sobre um aterrador contato aéreo com um UFO. Era 18 de junho daquele ano, pela noite, quando um objeto luminoso passou pelo céu do norte da China. Nessa noite, numa base aérea próxima à Zhangjiaku, cinco aviões militares estavam fazendo exercícios noturnos. Quando decolaram e ganharam altura, uma bola luminosa surgiu do horizonte, pelo norte, dirigindo-se rapidamente até eles. As transmissões de rádio entre todos os pilotos e a torre de controle ficaram interrompidas simultaneamente e as bússolas apontavam para o objeto luminoso. Os cinco aviões dirigiam-se irremediavelmente em direção ao objeto, em rota iminente de colisão, apesar dos esforços dos pilotos para mudarem de rumo. O objeto crescia a cada instante e os aviões continuavam em sua louca corrida mortal.
Nisso, o chefe do esquadrão, Lin Hong, que comandava os exercícios nessa noite, vendo que seu avião ia chocar-se contra o UFO, tentou mais uma vez e desesperadamente restabelecer o contato com a torre e com os demais aviões. No momento em que a colisão estava prestes a acontecer, o UFO desapareceu por completo, os contatos de rádio normalizaram-se e os pilotos puderam comunicar-se. “Virem para a esquerda! Rastreiem o intruso”, ordenou Lin Hong. Após uma hora de terror, os aviões militares conseguiram finalmente aterrissar são e salvos.
DOCUMENTÁRIO OFICIAL – O estúdio cinematográfico de Yinnan enviou imediatamente para o local uma equipe para fazer um documentário sobre o fato para a Força Aérea da China. Convidado pelo diretor do departamento político da base aérea, resolvi realizar também uma investigação do caso, começando por entrevistar os pilotos que testemunharam o fato. O chefe de esquadrão Lin Hong narrou o seguinte: “Em 18 de junho de 1982, à noite, comandava os exercícios noturnos com céu claro e boa visibilidade. Às 21h55 pilotava meu avião e respondia às perguntas da torre de controle, até que, às 22h01, cheguei à primeira etapa do vôo. Após efetuar um desvio, dirigi-me à segunda etapa, voando nessa direção até que o rádio começou a emitir um ruído estranho, que tornou-se ensurdecedor, como se diante de mim desatasse um temporal. A voz do comandante da torre foi desaparecendo e a bússola enlouqueceu”.
Hong disse que, naquele momento, pensou que se tratasse da descarga elétrica de alguma nuvem e prosseguiu seu vôo, até subir para 7.000 metros. O ruído tornou-se insuportável e a bússola já não respondia às sua manobras. “Às 22h06 surgiu repentinamente uma luz a 50 grau à minha direita. Parecia a Lua e rapidamente transformou-se num facho de luz amarela. O objeto estava na mesma direção que minha bússola apontava”, declarou o oficial.
No começo, apareceu um ruído estranho no rádio da aeronave, um som irritante que começou a tornar-se insuportável. Daí, às 22h06, surgiu repentinamente uma luz enorme a 50 grau à direita da aeronave. Parecia a Lua e rapidamente transformou-se num facho de luz amarela. O objeto estava na mesma direção que a bússola do avião apontava, ou seja: em rumo de eminente colisão. Por pouco o esquadrão todo não se chocou com o UFO
Hong achou estranho a Lua sair pelo lado norte. A luz amarela subiu rapidamente e, em 30 segundos, o facho desapareceu, afastando-se com a forma de uma bola amarela do tamanho de uma Lua cheia. “Seu tamanho e brilho aumentaram de repente”, continua. “Estava aterrorizado por ter perdido o contato com a base e os outros aviões, e tremia ao ver meu avião se dirigir irremediavelmente em direção do objeto, cujo tamanho continuava aumentando. Aquilo emitia anéis de luz que formavam círculos concêntricos que também aumentavam de tamanho. Parecia que a bola amarela estava a ponto de alcançar-me”. Uns dez segundos mais tarde, Hong viu o objeto explodir como uma granada, desfazendo seus anéis e transformando-se num enorme objeto hemisférico que aumentou de tamanho e subiu até transformar-se num fantástico fenômeno branco. Por fim, como que por milagre, o objeto começou a diminuir de tamanho e a afastar-se, enquanto o avião voltava a responder ao seu comando e restabelecia contato com a torre, para alívio de homem.
ATERRISSAGENS NO GOBI – Hong foi o primeiro a aterrissar. Durante a entrevista, releu as notas que tinha escrito e assinou o testemunho, acrescentando que, quando iniciou a descida, pôde observar três ou quatro pontos negros dentro da luz – pontos que passaram à uma velocidade vertiginosa próximo de sua asa esquerda. O fenômeno teria durado cerca de meia hora, uma quantidade de tempo imensa para um caso ufológico! Os outros pilotos também assinaram seus testemunhos. Todos afirmaram que o objeto luminoso tinha surgido a partir do Deserto de Gobi, desaparecendo também nessa direção. Para os ufólogos ligados ao assunto, a cada dia vão se desvanecendo as dúvidas quanto à intensa atividade ufológica naquele deserto, a partir do recebimento de novas e mais fantásticas declarações de testemunhas espantadas. Vejamos alguns casos de aterrissagem de UFOs no Gobi. O primeiro deles envolve o senhor Zhao Zi Yong, que passou mais de 30 anos trabalhando com uma equipe arqueológica no deserto.
Num dia de agosto de 1983, sua equipe armou um acampamento ao pé da montanha Kalameili, a oeste do deserto. O sol desceu por trás das montanhas e a noite caiu bruscamente. Os membros da equipe estavam descansando, conversando sobre os acontecimentos do dia, quando, de repente, no centro da bacia do Zh
enger, surgiu do leste uma bola grande que arrastava atrás de si uma cauda luminosa de brilho azulado, voando horizontal e lentamente. Quando se aproximou da montanha, aquilo desceu seguindo uma linha parabólica até pousar no deserto. Nesse instante, um estranho fenômeno surpreendeu os geólogos: o objeto ricocheteou várias vezes entre as montanhas rochosas do local, provocando um incêndio que iluminou metade do céu. Dez minutos depois, o fogo apagou-se e tudo desapareceu na escuridão. Zhao Zi Yong, acompanhado por alguns geólogos, correu ao local para investigar o que tinha acontecido. Após 3 km, encontraram fragmentos do que consideraram restos de um satélite, mas como a noite estava muito escura, decidiram voltar ao acampamento.
No dia seguinte, Yong e o telegrafista Zhu Xiao Mei voltaram ao local do acidente em busca dos rastros achados na noite anterior. Ao fim de uma hora, viram um círculo no solo, com seu contorno delimitado a uns 5 metros de diâmetro. A grama no interior do círculo estava completamente queimada e, no centro do mesmo, puderam observar um buraco de uns 15 cm de profundidade. O objeto, seja lá o que for, deixou essa marca indicando que era muito pesado ou que sua velocidade de queda tinha sido muito grande. Yong coletou um punhado de terra e encheu uma caixa de fósforos com as cinzas da terra calcinada. O relatório da análise do laboratório do Instituto Geológico de Xin Jiang estabeleceu que a amostra de terra apresentava traços de uma liga metálica desconhecida na Terra. Yong chamou essas cinzas de “pó cósmico” e acredita, até hoje, que uma nave espacial sofreu um acidente no local, explodindo contra o chão e provocando um incêndio devastador. Yong também crê que o UFO voltou poucos minutos depois à sua base no Gobi, para reparar os estragos.
ACIDENTES FANTÁSTICOS – No outono de 1984, recebemos uma carta de um professor da Academia de Medicina de Xin Jiang. Nela, o professor relatava sua extraordinária aventura. Guo Chang-fu passava as férias num pequeno lugarejo do Gobi, dando também assistência médica aos camponeses e pastores dessa cidade. Em 6 de agosto daquele ano, à noite, um jovem camponês veio buscar o médico, pois seu pai achava-se gravemente doente. Deviam viajar até o povoado de Dong Shu, a uns 3 km de distância. Sem dizer nada, o professor seguiu o jovem camponês pela estrada. Após a consulta, o rapaz acompanhou o médico na volta quando passava da meia-noite e caminhavam por uma zona cheia de juncos. De repente, viram no céu uma bola vermelha de uns dois metros de diâmetro que iluminava os juncos, banhando-se numa forte luz avermelhada. O professor e o rapaz surpreenderam-se ante a este fenômeno inesperado. Achavam que se tratava de um relâmpago com formato de bola que caíra do céu, mas não ouviram barulho algum. Nesse momento, a bola vermelha que pairava sobre os juncos girou sobre si mesma a uma velocidade vertiginosa para, 30 segundos após, cair e ricochetear várias vezes sobre o dique, incendiando os juncos. Surpresos pelo que estava acontecendo, o professor e o camponês jogaram-se no chão para observar a estranha bola. Esta deslocou-se lentamente, girando sobre si mesma até alcançar posição vertical.
Permaneceu imóvel por um instante e logo subiu rapidamente até desaparecer no céu escuro. Os camponeses relataram então, ao professor, que o grande Deserto de Gobi podia ser freqüentado pelos “fogos do diabo”, mas que era estranho que estes provocassem um incêndio de tal magnitude, já que isso ainda não tinha acontecido naquela vila. O professor de Medicina ignora o que sejam estes fogos do diabo, mas ouviu tudo atentamente e passou a coletar, enquanto ficou acampando na vila, dezenas de descrições de fenômenos luminosos como esse, todos ligando os objetos e luzes ao Deserto de Gobi. Todos estes exemplos de ocorrências podem levar-nos à conclusão de que realmente existe uma base de UFOs naquele imenso pedaço de terra, mas este é um profundo mistério que ainda aguarda ser desvendado.