Edição 94
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Discos voadores e a defesa civil

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01 de Dec de 2003
Este artigo foi criado com o objetivo de estimular os responsáveis pela Defesa Civil em nosso país a incluírem o Fenômeno UFO como objeto inerente às suas atribuições
Créditos: harry spitz

os anos de 1995 e 1996, a pequena cidade de Guarabira, no interior do Estado da Paraíba, se viu no centro de uma onda de aparições de luzes não identificadas nos céus que causaram histeria e medo entre os cidadãos menos avisados. Isto continua a ocorrer em todo o mundo e a incidência de tais fatos não é pequena. Mediante situações dessa gravidade, as autoridades devem encarar o Fenômeno UFO como seriedade e responsabilidade. Isso não é utopia. Em Campinas, por exemplo, órgãos de Defesa Civil Municipal traçaram linhas de ação para enfrentar possíveis casos em que estivessem envolvidos objetos voadores não identificados e seus ocupantes.

Este artigo foi criado com o objetivo de estimular os responsáveis pela Defesa Civil em nosso país a incluírem o Fenômeno UFO como objeto inerente às suas atribuições. Esse é um dos muitos esforços que pesquisadores independentes do assunto vêm fazendo ao longo das últimas décadas, tentando expor a materialidade dos discos voadores à população e ajudar a humanidade em sua compreensão. Durante anos os fatos envolvendo o tema foram manipulados por organismos governamentais de vários países e tratados pela grande imprensa de forma superficial e com descaso. Porém, chegando ao limiar da transição para outras fontes de conhecimento – proporcionadas pela velocidade do desenvolvimento do conhecimento humano em todas as áreas –, a sociedade não pode ficar alheia aos milhões de relatos de observações de UFOs e milhares de casos de raptos de seres humanos. Principalmente porque tais pessoas, afetadas pelo problema, permanecem sem o mínimo amparo social, legal, político e econômico, restando totalmente desprotegidas e desnorteadas, a mercê de escárnio e comentários obscuros de pessoas mal informadas.

A questão da Ufologia, se tratada desde o início de sua história no Brasil, nos remeteria a antes dos anos 40 – e talvez bem mais do que pensamos. Uma pesquisa ainda que pouco profunda do folclore nacional revela que no interior do país são vistos com freqüência objetos que aparecem e desaparecem, ocasionando o surgimento de lendas e histórias populares profundamente arraigadas ao nosso cotidiano. Também temos em nosso passado recente vários casos relevantes envolvendo nossas Forças Armadas. Dentre os mais famosos está o ocorrido com o navio-escola Almirante Saldanha, da então Marinha de Guerra do Brasil, em 16 de janeiro de 1958. Sua tripulação teve um importante avistamento ufológico nas proximidades da Ilha de Trindade.

O navio estava ancorado quando, logo após o meio-dia, um objeto com o formato do planeta Saturno surgiu no horizonte, bem brilhante, e foi visto se aproximando da ilha. A bordo do navio se encontrava o fotógrafo profissional Almiro Baraúna, que foi chamado pela tripulação para registrar o estranho aparelho. Ele tirou 6 fotografias em 15 segundos, das quais 4 capturaram bem o objeto em movimento. O comandante do Almirante Saldanha era então o capitão Bacellar, que ordenou que o filme fosse revelado imediatamente, num lavatório convertido em câmara escura. A Marinha autenticou o filme e o presidente da República Juscelino Kubitschek o liberou para a imprensa, com reconhecimento oficial do governo brasileiro de que se tratava de um UFO. Estas fotos estão entre as mais famosas do mundo todo e já foram exaustivamente analisadas e legitimadas.

Naves Alinhadas na Lua — Como esse, muitos casos de UFOs acontecem no Brasil com freqüência diária – a maioria dos quais não é relatada. Principalmente se formos ao interior do país, onde se podem registrar incontáveis avistamentos, vistos com imensa naturalidade pela população. Quase todos têm uma coisa comum: são luzes e objetos que voam em trajetórias erráticas e que, às vezes, acabam por desaparecer no horizonte, em algum morro, mata ou campo. Do mesmo modo, ainda temos objetos submarinos não identificados (OSNIs), que saem ou entram em rios, lagos e oceanos, parecendo ter no meio aquático quase a mesma desenvoltura que demonstram os objetos que surgem nos céus. Nossos indígenas são mestres em relatar tais fenômenos. Basta que para isso sejam questionados sobre luzes em suas terras e logo obtemos ricas narrativas de grande profundidade e valor histórico, bem como folclórico.

O mesmo se passa no exterior, onde temos desde cidadãos comuns até militares e astronautas relatando contatos com seres extraterrestres. No dia 20 de julho de 1995, circulou na Internet uma notíciespantosa, sancionada pela Mutual UFO Network (MUFON). Era uma declaração atribuída ao astronauta Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua. “Os extraterrestres possuem bases em nosso satélite natural”, diria Armstrong. Ele ainda informou que, durante o pouso do módulo lunar da Apollo 11 sobre a Lua, duas naves de grande tamanho alinhadas aguardavam os astronautas, na borda externa de uma cratera. Durante a operação de alunissagem, o controle da missão na Terra pergunta com muita agitação ao comandante do módulo: “O que está havendo aí?” Armstrong respondeu também com muita emoção, usando um código previamente estabelecido: “Estes bebês são enormes! Oh, meu Deus. Vocês não acreditariam nisso... Estou dizendo, existem espaçonaves alinhadas conosco aqui em cima” [Veja edição Ufo 83].

crédito: NASA
Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, que garante que ETs possuem bases em nosso satélite natural
Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, que garante que ETs possuem bases em nosso satélite natural

Algum tempo depois, durante um simpósio na NASA, Armstrong voltou a tocar no assunto e confirmou o que achava da existência de extraterrestres: “Foi incrível. Naturalmente, sempre soubemos que havia uma possibilidade de contato com alienígenas e fomos advertidos por ‘eles’. Advertidos a sair da Lua e deixá-la em paz!” Outro astronauta, Walter Schirra, quando comandava o vôo da cápsula Mercury 8, foi o primeiro a utilizar um código para designar UFOs vistos em órbita da Terra, que apareceria depois nos vôos lunares. Santa Claus – Papai Noel em inglês – foi o termo atribuído aos UFOs que se aproximavam das naves espaciais terrestres. Num vôo da Apollo 8, o comandante James Lovell também usou esse termo claramente, ao completar uma órbita em que saía do lado escuro da Lua. “Por favor, estejam informados de que Papai Noel existe”.

Defesa do Patrimônio — Papai Noel na Lua? Bebês alinhados em crateras? Pura bobagem, dirão alguns detratores do Fenômeno UFO ou mesmo aqueles que não reconhecem seu significado. No entanto, o assunto é da maior gravidade – e assim é encarado inclusive por militares e autoridades de vários países. Um exemplo disso é o livro Fire Officer’s Guide To Disaster Control [Guia dos Bombeiros para Controle de Desastres], de William Kramer e Charles Bahme. Trata-se de um manual de instruções de operações de resgate usado pelos bombeiros dos Estados Unidos, em que há detalhes de como se deve operar no caso de avistamento de UFOs. O capítulo 13 da edição de 1994 traz o item Ataques Potenciais de UFOs e começa fazendo a afirmação de que os discos voadores são uma ameaça real à segurança nacional. “Eles podem colocar pessoas em situação de perigo, interromper linhas de comunicação e significar uma ameaça ao país”. Vários manuais de operações da Força Aérea Norte-Americana (USAF) também têm capítulos inteiros que se referem aos UFOs, apresentando aos militares as diretrizes e ações que devem ser tomadas ao se defrontarem com um desses objetos.

Um deles, o mais famoso, é o Air Force Regulation 80-17 [Regras da Força Aérea], de 19 de setembro de 1966, que perdura até hoje – embora existam outros, mais secretos e abrangentes. No AFR 80-17 é feita uma definição precisa do que pode ser um UFO e como avaliar se sua origem é externa ou não, além de suas eventuais intenções e que ameaças impõe aos Estados Unidos e à Terra. Na documentação pertinente a esse manual lê-se: “A USAF irá analisar registros de UFOs para determinar a necessidade de se tomar medidas que visem neutralizar a ameaça que representem às forças armadas norte-americanas”.

Como se vê, o assunto é sério. Os UFOs são objetos estruturados e de origem desconhecida que se acercam de nós, voam em nossos céus, pousam em nossos campos, poucas vezes são detectados e menos ainda impedidos pelos nossos sistemas de defesa aérea. Supondo que um destes objetos se acidente sobre uma represa, uma fábrica, cidade ou em qualquer lugar enfim, o que fazer? Como devemos agir? Apesar das manobras internacionais de acobertamento do assunto insistirem para que acreditemos que eles não existem, há uma ameaça real e potencial que está agregada à sua ação na Terra. Pode não ser definitiva, pois ainda não sabemos o que são, mas iremos ficar de braços cruzados esperando que algo aconteça que coloque em risco a população? Da mesma forma que a ameaça de um meteoro atingindo o planeta, temos que estar cientes do risco que corremos com a existência e atuação de UFOs em nosso meio. Precisamos estar preparados.

crédito: alan gutierrez
O programa A Guerra dos Mundos, de Orson Welles, promoveu o pânico nos EUA e ainda serve de termômetro para se avaliar a reação da população
O programa A Guerra dos Mundos, de Orson Welles, promoveu o pânico nos EUA e ainda serve de termômetro para se avaliar a reação da população

A própria população está em risco. O que deve ser feito se tivermos uma onda ufológica que afete grande quantidade de pessoas, psicológica ou fisicamente, e que atinja linhas de transmissão de energia, redes de telefonia, movimento do tráfego aéreo etc? Além, é claro, da mencionada possibilidade de acidentes com essas naves, como já ocorreu em várias localidades do mundo – felizmente lugares desabitados? Precisamos discutir uma linha de ação de decidir como agir nesses casos, como controlar o ambiente e a população. Tal argumento nos remete ao ocorrido em 1938, quando Orson Welles promoveu o pânico nos EUA com sua novela de ficção científica A Guerra dos Mundos. Esse é um exemplo que deve ser levado em consideração.

No Brasil também tivemos momentos reais de gravidade, de grande aproximação entre UFOs e humanos. O principal deles aconteceu em maio de 1986 e ainda não está muito bem esclarecido. Nessa ocasião, a Força Aérea Brasileira (FAB) deslocou vários caças a jato das Bases Aéreas de Anápolis (GO), Brasília e Rio de Janeiro para perseguirem pontos de luz sobre São Paulo, São José dos Campos (SP) e o sul do país, que entupiam as telas de radar. O resultado dessa perseguição é bem conhecido dos leitores da Revista Ufo e já foi tratado várias vezes nesta publicação. Mas é bom mencionar algo espantoso: os tais pontos de luz, segundo os ufólogos souberam posteriormente, eram na verdade 21 UFOs esféricos de quase 100 m de diâmetro cada. Tamanha quantidade de objetos voadores não identificados – e cada um desse tamanho descomunal – pode parecer uma invasão. De fato, tanto que o próprio ministro da Aeronáutica na época, brigadeiro Octávio Moreira Lima, admitiu a gravidade da situação em rede nacional de televisão.

Infecção Generalizada —
Some-se a esse caso outro de igual ou maior repercussão, ocorrido em Varginha (MG), em janeiro de 1996. Os ufólogos que procederam à investigação, chefiados pelo co-editor de Ufo Ubirajara Franco Rodrigues, documentaram uma quantidade gigantesca de depoimentos de testemunhas de primeira-mão, inclusive militares na ativa, que garantem que pelo menos duas criaturas não terrestres foram capturadas pelo Exército brasileiro. Um militar que procedeu a captura de uma delas e a pegou com as mãos desprotegidas de luvas, faleceu de infecção generalizada em cerca de duas semanas. A que riscos a população de Varginha esteve exposta, caso fossem mais de dois alienígenas? E se mais pessoas tivessem tido contato direto com tais seres? Felizmente algo pior não aconteceu, porém poderia ter ocorrido. Mas teria sido evitado se houvesse uma campanha de esclarecimento governamental.

O Caso Varginha e seus detalhes talvez nunca venham a ser admitidos pelo governo, pelo menos até que se admita antes que UFOs existem e estão nos visitando. Felizmente, tal conduta parece estar fadada a se encerrar. Há uma tendência mundial para que a verdade sobre o tema venha à tona – e isso não deve demorar. Esperamos em breve ver nossas autoridades agindo de forma mais transparente quanto a esse tema. Tal mudança será imprescindível para que se evitem casos de sérios danos à população e ao patrimônio. A casuística ufológica está repleta de casos onde comunidades inteiras são afetadas quando UFOs se aproximam de linhas de energia elétrica e redes de comunicações, de represas hidrelétricas e nucleares etc, causando pane total nos sistemas.

Os UFOs são veículos fascinantes e são tripulados por seres mais avançados que nós. E tais seres parece que querem nos ensinar a compreendê-los
— J. Allen Hynek

Agora, no século 21, está cada vez mais difícil afastar o assunto dos gabinetes dos especialistas. O que realmente são os UFOs? Muitas hipóteses têm sido propostas para responder a essa pergunta e existem verdadeiros trabalhos científicos baseados na observação de tais objetos. Entre eles, estudiosos buscam compreender o sistema de propulsão dos UFOs, para eventualmente usá-lo em nossos próprios veículos espaciais, cada vez mais avançados. Militares de vários países já não conjecturam mais se os UFOs são ou não de natureza alienígena, o que não pode mais ser negado. Causas naturais, como meteoros, reflexos luminosos, cometas, fogo de santelmo, raios bola etc, já não são mais empregadas para explicar nem os casos mais simplórios de observações dessas naves. E muitas hipóteses se formam nos meios acadêmicos e ufológicos, até mesmo a de que os UFOs sejam viajantes no tempo ou de outras dimensões, que só agora nossa física começa a vislumbrar.

Para propósito de estudo – e conseqüente elaboração de planos de contingência – os UFOs devem ser enquadrados de acordo com sua forma de manifestação. Hoje temos vários sistemas de classificação elaborados por estudiosos e cientistas. Em sua forma mais básica, eles geralmente podem ser simples luzes noturnas, quando vistos a distância, ou discos diurnos, quando se apresentam como naves estruturadas. Mas tanto de noite quanto de dia há milhões de casos registrados com essas naves e milhares em que seus tripulantes também foram vistos. Marcas no solo e na vegetação, detecção por radar, observações por múltiplas testemunhas etc, são todas características que agregam credibilidade aos eventos analisados. O inconveniente é que não temos ainda uma resposta definitiva para o que são os UFOs.

Lição Alienígena — Conforme admitiu o astrofísico e pioneiro ufólogo J. Allen Hynek, que participou de projetos norte-americanos oficiais e secretos de pesquisa ufológica, nos anos 50 e 60, “os UFOs parecem ser tripulados por seres que querem nos ensinar a compreendê-los”. Hynek se referiu ao fato de que a casuística ufológica se torna mais diversificada e complexa conforme vamos atingindo níveis cada vez maiores em nossa capacidade de registrá-la e analisá-la. “Embora eu não conheça uma hipótese que explique adequadamente o fenômeno e a montanha de evidências que temos dele, isso não deve de maneira alguma nos impedir de seguir o conselho de Schröedinger, de sermos curiosos, capazes de ser surpreendidos e loucos por descobrir a verdade”.

Antes de falecer e deixar uma grande lacuna na Ufologia Mundial, Hynek, em 1978, fez um discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) sobre o assunto, juntamente com outros estudiosos de peso. Ele declarou que os UFOs têm diversas formas e estruturas, que variam de esferas a triângulos, alguns brilhantes e outros metálicos. “E há ainda os objetos que parecem borradas, como se não fossem totalmente materiais”. Ele também se referiu, embora sem profundidade, a outros aspectos de grande significado dentro da Ufologia: os raptos por alienígenas, que infelizmente muita gente ainda acha tratar-se de paranóia. Eles são a ponta de um iceberg, uma indicação clara de que há um interesse muito maior do que supomos dos alienígenas pelos humanos. E apesar do preconceito que a ciência ainda tem do tema, psiquiatras que examinaram pessoas que alegam ter sido raptadas por ETs – como aconteceu em 1958 com o lavrador Antônio Villas-Boas – garantem que são mentalmente sadias, e em alguns casos perturbadas por terem vivido uma experiência traumatizante.

crédito: ARQUIVO UFO
J. Allen Hynek, astrofísico e pioneiro da pesquisa ufológica mundial
J. Allen Hynek, astrofísico e pioneiro da pesquisa ufológica mundial

O número de pessoas que afirma ter estado a bordo de UFOs aumenta a cada dia em proporções assustadoras, principalmente nos EUA e Europa. No Brasil, a estatística ainda não está confirmada, mas já existem estudos independentes, feitos por ufólogos com recursos próprios, que dão conta de que o número já é bastante elevado. Aumenta regularmente a quantidade de cidadãos que relatam ter passado por estranhos exames dentro de naves espaciais, que tiveram seus corpos usados em experiências genéticas etc, por parte de seres sobre os quais muito pouco sabemos. Apesar do ceticismo de alguns, as abduções têm entre si características marcantes de um fenômeno legítimo. Entre eles está o fato de que os abduzidos – pessoas que nunca se viram e moram nos mais diversos locais do planeta – relatam ter sido submetidos ao mesmo tipo de experiência, visto o mesmo tipo de criatura e a bordo de objetos muito semelhantes.

Efeito Nocivo — Com todos esses fatos acontecendo, é evidente que o Fenômeno UFO merece atenção e estudo por parte das autoridades, especialmente aquelas da Defesa Civil. Não somos ainda reféns de tal fenômeno, é verdade, mas a sociedade merece respeito e proteção, caso tenha que enfrentar alguma calamidade causada por objetos de natureza desconhecida. E tendo em vista a gravidade que determinados encontros com UFOs encerram, acreditamos que está perto o momento em que nossos governantes terão que admitir abertamente sua existência, de seus tripulantes e todas as suas variantes. Não sabemos ainda se estes visitantes são hostis ou não. Nem mesmo sabemos exatamente quem são ou quantas são suas origens.

Para tentar minimizar o impacto que a realidade representada pelos UFOs pode causar em nossa sociedade, seria recomendável que os organismos coordenadores da Defesa Civil no Brasil pudessem promover encontros, palestras e seminários, tanto em nível federal como estadual, principalmente nas áreas onde estão acontecendo avistamentos de naves em quantidade. E que nesses encontros os especialistas no assunto pudessem ser ouvidos e seus planos ganhassem viabilidade para ser efetivados. Essa simples medida teria proporcionado alívio a muitas vítimas do chamado Chupa-Chupa em regiões ribeirinhas da Amazônia, nos anos 70 e 80.

A educação da população quanto ao assunto parece ser uma das medidas mais necessárias e fáceis de se implementar. Pessoas se ferem aproximando-se de UFOs pousados e poderiam simplesmente não fazê-lo se soubessem do risco que correm. O mesmo se aplica em relação a tripulantes, que podem reagir violentamente no caso de ações indevidas por parte dos observadores. No interior do país há testemunhas que, indignadas ou irritadas com perseguições de naves, simplesmente as atingem com disparos de armas de fogo, o que traz conseqüências irreversíveis e até a morte a quem assim age. Inúmeros casos estão registrados. Em suma, a educação e instrução de um conjunto de medidas básicas, preventivas e evasivas, no caso de observação de naves a curta distância, já seriam suficientes para minimizar casos trágicos. Afinal, é melhor prevenir do que remediar.

Alguns problemas causados por discos voadores

Estar próximo a um disco voador pode ser uma experiência fascinante e inesquecível, mas também pode representar grande perigo. Veja a seguir os principais efeitos associados à presença de um UFO a curta distância.

Surgimento de campos elétricos intensos, que afetam nossas máquinas e veículos. Ignição e funcionamento de motores de automóveis falham. Faróis são desligados e aparelhos de rádio deixam de funcionar. Raramente esses efeitos também foram notados em instrumentos de aviões.

Ocorrência de falhas em redes de comunicação, emissoras de televisão e transmissoras de rádio, bem como interferências em linhas telefônicas fixas ou celulares são relativamente comuns. Há também registros de blecautes no fornecimento de energia elétrica em áreas sobrevoadas por UFOs. Em casos raros, verificou-se paralisação no funcionamento de usinas geradoras de energia.

Campos de força gerados por UFOs também afetam sistemas computadorizados e de transmissão de dados digitais. Veículos, estabelecimentos ou instrumentos que operam intensamente com esses sistemas estão sujeitos a perda de informação ou paralisação.

Efeitos fisiológicos e psicológicos em pessoas que tenham estado muito próximas a UFOs. Entre os primeiros estão queimaduras, paralisia, câimbras, dores diversas, diarréia, tontura, falta de ar, queda de cabelo, escamação da pele etc. E entre os psicológicos estão desorientação, sensação de perda da noção do tempo, amnésia, pânico ou terror etc.

O meio ambiente também está sendo afetado de diversas formas pela presença de discos voadores. O sobrevôo ou pouso de um UFO pode gerar amassamento, queima e até a morte de vegetação, em geral rasteira, calcinação do solo e perda da capacidade de germinação. Em casos extremos, a radiação dessas naves pode mudar a constituição biológica ou genética de plantas.

Precauções Necessárias

Não se aproximar, tocar ou tentar tocar num UFO aterrissado, nem ficar embaixo de um que esteja sobrevoando o local a pouca altitude. Em qualquer dos casos, o mais certo a fazer é se afastar rápido mas não bruscamente, comunicar o fato a especialistas e autoridades e deixar que eles tomem conta do caso. O mesmo se aplica aos seus eventuais tripulantes, seres com características desconhecidas e intenções não esclarecidas, que devem ser evitados de forma delicada, sem movimentos bruscos ou uso de artefatos que sejam entendidos como armas.

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Já está no ar a Edição 94 da Revista UFO. Aproveite!

Dec de 2003

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