A. J. Gevaerd
Entrevista
A. J. Gevaerd

Em nossa edição passada, quando demos início à série Dossiê Amazônia, apresentamos aos leitores um cidadão residente na Vila de Colares, na ilha de mesmo nome, que vem realizando um trabalho de grande importância para a população local. Trata-se de Hilberto Freitas, um radialista e oficial da Marinha Mercante que reside no local há mais de 10 anos. Ele não chegou a testemunhar pessoalmente a onda chupa-chupa nos anos 70 e 80, mas costumou-se a receber relatos de pessoas que, ainda hoje, o procuram para se queixar dos agressores daquela época ou para relatar fatos espantosos ocorrendo no presente. Ele se incumbiu do trabalho de manter a população carente da ilha razoavelmente bem informada sobre Ufologia, numa rotina diária que mantém na Rádio FM Rosário, da qual é também superintendente.

A FM é uma estação comunitária que funciona em Colares, mas atinge uma vasta área do litoral fluvial do Pará, chegando até mesmo aos vizinhos Maranhão, Amazonas e Amapá. Mantendo o programa semanal Além da Imaginação, entre outros destaques da programação, Freitas se tornou referência inquestionável no local quando o assunto é discos voadores. “O programa serve de fonte de consulta a todos que precisam de informações. Através dele sempre tentamos responder com dados claros e sólidos as dúvidas sobre Ufologia, para ajudar essa gente humilde a entender o que se passa”, declarou à Revista UFO. De fato, Freitas presta sua “consultoria ufológica” até mesmo à imprensa nacional e internacional, que o procura com regularidade.

O papel desempenhado pelo radialista e marinheiro é de grande significado para muita gente e também para a Ufologia. Tanto que UFO o nomeou correspondente na localidade, por ser a região o epicentro do fenômeno e ele ser o repositório dos casos que lá têm acontecido. Numa entrevista franca que nos concedeu em 14 de agosto, Freitas apresentou um vasto repertório de casos de que teve conhecimento, além de suas próprias experiências. Sua militância pela Ufologia na comunidade é um exemplo a ufólogos de todo o Brasil. “Os moradores sempre nos procuram quando têm acontecimentos ufológicos a narrar. Recebemos relatos de todos os tipos, que indicam claramente que a onda de UFOs em Colares continua ativa, mas menos intensa que no passado”. Vejamos a entrevista que concedeu nosso “comunicador ufológico”.

Alguns fatos que ocorrem em Colares são indescritíveis. As pessoas me procuram para narrar histórias ao mesmo tempo aterradoras e belíssimas.Não sei porque os ETs têm predileção pelo local

O senhor tem várias profissões, entre elas a de oficial da Marinha Mercante, radialista e policial civil. Como concilia tudo isso com seu interesse pelos discos voadores? Faço o que posso. Apesar de ainda não estar aposentado da Marinha Mercante, o que raramente me obriga a viajar, procuro ficar sempre atento olhando o céu aqui na ilha. Quando estou viajando, como já fiz a dezenas de países, fico sempre observando o firmamento em alto mar. Quando concluí o curso de investigação criminal, no Rio de Janeiro, em 1970, adquiri uma mentalidade que me permite analisar os UFOs e suas manobras.

O senhor deve ter muitas experiências para contar. E sua vida profissional, como foi? Sou filho do Estado do Pará, da cidade de Capanema. Mas passei boa parte da minha vida em Belém, onde estudei até o científico. Logo depois entrei na Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante e me formei com 20 anos. Recebi a platina de oficial de longo curso e de máquinas. Viajei muitos anos pelo exterior, principalmente na costa do Brasil. Também residi em Santos (SP) e fui subgerente da Companhia de Navegação Netumar. Comandava mais de 70 homens e trabalhava na recuperação e revisão de navios.

Seu interesse por Ufologia já vinha antes do senhor ser marinheiro? Eu me interesso por Ufologia há mais de 40 anos. Quando estava na Escola da Marinha Mercante, ainda no Pará, eu fazia manutenção em máquinas de cinema e aparelhos de navegação. Era praticamente um adolescente e fiquei curioso para saber do que se tratavam alguns filmes que ficavam num armário de uma área restrita da Escola. E como sempre os levava para assistir em casa, resolvi pegar alguns daqueles misteriosos filmes “emprestados” da instituição. Ao assisti-los, percebi que se tratavam de ocorrências ufológicas. Tinha, por exemplo, cenas feitas a bordo do Almirante Saldanha [Famoso caso ocorrido em 1958, na Ilha Trindade, litoral do Espírito Santo]. Isso é muito antigo e desde aquela época já se comentava que as Forças Armadas tinham arquivos ufológicos confidenciais. Projetei tais imagens em minha residência e vi que muitas das filmagens apresentavam gravações com discos e torpedos voadores.

Ninguém deu por falta desse material na Escola de Formação de Oficiais? Não, eu levava e logo depois devolvia. Não tinha problema nenhum. A cada revisão que eu fazia nos materiais e aparelhos, aproveitava para levar um ou dois filmes. Acredito que assisti todos que havia naquele armário secreto. Eram vários e grandes carretéis de filme de 16 mm, cada um com a duração de pelo menos 40 segundos. Todos esses documentos estavam com o carimbo de confidencial.

O senhor chegou a indagar seus superiores, professores e comandantes da Escola sobre o que se travam tais filmes? Eu perguntei ao sargento Nantes e ele me falou que era algo altamente secreto. “Olha, nesse armário ninguém pode mexer”, disse. E eu falei: “Não estou mexendo. Estou apenas olhando esses outros filmes”, referindo-me a outros carretéis. Apenas perguntei a ele para não alarmá-lo e continuar assistindo às filmagens quietinho. Eu já era muito interessado no assunto, pois havia estudado num colégio alemão em Belém e sabia muita coisa sobre astronomia, física etc.

O senhor viajou praticamente o mundo inteiro. Conhece os vários tipos de navios e já passou longos períodos em alto mar. Nessas ocasiões teve alguma experiência extraordinária?
Sim, tive. Era muito comum principalmente avistarmos ou percebermos coisas estranhas acontecendo na travessia do Oceano Atlântico. Como gostava muito de fazer ginástica, geralmente à noite eu subia no convés do navio para me exercitar e ficava apreciando o firmamento. Às vezes me assustava, pois de vez em quando via objetos estranhos. Só que eles nunca se aproximaram da embarcação.

crédito: Bob Pratt
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Os marinheiros que navegam pelos rios da Amazônia estão entre as incontáveis testemunhas da atividade alienígena na área

Quando o senhor decidiu morar em Belém e fixar residência em Colares? Após residir no sul, um dia decidi voltar à minha terra natal. Então vim pra cá, para Colares, e me encantei. Logo que cheguei comecei a ouvir conversas dos moradores sobre estranhos fenômenos, e percebi que muita coisa do que diziam poderia estar relacionada à Ufologia. Por isso, também resolvi pesquisar as lendas da região, que trazem temas muito intrigantes – como a da Maria Vivó, por exemplo. Segundo os moradores, trata-se de uma cobra que aparece nas águas e que tira apenas a cabeça para fora. Ela é cheia de luzes multicoloridas, o que me fez associar a lenda a UFOs que surgem nos rios da Amazônia. Ora, é certo que não se tratam de serpentes, pois esses animais não têm baterias ou energia elétrica. Então, só podia ser outra coisa. A lenda Maria Vivó é algo que existe somente aqui na Ilha de Colares.

Dizem que a ilha é repleta de lendas folclóricas cujas origens podem estar em objetos voadores não identificados?
Sim, esse é o caso da lenda da Laura, que aqui está em todos os lugares. É um tal de Buraco da Laura, Igarapé da Laura, Ponta da Laura etc. São todas regiões geográficas de Colares que foram batizadas graças a essa Laura. Mas quem é ela? Eu estive pesquisando – falei inclusive com pescadores mais antigos do local – e descobri que a Laura é uma imagem feminina que era vista próxima das margens de rios e igarapés. Geralmente, eram pescadores que a observavam, enquanto pescavam. “Era uma mulher que parecia estar dentro de uma luz. Nós ficávamos olhando e tínhamos muito medo, pensávamos que era uma visagem”, me afirmou os deles, referindo-se a assombrações.

O termo visagem é muito usado nessa região. O que exatamente significa? Bom, visagem é como denominamos aqui no Pará as observações de almas penadas, como a Laura. O mesmo pescador me disse que a tal imagem feminina falava dentro da sua cabeça, numa nítida referência à telepatia. Talvez um ser tenha tentado passar alguma mensagem. E geralmente a mensagem era: “Não tenha medo, eu sou de paz. Venha até aqui, meu nome é Laura”. Por esse motivo há vários lugares aqui com nomes dados graças à Laura – Furo da Laura, Vila Santana da Laura, o Bairro Geniaúba da Laura etc.

Conversando com o jornalista Carlos Mendes, ele falou de outra lenda interessante, a da Matinta Pereira. Também há isso aqui na ilha? Sim, e muito. Muitas pessoas, até mesmo com formação acadêmica, acreditam e dizem ser afilhadas de Matinta Pereira e protegidas por ela. Quando ela está perto, sempre emite um assovio escabroso, meio metálico, como se fosse aqueles efeitos de filmes de mistério, agudos e prolongados.

As pessoas que ouvem tal assovio também vêem alguma luz não identificada? Normalmente, sim. Algumas dizem que sentem arrepios. Outras que vêem uma figura feminina linda, mas com os cabelos jogados para frente, cobrindo o rosto. Tenho vários relatos do gênero, como o de dois homens que viajavam num fusquinha pelas ruas da ilha e avistaram uma moça sair de dentro do mato, muito bonita e bem vestida. Eles ficaram atentos. Ao passarem por ela, o motorista começou a olhar pelo o retrovisor para ver se a jovem havia ficado pra trás. Foi quando viu que ela estava seguindo o carro, mesmo quando ele corria. O motorista aumentou a velocidade do veículo e percebeu que a imagem continuava caminhando, aparentemente calma, próxima ao pára-brisa traseiro. Ele ainda pediu para seu colega olhar e este confirmou que estavam sendo seguidos de perto. Quando o homem freou o automóvel, a moça continuou no mesmo ritmo, até que sumiu de repente. Os dois confirmaram isso no meu programa Além da Imaginação.

O senhor tem um projeto para construir uma antena para receber mensagens do espaço? Por favor, descreva-o. Sim, estou organizando a construção de uma armação de ferro para suportar uma parabólica de quase 5 m de diâmetro, que será direcionada para o espaço, afim de captar eventuais transmissões. Isso é plenamente possível e pretendo usar os computadores que temos na Rádio Rosário para processar as informações que vierem a ser recebidas.

A expectativa é que alguém ousa a sua transmissão no espaço? Não. Eu não quero transmitir nada, apenas receber. Quero captar sinais eventualmente enviados por naves. Inicialmente na região dos 1.450 GHz, e depois até chegar a 2.000 GHz.

Quando o senhor chegou a Colares já havia se passado mais de uma década do fenômeno chupa-chupa e da Operação Prato. As pessoas ainda comentavam o assunto? Sim, até hoje elas conversam sobre isso. Além do que, existem por aqui muitos indivíduos traumatizados pelas luzes. Depois que os moradores da ilha descobriram que eu pesquisava Ufologia, começaram a me procurar para relatar alguns fatos, assim como repórteres vêm me entrevistar. Já recebi gente até mesmo do exterior, como o jornalista norte-americano Bob Pratt e o chileno Juan Valdéz. A população local me traz muita informação sobre os casos extraordinários que acontecem no dia a dia, principalmente depois que começamos a discutir temas ufológicos na rádio. O povo já está mais conscientizado de que esses objetos existem. As observações continuam e sempre buscamos apresentar um esclarecimento à comunidade. Agora, o que todos buscam é saber o motivo pelo qual esses fatos acontecem...

crédito: ARQUIVO UFO
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O entrevistado em seu local preferido da Ilha de Colares, a Praia do Machadinho, totalmente desabitada e palco de espetaculares acontecimentos ufológicos registrados em segredo pela Força Aérea Brasileira (FAB)

Durante a Operação Prato, a Aeronáutica incutia na cabeça dos moradores de Colares que os objetos eram armas secretas de norte-americanos, russos, japoneses e até de guerrilheiros. O que as pessoas pensam, hoje, que eram tais fenômenos? Hoje predomina a conclusão de que eram artefatos ou máquinas de outros mundos. Mas até um tempo atrás quando cheguei aqui, cerca de 70% da população, sem exagerar, acreditava que era o que certos pastores pregavam, ou seja, coisa do demônio.

Segundo suas pesquisas, quando era mais freqüente a incidência desses acontecimentos? Geralmente à noite, a partir das 18h00. Muita gente abandonava suas casas e fazia fogueiras altas, com a expectativa de afugentar o que quer que fossem as luzes. O senhor Alfredo Bastos Filho, que era prefeito na época, chegava a comprar fogos de artifício e os distribuía para algumas famílias, com a esperança de repelir os ataques. Outros moradores faziam muito barulho, batiam latas, gritavam e até atiravam com armas de fogo na direção dos UFOs. Alguns tiros não detonavam e outros nem chegavam perto dos objetos. De vez em quando caía uma luz em cima das pessoas, uma espécie de raio paralisante, e depois vinha outro mais fino ainda, parecido com um laser que as picava. Os que eram picados não morriam, mas ficavam dias sem qualquer força física. Parece que a energia vital das pessoas era sugada por eles.

Qual foi o fenômeno mais marcante que o senhor testemunhou desde que chegou a essa região? Vi muita coisa e tive contatos imediatos do primeiro e segundo graus, alguns distantes, outros próximos. Mas o fato mais interessante aconteceu há mais ou menos um ano, durante uma vigília com um grupo de amigos na Praia do Machadinho. Uma moça que estava conosco sentiu a presença de algo e começou a passar mal, e tivemos que voltar para casa. No caminho, ela me perguntou: “Que luz azul é essa ai do lado?” Quando olhei para frente, vi que a luz do carro começou a ficar amarelada. Todos observamos então uma claridade intensa em cima do veículo.

O senhor teve a oportunidade de olhar aquela luminosidade? Não, não deu para ver nada, principalmente porque eu estava dirigindo e a estrada era um pouco perigosa. Eu até pensei em parar o carro e fazer contato, mas o pessoal se apavorou – um dos meus amigos chegou a ter diarréia nervosa. O impacto foi muito grande para todos e decidimos ir direto para casa. Quando começamos a nos aproximar de um igarapé, que tem a água da cor de coca-cola, pensei que talvez eu conseguisse ver alguma coisa refletida. Mas a luz simplesmente apagou...

Que outros fenômenos o senhor pode nos narrar? Houve uma vez que nos organizamos novamente para voltar à Praia do Machadinho, há uns 4 anos. Estávamos junto de três agentes federais que filmavam tudo o que acontecia. No grupo estava também um rapaz muito sensitivo que começou a falar que na casa em que estávamos havia uma energia intrusa que lhe fazia mal. Não demos muita importância no momento, apenas o tiramos do local onde estava sentado. Antes de sairmos, resolvemos jantar. Era umas 22h30 quando servi meu prato e sentei exatamente onde o garoto estava e dizia ter sentido algo estranho. Comecei a comer e de repente tive uma coriza estranha. Passei a mão no nariz e, quando olhei meus dedos, eles estavam com sangue. Isso não tinha explicação e foi documentado pelos agentes.

O que aconteceu? Corri até a pia para me lavar, mas a hemorragia não parava. Nisso, um dos oficiais, dizendo tratar-se de um fenômeno, resolveu que eu devia ser levado ao hospital. Eles estavam com medo de que algo me acontecesse e viessem a ser culpados. Quando saímos da casa, a menos de 100 m dela, o sangue estancou misteriosamente. Mas era só eu tentar voltar que meu nariz tornava a sangrar. Olhe, eu tenho uma saúde de ferro e nada parecido com isso já tinha me acontecido.

Nessa noite vocês resolveram ainda fazer a vigília? Não, acabamos ficando próximo a residência, pois naquela noite aconteceu um blecaute que deixou a ilha completamente escura. Nós ficamos na rua conversando, pois lá eu não me sentia mal, apenas dentro de casa. Começamos a observar o céu quando, de repente, vimos vários objetos voadores a distância. Um deles parecia se movimentar em zigue-zague, às vezes até com pulsos, direitos e invertidos. Ficamos presenciando aquilo encantados.

O senhor testemunhou algum objeto não identificado no centro de Colares, como contam os moradores? Sim, algumas vezes. Mas teve uma ocasião que eu realmente me assustei. Aconteceu numa madrugada em 2002, quando um vizinho me chamou para atender um colega que estava passando mal, o senhor Manuel João. Nós o levamos ao hospital mais próximo e, quando eu já estava voltando para casa, sozinho, percebi um nevoeiro forte perto da praça da prefeitura. Tinha muita fumaça mesmo e estava ruim até para dirigir. De repente, vi uma luz pequena que parecia uma bola de árvore de Natal, que não emitia qualquer ruído. Cheguei a me apavorar, pois pensei que fosse um carro em alta velocidade vindo em direção contrária. Quando cheguei mais perto, pude ver seu formato e desci do carro para observar melhor o objeto. Mas o artefato sumiu em seguida. Tenho certeza de que se tratava de uma sonda ufológica.

O que o senhor acha que essas sondas são capazes de fazer às pessoas? Acredito que elas ionizam o ar e que até a propulsão das naves maiores poderia ser advinda dessa ionização. Esses veículos utilizam a energia cósmica, mas de uma maneira que ainda desconhecemos e que não se estuda nem em universidades. Essa é minha teoria.

Eu não cheguei a conhecer o coronel Uyrangê Hollanda, que na época ainda era capitão da Aeronáutica. Mas é certo que ele deixou sua imagem gravada na mente das pessoas que residem em Colares, pois muita gente ainda se lembra dele. Era uma pessoa dedicada e atenciosa, mas austera e obcecada pelos discos voadores

Entre os casos ocorrido na ilha que chegaram à sua atenção, qual foi o que mais lhe impressionou? O que me chamou mais atenção aconteceu com uma moça chamada Cláudia, que atualmente mora em Belém. Ela teve uma experiência interessante há uns 3 anos na Praia de Humaitá, onde morava com seu companheiro e trabalhava num bar. Certa noite ela resolveu dar uma volta na praia e viu ao longe um objeto que se parecia com uma mesa oval com várias cadeiras, ao redor da qual estavam 3 ou 4 pessoas. Cláudia descreveu que parecia uma sessão espírita, pois as pessoas estavam muito concentradas. Ela viu também alguns homens muito altos em pé ao redor da mesa. Eles usavam um tipo de capacete do qual saía um foco azul, como o de uma lanterna. Eles faziam um círculo com as mãos dadas e jogavam a luz sobre as nucas daqueles que ficavam sentados. Achei a descrição fenomenal.

Como eram os seres que estavam em pé? Ela disse que não foi possível ver nitidamente sua anatomia, mas percebeu que tinham os olhos bem avermelhados. Cláudia ficou muito apavorada e saiu correndo. “Fiquei com tanto medo que, quando eu dei por mim, estava na rede deitada. Devo ter corrido para dentro de casa”, disse-me, sem lembrar como chegou à residência. Eu insisti com ela para saber mais e falou que não se recordava como chegara em casa. E me mostrou um galo que tinha na cabeça. Eu o examinei e notei uma protuberância ali. Passei o dedo e era como se fosse um caroço de abóbora debaixo da pele. Indaguei Cláudia se sentia alguma dor nessa região e ela respondeu que sim. “Gozado, o senhor está passando o dedo na minha cabeça e eu não estou sentindo nada, mas quando meu companheiro toca, dói muito”.

O que senhor acredita que sejam os objetos voadores, depois de tudo que já viu e ouviu das testemunhas, além dos arquivos militares? Sem dúvida, acredito que são naves de outros mundos ou planetas. Talvez de outras galáxias ou até mesmo da nossa. Meu raciocínio sobre isso é bastante lógico. Não estamos sozinhos e há por ai muitas civilizações inteligentes. Os extraterrestres estão nos vigiando, sondando nossos movimentos. Entretanto, com o avanço humano na criação de armamentos e bombas, estamos dificultando nosso futuro contato com essas criaturas altamente inteligentes.

O senhor crê que os seres que surgiram durante a Operação Prato eram hostis ou estavam atacando as pessoas apenas como parte de um processo de pesquisa? Para as pessoas atingidas eles podiam ser até hostis, mas creio que estavam mesmo é analisando aqueles indivíduos. O que precisamos, ainda, é aprender, pesquisar e indagar sobre isso, pois só assim as dúvidas serão sanadas.