Segundo Köhler, chegam diariamente entre três e seis comunicações de pessoas intrigadas com luzes e esferas enigmáticas. Para ele, a maioria dos casos tem origem em fenômenos naturais ou objetos comuns – aviões, satélites, balões meteorológicos ou até lasers de eventos. Ainda assim, admite que alguns episódios permanecem sem explicação por falta de dados suficientes.

O interesse pelo tema ganhou força com a divulgação de documentos e vídeos pelo Pentágono, que confirmaram a autenticidade de registros feitos por pilotos da Marinha dos EUA em 2004 e 2015. Apesar disso, Köhler mantém postura cética: para ele, gravações como o famoso vídeo “Gimbal” mostram apenas balões, e não naves extraterrestres.
Críticos apontam que o CENAP avalia os relatos com excesso de ceticismo, mas defensores afirmam que justamente essa abordagem científica evita interpretações fantasiosas. Köhler resume:
“Não nego que possa existir vida fora da Terra. Mas acreditar que seres atravessariam galáxias para aparecer justamente aqui, sobre o nosso deserto, é pouco plausível.”
Para os curiosos, o especialista recomenda o uso de aplicativos de astronomia, capazes de identificar estrelas e planetas em tempo real. Assim, cada cidadão pode descobrir por conta própria o que está observando no céu.