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Astronauta da Apollo 14 afirma que incidente de Roswell foi real

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18 de Maio de 2015
Edgar Mitchell, aqui em evento no National Press Club, há muito tem defendido o fim do acobertamento quanto aos UFOs
Créditos: Arquivo

O ex-astronauta Edgar Mitchell foi o sexto homem a pisar na Lua durante a missão Apollo 14. Lançada em 31 de janeiro de 1971, seu módulo lunar chegou ao destino em 05 de fevereiro, pousando na formação Fra Mauro, a mesma selecionada para a malfadada missão Apollo 13. Mitchell e o comandante do voo, Alan Shepard, realizaram atividades extraveiculares que somaram mais de 9 horas e 22 minutos, trazendo 42 quilos de amostras. Ao lado de Stuar Roosa, os três astronautas retornaram em segurança em 09 de fevereiro de 1971.

Mitchell, nascido em 17 de setembro de 1930, atualmente com 84 anos, tomou parte via videoconferência do evento Be Witness, que em 05 de maio passado divulgou imagens de um ser sob a alegação de ser uma das criaturas recuperadas do incidente em Roswell. Depois surgiu a informação de que na verdade se trata de uma múmia, e o pesquisador Anthony Bragalia, envolvido no caso, pediu publicamente desculpas pelo que considerou um engano. No último sábado, 16 de maio, outro envolvido fez o mesmo. Don Schmitt, conhecido pesquisador do Caso Roswell, publicou uma nota lamentando que tenha colocado sua reputação em jogo por se envolver com o evento Be Witness. Schmitt afirmou que deixou o prometido brilho da revelação das imagens ofuscar sua natureza cética, e prometeu fazer melhor no futuro.

Edgar Mitchell, por sua vez, disse em sua mais recente declaração sobre o caso que não há dúvida que um UFO caiu em Roswell, e que o governo norte-americano capturou a nave e seus tripulantes alienígenas. Ele lembrou que, embora tenha nascido em Hereford, Texas, considera como sua cidade natal Artesia, no Novo México, que fica nas proximidades de Roswell. Ele contou que na época do incidente em julho de 1947 estava no ensino médio, viu as notícias no jornal Roswell Daily Record sobre a queda do disco voador, e depois as negativas oficiais com a afirmação de que fora cometido um engano, e que o objeto era na verdade um balão meteorológico. Muitos anos depois, já tendo caminhado na Lua, Mitchell retornou a Roswell para uma série de palestras.

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Edgar Mitchell encontrou-se com conhecidos, além de testemunhas do incidente, e também com descendentes de outras pessoas que foram envolvidas com o caso. Ouviu delas suas histórias, incluindo a do filho de Glenn Dennis, o agente funerário que foi questionado quanto a melhor maneira de acondicionar corpos, e o filho de um xerife que ajudou a desviar o tráfego da região onde ficava o local da queda. O astronauta afirma ainda que esteve no Pentágono, anos após retornar da Lua, e comentou a respeito dessa e de outras histórias de UFOs. Um almirante, seu conhecido, afirmou que iria averiguar, e em seu encontro seguinte o militar disse a Mitchell que os relatos eram corretos e reais.

crédito: NASA
Edgar Mitchell na Lua em ferereiro de 1971, fotografado pelo comandante Alan Shepard, cuja sombra é visível
Edgar Mitchell na Lua em ferereiro de 1971, fotografado pelo comandante Alan Shepard, cuja sombra é visível

Quanto aos motivos do acobertamento, Edgar Mitchell diz que o governo norte-americano optou por encobrir tudo por não saber as intenções dos visitantes, se estes eram ou não hostis. Também havia o temor de que a União Soviética descobrisse o que havia ocorrido. Ele afirma que as agências de Inteligência não sabiam o que fazer com a nave e sua tecnologia incomparavelmente superior, de novo temendo o envolvimento russo. Mitchell diz: "O melhor curso de ação, então, seria simplesmente mentir e manter tudo oculto. Classificaram o incidente como acima de ultra-secreto, e criaram esse longo processo de acobertamento, separando um grupo secreto dentro do governo e o público". Mitchell também afirma que em sua carreira na NASA soube de muitas visitas de UFOs, que a agência espacial também encobriu.


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Guia da Tipologia Extraterrestre
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Há séculos a espécie humana assiste à chegada de estranhos seres geralmente bípedes e semelhantes a nós, que descem de curiosos veículos voadores sem rodas, asas ou qualquer indício de forma de navegação. Quase sempre estas criaturas têm formato humanoide e não raro se parecem com uma pessoa comum, mas com um problema: elas não são daqui, não são da Terra. O que pouca gente sabe é que existem dezenas de tipos deles vindo até nós, alguns com o curioso aspecto de robôs, outros se assemelhando a animais e há até os que se parecem muito com entidades do nosso folclore. O Guia da Tipologia Extraterrestre faz uma ampla catalogação de todos os tipos de entidades já relatadas, classificando-as conforme sua aparência e características físicas diante de suas testemunhas, resultando num esforço inédito para se entender quem são nossos visitantes.

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