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Novas fotos de Plutão exibem características intrigantes

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12 de Janeiro de 2016
A formação similar a um X e o objeto escuro na Sputnik Planum, em Plutão
Créditos: NASA

A nave New Horizons prossegue em seu trabalho de enviar para a Terra uma imensa quantidade de informações, obtidas em seu histórico encontro de 14 de julho de 2015 com Plutão. As mais recentes fotos em alta resolução divulgadas pela NASA mostram uma área na região conhecida como Sputnik Planum, onde existe um padrão similar a um X. A pouca distância deste, dentro de uma das linhas que cruzam a planície gelada, um objeto escuro tem sido alvo de muita especulação.

Ao contrário das obviedades publicadas por veículos sensacionalistas, os cientistas afirmam que o objeto nada mais é que um grande pedaço de gelo de água sujo, que flutuou sobre o antes líquido mar de gelo de nitrogênio. Vale lembrar que elementos como compostos de amônia e carbono foram detectados em Plutão, logo é concebível que tenham contaminado e alterado a cor de um bloco de gelo de água. A superfície de Sputnik Planum é composta por inúmeras formações poligonais irregulares, blocos de gelo de 16 a 40 km de extensão. Estes foram formados por processos de convecção termal em Plutão. O nitrogênio sólido muito abaixo da superfície é aquecido pelo calor interior do planeta, ainda não explicado, que sobe rumo à superfície, onde congela e volta a afundar.

O X visto nas fotos deveria ser um ponto onde quatro dessas células se encontravam e os processos geológicos ainda ativos no distante mundo se encarregaram de uni-las. A impressionante atividade de Plutão explica como a Sputnik Planum é uma região ainda nova, praticamente sem crateras de impacto. O fato de Plutão ser um mundo ativo certamente explica também as interessantes características de duas de suas maiores elevações. O Monte Wright, de 3.960 m, e o Monte Piccard de 5.500 m de altitude, aparentam ser vulcões de gelo ou criovulcões, de acordo com os cientistas da missão.

VULCÕES DE GELO

Os dois montes exibem grandes buracos no topo, provavelmente formados em erupções, e seus flancos exibem texturas que parecem ser resíduos de antigos fluxos vulcânicos. Esses criovulcões de Plutão devem expelir uma pasta contendo gelo de água e nitrogênio congelado, amônia ou metano. A se confirmar esse fenômeno, os criovulcões poderão ter um papel muito importante para o entendimento da evolução atmosférica e geológica de Plutão. A New Horizons já enviou para a Terra 25 por cento dos dados colhidos no sistema de Plutão, e esse trabalho de envio deverá se completar até outubro e novembro deste ano. A nave prossegue em sua viagem rumo a 2014 MU69, pequeno objeto do Cinturão Kuiper que deverá visitar em 1 de janeiro de 2019, se a NASA aprovar o financiamento dessa missão estendida.

crédito: NASA
O Monte Wright em Plutão, suspeito de ser um criovulcão
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