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Último episódio da série UFOs e Astronautas no Espaço da TV Mundo Maior vai ao ar hoje às 13h00

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11 de Abril de 2008
DVD-07 do Shopping UFO
Créditos: Arquivo UFO

A TV Mundo Maior em parceria com a Revista UFO apresenta mais um episódio da série ufológica do programa Nova Consciência. Desta vez o tema será: Contatos com UFOs no Espaço [DVD-07 do Shopping UFO]. Apresentado por Jether Jacomini Filho e comentado por Pedro de Campos, consultor da Revista UFO. O programa visa levar aos espectadores o tema Ufologia, vinculado à interpretação espírita dos fatos. A série irá ao ar nesta sexta-feira, 11/04, às 13h00. A TV Mundo Maior está 24 horas no ar, sendo captada no Brasil por antena parabólica. Sua programação é transmitida ao mundo pela internet, através do site http://www.tvmundomaior.com.br/.

Precauções do pesquisador - Atualmente, distinguir a verdade em meio ao grande amontoado de mentiras na Ufologia tem sido tarefa árdua, serviço exaustivo de garimpo especializado. Está cada vez mais difícil colocar lado a lado pesquisadores para debate construtivo: um desconfia do outro e não aceita a casuística sem elementos substanciais. Para cada fraude descoberta há uma quantidade enorme de outras, tornando-se inviável o estudo de todas. A fraude tem um efeito multiplicador, porque é feita de modo calculado para causar impacto. Fotos, filmes, vídeos, revistas, livros, internet são os seus multiplicadores. Às vezes, nem o próprio autor sabe da mentira que está divulgando, porque a reteve de boa fé, comprada de outro. O grande dilema é: em quem confiar?

Em novembro de 2005, numa conferência em Curitiba, o congressista Giorgio Bongiovanni, que além de estigmatizado é também produtor de vídeos para divulgação do Fenômeno UFO, quando indagado sobre a garantia de que suas imagens e áudios não fossem forjados em computador e gravadores, respondeu que era impossível para ele garantir isso: “Eu os obtive de outros e os aceito, mas não sei se foram forjados; tudo é possível”, completou. Então se notou que foram tomados de boa fé e repassados. Às vezes, um documentário traz consigo apenas um engano. E esse engano serve para desqualificá-lo. Se o pesquisador consegue isolar o inconveniente e mostrá-lo claramente, então é possível preservar as demais informações e dá-las a público.

O documentário, Contatos com UFOs no Espaço, foi um esforço de Bongiovanni para mostrar o Fenômeno UFO nos vôos espaciais. Contudo, alguns diálogos da tripulação da Apollo 11, conhecidos hoje como “Tango-tango, Bravo-tango”, não tiveram boa acolhida, sob suspeita de terem sido forjados. Nós fazemos aqui esta ressalva, usando de ponderação, sem aprovar ou reprovar, apenas para isolar o episódio. Isso é importante, porque o documentário apresenta outras informações tidas como dignas de crédito. Não obstante os cuidados, as viagens espaciais não escaparam das fraudes na Ufologia, por isso é preciso atenção ao examiná-las. Vamos observar os casos mais aceitos.

Diálogo dos astronautas - A conversa dos astronautas durante o vôo da Apollo 11 veio a público, em livro, pela primeira vez, em 1974, dada por Robert Emenegger, na obra UFOs: Past, Present and Future [Ballantine Books, 1974]. Para escrevê-la, o autor fez vasta pesquisa em documentos oficiais, com a colaboração da Nasa e do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, tirando dados de arquivos do governo. Inclusive, algumas passagens de seu livro foram citadas por membros do governo norte-americano em divulgações oficiais. Emenegger conta que a Apollo 11 estava a caminho da Lua, levando o homem para sua primeira descida ao satélite terrestre. Faltando um dia para chegar, foi avistado um objeto estranho no espaço. Curiosamente, estava postado entre a nave e a Lua. A princípio, os astronautas pensaram que fosse um reforço do foguete Saturno 4. Mas, não! Houston informou de pronto que o tal reforço já houvera ficado a 9.000 km de distância, sem chances de ser ele. Ao binóculo, o objeto parecia ter a forma de um “L”. É como “uma mala de viagem aberta”, descreveu Armstrong. Dada sua proximidade com a nave, a tripulação ficou apreensiva e curiosa. Afinal, o objeto estava ali, no espaço, bem na frente dos astronautas. Então, um deles pegou o sextante para avaliar o avistamento.

É preciso explicar aqui que o sextante é um instrumento astronômico para medir ângulos, distâncias e fazer localização espacial. O instrumento devia identificar o engenho no espaço. Tendo focado o alvo, notou-se um objeto diferente do “L” inicial, visto ao binóculo. Desta vez, parecia ter forma cilíndrica ou anelada. Armstrong ressaltou: “Parece dois grandes anéis ocos, ligados um ao outro”. Aldrin concordou: “Sim!”. Mas Collins disse “não!”, discordando de modo incisivo. E falou: “Para mim é um cilindro oco; não me parecem dois anéis ligados”. Explicou que podia ver a coisa rolar no espaço: “Quando virou, deu para ver garganta abaixo”. E prosseguiu, dizendo: “Era um cilindro oco; mas depois, mexendo no foco do sextante, a forma mudou para a de um livro aberto; era algo verdadeiramente estranho”. Em ato contínuo, Aldrin manteve sua opinião, dizendo: “Não tenho muito mais a acrescentar sobre isso, a não ser que não era cilindro”. Nessa altura, o objeto já tinha ido...

De modo notório, não houve concordância. Collins chegou a pensar em urina e dejetos corporais no espaço, mas concluiu não ser isso. E completou: “Não tenho nenhuma idéia sobre o que possa ter sido, de que tamanho era ou a que distância estava”. Pela descrição, o UFO tinha dimensões razoáveis. Sua forma poderia ser de dois anéis circulares colocados em justaposição ou, então, apenas uma peça de forma cilíndrica. Embora entre eles não houvesse acordo quanto à forma, todos concluíram que não era objeto terrestre nem fenômeno natural conhecido. Embora enigmático, estava no espaço e, sem dúvida, tivera origem fora da Terra. Mas o enigma não ficaria aí, outro UFO sucederia.

Objetos estranhos na Lua - Enquanto Armstrong e Aldrin exploravam o solo lunar, travou-se um diálogo entre Collins e a base de Houston. O astronauta, a bordo do módulo de comando Columbia, estando cerca de 150 km de altura, tenta achar o módulo lunar no solo. E relata alguns objetos brancos que vê no solo, mas não pode identificá-los com os recursos que tem à mão:

Columbia: Houston. Chamando. Aqui é Columbia.
Houston: Prossiga, Columbia.
Columbia: Não pude encontrar o módulo lunar. Mas vi alguns pequenos objetos brancos, estranhos. Estão nas coordenadas 0.3 - 7.6, na extremidade sudoeste da cratera. Se eles estão lá [Os astronautas], acho que deveriam tê-los visto também [Os objetos brancos e estranhos]. O módulo lunar deveria estar mais para cima, na parede sudoeste de uma cratera pequena. [Nasa - Fita 71/16 p. 396].

Nesse seguimento do diálogo, não fica claro se os objetos seriam “engenhos extraterrestres” ou “pedras” brancas originárias da Lua. As coisas não ficaram resolvidas. Mas, de modo intrigante, outros avistamentos ocorreram na mesma missão. E nas missões seguintes, os UFOs também voltaram ao cenário, mostrando que não são incidências casuais. O que estaria por detrás dessas evidências, ainda é um grande mistério.

Retrospecto inicial dos vôos - Em 1951, Gordon Cooper servia numa base norte-americana na Alemanha, quando teve um avistamento. Seis anos depois, em 1957, na famosa base Edwards, na Califórnia, teria uma experiência intrigante. Ele conta que seu grupo estava trabalhando na pista de aterrissagem, quando subitamente alguns dos cinegrafistas deram o alarme. Eles disseram ter visto um disco voador em baixa altitude. O objeto estendeu três hastes de apoio e aterrissou nas dependências da base. Eles registraram tudo, filmando e fotografando. Mas quando tentaram se aproximar, o UFO levantou vôo e se afastou em grande velocidade. Cooper não chegou a ver diretamente o objeto, mas assistiu a cena, após o filme revelado. Era algo de impacto. Então providenciou o envio da película para Washington. Desde então, nunca mais soube onde teria ido parar o importante registro do UFO.

Na missão Mercury, lançada em 1962, o astronauta Scott Carpenter estava a bordo da cápsula Aurora 7, quando registrou dois UFOs em forma de disco-saturno. James MacDivitt, na missão Gemini 4, em 1966, fotografou um enorme UFO em forma de nave-charuto. E filmou um segundo objeto que se aproximara da nave: “Olhei pela escotilha – disse ele – e lá fora, em meio ao céu escurecido, havia um objeto branco, de forma esférica, se movimentando em ângulos de até 40 graus”. Em seguida, durante o vôo da Gemini 7, os astronautas Borman e Lovell filmaram cinco UFOs, em forma de esfera brilhante. E na Gemini 12, Lovell e Aldrin registraram três luzes circulares, pertencentes a um grande objeto escuro de forma triangular, que se movimentava rapidamente no espaço. Em quase todas as missões espaciais houve registros de UFOs. Os 12 astronautas norte-americanos que andaram na Lua e os outros 15 que a circundaram a bordo do módulo de comando, todos eles tiveram histórias de UFOs para contar. Seria apenas coincidência? Haveria nisso alguma mensagem? Mistério!

Algumas missões Apollo - Durante a missão Apollo 12, em novembro de 1969, foi filmado um UFO gigantesco perto da Lua. E um segundo objeto, maior que o primeiro, nitidamente em forma de nave, também fora registrado. Na missão seguinte, a Apollo 13 tirou fotos incríveis: uma nave avermelhada, do tipo charuto, foi registrada com nitidez. Subitamente, ela mudou sua luminosidade para fluorescente, denotando enorme formação discóide que viajava ao lado da nave. Em seguida, alguns instantes antes da Apollo 13 sofrer o impacto da explosão de um tanque de oxigênio, incidente que a fez voltar à Terra sem cumprir sua missão na Lua, os astronautas disseram estar sendo seguidos por um UFO. E nas missões seguintes, objeto semelhante haveria de ser visto, como se estivesse fazendo um monitoramento paralelo ao da missão.

O vôo da Apollo 14 teve a presença do astronauta Edgar Mitchell. Embora ele não fale do caso específico, no transcurso de sua missão algo aconteceu de grave. Ele voltou do espaço convencido de que os extraterrestres visitam a Terra. Anos depois, quando já reformado, veio a público para dizer: “Anos atrás, tanto a ciência quanto a teologia tinham a convicção de que estávamos a sós no universo. Quando fui para a Lua, em 1971, eu achava que o homem era o centro do universo. Hoje, ainda se insiste nesse conceito, mas ninguém acredita mais nele. Nós ainda não os encontramos. A questão agora é saber se ‘eles\' já nos encontraram”.

Mitchell prosseguiu dizendo que estudos matemáticos concluíram a existência de várias dimensões. Mas, além delas, no universo tridimensional pode existir civilizações mais antigas e avançadas. Se uma delas estivesse 500 milhões de anos à nossa frente, poderia viajar pelo cosmos e já ter nos achado. Considerou que temos uma enorme lista de casos estranhos de UFOs, indicando que somos visitados por alienígenas. Disse que o Caso Phoenix é exemplo típico, inúmeras pessoas residentes em vários bairros daquela cidade viram e filmaram a mesma coisa. Os UFOs estavam ali. E também no México ocorreram coisas estranhas, indicando que o Fenômeno UFO está presente em toda parte.

Os UFOs e a Discovery - Os UFOs foram filmados também durante as viagens do ônibus espacial Discovery. Veículos triangulares, semelhantes aos oficialmente detectados pelo Comando de Operações Aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em Bruxelas, na Bélgica, em 30 de março de 1990, foram filmados pela Discovery sobrevoando agora o México e, novamente, a Bélgica. Prosseguindo seu percurso, enquanto a Discovery sobrevoava a Austrália foi filmado um objeto que viajava no espaço em altíssima velocidade. De modo instantâneo, o UFO mudou de direção, num ângulo negativo, projetando-se para o lado e para trás, numa velocidade estimada de 90 mil km/h, até hoje não obtida por nenhum engenho fabricado pelo homem. Não poderia ser sucata espacial nem satélite. Descartou-se também a possibilidade de fenômeno natural, vários objetos sugestivamente massivos entraram no campo de observação, fazendo manobras similares. Seus movimentos não eram aleatórios, denotavam sentido planejado, sugerindo atividade inteligente.

Os eventos foram abundantes. E a hipótese que melhor se encaixou foi a de que não estamos sós. O cosmos nos sugere uma pluralidade de mundos habitados e os seus habitantes parecem dar demonstrações disso, de modo mais ou menos oculto, sem que possamos ainda identificá-los. Pelas manobras radicais e evasivas dos UFOs no espaço, alguns especialistas consideram que os Estados Unidos, talvez em conjunto com Rússia, possam já ter armas de defesa postadas fora da atmosfera. Se for assim, “eles” estariam detectando o perigo e se afastando rapidamente, para ficarem fora do alcance das armas. Outra hipótese, em razão da aparente imaterialidade dos UFOs, é a de que sejam oriundos de outra dimensão do espaço-tempo. Diante desta teoria, indaga-se: Seria isso verdade? Caro leitor, a possibilidade existe, mas ninguém teria legitimidade científica para dizê-lo, senão “eles” próprios, através de contato direto ou de outro método apropriado. Por ora, tudo é mistério.

A mensagem se repete - Durante o período de guerra-fria, os contatados clássicos, tidos pelos céticos como lunáticos, diziam que os alienígenas aportavam à Terra em missão enobrecedora. O objetivo seria: “Estimular o homem a viver pacificamente, sem destruir a si mesmo”. Alertavam: “A sobrevivência da espécie humana está ameaçada”. Os astronautas não foram esses contatados. Mas, curiosamente, voltaram do espaço com mensagens muito parecidas. Mitchell tem dito que viver de modo pacífico é imperioso e depende apenas de nós. Diz que evoluímos em conjunto com a natureza, sem dar saltos. Não somos os expectadores passivos do espetáculo terrestre, pelo contrário. Quando olhamos o século XX e as ações do homem sobre a natureza, vemos as florestas destruídas, o aumento das zonas desérticas na Terra, a extinção das espécies animal e vegetal, a destruição da camada de ozônio, criando brechas na atmosfera e fazendo o sol incidir com propriedades nocivas ao nosso corpo, porque evoluímos numa condição diferente de incidência da luz. Quando notamos o mal que já fizemos à natureza e aos seres vivos, concluímos que está na hora de parar.

“Temos de assumir a nossa responsabilidade como seres inteligentes”, diz Mitchell. E começar a esquecer o dualismo cartesiano, o qual garante que Deus conserta o que nós estragamos, porque está errado. Isso não é verdade! Ele considera que precisamos nos reeducar! Senão, assim como os animais que saem de seu equilíbrio natural e são extintos, nós também teremos o mesmo destino. De fato, nós não somos diferentes. Não temos garantia nenhuma de que iremos sobreviver em meio ao caos que estamos criando. Lembra que no passado, os dinossauros não sobreviveram, mas diz somos inteligentes para sobreviver na adversidade e evoluir fazendo as coisas certas. Para ele, a questão agora é: “Faremos a escolha certa?” Ele mesmo responde: “Poderíamos resolver isso se agíssemos de modo mais inteligente, com mais sabedoria, usando uma base espiritual mais definida”. E prossegue dizendo que, enquanto seres humanos, temos de entender os nossos verdadeiros valores e as nossas verdadeiras prioridades. Temos de fundamentar isso em posturas morais e em conceitos cosmológicos, perguntando-nos: De onde viemos? Por que estamos aqui? Para onde vamos? Caro leitor, coincidência ou não, tais indagações foram feitas e respondidas pelo Espiritismo na sua origem. Será que estamos entendendo a mensagem? O programa Nova Consciência está imperdível. É só conferir!

Já está no ar a Edição 154 da Revista UFO. Aproveite!

Junho de 2009

De uma grande surpresa, uma grande reflexão

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