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Comissão da Força Aérea Argentina libera documento

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10 de Fevereiro de 2016
Os resultados da comissão oficial de pesquisa ufológica argentina decepcionaram os pesquisadores do país vizinho
Créditos: Arquivo

A Argentina tem passado por acentuadas mudanças com a eleição de Mauricio Macri para a presidência, tornando a se inserir no cenário internacional. Mas ações do governo Kirschner, que Macri sucedeu, ainda repercutem, especialmente na Ufologia Argentina. E muitos têm sido os ufólogos do país vizinho a questionar o funcionamento da organização oficial de pesquisa ufológica da Força Aérea Argentina (FAA), a Comissão para Estudo de Fenômenos Aeroespaciais (Cefae). Criada pela resolução 414/2011 com a finalidade de organizar, coordenar e executar uma investigação metódica de casos de UFOs, sua criação foi motivo de grande sensacionalismo por parte do governo de então.

Entretanto, nos anos que se passaram a comissão não se manifestou em nenhum momento, tampouco liberou qualquer relatório ou declaração oficial. Nenhuma informação quanto a seu funcionamento e despesas chegou ao público, criando desconfiança entre os ufólogos argentinos. A comissão deveria ser composta de especialistas em meteorologia, engenheiros, pilotos, radar e geólogos, mas os pesquisadores argentinos afirmam que tampouco se soube se estes foram consultados ou não. Os diretores que se revezaram no comando da comissão foram o capitão Mariano Mohaupt, seguido pelo comodoro Gillermo Aloi e pelo oficial da reserva da FAA Rubén Lianza. A sede da comissão era em Retiro, onde cidadãos que tivessem experiências ufológicas eram convidados a apresentá-las.

Finalmente, o primeiro relatório da Cefae, com somente 12 páginas, foi apresentado em dezembro de 2015. Cobre dez casos ocorridos entre novembro de 2014 a novembro de 2015. O documento não menciona qualquer atividade da comissão fora desse período e os ufólogos argentinos comparam esse pobre resultado com o Projeto Blue Book, que entre 1947 e 1969 analisou 12.618 casos. O relatório da Cefae exibe curtas descrições dos eventos, capturas de telas de vídeos e programas astronômicos, e explicações corriqueiras como estrelas, planetas e a Lua. Aeronaves fotografadas a distância, pássaros e mesmo uma bola lançada ao ar também estão entre as explicações para os casos analisados. A pobreza de resultados diante de um anúncio tão estrondoso feito pelo governo anterior, quando da criação da comissão oficial argentina, causou desconfiança e muitos questionamentos entre os ufólogos do país vizinho, inclusive diante da crescente onda de avistamentos que têm ocorrido em seu território.

crédito: Arquivo
O Caso Cantaneros, um dos analisados pela Cefae
O Caso Cantaneros, um dos analisados pela Cefae

Site oficial da Cefae

Leia o relatório apresentado pela Cefae

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UFOs: Arquivo Confidencial - Um Mergulho na Ufologia Militar Brasileira expõe casos ufológicos de gravidade ocorridos no Brasil, que permanecem até hoje sob sigilo. O livro apresenta detalhes até então desconhecidos de como nossos militares conduziram investigações secretas de incidentes com naves alienígenas no país. Entre eles estão as impressionantes conclusões da Aeronáutica após conduzir a Operação Prato na Selva Amazônica, para apurar o Fenômeno Chupa-Chupa. O autor, Marco Antonio Petit, é um dos mais conhecidos e respeitados ufólogos brasileiros, co-editor da Revista UFO há 20 anos e autor de várias obras sobre a presença alienígena na Terra.

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