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Telescópio Kepler da NASA não deve se recuperar totalmente

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28 de Julho de 2013
Com os problemas técnicos, a missão do telescópio espacial Kepler deverá mudar
Créditos: NASA

A NASA prossegue na tentativa de recuperar os giroscópios do telescópio espacial Kepler, essenciais para manter o instrumento apontado para sua região alvo na caça a exoplanetas. O primeiro desses equipamentos apresentou problemas em julho de 2012, e em maio de 2013 mais um giroscópio parou de funcionar dentro dos parâmetros, lamentavelmente impedindo a coleta de dados científicos do prolífico instrumento, que já flagrou 3.277 candidatos a exoplanetas.

O Kepler foi lançado com quatro giroscópios a bordo, necessitando de três em funcionamento para manter suas observações e um de reserva. A partir de então os engenheiros da NASA têm enviado comandos para o telescópio para tentar fazer os giroscópios voltar a funcionar. Eles obtiveram relativo sucesso, porém esses equipamentos estão trabalhando com níveis de fricção além do desejável. De acordo com Charlie Sobeck, do Centro de Pesquisas Ames da NASA na Califórnia: "Não deveremos retornar à missão original, será algo menos que isso. Mas quanto menos, e qual será a utilidade disso, ainda não sabemos".

Lançado em março de 2009, o Kepler é mantido em órbita heliocêntrica, viajando paralelamente à Terra, e tinha como região alvo na galáxia as constelações de Cyrgnus, Lyra e Draco. Deviodo a sua posição, a alguns milhões de quilômetros da Terra, atualmente não é possível enviar uma missão tripulada de reparos como era feito com o telescópio Hubble, cuja órbita é de pouco mais de 500 km sobre a Terra. O Kepler foi, depois do Corot da Agência Espacial Européia, a primeira e mais prolífica missão caçadora de planetas extrassolares, tendo descoberto inclusive vários mundos habitáveis, semelhantes à Terra.

O giroscópio número 4 do Kepler consegue rodar em um sentido, contrário aos ponteiros do relógio, e o número 2 gira em ambos os sentidos, mas como dito, seus níveis de fricção são mais altos que o desejável. Segundo Sobeck: "É improvável que possamos retornar à pesquisa científica como antes. A questão é se com a situação atual podemos fazer ciência, o que ainda não sabemos, e este deve ser o próximo teste que iremos realizar".

Uma das opções sendo analisadas é fazer o Kepler apontar com precisão para determinadas estrelas com exoplanetas por curtos períodos de tempo. Snobeck comenta: "Temos muitos candidatos a planeta cujo momento do trânsito, passagem diante da estrela, é conhecido. Talvez sejamos capazes de agendar um ou dois dias para apontarmos o telescópio precisamente para essa estrela e flagrar esse trânsito, melhorando nosso conhecimento de sistemas planetários, talvez determinando a massa desses sistemas e coisas assim".

Em cerca de três semanas a equipe do Kepler espera conseguir testar se os giroscópios podem manter o telescópio estabilizado. Vale lembrar que o limitado suprimento de combustível a bordo é capaz disso, porém assim que se esgotar a missão se encerra, daí a importância dos giroscópios. A idéia é apontar o Kepler para estrelas-alvo com os giroscópios, e depois verificar o grau de precisão que é possível. Se tudo der certo, então a equipe irá considerar o retorno à missão científica. De qualquer maneira, o Kepler já tem lugar garantido na história, pela revolução que proporcionou na busca por outros mundos.

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