Após seis décadas e meia a Ufologia caminha para o reconhecimento

A. J. Gevaerd
3 minutos de leitura
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Créditos: Editoria de Arte

A Ufologia como a conhecemos teve início em 1947, precisamente em 24 de junho, com o avistamento de nove discos voadores pelo piloto Kenneth Arnold. Não foi o primeiro caso de observação de UFOs que tivemos, evidentemente, mas foi o que finalmente chamou a atenção da sociedade e da imprensa. Infelizmente, no entanto, isso não duraria muito, porque menos de duas semanas depois, em 02 de julho, quando ocorreu a queda de uma nave em Roswell, as autoridades norte-americanas também foram despertadas para a questão e, vendo que tais objetos tinham origem externa à Terra e elevada tecnologia, impuseram sigilo imediato ao tema.

Assim, infelizmente, tão logo que surgiu a Ufologia também passou pelos mecanismos de censura de um governo em situação de pós-guerra. Isso levaria, pouco depois, à implantação de uma política sistemática e extremamente eficaz de acobertamento da realidade sobre estas visitas. Tal procedimento, ainda que hoje esteja muito enfraquecido — devido ao avanço do pensamento crítico da sociedade planetária e à impossibilidade de se manter oculto algo tão importante para o nosso futuro — ainda perdura. Mas parece estar com seus dias contados.

Os discos voadores existem, quer queiram ou não nossas autoridades e cientistas.

Ano após ano, governo após governo, as autoridades de muitas nações já não aguentam mais manter sigilo sobre algo que seus antecessores temiam e que elas hoje admiram. Também não são poucos os militares que não desejam mais seguir a cartilha de seus comandantes de décadas atrás e vêm a público falar o que sabem. E some-se a este quadro o fato de que inúmeros cientistas de respeito hoje tratam a questão com grande simpatia, uns mais e outros menos abertamente, mas todos deixando claro que não é mais cabível a ciência enquanto corporação manter-se alheia a algo tão importante para a humanidade. E assim, gradualmente, vamos vendo os véus caírem. Por isso, no último 24 de junho, há poucas semanas, comemoramos mais um Dia Mundial dos Discos Voadores com a certeza cada vez maior de que a contagem regressiva está avançada. Tic tac…

TÓPICO(S):
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Ademar José Gevaerd (Maringá, 19 de março de 1962 – Curitiba, 9 de dezembro de 2022) foi um ufólogo brasileiro, editor da Revista UFO, publicação do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), entidade do qual também foi fundador e presidente. Também é director brasileiro da Mutual UFO Network (MUFON). Ele representou o Brasil no Center for UFO Studies e foi diretor para a América Latina do Annual International UFO Congress. Esteve em diversas redes brasileiras de TV, além do Discovery Channel, National Geographic Channel e no History Channel, tendo discursado em muitas cidades do Brasil e em outros 50 países, além de ter realizado mais de 700 investigações de campo dos casos de Ovnis no Brasil. Era considerado um dos maiores ufólogos do mundo, uma das personalidades máximas do Brasil nesse assunto, membro de várias associações internacionais de ufologia. Considerado um dos mais respeitados ufólogos, é conhecido por seu empenho em tentar amparar todo fenômeno ufológico com o maior número possível de provas e testes. Ainda na década de 1980, foi convidado pelo Dr. J. Allen Hynek para representar no Brasil o Center for UFO Studies (CUFOS). Gevaerd sofreu uma queda em casa, no dia 30 de novembro de 2022, vindo a morrer no dia 9 de dezembro de 2022 no Hospital Pilar em Curitiba.