Edição 31
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O Vaticano sempre esteve de olho nos UFOs

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01 de Jan de 2005
Entre os muros do Vaticano, o menor país do mundo, estão guardados segredos milenares que poderiam mudar a história da humanidade...
Créditos: Photographer\'s Choice

O interesse do Vaticano pela Ufologia e a vida extraterrestre começou a chamar a atenção do mundo a partir do dia 18 de janeiro de 1997, quando a revista oficial da Conferência dos Bispos da Itália publicou uma entrevista com o padre Piero Coda, um dos mais importantes teólogos do Vaticano. Em suas declarações, padre Coda afirmou que, “criados por Deus e tendo suas falhas, os extraterrestres também precisam de redenção através das palavras salvadoras de Jesus Cristo”. Respondendo as perguntas do repórter da revista, padre Coda afirmou que se existirem seres inteligentes e livres em outros lugares do universo, a solidariedade religiosa exigirá que a eles também seja oferecido o caminho da salvação. O religioso ainda disse que “pode até haver algum enriquecimento cultural, exatamente como aconteceu no passado, quando a cultura européia entrou em contato com mundos que eram até então absolutamente desconhecidos”.

Meses antes da entrevista do padre Coda, outros teólogos do Vaticano haviam declarado ao respeitado jornal italiano Corriere Della Serra que os extraterrestres também devem ser considerados filhos de Deus. Em outubro de 1998, ao divulgar a mais recente edição do Dicionário do Vaticano, a Santa Sé admitiu ter incluído a expressão objeto voador não identificado que, na obra, é chamada em latim de res inexplicata volans, algo como “coisa voadora inexplicada”. Ainda no mesmo mês, o influente jornal inglês The Sunday Times informou que o Vaticano começará a construir um dos maiores observatórios astronômicos do planeta, a ser localizado no deserto do Arizona, Estados Unidos. Os planos do Vaticano são de que o observatório venha a ser um dos mais bem equipados do mundo, para que possa contribuir intensamente na busca de outros planetas com condições de sustentar a vida. Terá dois possantes telescópios, capazes de identificar sinais distantes dos mais diversos tipos de gases e até de rastros de poeira cósmica em torno de estrelas e sistemas planetários em situações propícias para o aparecimento e evolução da vida – ao menos dentro dos parâmetros conhecidos.

crédito: Arquivo UFO
Monsenhor Corrado Balducci
Monsenhor Corrado Balducci

Procurando as digitais de Deus

“Procurem as digitais de Deus”, disse o papa João Paulo II aos 20 padres astrônomos que estão trabalhando no projeto e à toda a equipe que o está desenvolvendo. Aparentemente complementando as declarações do papa, o diretor do observatório, frei George Coyne, comentou no dia seguinte: “Acreditamos que a Igreja tem de se juntar a esse esforço científico internacional de busca por vida no espaço. A graça trazida pela encarnação de Cristo estende-se a todos os campos da atividade humana”.

“Mas o projeto do novo observatório traz consigo alguns riscos teológicos”, comentou na época o citado jornal londrino, ao divulgar a notícia. “Um dos maiores deles seria a descoberta de formas de vida extraterrestres, principalmente se dotadas de inteligência. Se isso ocorrer, a Igreja enfrentaria a delicada questão de definir se a crucificação de Jesus, que na crença católica é atribuída à redenção dos pecados de toda a humanidade, teria redimido também seres de outros planetas”, finaliza o artigo. Uma maneira de contornar o problema seria “converter” os extraterrestres – uma idéia que já é considerada pelos astrônomos papais. A conversão ainda não teve seus procedimentos e rituais definidos pela Santa Sé, pois o assunto não está sacramentado, mas dificilmente seria idêntico aos realizados com humanos.

“Se for possível encontrar civilizações em outros planetas, e se for factível comunicar-se com elas, deveríamos tentar enviar missionários para salvá-los, como fizemos no passado quando novas terras foram descobertas”, afirmou na ocasião frei George Coyne, o jesuíta inglês nomeado diretor do observatório do Arizona pelo papa. Este ano a agitação está por conta de monsenhor Corrado Balducci, teólogo do Vaticano e uma das pessoas mais próximas de João Paulo II. Monsenhor Balducci é assíduo na televisão italiana e fala abertamente sobre ETs e UFOs. Segundo ele, que disse não estar se expressando oficialmente pelo Vaticano, a Santa Sé está recebendo muitas informações sobre os extraterrestres e seus contatos com os terráqueos. Essas informações, de acordo com o monsenhor, vieram principalmente de seus núncios no México, Chile e Venezuela. Monsenhor Balducci afirmou várias vezes fazer parte de uma comissão do Vaticano que trabalha com a possibilidade de contatos alienígenas e que busca um modo de promover uma aceitação global das manifestações de seres de outros planetas.

O teólogo reafirmou que a Igreja Católica está analisando o assunto com muito interesse, lembrando que os encontros com extraterrestres “não são demoníacos, nem provenientes de problemas psicológicos ou, muito menos, de casos de possessão por entidades. Este tema deve ser estudado com muito cuidado”. O que chama atenção de modo especial é que monsenhor Balducci é um exorcista consagrado no Vaticano, cujo hábito é extirpar do meio católico todas as práticas consideradas estranhas ou desconhecidas – o que, entretanto, não fez com a Ufologia.

Uma vigilância cuidadosa e contínua ao longo da história

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Jan de 2005

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