
Muitos dos contatos de primeiro grau dos quais temos notícia referem-se a avistamentos de sondas ufológicas que, com tamanhos, formas variadas e constantes aparições têm intrigado ufólogos e interessados em Ufologia nas mais diversas regiões do país e do mundo. Em alguns casos é possível filmá-las, como aconteceu em 02 de janeiro de 1998 no bairro de Capão Redondo, em São Paulo (SP), quando seis pessoas observaram durante aproximadamente 30 minutos a emocionante evolução de uma sonda esférica luminosa, que desapareceu misteriosamente em seguida. Porém, na maioria das situações, quando esses aparelhos são notados pelas pessoas, elas não dispõem, no momento, de recursos para filmá-los ou fotografá-los. Um desses casos, somente agora divulgado, aconteceu em 05 de outubro de 1997, e envolveu um grupo de atletas que viajava de Santa Maria a Pelotas, no Rio Grande do Sul.
Tudo começou quando resolveram parar na estrada para limpar o pára-brisa de uma das três vans que os transportava. Alguns rapazes aproveitaram para descer do veículo e caminhar pelo local. Nesse momento, um dos jovens, André Lima, sentiu uma estranha sensação em seu corpo, uma espécie de eletricidade estática que fez com que seus cabelos arrepiassem. Ignorando o fato, continuou andando em direção ao acostamento e notou ao seu lado a existência de um estranho objeto brilhoso que, mesmo se aproximando muito, não conseguia tocar, pois algo inexplicavelmente o impedia. Extremamente intrigado com o que tinha visto, André resolveu chamar seus amigos para observar o fenômeno, mas, ao olhar para trás, viu o objeto emitir uma luz muito intensa, semelhante ao flash de uma máquina fotográfica, notada também por seu irmão e um amigo que se aproximavam. Pouco tempo depois, outro clarão foi disparado, o que fez com que tivessem ainda mais medo. Os três correram então para a van e gritaram desesperadamente para que todos entrassem no veículo, pois queriam sair imediatamente daquele local.
Assustado com tudo aquilo, o motorista entrou no carro e deixaram o local em alta velocidade. Instantes depois, porém, quando alguns rapazes já estavam dormindo, André chamou a atenção de todos para mostrar o que estava vendo através da janela. Alguns, já assustados com o ocorrido anteriormente, se mostravam receosos em olhar e cobriam seus rostos com roupas. Já os que quiseram observar o misterioso fenômeno ficaram muito espantados ao constatar que, ao lado da estrada, entre as árvores, dois objetos luminosos os seguiam em alta velocidade. Nesse momento chovia muito, o que os tornava ainda mais nítidos, pois a água batia neles e refletia sua luz. Vistos à distância, tais aparelhos mediam aproximadamente 50 cm, apresentavam formas arredondadas e movimentos muito rápidos, principalmente em ziguezague. Mantinham-se levemente alinhados e rapidamente desapareceram, simplesmente como se uma luz tivesse sido apagada.
Formação de UFOs — Apavorados com o que tinham acabado de presenciar, os rapazes não conseguiram falar em outra coisa durante o restante da viagem. Mas o que eles imaginavam ter chegado ao fim estava apenas começando. Pouco tempo depois, ao parar em um posto de gasolina para abastecer, André, Maurício Soares e um outro jovem resolveram sair da van. Este terceiro rapaz se dirigiu ao acostamento e ironicamente disse: “Onde está aquilo que vocês viram? Onde está o objeto?”. Os outros, já indignados com suas brincadeiras, ainda o olhavam quando, inexplicavelmente, uma espécie de relâmpago iluminou o local atrás do rapaz, o que fez com que todos gritassem e apontassem para ele. Nesse instante foi observada uma formação de cinco discos voadores, logo atrás do jovem. Tinham formato esférico e aproximadamente meio metro de diâmetro, comcor semelhante a chumbo. A princípio os objetos eram facilmente visíveis, mas da mesma forma inesperada com que surgiram, desapareceram. O rapaz brincalhão atravessou rapidamente a estrada e todos voltaram ao veículo apavorados, seguindo viagem. Mas instantes depois tiveram um novo avistamento.
O UFO agora estava acima de um morro, logo abaixo das nuvens, tinha aspecto turvo opaco e se assemelhava a um charuto. Entretanto, devido ao nervosismo, este último avistamento foi descrito pelos atletas de maneira muito confusa, não sendo possível afirmar com exatidão a forma e aspecto deste objeto. O mais surpreendente neste caso é que os jovens não se contradizem em nenhum momento e até hoje relatam a mesma história. Todos afirmaram que os fenômenos observados eram totalmente novos e inusitados para eles, pois nunca haviam se deparado com alguma experiência deste tipo e sequer acreditavam no fenômeno. “O que aconteceu modificou bastante o modo como pensamos sobre tudo”, relataram André e Maurício.
Além de misteriosos casos como esse, a região sul do país apresenta outros, ainda mais surpreendentes. Um deles foi pesquisado pelo ufólogo e presidente do Grupo de Pesquisas Científico-Ufológicas (GPCU) Carlos Dillmann, e aconteceu em 05 de outubro de 1996, quando o empresário e piloto Haroldo Westendorff sobrevoava a ilha de Saragonha, na Lagoa dos Patos, próximo à cidade de São José do Norte (RS). Bicampeão brasileiro de acrobacia aérea, com curso de formação de piloto privado desde os 19 anos, Westendorff tem como passatempo predileto pilotar seu monomotor Tupi prefixo PT-NTH sobre os municípios da região. Porém, o que deveria ter sido mais um vôo panorâmico sobre a Lagoa dos Patos, transformou-se na experiência mais marcante de sua vida. Ele decolou por volta das 09:00 h, sem sequer imaginar o que estava para acontecer. Era uma manhã de céu claro e ensolarado, com nuvens esparsas, o que lhe possibilitava condições ideais de vôo.
Mas, ao se passar aproximadamente uma hora da decolagem, quando se encontrava a uma altitude de 1.800 m, o aviador se deparou com um objeto extremamente grande – de proporções nunca antes imaginadas por ele –, o que fez com que até sua gagueira de infância retornasse por alguns minutos. “Estava voltando ao aeroporto quando observei aquele imenso objeto. Sou piloto desde os anos 70 e sei muito bem que não era um balão meteorológico”, declarou a Dillmann, na época. O objeto era marrom e seu tamanho podia ser comparado ao de um estádio de futebol, como o Beira-Rio, com cerca de 100 m de diâmetro e 50 a 60 m de altura. “Além disso, possuía o formato de uma pirâmide, mas com oito lados, sendo que cada um deles apresentava três gomos salientes, constituindo supostas janelas. Eu o acompanhei por 12 minutos”, relatou [Veja UFO 48].
Segundo Westendorff, a nave
seguia em direção ao mar e efetuava giros em torno de si própria. Em certo momento, em sua parte superior se abriu uma espécie de comporta, de onde surgiu um objeto voador discóide que, ao sair, em posição vertical, efetuou uma inclinação de aproximadamente 45º em relação ao objeto maior, movimentando-se muito rapidamente e desaparecendo logo em seguida. Nesse momento, o aviador pensou em se aproximar da nave para observar a abertura acima dela. Mas não conseguiu fazê-lo, pois o UFO começou a emitir estranhos raios vermelhos. “Assustei-me com os raios e me afastei cerca de 200 m”. Após isso, o piloto afirma que a nave maior subiu na vertical, numa velocidade fora do comum, e desapareceu. O que mais impressiona nesse caso é que, de acordo com Westendorff, não houve qualquer turbulência, deslocamento de ar ou interferência no funcionamento de seu avião, o que poderia acusar a existência de alguma anormalidade na região.
Cindacta Nega o Fato — Felizmente, outras testemunhas também puderam avistar o objeto, entre elas três operadores da sala de controle da Infraero do Aeroporto de Pelotas, com a qual o piloto se comunicou enquanto observava a nave. Airton Mendes da Silva, Gilberto Martins dos Santos e Jorge Renato S. Dutra visualizaram perfeitamente o objeto, que estava à aproximadamente 15 km do aeroporto. Puderam ver que era gigantesco, tendo seu tamanho comparado por um deles ao de uma torre de alta tensão vista a olho nu. Além deles, o piloto também se comunicou com o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), em Curitiba (PR), responsável pela vigília dos céus da região sul do país, e informou o que estava acontecendo. Entretanto, funcionários da instituição lhe disseram que não havia qualquer registro fora do comum nos radares, embora fosse possível detectar a presença do avião de Haroldo Westendorff.
Com todo o destaque que o caso mereceu, além de ufólogos, curiosos e jornalistas que procuraram o piloto, autoridades militares também quiseram interrogá-lo sobre o ocorrido e confundi-lo em suas declarações, o que somente não aconteceu porque Westendorff relatou o fato com muita objetividade e convicção, pois estava certo do que dizia. A experiência vivida pelo empresário gaúcho intrigou muito os ufólogos na época. Alguns ficaram surpresos ao verificar a semelhança do objeto visto em Pelotas com um outro fotografado em 16 de setembro no Alabama (EUA). Na ocasião, logo após o desaparecimento do UFO, surgiram três helicópteros negros, sem nenhum tipo de sinal ou marca que pudesse identificá-los. “O aparecimento desses helicópteros é comum nas áreas de testes de projetos militares dos Estados Unidos”, informou o ufólogo Carlos Pereira.
No livro Segredo Cósmico, de William Hamilton III, diretor de investigações da Mutual UFO Network (MUFON), também são descritas diversas aparições de UFOs nos anos de 1989 e 1990, na Bélgica, muito semelhantes à nave vista por Westendorff. São relatos de pilotos, controladores de tráfego aéreo, meteorologistas, engenheiros aeronáuticos e físicos que descrevem os discos voadores como muito grandes, geralmente comparando-os a campos de futebol ou aviões cargueiros. Diante de tantas evidências, especula-se que o Ministério da Aeronáutica mantenha uma investigação sigilosa sobre a nave avistada por Westendorff e outras semelhantes. Na última semana de outubro de 1996, um sargento da Base Aérea de Canoas viajou a Pelotas para colher o depoimento do empresário e de alguns funcionários da Infraero. O sargento pede para não ser identificado, mas passou uma tarde no Aeroclube de Pelotas, ouviu os relatos e tomou conhecimento de um “desenho falado” de todo o episódio. É que, depois de ter visto o imenso disco voador, supostamente uma nave-mãe, o empresário relatou todos os detalhes de sua história ao seu amigo Sérgio Porres, professor da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), que fez um desenho representando a nave avistada pelo piloto.
Quatro Luas Cheias — Embora a Aeronáutica não comprove a existência do UFO, uma série de depoimentos recolhidos por ufólogos confirma que o caso de Westendorff não é único naquela localidade. Para eles, a região da Lagoa dos Patos exerce algum tipo de influência sobre os extraterrestres, atraindo-os. Isso justificaria os freqüentes avistamentos. No dia seguinte ao episódio ocorrido com o piloto, por exemplo, o eletricista Donato Luís Rocha dos Santos avistou uma estranha luz se deslocar no céu, no sentido vertical, com impressionante rapidez. Ele estava caminhando nas proximidades da lagoa, na companhia do amigo e também eletricista Maurício Sacramento. “A luz tinha aproximadamente um terço do tamanho da lua, e uma luminosidade que nunca vi antes em nenhum outro lugar. Ela se deslocava a uma altura mais baixa do que a dos aviões que passam por aqui”, recorda-se Santos.
Em outra ocasião, um fenômeno semelhante foi testemunhado pelas publicitárias Maria Helena Fonseca e Kátia Santos Goulart. Elas estavam em casa e ouviram uma queima de fogos disparada no Esporte Clube Pelotas. Resolveram assistir da sacada quando, de repente, tiveram a atenção atraída por uma luz redonda intensa no céu, como se fosse um refletor do tamanho de quatro luas cheias. Poucos segundos depois se apagou, deixando um rastro colorido, como um néon, com predominância da cor verde. “Os fogos estavam sendo disparados no lado sul do prédio, mas as luzes que avistamos estavam no sentido oposto”, disse Kátia. Outro caso interessante ocorreu em 18 de fevereiro de 1999, por volta das 19:00 h. O taxista e agricultor Alzir Canielas, morador da vila Palma Matarazzo, adjacente à cidade de Pedro Osório (RS), observou um grande objeto próximo a uma plantação de arroz. Ele estava à cerca de 50 m de altura, acima das torres de alta tensão e tinha o tamanho de uma antena parabólica, embora se contraísse e expandisse alternadamente.
Quando reduzia seu tamanho, era possível ver apenas um pequeno filete de luz. Alzir observou o objeto durante aproximadamente um minuto, mas quando olhou ao seu redor para ver se existiam outros semelhantes, este desapareceu. No dia seguinte, foi informado por um amigo da existência de uma estranha marca encontrada onde ele teria visto o objeto luminoso. O local era em uma plantação de arroz de difícil acesso, onde somente era possível se chegar a pé. O pasto estava totalmente seco e apresentava uma marca de aproximadamente nove metros quadrados, na qual se distinguia claramente outro sinal interno, menor.
Recentemente, outra ocorrência ufológica chamou a atenção dos
moradores de Ivaí, localizada no oeste do Rio Grande do Sul, divisa com a Argentina. Cinco estudantes avistaram, no dia 13 de julho deste ano, às 19:00 h, um estranho objeto não identificado que emitia diversas luzes e “fachos de fogo”, como descreveram. Segundo eles, a nave era silenciosa e circulou várias vezes à baixa altura, próximo de onde estavam os jovens, ora pairando, ora se movimentando. Depois de aproximadamente uma hora observando o estranho fenômeno, os estudantes resolveram sair imediatamente do local, uma estrada municipal pouco movimentada. Mas lamentaram não ter no momento uma máquina fotográfica para registrar o inusitado fato. Muito temerosos, Edileise Saraiva Santos, Elaine Kasper, Leandro Reinoço, Rafael Mendes e Elvira Gamarra – todos que observaram a nave não identificada – não guardam boas recordações do que presenciaram. Inclusive, passaram a acreditar que o objeto poderia aparecer novamente em outras ocasiões.
Há inúmeros casos como esses no Rio Grande do Sul, que comprovam a existência de uma rica casuística ufológica mesmo em lugares às vezes pouco divulgados. Assim, diante de tantos relatos e evidências, é impossível negar a valiosíssima contribuição que a região tem a prestar para a Ufologia Brasileira.