Cientistas ucranianos registraram mais de 20 objetos próximos à Lua

Sofia Marchetti
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Pesquisadores do Observatório Astronômico Principal da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia afirmam ter identificado mais de 20 objetos não identificados em registros de alta velocidade realizados nas proximidades aparentes da Lua. Alguns deles teriam dezenas de quilômetros de extensão e alcançariam velocidades de até 11 quilômetros por segundo, quase 40 mil quilômetros por hora.

Os resultados aparecem no estudo “UFO Dynamics on the Moon”, assinado pelos pesquisadores Boris Zhilyaev, Vladimir Petukhov e Sergey Pokhvala. O trabalho foi disponibilizado como preprint em março de 2026 e ainda não passou por revisão por pares.

As conclusões chamaram atenção não apenas pelas dimensões atribuídas aos objetos, mas pela interpretação apresentada pelos próprios autores. Os pesquisadores levantam a hipótese de que a Lua poderia servir como uma base para esses fenômenos e associam os registros aos UAPs observados na Terra.

As observações foram realizadas com uma câmera de alta velocidade acoplada a um telescópio. A equipe analisou registros feitos durante 2025 e identificou mais de 20 fenômenos que classificou em diferentes categorias.

Segundo o resumo da versão mais recente do trabalho, os objetos teriam entre 14 e 36 quilômetros de tamanho e velocidades entre 6 e 11 quilômetros por segundo.

As imagens reconstruídas também indicariam diferentes formatos. Alguns objetos aparecem como estruturas semelhantes a discos, enquanto outros apresentam uma geometria toroidal, semelhante a um grande anel.

Um dos objetos toroidais analisados teria aproximadamente 36 quilômetros de extensão. Os pesquisadores calcularam um período de rotação próximo de 157 segundos e uma aceleração centrífuga de 461 centímetros por segundo ao quadrado, equivalente a aproximadamente metade da aceleração da gravidade terrestre.

Se as estimativas estiverem corretas, as dimensões colocariam alguns desses objetos em uma escala comparável à de grandes cidades.

Outro aspecto destacado pelos pesquisadores é a luminosidade. Segundo o estudo, os objetos apresentam variações periódicas de brilho em frequências de alguns hertz. Em determinados casos, a amplitude dessas alterações seria de aproximadamente 2%. Eles interpretam essas variações como possíveis indícios de comportamento tecnológico

Pesquisadores levantam hipótese de base na Lua

No estudo, os cientistas afirmam acreditar que a Lua poderia servir como uma base para os objetos observados. Eles também calculam que estruturas capazes de viajar às velocidades estimadas poderiam percorrer a distância entre a Lua e a Terra em aproximadamente 20 minutos.

A equipe associa ainda esses objetos aos Fenômenos Anômalos Não Identificados observados na atmosfera e no espaço próximo à Terra e sugere que suas características poderiam representar uma civilização tecnologicamente avançada.

O trabalho ainda não passou por revisão por pares e suas observações não foram confirmadas de forma independente por outros observatórios. Além disso, existe uma questão fundamental que precisa ser resolvida antes que seja possível afirmar que objetos com dezenas de quilômetros realmente estavam próximos à Lua.

Como as observações foram realizadas a partir da Terra com um único telescópio, determinar a distância exata dos objetos representa um dos principais desafios da análise. Uma imagem pode mostrar um objeto aparentemente atravessando o disco lunar sem que ele esteja fisicamente próximo da Lua. Um objeto muito menor localizado na atmosfera terrestre, por exemplo, poderia passar pela linha de visão do telescópio e produzir uma imagem que, caso fosse interpretada como estando à distância lunar, resultaria em uma estimativa de tamanho muito maior do que sua dimensão real.

A mesma incerteza afetaria os cálculos de velocidade.

Para determinar se os objetos realmente estão próximos da Lua, seria necessário obter observações simultâneas a partir de diferentes pontos da Terra. Com dois ou mais telescópios separados por uma distância conhecida, pesquisadores poderiam utilizar o efeito de paralaxe para triangular a posição do objeto e estimar sua distância.

Esse tipo de medição permitiria distinguir um fenômeno localizado próximo ao telescópio de uma estrutura efetivamente situada nas proximidades da Lua.

Caso outros observatórios consigam detectar os mesmos objetos simultaneamente e confirmar que eles estão realmente à distância lunar, seria possível testar de maneira independente as estimativas extraordinárias apresentadas pelos pesquisadores ucranianos.

Até que isso aconteça, o estudo não demonstra a existência de uma base extraterrestre na Lua nem comprova que os objetos observados possuem origem não humana. O que os pesquisadores apresentam são registros de fenômenos que consideram anômalos e uma interpretação sobre sua possível natureza.

Se futuras observações confirmarem que objetos com dezenas de quilômetros de extensão realmente se deslocam nas proximidades da Lua nas velocidades descritas pelo estudo, os resultados exigiriam uma investigação muito mais ampla. Por enquanto, porém, a localização, a natureza e até mesmo as dimensões reais dos objetos permanecem em aberto.

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Jornalista com experiência em redação, realização de entrevistas e produção de conteúdo digitais. Atua com foco em temas relacionados à ciência, inteligência não humana e à história dos UAPs. Ao longo de sua trajetória, cocriou um podcast de entrevistas sobre ufologia, ciência e espiritualidade, aproximando assuntos complexos do público por meio de uma abordagem jornalística.