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Ave pode ter colidido com avião chinês

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13 de Junho de 2013
Colisões de aeronaves com pássaros ou gelo são mais comuns do que se imagina
Créditos: Thehubsa.co.za

O caso do Boeing 757 da Air China, que treve seu radome amassado por um objeto não identificado, continua sendo debatido. Alguns insistem em defender a versão de que um autêntico UFO foi o responsável pelo impacto, contudo especialistas em aviação e veterinária propõem explicações muito diferentes.

Toni Inajar, conselheiro especial e coordenador de análise de imagens da Revista UFO, e que também é veterinário, em sua profissão de perito criminal já analisou diversos casos de impacto, principalmente automobilísticos. Contudo, já teve contato com incidentes aeronáuticos e afirma que as imagens do Boeing chinês são típicas da colisão com um objeto não muito rígido, como costumam ser corpos de animais, tais como aves.

Toni descobriu que uma espécie de ganso, de nome científico Anser Indicus, é migratória e costuma voar em grupo sobre o Himalaia, em altitudes que superam os 8.000 metros. Também lembrou o caso de um jato que, sobre a Costa do Marfim a 11.000 m de altitude, teve um abutre da espécie Gyps rueppelli sugado por uma das turbinas. O caso, ocorrido em 1975, felizmente terminou sem consequências quando a aeronave pousou em segurança. Os gansos da espécie mencionada anteriormente possuem um tipo de hemoglobina no sangue com alta taxa de absorção de oxigênio, permitindo o voo no ar rarefeito de grandes altitudes.

Vitorio Peret, especialista em aviação e piloto por 35 anos, também comentou o incidente do avião chinês. Ele afirmou ter visto vários casos de amassamento similares e listou quatro causas principais: fadiga nas hastes dos amortecedores que abrem e fecham o radome; radomes não estão livres de deformações durante turbulência severa, rachaduras, quebras ou furos provocados por raios e granizo; onda de choque posterior ao estouro de um trovão muito próximo; e choque com pássaros. Peret lembra que os radomes, que cobrem o radar meteorológico no nariz das aeronaves, são feitos de material composto de laminados de epoxi, fibra de carbono e kevlar, uma superfície mais "macia" que o alumínio normalmente utilizado nas fuselagens.

Inajar lembrou que o impacto provavelmente ocorreu em um período muito breve de tempo e como não existem arestas ou reentrâncias nessa região da aeronave é muito improvável que resíduos orgânicos, tais como sangue, fiquem no local do choque. Isso com certeza explicaria os danos do Boeing da Air China e a ausência de algum resíduo ou líquido deixado pelo objeto com o qual colidiu. O caso é uma lição para o essencial trabalho de separar fatos com explicações comuns daqueles envolvendo autênticos UFOs.

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Saiba mais:

Livro: UFOs: Arquivo Confidencial

crédito: Revista UFO
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