Edição 194
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Artefatos no Antigo Oriente indicam a ação de ETs em nosso passado

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01 de Nov de 2012
Por toda a história humana, atravessando milênios, vemos registros da passagem de outras espécies cósmicas pelo planeta
Créditos: Tradução DE EDUARDO RADO, da Equipe UFO. ADAPTAÇÃO DE A. J. Gevaerd.

Introdução do editor — Neste texto, escrito há mais de meio século, o eminente ufólogo japonês Yusuke Matsumura, já falecido, mostra diversos exemplos de registros que pesquisou no Antigo Oriente que indicam a presença alienígena na Terra desde os primórdios da humanidade, com a respectiva interação entre homens e seres superiores. Matsumura era ligado ao antigo grupo ufológico CBA International, com sede em Tóquio. Seus trabalhos receberam ampla divulgação no Oriente e acabaram sendo traduzidos para diversos idiomas. Este artigo foi descoberto pelo estudioso Kiyoshi Amamiya, correspondente internacional da Revista UFO no Japão, que o enviou para publicação.

Há um ditado japonês que diz que “a história fala da verdade e a verdade constrói a história genuína”. Se a humanidade tem um passado, os discos voadores que nos visitam também têm, conforme mostram minuciosos estudos que indicam evidências da visita à Terra de seres feitos de outro tipo de carne já há milhares de anos. Não é difícil encontrarmos na trajetória que nos precede as inúmeras marcas deixadas por eles.

O conhecimento da história enriquece o significado da nossa existência, seja ele qual for. Assim, não deveríamos ter preconceito em relação à verdadeira história, mas receber de braços abertos as informações que ela nos fornece para agregar sabedoria à nossa existência. Se isso ocorresse, nenhum dos nossos contemporâneos, que já somam mais de três bilhões [Este número corresponde à época em que o texto foi escrito, 1962. Hoje ultrapassamos os sete bilhões de seres humanos], negaria hoje a existência de nossos irmãos do espaço e seus aparelhos voadores. Mesmo assim, muitos de nós ainda não acreditam que esculturas em antigas ruínas ou inscrições em argila e pedra, feitas pelos nossos ancestrais e agora decifrados, sejam evidências da relação entre extraterrestres e os antigos povos da Terra. Este estudo analisa a influência dos discos voadores sobre a vida de nossos antepassados, uma vez que os registros de sua passagem pelo planeta perduram até hoje e agora são interpretados como relatos de avistamentos de naves ou de contato com outras inteligências. Quando buscamos a elucidação de símbolos misteriosos em materiais arqueológicos já escavados, notamos que eles também estão presentes, vividamente e de forma análoga, nos tempos modernos. Ou seja, os sinais do passado continuam vivos até hoje. Mas o que ofusca nosso modo de pensar, que nos impede de ver isso?

Independente da ciência e livre de seitas religiosas, apresento aqui um novo ponto de vista para explicar os misteriosos sinais de outras espécies cósmicas no Antigo Oriente, uma chave para a elucidação de mistérios que nenhum historiador jamais tentou utilizar. Do outro lado da porta que se abre estão o esplendor do cosmos e o conhecimento da magnífica contribuição que seres espaciais deram à evolução da humanidade. Se o homem insistir em recusar sua verdadeira história, nossa sociedade será presa fácil de superstições — mas se ele estiver alerta à legitimidade de seu passado, a humanidade será resgatada.

Discos voadores têm sido vistos em todas as partes do mundo quase todos os dias e noites. A história e a atuação de povos espaciais no passado da humanidade nos chega por meio de textos seculares, esculturas, afrescos, tapeçarias e todo o tipo de coisas. Aqui vamos selecionar alguns desses materiais arqueológicos e obras de arte medievais, entre as mais valiosas evidências da ação na Terra de outras inteligências, para investigar o interesse que os antigos habitantes da Terra tinham pelas questões do espaço. Para fim de organização, classificamos essas imagens segundo as formas dos discos voadores em cada avistamento histórico.

Começando pelo Oriente Médio, vemos inúmeros registros da ação de ETs no Antigo Egito, em cujos papiros estão grandes pérolas. Um deles, da época do reinado de Tutmosis II, entre 1504-1405 a.C., encontramos a seguinte descrição de um evento ocorrido: “Às seis horas de um dia do terceiro mês do inverno, no ano de 22, os sacerdotes da Casa da Vida viram uma roda em chamas descendo do céu. Era um corpo de mais ou menos 50 m de comprimento, não tinha cabeça e exalava mau cheiro. Eles se prostraram horrorizados ao ver aquela roda de fogo em silêncio. Depois, correram para relatar o fato ao rei, que os ordenou que investigassem enquanto ele mesmo meditava sobre os papiros da Casa da Vida”.

Cheiro de incenso no ar

Poucos dias depois, apareceram outras poderosas rodas de fogo sobre aquele povo, todas mais brilhantes do que o Sol — e desta vez um dos avistamentos se deu na presença do próprio rei. Conta-se ainda que, depois de tais rodas subirem alto no firmamento, voando rumo ao sul, caíram peixes do alto e o céu se encheu de vapor. Para amenizar o espanto da população, Tutmosis III então espalhou essências por meio dos queimadores de incenso.

A interessante descrição desses fatos está longe de ser única na história. Eles também estão presentes nas tradições da cultura hindu, onde, aliás, abundam. Em um caso espetacular registrado em livros sagrados daquela religião temos um acontecimento raro. “Ao amanhecer, quando Pushpaka apanhou o carro celestial dado por Vivishand, Rama estava pronto para sair. Aquele veículo, que se movia sozinho, era incrivelmente grande e lindamente colorido. O carro de dois andares tinha vários compartimentos e muitas janelas, e era adornado com bandeiras em diversos tons. Voando pelo céu, fazia um som harmonioso”. Este texto foi escrito em idioma hindustani antigo e traduzido para o hindustani moderno muito antes de surgirem os aviões que temos hoje. O que era aquele “veículo incrivelmente grande e lindamente colorido”?

Outro interessante texto, também escrito em hindustani antigo e relatando um avistamento ufológico, data de 500 a.C. e registra que Phawan, então rei do Ceilão, conseguira infligir graves danos ao seu inimigo, durante um ataque, agindo a partir do céu. “Mas Pham Chandra, comandante do exército hindustani, apanhou-o e tomou seu veículo, retornando triunfante à capital no distrito do norte”. Novamente somos levados a pensar em um veículo voador, mas cinco séculos antes dos tempos bíblicos? Ainda em outro mito, agora do bramanismo, o deus védico Indora, dotado de poderes cósmicos, é descrito dirigindo sua carruagem aristocraticamente pelo céu quando derrotou o dragão do mal Vitra, símbolo de “um superpoder capaz de cobrir ou bloquear o universo”, segundo as tradições hindus.

crédito: Yuki Amamiya
Representação artística de um evento ufológico testemunhado por Tutmosis II e seus homens, quando naves alienígenas alçaram voo
Representação artística de um evento ufológico testemunhado por Tutmosis II e seus homens, quando naves alienígenas alçaram voo

A China também é fonte de inesgotáveis histórias relacionando seres espaciais e povos terrestres. Muitos desses registros sugerem, inclusive, uma ligação entre a história da humanidade e misteriosas rodas de fogo que eram vistas voando pelos ares. Há um relato interessante neste sentido na enciclopédia chinesa Wen Hien Tsung Kwao, da secular editora Ma Tsuanling, sobre um objeto semelhante a um cometa que foi avistado por dois meses durante o reinado de Han, em 12 a.C. Já no Dicionário Ilustrado das Relações Exteriores, impresso em 1932, há a descrição de uma outra roda em chamas no firmamento, relatada ao modo da cultura chinesa da época. Segundo o texto, tais rodas eram conectadas a uma carruagem em um ângulo voltado à direção do movimento — algo muito diferente de uma carruagem comum então. Além disso, a história sugere o uso de uma força ou energia incomum vindo dela. O que seria?


Seres mitológicos ou naves?

Ainda naquele país fala-se de um veículo chamado kiryao, dos tempos da era Yin, que durou entre 1766 a.C. e 1122 a.C. Era um aparelho voador pontilhado de branco que tinha forma de animal, com crina vermelha, olhos dourados e cabeça parecida com a de um galo — diziam os antigos que um homem que andasse naquele veículo poderia viver por mil anos. Em outro caso, narrado no Livro das Montanhas e dos Mares, coletânea de famosos relatos mitológicos chineses, fala-se de um ser andrógino que tinha apenas um braço, três olhos e que voou com o vento para terras distantes usando um veículo.

UFOs na Bíblia

Mas nenhuma mitologia ou tradição que contenha descrições de avistamentos ufológicos e contatos com seres extraterrestres supera, em quantidade e riqueza de detalhes, a Bíblia. O livro sagrado tem incontáveis passagens que nos indicam a ação na Terra de outras espécies de seres. Dentre as imagens bíblicas que mais contundentemente sugerem a presença de discos voadores em forma de rodas ou carruagens, está, por exemplo, a conversa entre Elias e Eliseu narrada no livro de Reis. Eliseu, presenciando o momento da partida de Elias, relata “um carro de fogo com cavalos de fogo, que os separou um do outro”. Elias teria então subido em um redemoinho, mas que fenômeno meteorológico seria aquele?

Em outras passagens, carros voadores também aparecem associados a cavalos sobrenaturais, como no livro de Zacarias: “Outra vez levantei os meus olhos e vi. E eis que quatro carros saíam dentre dois montes, e estes montes eram de bronze”. Os carros, ordenados, foram descritos como contendo, respectivamente, “cavalos vermelhos, pretos, brancos e fortes animais malhados”. Ainda em Reis, Eliseu pedia em oração que o Senhor abrisse os olhos de um moço, quando ele viu que o monte à frente estava cheio de “cavalos e carros de fogo”. A mesma circunstância está em Jeremias: “Eis que virá subindo como nuvens, e os seus carros como a tormenta. Seus cavalos serão mais ligeiros do que as águias. Ai de nós, que somos assolados!”

Séculos mais tarde, foi na Europa que fenômenos inusitados tiveram palco, sempre associados a luzes misteriosas, seres desconhecidos e também a curiosos anéis solares. Os povos europeus relataram discos solares vistos como “gloriosos círculos” percorrendo o céu, o que resultou nos eventos conhecidos como Garland Day, o fim do inverno mais intenso, dando origem à esperança de uma nova estação — sim, uma expectativa de coisas boas para aquela gente advinha de manifestações ufológicas, porém interpretadas como coisas divinas. Já o budismo trata de um “grande anel solar”, ora em referência ao próprio Sol, ora a objetos redondos em movimentos circulares — pela comparação de tais artefatos com o Sol se pode ter ideia do tamanho que tinham.

Roda em movimento

Mas há motivos para que nossos antepassados tenham descrito o que achavam ser o Sol como um anel ou um aro, pois seu disco invariavelmente apresentava um brilho intenso com forma parecida à do astro, mas seu interior era oco. Isso faz lembrar avistamentos de objetos voadores não identificados em forma de anel que inundaram a Europa nos primeiros anos do século 20, que se pensava serem fenômenos atmosféricos. O curioso é que muitas vezes, em uma mesma observação, estavam no céu o Sol e os tais artefatos luminosos. Essa referência recorrente ao astro para explicar UFOs que se viam também pode ter decorrido da ideia de que ele próprio, um corpo celeste, era uma roda em movimento. Ou seja, os antigos tinham a concepção de que não apenas a estrela se movia ao redor do planeta, mas também que podia voar aqui e ali, saindo de sua órbita.

Porém, além das carruagens voadoras, os antigos também descreveram discos voadores em forma de navios. Há registros de observações de uma frota deles nos céus da extinta Lanúpia, então próxima a Roma, em 170 a.C. Já no ano 214 a.C., um objeto semelhante a uma embarcação também foi visto sobre a capital do Império Romano. E ainda no ano de 222 a.C. um enorme corpo luminoso brilhou em algum ponto na ilha de Limini, no Mar Adriático, como se fosse a luz do dia. Na ocasião, “três luas tão grandes quanto um quarto do céu se ergueram juntas e seguiram para o espaço”, segundo os registros. Mas não se tratava de uma confusão com a Lua ou a aurora — era de fato uma formação de UFOs.

De oeste a leste

Ainda naquele mesmo século, no ano 216 a.C., surgiu nos céus da Itália algo parecido com um bote. O fato se deu na Sardenha, onde se conta que, quando um cavaleiro montava guarda na torre de um castelo, a lança em sua mão se incendiou de repente. As margens do rio próximo também se inflamaram e brilharam intensamente, obscurecendo o Sol. Já em Farrelis o céu teria se partido em dois, e em Cápria ele se cobriu de chamas justamente com o avistamento desse objeto em forma de bote.

crédito: Chinese ancestry
Uma das muitas pirâmides espalhadas no território chinês, como esta, de Xianyang, semelhante às maias de Yucatán, no México
Uma das muitas pirâmides espalhadas no território chinês, como esta, de Xianyang, semelhante às maias de Yucatán, no México

Navios, caravelas e botes voadores de todos os tipos estão em todas as mitologias e tradições da humanidade. Nas obras Livro do Mundo Secular e Livro do Portal, importantes papiros do Antigo Egito, objetos que certamente seriam nossos modernos discos voadores também são descritos como “barcas do Sol” — isso pode ter suscitado a concepção religiosa de que Rá, o Deus-Sol, navegava as águas de um rio escuro de oeste a leste durante a noite. Esculturas representando barcas do Sol podem ser encontradas na superfície de rochas e em grandes tumbas por todo o Egito e também Irlanda, Inglaterra e Suécia.

O ponto mais curioso do registro desses artefatos com formato de navios e barcas é que nossa ideia deles é de algo que flutue e navegue sobre as águas. Mas, então, como é que sua figura passou a ser associada pelos nossos antepassados ao Sol? Segundo a crença dos antigos egípcios, os espíritos dos mortos deveriam ser levados na barca do Deus-Sol a outro mundo situado depois das águas. Também é curioso que uma tribo brasileira, os kayapós, tenham uma lenda que revela o mesmo. Trata-se da história de Bep-Kororoti, um guerreiro espacial que chegou à Amazônia em uma espécie de navio, segundo avaliaram os nativos.

É importante examinarmos as informações subliminares nesse cenário. Primeiro, evidentemente, as barcas do Sol não são objetos comuns de transporte marítimo, mas veículos que voavam pelo céu e presumivelmente pelo espaço também — acredita-se que o espaço foi metaforicamente representado como mar pelos nossos antepassados, tendo em vista que os dois eram considerados como semelhantes em sua constituição, ou às vezes que o espaço era mais denso. Segundo, a existência do Sol sobre as barcas, conforme representado em símbolos de antigas esculturas, não significa apenas um destino. Neste caso, a barca seria uma forma de guiar os homens para algum lugar.

Viagem galáctica

Em terceiro lugar, o astro desenhado sobre as barcas, ou dentro dela no convés, pode sugerir uma fonte de energia — um fato que merece atenção, pois mostra que antigas civilizações já observaram uma manifestação energética mais parecida com a dos astros do que as conhecidas em terra. Noutro exemplo, pinturas expostas no Observatório Meteorológico de York exibem uma barca do Sol ao redor da qual há bolhas que possivelmente representam estrelas. Não poderia ser esta a retratação de uma nave espacial em viagem interestelar, cruzando constelações? Por fim, outra importante consideração é a presunção de que o corpo circular, em forma de Sol, fosse o Deus-Sol, ou seja, um representante do astro no planeta.

Com os dados acima apresentados, podemos ver como os antigos habitantes do planeta eram dedicados em sua adoração ao Sol, vivendo intensamente os sentidos subjacentes a tal devoção. Os primeiros nobres das dinastias egípcias, por exemplo, eram orgulhosos o bastante para se dizerem “filhos do Sol”, como se vê nos murais egípcios. Segundo a história, eles desejavam que, ao traçarem os rastros de seus ancestrais e buscarem os irmãos ou deidades de outros planetas, também pudessem ter a sorte de subir em uma barca do Sol, caso ela descesse novamente.

crédito: Smithsonian
Boneco dogu japonês feito à semelhança dos homens espaciais que desciam naquele país trajando roupas como esta
Boneco dogu japonês feito à semelhança dos homens espaciais que desciam naquele país trajando roupas como esta

Mais tarde, esse sentimento se transformaria em uma fé ligada à adoração ao Sol, a crença de que a alma imortal voltaria ao espaço depois da morte do corpo. Dessa forma, pintar apenas o Sol em registros artísticos era uma transgressão à ideia de que deuses celestiais conduziam as barcas — ou rodas e discos solares — com almas humanas a bordo. Em particular, discos luminosos eram adorados por nossos antepassados como se conduzidos por deuses que haviam atingido o mais alto nível de evolução — a maioria dessas teorias confirma que, de todas as formas de discos solares registrados, a mais elaborada era a imagem do Deus-Sol em um veículo voador.


Na forma de asas

Outra maneira de ilustrar as naves alienígenas vistas no passado remoto era representá-las na forma de asas, e elas abundam nas tradições e mitologias dos povos. Acredita-se que essa retratação seja originada da forma como os estranhos objetos voavam majestosamente pelos céus — e algumas vezes efetivamente pareciam ser dotados de asas abertas. Mais do que uma barca ou uma roda, objetos alados representam o conceito de disco voador em dois movimentos específicos: decolavam da superfície e navegam pelo espaço. Vejamos a seguir alguns casos.

A história registra que, no ano 106 a.C., um “pássaro alado e monstruoso” sobrevoou Roma incendiando várias casas. Já no ano 393, sob o reinado de Teodósio, um estranho sinal teria surgido nos céus em forma de uma “pomba agonizante”. O épico hindu Ramayana fala dos poderosos objetos voadores chamados vimanas, usados como veículos para voos de longa distância na Índia, milênios atrás. Muitos deles são representados com asas, assim como também podemos ver em ilustrações chinesas homens de estranha aparência voando em pássaros enormes. Seriam o mesmo tipo de artefato representado por diferentes culturas?

Figuras de naves com asas também estão espalhadas por toda a história da humanidade. As esculpidas em 2.600 pedras de ardósia descobertas no México, por exemplo, são únicas e instigantes. Elas exibem um círculo com duas asas estendidas para ambos os lados — mas são asas de borboleta, diferentes das ilustrações de outros lugares, que representam asas de pássaro. Outras ilustrações de discos alados também são vistas nas paredes da câmara mortuária de Haffept, rainha do Antigo Egito. Além desses casos, há inúmeros outros exemplos espalhados pelo mundo, como na Assíria, Babilônia, Grécia, China, Índia etc, e são todos registros de muitos séculos atrás.

Ahura Mazda em uma nave

É provável que a ideia de representar discos voadores com asas tenha se originado da analogia que nossos antepassados faziam com o que conheciam aqui na Terra, ou seja, com pássaros e insetos — temos aí as asas como símbolo da capacidade de voo. O mural em homenagem ao deus persa Ahura Mazda, esculpido e cuidadosamente preservado até os dias de hoje, talvez contenha a imagem mais clássica das naves aladas. A escultura está situada no cume da cadeia de montanhas que circunda as planícies de Kerumansha, no Irã. A figura foi estudada pelo inglês John Lorlingson, entre 1837 e 1847, e também por membros do Museu Britânico, em 1904. Acredita-se que logo após a vitória do rei Dario I sobre os rebeldes de seu exército, ele teve a imagem de um disco voador esculpida em memória ao seu triunfo — ele teria sido abençoado por Ahura Mazda, o deus dos céus dos persas.

A teoria comumente aceita para explicar a figura estabelece que a escultura representa um ser que é parte Deus e parte pássaro. Entretanto, com um olhar atento pode-se perceber que o ser, em sua concepção divina, em vez de ter asas, parece mesmo estar conduzindo um veículo dotado de asas — na imagem, Ahura Mazda segura um volante diante de si, parecendo pilotar uma nave. Além disso, é interessante notar a ambiguidade das “pernas” do objeto, que podem não ser pernas de pássaro, mas parte funcional do veículo voador ali representado.

crédito: British Museum
O deus persa Ahura Mazda, preservado até os dias de hoje no Irã, talvez contenha a imagem mais clássica das históricas naves aladas
O deus persa Ahura Mazda, preservado até os dias de hoje no Irã, talvez contenha a imagem mais clássica das históricas naves aladas

Mazda — cujo significado é reluzente — teria ajudado Dário I a derrotar seus inimigos, porque, segundo as tradições persas, estaria livre da malícia e nunca geraria decepção ou cometeria graves erros. No mural em sua memória há uma inscrição dizendo: “Não sou um governante maldoso. Nunca persegui alguém que não houvesse enganado os justos e um monarca legítimo. Jamais persegui injustamente nobres ou escravos, sempre apreciei aqueles que ajudaram a dinastia a prosperar e puni aqueles que a prejudicaram. Todo aquele que olhar para esses fatos no futuro verá que são verdades indiscutíveis”.


Em forma de nuvens

“Quem são estes que vêm voando como nuvens e como pombas às suas janelas?”, nos questiona o profeta Isaías em seu livro bíblico. Esta, entre muitas outras passagens bíblicas, merece séria reflexão. De tal prática vêm informações que podem ser de importância histórica para a humanidade no que diz respeito às consequências que os discos alados nos trouxeram e como nossa espécie veio para a Terra depois de deixar aquilo que chamamos religiosamente de Paraíso Perdido. Hoje temos registros modernos abundantes de avistamentos de espaçonaves que se parecem com nuvens — algumas foram fotografadas e filmadas. Seriam estes aparelhos voadores os mesmos narrados nos antigos registros históricos?

Há alguns exemplos de ocorrências ufológicas que sugerem uma nova interpretação de fatos da Bíblia, como aquela em que um ser todo poderoso se dirige aos humanos. Ele tem, na verdade, origem extraterrestre e se manifesta no céu no meio de nuvens. “Eu vi em minhas visões noturnas e eis que vinha nas nuvens do céu um ser como o filho do Homem”, está em Daniel. Em outro trecho das escrituras há a indicação do ato de mover-se com a nuvem: “Mas nem por isso crestes no Senhor vosso Deus, que foi adiante de vós por todo o caminho, para vos achar o lugar onde acampar. De noite em fogo, para vos mostrar o caminho por onde havíeis de andar, e de dia em nuvem”, está em Deuteronômio. E também neste livro bíblico o Senhor se dirige com forte voz à sua congregação no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridão.

Este ser todo poderoso era mesmo consciente do impacto que sua mensagem teria sobre a população, que compreendia com seriedade uma manifestação superior. “E disse o Senhor a Moisés: eis que eu virei a ti em uma nuvem espessa, para que o povo me ouça falando contigo, e para que também te creiam eternamente”, está em Êxodo. Recorrentemente, essas narrações estabelecem uma relação entre um guia e os guiados, sendo que o primeiro invariavelmente surgia em um artefato em forma de nuvem durante o dia, e de fogo pela noite — naturalmente para iluminar os guiados. No lugar sobre o qual a estranha nuvem parava, os chamados filhos de Israel ali acampavam, até que ela alçasse voo, como se vê em Números. Salmos também trata da mesma questão: “De dia Ele os guiou por uma nuvem, e por toda a noite por uma luz de fogo”.

“Coluna de fogo de noite”

Essas emblemáticas manifestações eram irrefutavelmente algo que tinha forma divina, uma bênção para os guiados, para o povo — era a maneira como o Senhor aparecia para os antigos e ia “adiante deles em uma coluna de nuvem de dia, e em uma coluna de fogo de noite”, registra o livro bíblico Números. Essa suposta nuvem luminosa que os envolve, além de guiar o povo, também emanava uma voz poderosa que dava instruções. “E estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: ‘este é o meu amado Filho, em quem me comprazo. Escutai-o’”, revela Mateus.

crédito: James Neff
Espantosos vimanas, discos voadores de vários tamanhos que abundavam nos céus da Índia há 3.000 anos, ainda inexplicados
Espantosos vimanas, discos voadores de vários tamanhos que abundavam nos céus da Índia há 3.000 anos, ainda inexplicados

Outros trechos da Bíblia descrevem com inúmeros detalhes o momento em que uma entidade celestial subia até a misteriosa nuvem. “E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas e uma nuvem o recebeu, ocultando-o de seus olhos (...) E estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco”, nos informa Atos. Afinal, que nuvem era aquela que sobrevoava e parava sobre as multidões, que lhes dava ordens através de alto-falantes, que trazia do solo até seu interior membros escolhidos do povo, que eram recebidos por homens vestidos de branco? As evidências de que estamos diante de uma nave alienígena e seus tripulantes é mais do que óbvia.

Finalmente, a teoria que se defende aqui sugere que tais cenas sejam apenas uma interpretação religiosa para a manifestação de uma inteligência superior e de natureza extraterrestre, acomodada no interior de um objeto que tinha a forma de uma poderosa nuvem energética. Paralelamente a isso, observamos que os registros de avistamentos ufológicos atuais [Para o autor, em 1962], inclusive com fotografias, apontam discos voadores no formato de nuvens espessas. Uma formação de UFOs fotografada por várias vezes a bordo de um avião sobre o Mar de Seto, no Japão, é um exemplo. Dentro dessa hipótese, é contundente pensar que o que nossos antigos ancestrais realmente viram eram naves resplandecentes provenientes de outras “moradas da casa do Pai”.

A estranha conexão entre os fenômenos ufológicos

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