ARTIGO

Mais um verão inglês, novos desafios

Por A. J. Gevaerd | Edição 146 | 01 de Outubro de 2008

Uma impressionante formação em cultivo de trigo, descoberta em 01 de agosto, em Oxfordshire, oeste da Inglaterra
Créditos: Frank Laumen

Mais um verão inglês, novos desafios

O fenômeno que, há mais de 25 anos, desafia agrônomos, cientistas, autoridades, meteorologistas, militares e até mesmo ufólogos – que são os que mais se dedicam a estudá-lo –, voltou a causar perplexidade. Estamos falando dos agroglífos, como são chamados os desenhos feitos enigmaticamente com o uso de algum tipo desconhecido de tecnologia em áreas cultivadas com cereais e, mais raramente, pastagens naturais. Inicialmente conhecidos como círculos ingleses, eles tiveram origem nos anos 80, em áreas rurais do sudoeste da Inglaterra, mas nos anos seguintes foram se espalhando para outros países. Até hoje já foram registrados 20 mil em pelo menos 30 nações, embora o local de seu surgimento original, a Grã-Bretanha, ainda detenha cerca de 80% das manifestações mundiais, que podem chegar a mais de três mil por ano. No Brasil, infelizmente, nada semelhante foi registrado – os amassamentos em canaviais de Riolândia e de outras áreas de São Paulo, no começo do ano, dados como agroglífos, são fenômenos bem distintos [Veja edições UFO 139 e 140].

Os agroglífos surgem do nada e seduzem aqueles que não têm olhos treinados para ver, além dos bonitos conjuntos geométricos, padrões matemáticos e astronômicos complexos, representações de conceitos científicos, desenhos de moléculas como o DNA etc. E da mesma maneira como aparecem, sempre no início do verão no hemisfério norte – época de plantio e colheita de cereais em alguns países –, desaparecem quando se encerra a estação. Somente nos primeiros meses desta nova “safra” de círculos, do final de abril a 20 de agosto, quando esta edição foi fechada, mais de 400 já haviam sido registrados na Inglaterra, Itália, Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, República Checa, Polônia, Suíça, França e, surpreendentemente, na Coréia do Norte. As impressionantes imagens geram, a cada ano, muitas perguntas e quase nenhuma resposta, por mais que os circólogos [Estudiosos dos círculos] se esforcem para acompanhar e compreender a evolução do fenômeno.

As manifestações começaram como figuras simples, em geral círculos, e hoje são desenhos complexos, conjuntos de inúmeras formas geométricas cuidadosamente arranjadas que desafiam a compreensão. Normalmente, surgem durante a noite, produzidos em poucos minutos, quase sempre sem que se observe quem ou o que os causa. E duram alguns dias, até serem destruídos por curiosos, pela chuva ou colhidos pelos fazendeiros, mesmo que considerem sua safra “avariada”. Alguns acham mais lucrativo cobrar ingresso dos turistas para adentrarem suas propriedades, em vez de barrá-los para salvar o que lhes resta da colheita “contaminada” pelos desenhos. Há proprietários rurais que chegaram a desenvolver métodos para colherem os grãos sem muitas perdas, enquanto outros rezam para que suas plantações sejam as escolhidas pelos “artistas espaciais”. E se forem mesmo, não há muito o que fazer. Desde o surgimento do fenômeno, inúmeras fazendas foram repetidas vezes selecionadas, através de critérios desconhecidos.

O que é dado como certo é que há uma inteligência por trás dos agroglífos, que nos estimula com tais desenhos, naturalmente mensagens de algum tipo, ainda indecifráveis para nós. O método empregado por tais artistas é quase sempre idêntico e as imagens são formadas pelo amassamento bastante uniforme das plantas, sempre grãos. Os caules são misteriosamente dobrados sem se partirem, através de uma técnica que desafia a compreensão de agrônomos e biólogos. E as plantas atingidas, ainda que amassadas, continuam a crescer quase normalmente, embora, na maioria dos casos, modificações biológicas e até genéticas sejam detectadas em exames feitos nos vegetais. Nada, porém, que os tornem impróprios ao consumo humano.

Ainda que não se compreenda o significado das mensagens contidas nas belíssimas imagens formadas nas plantações, várias certezas já existem sobre este fenômeno, algumas até óbvias para quem tem acesso às informações. A primeira delas é de que os responsáveis pelas figuras não podem ser terrestres, mas inteligências externas que parecem interessadas em nossa reação. E a segunda é de que, em se tratando de mensagens de algum tipo, dirigidas à raça humana, quem as transmite tem provavelmente alguma relação conosco. De outra forma, por que o fariam? Mas quem são os responsáveis por este impressionante fenômeno? E por que tais inteligências escolheram este modo inusitado de nos chamar a atenção? E a principal de todas as perguntas: o que significam as mensagens? Apesar de mais de duas décadas de manifestação e milhares de círculos já descobertos em todo o mundo, permanecemos sem respostas consistentes.

Exemplo de colaboração investigativa

Hoje, um batalhão de estudiosos das mais variadas áreas, de todas as partes do mundo, acorre aos campos onde os agroglífos se manifestam, buscando respostas para suas dúvidas científicas. Matemáticos, físicos, astrônomos, engenheiros, biólogos, geneticistas e até artistas, para citar algumas categorias, se juntam aos ufólogos e aos circólogos para tentarem uma explicação. É um exemplo notável de colaboração investigativa, que se pode constatar nos inúmeros sites sobre o tema na internet, como no maior deles, o The Crop Circles Connector [www.cropcircleconnector.com], onde muitos estudiosos expõem juntos os resultados de suas investigações.

crédito: Arquivo UFO
Colin Andrews, nome de referência na pesquisa dos círculos ingleses
Colin Andrews, nome de referência na pesquisa dos círculos ingleses

O fenômeno tem alta complexidade, o que justifica a ação conjunta de especialistas de tantas áreas. Mas o que chama a atenção é que cientistas são atraídos para o mistério tanto quanto os místicos, ou até mais – e compartilham a mesma opinião sobre sua natureza extraordinária. Os desenhos mais intricados são detidamente estudados, a exemplo de dois recentemente descobertos, um em 01 de junho, em Barbury Castle e o outro em 08 de agosto, em Alton Barnes, ambos na região de Wiltshire, 90 km a sudoeste de Londres. O primeiro agroglífo é uma inusitada representação do número Pi, o valor da razão entre a circunferência de qualquer círculo e seu diâmetro. E o segundo, igualmente assombroso, é uma figura perfeita do número oito, descoberta justamente no dia oito do mês oito do ano de dois mil e oito. Imagens como estas são demonstrações claras de que o mistério se intensifica e provoca ainda mais perplexidade.

Desde que começaram a surgir, duas décadas e meia atrás, os círculos aumentam em número e em complexidade, apesar de, em alguns anos, isso não ter se verificado. 2008 promete ter um dos verões mais intensos para o fenômeno, que começou a se manifestar na Inglaterra precocemente em 19 de abril, com a descoberta de uma figura em Waden Hill Avebury, e em 04 de maio, com uma formação próxima da área de White Horse, em Alton Barnes, também ambos em Wiltshire – área em que, entra ano, sai ano, dezenas de círculos são detectados. Estes casos foram pesquisados inicialmente pelos veteranos Lucy Pringle, Nick Kollerstrom e Peter Sorensen. Ambos são conjuntos de figuras geométricas simples, que lembram uma flor – nada comparado ao que viria depois, como os agroglífos de North Down, na área de Beckhampton, igualmente em Wiltshire, descoberto em 10 de junho, e do “Diamante de All Cannings”, como foi apelidada a figura surgida em Devizes, em 30 de junho. E o verão estava apenas começando...

É assombroso o fato de que a maioria dos agroglífos seja encontrada na Inglaterra, e, mais ainda, que esteja concentrada no sudoeste do país, ao redor do monumento megalítico Stonehenge, o mais importante de toda a Grã-Bretanha. Os estudiosos defendem que os círculos somente surgem em áreas já exploradas na Antigüidade e em épocas medievais por povos que deixaram lá monumentos de pedra. Aliás, chamá-los de círculos é algo que se faz por força do hábito, pois, na verdade, as figuras deixaram de ser apenas círculos desde o início do fenômeno. Hoje são emaranhados concatenados de objetos geométricos de diversos tamanhos e formas, dispostos de maneira organizada e intencionalmente lembrando mensagens. O pico máximo de seu surgimento se dá entre os meses de julho e setembro, quando as plantações estão próximas da maturação. Os grãos preferidos são a cevada, a aveia, o trigo e a cânola, cereal usado para produção de margarina.

crédito: Dean Knight
Agroglífos em Hillside Farm, Wiltshire, encontrado em 20 de julho
Agroglífos em Hillside Farm, Wiltshire, encontrado em 20 de julho

Sem vestígios de autoria

O mecanismo exato de criação dos agroglífos ainda é um mistério, apesar dos estudos de centenas de pesquisadores que se concentram no sudoeste inglês atrás de novas figuras a cada ano. Quando as encontram – e às vezes isso se dá diariamente –, reviram todo o local em busca de vestígios que possam explicar seu aparecimento. Mas eles não desconhecem o fato de que, desde que começaram a aparecer naturalmente nas plantações, os agroglífos passaram também a ser fraudados por pessoas e grupos com os mais variados interesses, desde se mostrarem aptos a realizar tais figuras, ou por estarem sedentos de enganar os ufólogos, ou ainda para competirem entre si. “Tivemos anos em que até 90% dos círculos na Inglaterra eram falsos”, diz Colin Andrews, consultor da Revista UFO no país e nome de referência no assunto. “Felizmente, desenvolvemos técnicas para distinguir os casos verdadeiros dos fraudados”.

Andrews se refere a uma especialidade que passou a ser necessária para estudar o fenômeno, que é a separação dos círculos legítimos dos fabricados. “Por mais que os falsificadores se aperfeiçoem, os círculos que produzem, alguns muito bem feitos, são imensamente diferentes daqueles que têm origem sobrenatural”, enfatiza Andrews, para quem, como bom inglês, é temerário falar em inteligências extraterrestres como responsáveis pelo fenômeno. Outros estudiosos, como Lucy Pringle e Peter Sorensen, são menos meticulosos e admitem que, quem quer que esteja produzindo os agroglífos, não pode ser deste mundo. Certamente que não, mas, a julgar pela maneira com que produzem os desenhos, e onde – justamente sobre sítios arqueológicos –, parecem ter algum tipo de ligação com nossa espécie. “Acho que o que desejam é examinar nossa reação ante o mistério”, diz Lucy.

Entre os motivos que levam os forjadores a desenhar figuras nos campos ingleses, a principal é a tentativa de desmoralizar os estudiosos do fenômeno, e o exemplo mais clássico deles são dois velhinhos aposentados de Preston Highs, Doug e Dave. Nos anos 80, eles procuraram a imprensa e reclamaram para si a autoria de alguns círculos descobertos na área de Alton Barnes, um hot spot para agroglífos. Jornais e revistas de todo o mundo publicaram sua versão e os veículos mais sensacionalistas e menos prudentes simplesmente acreditaram nela e encerraram o assunto. Esta é considerada a maior falácia que já se imputou ao fenômeno dos agroglífos, pois, diante dos jornalistas, os velhinhos conseguiram fazer apenas e tão somente figuras toscas e mal enjambradas de círculos, ainda assim com alguns poucos metros de diâmetro e visivelmente disformes – nada semelhante às figuras que ilustram estas páginas.

crédito: Stuart Dike
Formação de espiral que lembra uma expressão logarítmica, encontrada em 09 de junho, em West Kennett Longbarrow, na região de Wiltshire, maior hot spot para os agroglífos na Inglaterra
Formação de espiral que lembra uma expressão logarítmica, encontrada em 09 de junho, em West Kennett Longbarrow, na região de Wiltshire, maior hot spot para os agroglífos na Inglaterra

A imprensa ignora os fatos

Até mesmo no Brasil tivemos publicações dando eco às alegações de Doug e Dave, como a revista Veja. Pretendendo colocar um ponto final nas discussões ou ironizando o esforço legítimo dos estudiosos em exporem a complexidade dos agroglífos, em inúmeras ocasiões a Veja, ao abordar a questão, falou dos velhinhos ingleses. Lamentável. Órgãos de imprensa em todo o mundo ignoram que os círculos autênticos são verdadeiras obras de arte, inexplicáveis e desafiadoras. Neles, ou em sua proximidade, nunca são encontradas quaisquer pistas que indiquem como foram feitos ou por quem. Em casos extremos, círculos compostos por mais de 600 figuras perfeitamente dispostas, numa extensão que vai além de 1.200 m de comprimento, já foram encontrados sem que os estudiosos – incluindo os do governo britânico – tivessem a menor idéia de como foram realizados nem por quem.

Padrão comum dos agroglífos verdadeiros é a completa ausência de vestígios, pegadas ou marcas de pneus que indiquem algum truque, e nem tampouco sinais de que as plantas tenham sido manuseadas. Simplesmente, os desenhos surgem do nada, apresentando uma mensagem incompreensível e provocando nossa inteligência. Não existe explicação para o surgimento do fenômeno e nem mesmo estudiosos, que o acompanham desde sua descoberta, se atrevem a esboçá-las. Inúmeras são as instituições científicas dedicadas a compreender o mistério, como a Fundação Lawrence Rockfeller e o Instituto Nacional para Descoberta da Ciência (NIDS), que nos anos 90 e no começo deste século destinaram verbas consideráveis para a realização de pesquisas ortodoxas e até mesmo não convencionais nos campos ingleses. Aviões, radares, detectores de presença, câmeras de todos os tipos, instrumentos sofisticados etc são até hoje empregados para flagrar os autores dos agroglífos, e o máximo que registram, em alguns casos, é a passagem de misteriosas luzes semelhantes às nossas conhecidas sondas ufológicas.

crédito: Crop Circle Connector
Formação que reúne elementos circulares e pentagonais encontrada em Barton Le Clay, Bedfordshire, em 14 de agosto
Formação que reúne elementos circulares e pentagonais encontrada em Barton Le Clay, Bedfordshire, em 14 de agosto

Estímulo ao raciocínio humano

As plantas afetadas na produção dos enigmáticos desenhos também são criteriosamente analisadas com técnicas avançadas, em laboratórios ingleses, norte-americanos e de outros países. As características singulares dos agroglífos espantam ufólogos e muitos cientistas, pois nunca se viu um fenômeno que desafiasse ao mesmo tempo tantas leis científicas consagradas. Em primeiro lugar, as plantas atingidas não são quebradas, amassadas ou destruídas. Elas passam por um processo em que seus caules são simplesmente entortados, sem serem danificados e aparentemente nem sequer são tocados fisicamente. O entortamento dos caules se dá num ponto mediano da altura das plantas. Às vezes, vegetais situados lado a lado na colheita são entortados em direções opostas dentro do mesmo agroglífo. Analisando figuras compostas por vários círculos, em alguns deles as plantas são dobradas ora no sentido horário, ora no sentido anti-horário.

Quase sempre, quando se tratam de círculos desenhados nas colheitas, as plantas são entortadas em um ângulo de 90 graus, em sentido espiralado. E quando isso ocorre, não voltam ao seu estado normal, continuando seu crescimento rasteiras ao chão, geralmente a uma altura de um palmo do mesmo. Uma vez dobradas, não se consegue desdobrá-las, sob risco de se partirem. Para que o leitor tenha uma idéia, imagine dobrar uma cenoura com as mãos, o que é impossível sem a ação de calor. No entanto, no caso das plantas nos círculos, esse fato ocorre de forma nítida. Também tem se verificado, cada vez com mais freqüência, alterações elétricas e magnéticas nas áreas internas e próximas dos agroglífos, além de, em alguns casos, radiatividade em pequena dose. Para os estudiosos, estes fatores são parte importante da mensagem que os responsáveis ou criadores dos círculos tentam nos passar. “Mas ainda não estamos aptos a compreender tais padrões e a tirar proveito prático de seu eventual significado”, declara o estudioso John Montgomery, um dos pioneiros no estudo do fenômeno.

Normalmente, as figuras são complexos trançados de formas geométricas distintas, combinando círculos, triângulos, hexágonos, elipses, quadrados, cones etc. Em certos casos, de tão extensas, algumas figuras só podem ser nitidamente observadas do alto. É aí que entram os estudos geométricos, que detectam detalhes que não se vêem do solo. Por exemplo, uma figura surgida em Alton Barnes, no verão de 1999, apresentava 12 raios saindo do centro com direção às bordas, como uma roda de bicicleta, mas eles tinham a peculiaridade de serem 1,5 graus inclinados à direita, com relação ao centro de seu comprimento. Todos tinham esta mesma característica, indicando que foi produzida propositalmente para estimular cérebros humanos a descobrirem-na e se perguntarem por quê?

crédito: Circlemakers.org
Lucy Pringle, uma das maiores estudiosas do fenômeno dos círculos
Lucy Pringle, uma das maiores estudiosas do fenômeno dos círculos

Equação bem mais complexa

De qualquer forma, os circólogos admitem que ainda estão longe de uma solução para o mistério, ou mesmo de ligá-lo inquestionavelmente aos UFOs. “Seres extraterrestres são apenas parte desta equação, que parece ser bem mais complexa do que supúnhamos antes”, relata Andrews. Mas os estudiosos já têm algumas conclusões importantes sobre o fenômeno, entre elas a de que a maioria dos círculos genuínos surge quase sempre nas mesmas áreas, ano após ano, e invariavelmente sobre ou muito perto de sítios arqueológicos seculares ou milenares. Toda a Inglaterra e demais ilhas britânicas estão repletas destes sítios, que foram erigidos por celtas, druidas, vikings etc, que habitaram aquelas vastas áreas em tempos remotos. Mas alguns destes povos habitaram também a Escócia e a Irlanda, e não se encontram agroglífos nestes países, pelo menos não tão abundantemente quanto na Inglaterra. Há raríssimos casos dessas figuras nas outras ilhas britânicas.

Por sinal, quando surgem círculos em áreas consideradas incomuns para o fenômeno, eles são vistos como uma indicação de que ali podem estar enterrados sítios arqueológicos, que assim são descobertos, escavados e catalogados. Muitos novos achados arqueológicos surgiram, por assim dizer, como indicação dos agroglífos. Já em áreas arqueológicas mais conhecidas, como Stonehenge, por exemplo, os círculos se manifestam ao seu lado ou têm suas figuras geometricamente alinhadas a elas. Sabe-se que Stonehenge e tantos outros monumentos do gênero foram construídos para servirem de locais de rituais para as referidas civilizações há dois, três mil anos e até mais remotamente ainda.

crédito: Lucy Pringle
Agroglifo encontrado em East Field, Alton Barnes, de 27 de julho
Agroglifo encontrado em East Field, Alton Barnes, de 27 de julho

Mesmo com respostas incompletas ou inconclusivas, os estudiosos já estimam que os círculos não são construídos pela inteligência humana. Isso faz sobrar apenas a hipótese extraterrestre, por mais que também não tenhamos provas determinantes dela como origem dos desenhos. De qualquer forma, a tese é sustentada pelo fato de que muitas pessoas, fazendeiros ou estudiosos acampados nos locais em momentos de pico, vêem com freqüência misteriosas luzes não identificadas sobrevoarem as colheitas pouco antes dos círculos serem descobertos, e às vezes até depois, como se checando o resultado de suas ações. Em determinados casos, cada vez mais numerosos, as esferas foram filmadas. Além disso, há evidências suficientes para garantir que o fenômeno que atinge as plantas no interior dos círculos não é banal, pois alguma força ou energia desconhecida produz uma modificação biológica nas células dos vegetais, que, inclusive, passa a ser genética e é transferida para as plantas geradas por suas sementes.

Por tudo isso, os que ainda pensam que o fenômeno é apenas um conjunto de interessantes figuras que impressionam incautos fazendeiros britânicos, devem rever seus conceitos. Os agroglífos são, hoje, um dos enigmas mais escandalosos que já desafiaram a humanidade, pondo em cheque a capacidade humana de interpretá-los, tornando perplexos cientistas, militares e autoridades de todo o mundo, e não apenas os ufólogos. E não se deve deixar de levar em consideração o aspecto da segurança nacional inglesa, severamente violada pelas inteligências por trás do fenômeno, sejam elas de onde forem. Um dos países mais bem guardados do mundo, com uma eficiente rede de radares para controle de seu espaço aéreo e defesa estratégica, a Inglaterra vem sofrendo invasões sistemáticas há 25 anos. E ainda assim as autoridades não reagem – talvez porque já saibam qual é a origem dos agroglífos e que nada podem fazer para deter quem os produz.

crédito: Peter Sorensen, Lim Chang Rok, Gary King e Philippe Ullens
Em sentido horário, a partir da imagem superior à esquerda: Avebury Stone, Wiltshire, Inglaterra, 08 de maio; Chungnam Boryoung, Coréia do Sul, 12 de junho; North Down, Beckhampton, Inglaterra, 10 de junho; e The Ridgeway, Avebury, Inglaterra, 15 de junho
Em sentido horário, a partir da imagem superior à esquerda: Avebury Stone, Wiltshire, Inglaterra, 08 de maio; Chungnam Boryoung, Coréia do Sul, 12 de junho; North Down, Beckhampton, Inglaterra, 10 de junho; e The Ridgeway, Avebury, Inglaterra, 15 de junho

Processo de aproximação e contato

Uma análise das sucessivas “safras” de círculos nas plantações, e não apenas na Grã-Bretanha, mostra que, a cada novo verão, os responsáveis pelo mistério se tornam mais audazes e explícitos, indicando que, assim como com o Fenômeno UFO, em escala global, parece haver um plano de aproximação da espécie humana, através do estabelecimento de sua presença em nosso meio, de maneira inquestionável. Os agroglífos já não deveriam mais ser ignorados pela comunidade científica pelo menos desde o fim do século passado, quando se intensificaram em número e as mensagens que contêm passaram a ser bem mais diretas. As inteligências por trás deste fantástico fenômeno, detentoras de tecnologias inimagináveis, como as empregadas na produção dos círculos, se mostram claramente interessadas em nossas reações ante aos fenômenos que produzem, e talvez aguardem nossa manifestação.

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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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