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Piloto sofre acidente fatal nas proximidades da Área 51 pilotando aeronave secreta

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13 de Setembro de 2017
Em abril de 2014 esta aeronave triangular desconhecida foi fotografada sobre Wichita, no Kansas
Créditos: Jeff Templin

O piloto da Força Aérea norte-americana (USAF) tenente-coronel Eric Schultz, de 44 anos, morreu na terça-feira, 05 de setembro, durante um voo de testes a cerca de 160 km a noroeste da Base da Força Aérea de Nellis, no Campo de Testes e Treinamento de Nevada, do qual faz parte a Área 51. A profissão de piloto de testes, evidentemente, é uma das mais arriscadas do mundo e lamentavelmente são comuns acidentes envolvendo experimentos com novos tipos de aeronaves. O que está chamando a atenção da imprensa especializada é que a USAF não revelou qual a aeronave que Schultz estava pilotando.

Ele era graduado na Escola de Pilotos de Testes da USAF desde 2008, e havia sido designado para o programa de testes do Lockheed Martin F-35, tornando-se em 15 de setembro de 2001 o 28º piloto a comandar um exemplar desse caça. Schultz também fez parte do Esquadrão de Caças 391, pilotando o McDonnel Douglas F-15E Strike Eagle em 50 missões no Afeganistão. Entre as poucas informações sobre o trágico acidente está a de que a aeronave não identificada operava dentro do Comando de Material da Força Aérea, o que tem o maior orçamento e o segundo maior contingente na USAF, responsável por teste, avaliação, aquisição, logística e outras atividades relacionadas às aeronaves da Arma. Outra informação veio de um comentário do Chefe de Staff da USAF, general David L. Goldfein, que afirmou para o site Military.com: "Posso definitivamente dizer que não era um F-35".

As especulações em sites especializados em aviação militar listam vários tipos de aeronaves que o tenente-coronel Schultz poderia estar pilotando no momento do seu acidente, que por sinal aconteceu às 18h00. Entre as aeronaves rotineiramente testadas em Nellis, em combates simulados contra seus correspondentes norte-americanos, encontram-se caças russos como o Mikoyan MiG-29 (chamado de Fulcrum pela Organização do Tratado do Atlântico Norte), e o Sukhoi Su-27 (Flanker na nomenclatura da OTAN). Tais aeronaves já foram fotografadas por pesquisadores a partir do Tikaboo Peak, frequentemente utilizado também por ufólogos para tentar obter alguma evidência de material ou atividade extraterrestre na Área 51. Em 2016 um Su-27 foi fotografado em combate simulado com caças General Dynamics F-16 norte-americanos sobre Groom Lake.

crédito: Arquivo
O tenente-coronel Eric Schultz
O tenente-coronel Eric Schultz

ESPECULAÇÕES SOBRE MISTERIOSA AERONAVE ACIDENTADA

Outra especulação dá conta de que o veículo não identificado pudesse ser um Lockheed F-117, o primeiro avião stealth ou invisível e que a USAF deixou de operar em 2008. Porém o F-117 continua sendo utilizado em Groom Lake, como atestam fotografias recentes obtidas em 2016, provavelmente para testes de detecção por radar. Pelas suas impressionantes qualificações, Eric Schultz poderia ainda estar experimentando um novo bombardeiro cujo desenvolvimento já foi divulgado pela USAF, o Northrop Grumman B-21. Este programa aparentemente se destina a substituir o atual B-2, e talvez também os mais antigos Rockwell B-1 e Boeing B-52, e concepções artísticas mostram o B-21 com um formato de bumerangue similar ao do B-2, mas de menores dimensões. Artigos em sites militares mencionam ainda uma aeronave triangular misteriosa, que foi fotografada em 10 de maio de 2014 voando sobre o Aeroporto Internacional Amarillo. Porém algumas pessoas alertam que todas essas aeronaves foram fotografadas à luz do dia, e um protótipo novo e altamente confidencial não voaria às 18h00, quando ainda está claro na região do acidente.

crédito: Arquivo
Schultz participou do desenvolvimento do F-35, mas a USAF negou que foi essa a aeronave acidentada
Schultz participou do desenvolvimento do F-35, mas a USAF negou que foi essa a aeronave acidentada

O tenente-coronel Eric Schultz era chamado Doc devido a seu PhD em aeronáutica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, tendo ainda se inscrito para o programa de treinamento de astronautas da NASA. Em 1995 o Departamento de Defesa pagou por sua graduação de mestre em aeronáutica e astronáutica, e seu trabalho de formatura envolveu um acelerador ou canhão do tipo RAM, capaz de lançar cargas à velocidades supersônicas ou hipersônicas, tecnologia sendo estudada como alternativa aos foguetes. Schultz também recebeu um fellowship em engenharia, ciência e defesa nacional em apoio a sua pesquisa em sistemas de propulsão avançados e segurança em instalações de depósito de materiais nucleares. Por dificuldades na visão foi rejeitado cinco vezes pela USAF, mas conseguiu tornar-se piloto quando seu trabalho nessas tecnologias chamou a atenção do fabricante de motores Pratt & Whitney, recebendo um prêmio após obter seu PhD que financiou uma cirurgia corretiva nos olhos. Como se constata, o tenente-coronel Eric Schultz possuía um currículo invejável e seus conhecimentos científicos e habilidades como piloto foram muito elogiados, aumentando o mistério em torno da aeronave não identificada que pilotava.

Visite o site do Comando de Material da Força Aérea

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