Edição 79
DESTAQUE

Ufologia volta a ser vítima de embustes da mídia

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01 de Jan de 2002
Uma polêmica sobre UFOs é tudo o que Tiazinha precisava neste momento, quando já estava esquecida do público e tentando lançar seu CD com a banda Cavaleiros Mascarados
Créditos: Claudeir Covo

Como se já não bastasse a natureza delicada do Fenômeno UFO, que embora cada vez mais evidente ainda encontra em céticos argumentos nada científicos para questionar sua autenticidade, os ufólogos têm mais uma preocupação diante da opinião pública: a imprensa. Obviamente, não estamos nos referindo aos jornalistas realmente comprometidos com a ética e a verdade dos fatos, mas sim àqueles profissionais, principalmente os da televisão, que priorizam acima de tudo a audiência, muitas vezes em detrimento da qualidade e autenticidade do que divulgam. Recentemente, a Comunidade Ufológica Brasileira pôde testemunhar mais dois lamentáveis exemplos disso. Ambos envolveram o avistamento de um suposto UFO, protagonizado por Suzana Alves, mais conhecida como a personagem Tiazinha. Em 09 de agosto último, ela participou do programa TV Fama, da Rede TV, onde relatou ter filmado um disco voador, aproximadamente às 19:00 h do dia anterior. Imediatamente após a exibição do programa, os ufólogos Claudeir Covo, do Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais (INFA) [www.infa.com.br] e co-editor de UFO, e Paola Lucherini Covo, do recém-fundado Instituto Nacional de Pesquisas Ufológicas (INPU) [http://sites.uol.com.br/inpu], entraram em contato com a produção do TV Fama e gentilmente se ofereceram para analisar o filme. “Uns vinte minutos depois a própria Suzana Alves ligou para nossa casa e combinamos os detalhes para ver a fita”, contou Claudeir à Revista UFO.

Quatro dias depois, os pesquisadores estiveram no escritório da assessoria de imprensa de Suzana Alves, em São Paulo. Segundo ela, estava com mais quatro pessoas [Elizabete Lopes, sua secretária, Geraldo de Souza Alves, seu pai, o diretor de TV Edgar Soares Filho, que dirigia o carro, e o assistente Diogo Damasceno], retornando para casa, quando avistaram um estranho objeto com luzes brancas, amarelas e vermelhas intermitentes. Ele voava baixo e parecia seguir o carro. Ao chegar em seu prédio, Suzana alertou o irmão de Elizete, Luiz Carlos Lopes, e o porteiro, senhor Agnaldo, para o fenômeno e, em seguida, pegou sua filmadora, começando a registrar o objeto, embora, nesse momento, ele já estivesse mais longe. A gravação durou aproximadamente trinta segundos, quando a câmera desligou sozinha, pois a bateria havia descarregado.

Logo após seu relato, Suzana mostrou a Claudeir e Paola sua filmagem, diretamente no visor de uma câmera digital Sony (Mini DV Handcam Vision), com um zoom digital de 120 vezes. “Foi possível observar um objeto branco, com uma luz branca, que piscava na parte de cima, e outra que piscava na parte inferior do objeto”, afirmou Claudeir. O ufólogo lembrou ainda que o objeto estava ora focalizado, ora fora de foco, o que seria comum acontecer quando a filmagem é realizada com câmeras amadoras. Logo de início, ele e Paola informaram à Suzana que, embora parecesse tratar-se de um UFO, precisariam analisar detidamente as imagens para afirmar adequadamente isso. Em 16 de agosto, os pesquisadores receberam uma cópia da fita em VHS e, primeiramente, assistiram diversas vezes – normal e quadro a quadro. Em seguida, utilizaram o computador para efeitos de ampliação e realce.

Uma análise mais descuidada e precipitada poderia concluir, erradamente, que estavam diante de mais uma ocorrência em que um artista observa um disco voador – polêmica que, no caso de Suzana, particularmente, seria bem oportuna, tendo em vista que está lançando um CD e a banda Tiazinha e os Cavaleiros Mascarados. Felizmente, graças ao trabalho sério e transparente de Claudeir e Paola, não foi isso o que aconteceu. Após cuidadosa análise, eles atentaram para a possibilidade da cantora ter filmado o zepelim da Goodyear. “Depois de diversas ligações, conseguimos confirmar que o dirigível possui uma lâmpada estroboscópica na parte de cima, que é a luz anticolisão, bem como outra na parte de baixo”.

Sei perfeitamente o que é um dirigível. Tive e tenho a convicção do que vi e filmei. Mas as pessoas estão muito descrentes e só as muito espiritualizadas, como eu, conseguem enxergar

Campo de Marte — Os pesquisadores decidiram, então, averiguar, e partiram para o Campo de Marte, onde, no Departamento AIS-MT, que é a sala de informações da Aeronáutica, foram recebidos pelo sargento Trannim. Depois de consultar seus superiores, ele forneceu aos ufólogos o plano de vôo do dirigível, confirmando que no mesmo dia e horário do avistamento de Suzana ele estava no céu. Ainda dentro do Campo de Marte, Claudeir e Paola procuraram o Hangar LRC II, da Tecplan, uma empresa de locação de helicópteros, onde foram gentilmente atendidos por Cristina Rangel. Depois de diversas ligações para outros hangares, ela informou que o dirigível da Goodyear é pilotado pelos comandantes Wagner Miggiorin e José Eduardo de Souza Blaschek, os únicos pilotos de dirigível da América do Sul. Segundo Blaschek, devido ao Encontro dos Empreendedores da Goodyear, no Centro de Convenções do Colégio São Luiz, o zepelim ficou o tempo todo sobrevoando a região dos jardins – direção em que Suzana afirmou observar o objeto. “Como batem dia, horário, localização e características do objeto filmado, não temos a menor dúvida de que Suzana filmou o dirigível da Goodyear”, concluiu Claudeir.

A transparência das afirmações do ufólogo, que contrariavam as expectativas, não foi reconhecida e nem sequer levada em consideração pela produção do programa Domingo Legal, do SBT, que havia convidado os pesquisadores para comentar as filmagens de Suzana. Claudeir e Paola, prontos para declarar em cadeia nacional que o objeto filmado era apenas o dirigível da Goodyear, foram simplesmente “descartados” do programa de 19 de agosto passado. Já a caminho do estúdio da emissora, eles receberam uma ligação da produção cancelando a participação deles no Domingo Legal. A justificativa era a de que Suzana Alves não iria mais participar do programa. Mas não foi isso o que ocorreu.

No mesmo dia, e como se nada tivesse acontecido, não somente ela esteve no Domingo Legal, como as imagens foram divulgadas sem qualquer menção ao parecer dos ufólogos. O pior de tudo é que todos, inclusive o apresentador Augusto Liberato, estavam cientes de que as imagens eram do dirigível – numa lamentável demonstração de desserviço jornalístico e desrespeito com os telespectadores. “De qualquer forma, não tem problema se a imagem não for realmente de um disco voador. Não dissemos que era. Dissemos que a Suzana disse que era e, então, não há uma mentira” afirmou o diretor do programa, Roberto Manzoni. E ele ainda colocou em dúvida a idoneidade de Claudeir: “Só acho estranho que o especialista tenha mudado de idéia. Os jornais de 16 de agosto traziam um depoimento dele em que afirmava serem de 70% as chances de Suzana ter visto um UFO”. De fato, o ufólogo disse isso ao analisar rapidamente a fita no visor da câmera digital de Suzana. Na ocasião, no entanto, ele ainda declarou que somente depois de um estudo mais detalhado poderia ter certeza de que se tratava de um disco voador – o que não se confirmou.

crédito: revista veja
Gugu levou ao ar a estória de Suzana Alves, mesmo tendo sido advertido pelo co-editor de UFO Claudeir Covo de que a filmagem era, na verdade, do dirigível da Goodyear. Ratinho também tem usado seu programa para apresentar fatos duvidosos e jososos que denigrem a pesquisa ufológica brasileira
Gugu levou ao ar a estória de Suzana Alves, mesmo tendo sido advertido pelo co-editor de UFO Claudeir Covo de que a filmagem era, na verdade, do dirigível da Goodyear. Ratinho também tem usado seu programa para apresentar fatos duvidosos e jososos que denigrem a pesquisa ufológica brasileira

“Intenções Escusas” — “Se a polêmica continuar, vou trazer de novo a Tiazinha ao Domingo Legal. Assuntos polêmicos dão audiência” afirmou categoricamente Manzoni ao Jornal da Tarde, de São Paulo. Na verdade, tudo não passou de uma estratégia de marketing. “Ela e o namorado, Eriberto Leão, queriam promover seu CD e a nova banda”, desabafou Claudeir a Ana Cristina Aleixo, da Revista Istoé. Sua tentativa de promoção repercutiu em todas as mídias e Suzana, que já estava um tanto quanto esquecida pela opinião pública, foi convidada para entrevistas em diversos programas de rádio e televisão, para falar sobre o suposto disco voador filmado. Até mesmo na internet a notícia foi bastante divulgada, podendo ser encontrada em vários sites, como no da revista eletrônica Vigília [www.vigilia.com.br], da Revista Istoé, de 20 de agosto, [www.istoe.com.br], e o do Relatório Alfa Newsletter [www.relatorioalfa.com.br]. Este último, editado pelo jornalista Aldo Novak, trouxe ainda outros detalhes do que chamou de “armação publicitária”. De acordo com o newsletter, o namorado de Suzana, Eriberto Leão, chegou a ficar quarenta minutos ao telefone tentando convencer Paola Lucherini de que ela e Claudeir deveriam dizer no Domingo Legal que o objeto era mesmo um disco voador. O ufólogo declarou ao Relatório Alfa que o ator, ao notar que os pesquisadores não iriam mentir, em hipótese alguma, afirmou: “Vocês estão com intenções escusas”.

Dias depois, Leão declarou que o ufólogo José Agobar Peixoto teria confirmado que o objeto visto pela cantora seria mesmo um UFO. Segundo ele, o especialista não foi convidado para ir ao Domingo Legal porque Suzana não queria polêmica. “Ela não precisa disso. Já é famosa e suas músicas são lindas”. Segundo a assessora de imprensa de Suzana, Ana Paula Lattes, ela somente foi ao programa para lançar seu CD. “Essa história de disco voador não é o mais importante”. E ainda disparou: “Esse ufólogo [Claudeir Covo] quer é aparecer. Ele vive de palestras e por isso quer se tornar popular”. Mas pelo visto, não foi Claudeir quem se tornou a verdadeira bola da vez da mídia nacional. Até mesmo José Simão, colunista da Folha de São Paulo, não resistiu: “Você acredita que Tiazinha viu um disco voador? Eu acho que ela desceu de um. Mas a maioria acha que ela foi ‘abunduzida’ pelos ETs” , disse em seu artigo Buemba! Tiazinha Abunduzida por um Balão, em 21 de agosto.

Infelizmente, o Caso Tiazinha não foi apenas um episódio lamentável exibido em cadeia nacional pelo Domingo Legal. Já em 15 de agosto, no Programa do Ratinho, também do SBT, a discussão havia sido iniciada. Nesta data, no entanto, os pesquisadores ainda não haviam recebido a cópia da filmagem de Suzana e, portanto, ainda imperava a grande possibilidade dela ter realmente visto um UFO. Na ocasião, o ufólogo Josef David foi convidado pela produtora Evelyng [A produção do programa, contatada em 22 de agosto, se recusou a informar o nome completo] para participar do Programa do Ratinho, falando sobre Ufologia e, é claro, abordando o suposto disco voador filmado por Suzana Alves. “Disse a produtora que somente participaria se fosse tratado com respeito, pois outros pesquisadores já foram tratados de forma inadequada pelo apresentador”, informou Josef. Depois da confirmação de que se tratava de uma matéria séria, e não humorística, o ufólogo resolveu aceitar o convite, levando também Vanderlei D´Agostino.

Desorganização —
Por volta das 18:00 h, os ufólogos chegaram aos estúdios do SBT, onde, imediatamente, puderam constatar a “desorganização interna da produção”. Depois de esperarem 20 minutos, eles se ofereceram para editar as imagens que haviam levado e que seriam exibidas no programa, entre elas a do Caso de Capão Redondo. Meia hora mais tarde, os ufólogos entregaram a fita para a pessoa responsável pela edição final e foram conduzidos para o camarim dos artistas. “Não se deixem levar pelo nome. Não passava de uma pequena sala com um espelho, um banheirinho e uma televisão, em que passava, pasmem, o Jornal da Record, assistido por dois funcionários do SBT”. Quando já passava das 20:00 h, e os pesquisadores verificaram que ninguém tomava nenhuma atitude – nem a produtora Evelyn apareceu –, eles decidiram andar pelo estúdio, para descobrir, quando, onde e como preparar a matéria. Ninguém imaginava o que estava acontecendo naquele local.

“Conversamos com mecânicos, estagiários, seguranças, auxiliares de estúdio, até o Hermano Henning passou por nós duas vezes, e ninguém nos informava onde ficar ou com quem falar”, contou Josef. Segundo ele, já se passavam das 20:40 h e o programa iria ao ar às 21:00 h. Somente às 20:50 h, um segurança contatou o diretor, que foi conversar com os ufólogos e, gentilmente, explicou a melhor maneira de se comportarem, até mesmo para manter a atenção do público. O Programa do Ratinho começou às 21:30 h e, a todo momento, Carlos Massa chamava a atenção dos telespectadores para o avistamento de Suzana Alves – que seria entrevistada por telefone –, bem como para a presença dos ufólogos no estúdio. Às 22:20 h, no entanto, algumas pessoas da equipe de produção disseram a eles que tudo seria adiado, pois não havia mais tempo. “O mais surpreendente é que, mesmo após o programa ter sido encerrado, ninguém se manifestou em contatar as pessoas que ali esperavam”, afirmou indignado Josef. Ele decidiu, então, procurar a produtora, que simplesmente afirmou que a matéria havia ficado para o dia seguinte. Estarrecidos com tamanha falta de ética e profissionalismo, os pesquisadores se recusaram a voltar ao programa.


crédito: cortesia goodyear
O dirigível da empresa Goodyear pode ser visto constantemente nos céus de São Paulo e de outras grandes cidades. É um veículo publicitário arrojado, que Tiazinha pretendeu confundir com um UFO
O dirigível da empresa Goodyear pode ser visto constantemente nos céus de São Paulo e de outras grandes cidades. É um veículo publicitário arrojado, que Tiazinha pretendeu confundir com um UFO

Nervosismo Ufológico — Nesse momento, muito preocupada, a produtora falou baixinho, em seu fone, com outras pessoas da equipe. “Eles estão nervosos e disseram que não vão participar”. Cinco minutos mais tarde, a equipe tentou explicar o inexplicável e convencer os ufólogos a retornarem no dia seguinte – o que novamente foi recusado. Além disso, determinaram expressamente que nenhuma de suas imagens poderia ser exibida, inclusive às editadas pelos próprios pesquisadores na ilha de edição da emissora. “O tal adiamento não foi nada mais do que uma jogada de marketing, visto que havia a concorrência da audiência com a Rede Globo, que transmitia um jogo do Brasil”, disparou Vanderlei D´Agostino.

Como se já não bastasse o comportamento patético da produção do Programa do Ratinho, no dia seguinte, 16 de agosto, o assunto voltou à tona, só que de forma totalmente distorcida. Ao comentar sobre a terapia da urina, indicada por um padre que se recusou a comparecer ao seu programa, Carlos Massa afirmou veementemente: “Padre, o senhor não quis vir. É que aqui tem que provar! É que nem o ‘pessoal do disco voador’, não gostam de vir ao meu programa porque aqui tem que provar”. Foi como se ele não soubesse que os ufólogos estiveram o tempo todo nos bastidores no dia anterior. “Foi absurdo! Como ele pôde dizer isso?”, indagou Josef. Segundo ele, o apresentador não somente estava ciente da presença dele e de Vanderlei no programa, como, inclusive, chegou a examinar o material que haviam levado, como alguns documentos da Força Aérea Brasileira (FAB). Portanto, não estamos diante, somente, de um caso de puro sensacionalismo, mas da mais absurda difamação a que um estudioso, seja ele de que área for, pode ser submetido. O comportamento da produção do SBT, verdadeiramente triste, só nos revela o nível de seus programas e de seus profissionais – o que nem de longe lembra um jornalismo sério, ético e realmente comprometido com a verdade, regra básica em toda e qualquer faculdade de jornalismo. Vemos, então, que esta diretriz básica não se aplica ao dia-a-dia desses que se julgam profissionais, que se dizem comunicadores, mas são sim manipuladores de um público que, embora popular, tem o direito de não ser enganado, todos os dias, pela televisão.

Um episódio lamentável

Suzana Alves, mesmo sabendo desde o início que o objeto visto era o dirigível da empresa Goodyear, ao chegar em casa, pegou sua câmera e filmou o objeto – provavelmente por um tempo bem superior ao que nos foi mostrado. Assim, surgiu a idéia de associar a imagem de um suposto disco voador ao lançamento de seu CD e da banda Tiazinha e os Cavaleiros Mascarados. Posteriormente, o namorado de Suzana, Eriberto Leão, levou a fita a um laboratório e selecionou as imagens em que o dirigível aparecia mais distante, nos pontos em que a filmadora desfocava várias vezes, com o intuito de dificultar a identificação do objeto. Eles inventaram que a bateria terminou e nos apresentaram menos de um minuto de gravação. Infelizmente, tudo não passou de uma simples jogada de marketing.

Para quem não sabe, o balão, blimp ou o zepelim da Goodyear recebeu o nome de Spirit of the Américas e chegou ao Brasil em abril de 1998. Ele tem 39 m de comprimento, 13 de altura e 10 m de largura. É controlado por uma equipe de 18 pessoas, entre elas dois pilotos, armadores, engenheiros mecânicos, manobristas de solo, técnicos eletrônicos e um coordenador de programação. O dirigível comporta 1982 m3 de gás hélio e tem dois envelopes de poliéster, coberto com neoprene, o primeiro com 80% de gás hélio e o segundo com 20% de ar atmosférico. Para subir, o gás hélio é bombeado, expelindo o ar atmosférico, e para descer a operação é inversa. Comportando quatro passageiros e os pilotos, o zepelim voa a uma velocidade média de 56 km/h, com autonomia de 24 horas de vôo, e possui todos os instrumentos de uma aeronave, o que permite vôos diurnos e noturnos. Ele ainda tem dois motores de propulsão à hélice e pode chegar a uma altitude máxima de 1,5 km. Além de duas luzes estroboscópicas, o dirigível, a exemplo dos aviões, tem uma luminária vermelha do lado esquerdo e uma verde do lado direito. Também possui dois holofotes com cerca de 1500 watts de potência cada, que o iluminam totalmente, mesmo quando observado à uma certa distância. O aparelho realmente é uma bela obra de engenharia.

Lamentamos profundamente como tudo terminou. Se Suzana e Eriberto tivessem sido humildes, poderíamos ter combinado de que forma iríamos nos apresentar no programa Domingo Legal, onde ela lançaria seu CD e a banda. Logo em seguida, seriam mostradas as imagens que conseguiu e finalizaríamos divulgando os resultados da pesquisa. Ela até poderia dizer: “Puxa vida, pensei que tinha filmado um disco voador, mas infelizmente não era”. Ou algo como: “Não foi desta vez, fica para uma próxima”... Na verdade, tudo poderia ter terminado tranqüilamente, sem constrangimentos para ela – certamente a imprensa não iria fazer a enorme gozação que fez –, mas Suzana não preferiu assim. Como tínhamos um compromisso moral e ético em não divulgar nada até o programa do Gugu, e cumprimos à risca esse acordo, somente após a apresentação de Suzana foi possível tornar pública toda essa lamentável estratégia de marketing.

A Ufologia sofre um novo ataque da imprensa

Já está no ar a Edição 79 da Revista UFO. Aproveite!

Jan de 2002

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