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Cientistas buscam sinais de civilizações avançadas em outras galáxias

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16 de Abril de 2015
NGC 5253, a 12 milhões de anos-luz de distância, que de acordo com o estudo apresenta sinais infravermelhos incomuns, possível sinal de uma supercivilização alienígena
Créditos: NASA

Os cientistas, ao contrário do que muitos no meio ufológico pensam, não combatem a ideia de outras civilizações no Universo. Pelo contrário, as buscam ativamente, sendo a mais conhecida procura aquela por sinais de rádio, realizada pelo Projeto SETI. Entretanto, existem outros meios, alguns descritos nos links abaixo, e um projeto de pesquisa teve um artigo a respeito publicado recentemente.

O projeto foi realizado por uma equipe chefiada pelo astrônomo Jason Wright, da Universidade Estadual da Pensilvânia, e estava programado para publicação na edição de 15 de abril do Astrophysical Journal Supplement Series, prestigiado veículo do ramo astronômico. Wright e sua equipe analisaram dados obtidos pelo telescópio Explorador de Amplo Campo em Infravermelho (Wise) da NASA. Esse instrumento analisou asteroides, estrelas e galáxias entre 2010 e 2011, e foi reativado em 2013 para uma nova busca, concentrada em asteroides e cometas que pudessem ameaçar a Terra.

Wise trabalha na região infravermelha do espectro, captando o calor de corpos distantes, e a equipe de Wright analisou dados obtidos de perto de 100.000 galáxias, em busca de sinais de avançadas civilizações alienígenas. Conforme o líder do estudo explica: "A ideia por trás da nossa pesquisa é que, se uma galáxia inteira tivesse sido colonizada por uma civilização espacial avançada, a energia produzida pelas tecnologias daquela civilização seria detectável em comprimentos de onda do infravermelho médio, exatamente a radiação que o satélite Wise foi projetado para detectar, para outros propósitos astronômicos". A pesquisa tem a sigla de G-HAT, Glimpsing Heat from Alien Technologies (Detectando Calor de Tecnologias Alienígenas).

BUSCANDO SUPERCIVILIZAÇÕES GALÁCTICAS

A pesquisa tomou por base a conhecida Escala de Kardashev, uma classificação das civilizações no Universo, com base em seu consumo energético. Assim, uma civilização Tipo I controlaria o potencial energético de seu planeta. Tipo II é capaz de usufruir de toda a energia de sua estrela, ao passo que o Tipo III seria capaz de usufruir de todo o dispêndio energético de sua galáxia. Assim sendo o G-HAT buscou sinais desse último tipo, considerando que a atividade de uma civilização tão poderosa poderia ser detectável para nossa tecnologia atual, na forma de emissões incomuns de radiação infravermelha. Após concentrar a busca em 100.000 galáxias cujas imagens tinham boa qualidade, o grupo pôde fazer uma seleção.

É o próprio Wright que explica: "Encontramos cerca de 50 galáxias que têm níveis incomumente altos de radiação no infravermelho médio. Nossos estudos subsequentes dessas galáxias poderão revelar se a origem dos resultados vem de processos astronômicos naturais ou se poderiam indicar a presença de uma civilização altamente avançada". A respeito das demais galáxias Wright comentou não terem detectado sinais desse tipo de atividade, algo inesperado porque, com bilhões de anos de idade, já houve tempo para o surgimento de civilizações avançadas. É possível que de fato estas não existam em muitas delas, ou estejam extintas, porém é interessante lembrar que, na civilização terrestre (que na Escala de Kardashev cai, de acordo com o saudoso Carl Sagan, na classificação 0,7), está acontecendo um esforço considerável para um desenvolvimento sustentável. É lógico pensar que uma civilização mais avançada terá estrito controle de seu dispêndio energético, e assim sua avançada tecnologia não demandaria a emissão de radiação ou outro sinal que fosse detectável a nós. O esforço do projeto G-HAT, entretanto, é louvável e digno de estudo.

Confira o artigo Detectando Calor de Tecnologias Alienígenas, em inglês

Artigo sobre a Escala de Kardashev, em inglês

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