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Cientistas de vários países discutem geoglifos em simpósio no Acre

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12 de Julho de 2010
Centenas de geoglifos já foram descobertos na região do Acre, atraindo a atenção mundial
Créditos: Alceu Ranzi e Denise Schaan

O Governo do Acre e instituições parceiras realizam de 21 a 22 de julho o 1º Simpósio Internacional Arqueologia na Amazônia Ocidental, na Biblioteca da Floresta. O evento tem como tema perspectivas interdisciplinares e reunirá pesquisadores de centros internacionais, como William Balée, da Tulane University, William Woods (Kansas University) e Sanna Saulanuoma, da Universidade de Helsinque. Vários painéis serão apresentados sobre a arqueologia na Amazônia. Para saber mais, clique aqui.

Geoglifos são vestígios arqueológicos representados por desenhos geométricos - linhas, quadrados, círculos, octógonos, hexágonos, entre outros -, zoomorfos (animais) ou antropomorfos (formas humanas), de grandes dimensões e elaborados sobre o solo, que podem ser totalmente e melhor observados se vistos do alto, em especial, através de sobrevôo. Podem ser encontrados em várias partes do mundo, os mais conhecidos e estudados estão na América do Sul, principalmente na região andina do Chile, Peru e Bolívia. No Acre, os pesquisadores já listaram mais de 250 sítios arqueológicos em estrutura de terra.

Descobertos pelo pesquisador Ondemar Dias em 1977, os geoglifos do Acre estão sendo melhor estudados a partir da ação de Alceu Ranzi, que os popularizou. Atualmente, ao menos uma operadora de turismo realiza incursões aéreas sobre os sítios arqueológicos do Acre e o Governo do Estado tem contribuído sistematicamente para seu estudo e preservação. Veja a página exclusiva sobre o assunto, aqui.

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