Edição 163 – MENSAGEM DO EDITOR

Equipe UFO
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Arquivo UFO

A Comissão Brasileira de Ufólogos passa por modificações e ganha novos integrantes

Foi levada a efeito, no começo do ano, uma reformulação na estrutura, constituição e rumos da já consagrada Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), o órgão criado nos anos 90 por um grupo de estudiosos de diversos centros de pesquisas nacionais, com o objetivo de melhor conduzir determinados trabalhos. Fundada em 1996, a CBU teve o objetivo inicial de realizar em Brasília, em 1997, o I Fórum Mundial de Ufologia, que foi um grande sucesso. Nos anos seguintes, várias atividades foram implementadas pela entidade, culminando, em 2004, com o lançamento da campanha UFOs: Liberdade de Informação Já, cujos expressivos resultados mudaram a face da Ufologia no país. Como se sabe, a CBU foi o primeiro grupo de ufólogos a ser convidado para uma reunião com militares da Aeronáutica, o que ocorreu na Capital Federal, em 20 de maio de 2005 [Veja edição UFO 111]. Os componentes do órgão visitaram as instalações do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) e do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) – exceto Reginaldo de Athayde, adoentado, que foi substituído por Roberto Affonso Beck, então incorporado à comissão.

Mudanças vieram no ano seguinte, quando os integrantes da CBU avaliaram que suas medidas seriam mais eficazes se contassem com mais cérebros. E assim, em reunião realizada em São Paulo, seis novos membros foram convidados a aderir ao órgão e se somaram ao movimento. Em dezembro do ano seguinte, 2007, com nova carga de ações, a campanha tomou um novo rumo quando foi protocolado na Casa Civil da Presidência da República o Dossiê UFO Brasil, gerado quase todo por um dos novos integrantes da entidade, o hoje conselheiro especial da UFO Fernando de Aragão Ramalho. Sua ação, amparada por várias diretrizes legais, garantiu a avalanche de arquivos abertos pela Aeronáutica, entregues ao Arquivo Nacional e hoje amplamente conhecidos pela Comunidade Ufológica. Todo o processo foi detalhadamente apresentado na Revista UFO, o veículo natural de manifestação da CBU.

Porém, mesmo tendo logrado tamanho êxito, ainda faltavam ações e reformulações no órgão, para que atingisse o objetivo final, que é, além da abertura total dos arquivos militares, o estabelecimento de uma comissão mista de ufólogos civis e membros de nossas Forças Armadas, para investigar de maneira aberta a presença alienígena na Terra. Várias iniciativas foram tomadas neste sentido, inclusive por integrantes do próprio meio militar, que, vendo a importância do trabalho da comissão, aderiram a ele. Além de outros ufólogos e pessoas que deram igual contribuição à sua causa. Assim, o resultado natural do processo seria a incorporação de novos integrantes, o que foi feito no início do ano. Hoje, a CBU é composta por 16 membros, sendo cinco dos seis que a fundaram [Beck pediu afastamento por razões pessoais] e mais 10 incorporados em 2006 e em janeiro passado.

crédito: Arquivo UFO

Ramalho, novo coordenador da CBU, inicia sua gestão com um grupo de notáveis

Ramalho, novo coordenador da CBU, inicia sua gestão com um grupo de notáveis

Entre os novos integrantes estão nomes bem conhecidos do meio ufológico, por nele militarem ou por o apoiarem de maneira decisiva. Eles são o coronel da Reserva da Força Aérea Brasileira (FAB) Antonio Celente Videira, o empresário paulista Francisco Pires de Campos, o brigadeiro e ex-comandante do Comdabra José Carlos Pereira, o publicitário gaúcho Rafael Amorim e o professor e deputado federal Wilson Picler (PDT-PR). Todos têm intensa participação em eventos e na própria UFO, como Celente e Pereira, que já foram entrevistados pela publicação. Pereira, como ex-comandante do órgão que tem o controle das informações sobre UFOs no país, chegou a defender a completa liberação dos arquivos [Veja edições UFO 141 e 142], e Celente publicou recente estudo em que propõe a reativação de uma entidade como o extinto Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani) [Veja edição UFO 155 e 156]. O ufólogo gaúcho Amorim, do Núcleo de Estudos Ufológicos de Santa Cruz do Sul (NEUS), também tem prestado enorme contribuição à UFO e à Ufologia Brasileira, assim como o empresário Pires de Campos e o deputado Picler. Ambos ofereceram, em inúmeras ocasiões, suporte logístico imprescindível e significativo para a realização das principais ações da CBU, seja diretamente a ela ou indiretamente, através desta publicação.

Como se vê, o meio ufológico nacional sai fortalecido com a reestruturação da CBU, que agora luta pela consecução de seus objetivos mais importantes para mudar, como vem fazendo há anos, a maneira como se entende a ação de outras espécies cósmicas no planeta – e de como nossos militares tratam da questão. E este processo, doravante, está nas mãos de Ramalho, que recebeu de Gevaerd a coordenação da entidade, também em janeiro. Este editor deseja dar as melhores boas-vindas possíveis aos novos integrantes e estende seus votos de uma boa administração a Ramalho. E continuamos todos a luta por uma Ufologia Brasileira melhor e mais firme!

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