Cometa ISON foi destruído na passagem pelo Sol

Cometa ISON foi destruído na passagem pelo Sol

Astro tinha núcleo pequeno demais para passar incólume pelo ponto de máxima aproximação solar

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O astrônomo amador Waldemar Skorupa obteve em 16 de novembro de 2013 esta foto do Cometa ISON
Créditos: Waldemar Skorupa

O Cometa ISON, após sua descoberta em setembro de 2012 pelos astrônomos amadores russos Vitali Nevski e Artyom Novichonok, foi logo apelidado de “cometa do século” por suas características orbitais. Classificado como do tipo rasante solar, sua trajetória era similar à do Grande Cometa de 1680, que protagonizou uma espetacular passagem pela Terra no século XVII. Astros desse tipo passam pelo periélio, o ponto de máxima aproximação solar, a distâncias muito pequenas da superfície do Sol, e a imensas velocidades.

No último 28 de novembro o ISON chegou ao periélio, passando a somente 1,2 milhões de quilômetros da superfície do Sol, viajando a 1.332.000 km/h. Telescópios terrestres e sondas de observação solar como a SOHO, a SDO e as duas STEREO acompanhavam detidamente o cometa. Se sobrevivesse ao periélio, o ISON alcançaria a máxima aproximação com a Terra em 26 de dezembro, a 64 milhões de km de distância.

Para tristeza da comunidade astronômica e entusiastas que aguardavam um belo show, infelizmente as imagens obtidas comprovam que o ISON partiu-se em algum ponto próximo ao periélio. Os especialistas estimam que, com cerca de 600 m de diâmetro nas medições mais recentes, o núcleo do cometa era pequeno demais para passar incólume pelas tremendas temperaturas e forças gravitacionais a tão pouca distância do Sol. Muitos cometas rasantes solares acabam tendo o mesmo destino.

ESFORÇO PARA DETERMINAR O DESTINO DO COMETA

Como habitual em eventos celestes de grande repercussão, sites sensacionalistas e sem o menor compromisso com a verdade insistiram em divulgar falsidades, como a de que o cometa ISON era acompanhado por supostas naves alienígenas, ou que sua passagem ocultava a entrada de uma estrela anã marrom no Sistema Solar. Este último tipo de astro é definido, de acordo com o Glossário de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), como um objeto de massa entre 13 e 70 vezes a de Júpiter, mas ainda assim insuficiente para dar início aos processos termonucleares em seu núcleo. Evidentemente, a hecatombe provocada pela entrada em nosso sistema de um astro de tal porte jamais conseguiria ser ocultada, razão pela qual as alegações dos irresponsáveis são completamente absurdas.

Após a passagem do ISON pelo periélio houve certa sensação quando boa parte da comunidade astronômica acreditou que ele havia sobrevivido. Entretanto, o brilho visto quando o cometa aparentemente afastava-se do Sol pode ser atribuído aos pedaços dele que se adiantaram e, por algum tempo, tornaram-se mais brilhantes. Porém esse brilho não durou, já que os fragmentos que se adiantaram na órbita se afastaram progressivamente dos demais pedaços que ficaram para trás. Muitos astrônomos e observadores amadores ainda buscam visualizar algum último fragmento brilhante do Cometa ISON, e a NASA pretende utilizar os telescópios espaciais Hubble, Spitzer e Chandra nessa tentativa.

O site Books Google possui mais informações astronômicas e sobre anãs marrons

Vídeo da passagem do Cometa ISON pelo Sol

Cometa ISON aparece intacto em foto do Hubble

Cometa ISON pode ter sobrevivido à passagem pelo Sol

Saiba mais:

Livro: Dossiê Cometa

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crédito: Revista UFO

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