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Metano detectado em Enceladus pode ser produzido por organismos alienígenas

Por Equipe UFO | 03 de Março de 2018

Enceladus e seus gêiseres diante dos anéis de Saturno, com a lua Pandora ao fundo
Créditos: NASA

Metano detectado em Enceladus pode ser produzido por organismos alienígenas

Um recente estudo, publicado no periódico Nature, mostrou que certos micróbios terrestres poderiam sobreviver nas condições que devem existir no oceano subterrâneo da lua Enceladus de Saturno. A existência dessa camada de água foi descoberta pela nave Cassini da NASA, que descobriu intensos gêiseres no polo sul do satélite, realizando posteriormente diversas passagens pelas plumas de material ejetado. O estudo aponta que tais organismos produziriam metano como parte de seu ciclo vital, e a nave de fato detectou essa substância em suas passagens pela região dos gêiseres. O coautor do estudo, Simon Rittmann, da Universidade de Viena na Áustria, afirmou: "Pudemos determinar que, reproduzindo as condições que devem existir em Enceladus, houve em laboratório a produção de metano. Assim, parte do metano detectado no satélite poderia ter origem biológica".

O estudo foi liderado por Ruth-Sophie Taubner, também da Universidade de Viena, e os experimentos envolveram três espécies de micróbios do tipo archea, produtores de metano. Os archea são semelhantes a bactérias, mas são um grupo a parte destas, sendo a maioria deles composta por extremófilos, vivendo em ambientes considerados extremos, e muito distintos genética e bioquimicamente das bactérias. O tipo que melhor respondeu aos experimentos foi o Methanothermococcus okinawensis, que ainda tomará parte de estudos posteriores. Em uma das etapas esses seres foram expostos a uma variedade de gases a altas pressões e 65º C, temperatura que se acredita seja próxima a das fontes hidrotermais de Enceladus. Tais dados foram obtidos pela Cassini, que detectou partículas de sílica e H2, hidrogênio molecular, nas plumas dos gêiseres, e a melhor explicação para tal achado sejam reações entre água quente e rocha.

O M. okinawensis se comportou bem e produziu metano nos experimentos, já que era um ambiente similar ao seu, as aberturas hidrotermais no litoral de Okinawa, no Japão, a 975 m de profundidade. Os cientistas ainda elaboraram modelos das reações entre a água e as rochas que provavelmente ocorrem em Enceladus, descobrindo que H2 é produzido em grandes quantidades. Essa substância é suficiente para sustentar organismos metanogênicos, se seres como os terrestres existirem na lua de Saturno. A equipe não afirma que os achados da Cassini de fato comprovam a presença de vida em Enceladus, pois a substância pode ser também produzida por processos geológicos. Mas Rittmann afirma que a descoberta pode ajudar a refinar a busca por vida alienígena, dizendo: "Missões a Enceladus ou outras luas geladas deveriam ser equipadas para detectar bioassinaturas metanogênicas, como certos lipídios e isótopos de carbono". Não há nenhuma missão a Enceladus sendo planejada no momento, mas Europa, lua de Júpiter, receberá na próxima década a visita da Europa Clipper da NASA e da Exploradora das Luas Geladas de Júpiter (Juice) da Agência Espacial Europeia (ESA). Esta última, aliás, dará mais atenção a Ganimedes e também a Calisto. Metano foi detectado também na atmosfera de Marte, e pesquisas aprofundadas nesse sentido devem começar em abril pela Exomars da ESA e da Agência Espacial Russa.

Confira o estudo na Nature

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