ARTIGO

Contato Direto

Por Warren Aston | Edição 171 | 01 de Novembro de 2010

Uma investigação histórica sobre um dos casos mais espantosos da casuística ufológica mundial
Créditos: ALEXANDRE JUBRAN

Contato Direto

Desde o começo de 1956 e prolongando-se por mais de uma década, cerca de 200 pessoas em todos os círculos sociais da Europa tiveram uma intensa interação com um grupo de alienígenas de formato perfeitamente humanóide. Este caso vem agora à tona em ricos detalhes. Dentre os envolvidos em tal experiência encontravam-se políticos, professores universitários, engenheiros, jornalistas, estudantes e também donas de casa. O nível dos contatos com os visitantes variou desde um único encontro a envolvimentos profundos e que se prolongaram por mais de 40 anos, até recentemente. Alguns dentre os que viveram esta fascinante história chegaram a entrar em bases alienígenas subterrâneas e submarinas, onde permaneceram por dias seguidos. Outros entraram e até voaram em suas naves. Centenas de gravações de voz, fotografias e filmes claros dos objetos foram feitos ao longo dos anos, inclusive com alguns dos próprios visitantes.

Devido aos sentimentos de afeição cultivados pelos alienígenas em todos os que os conheceram, e por terem as experiências se concentrado na Itália, o termo amizicia, de amizade, tornou-se o mais utilizado para descrever o conjunto dos fatos e contatos vividos. E assim o episódio ficou conhecido naquele país como Caso Amizicia [Pronuncia-se “amitizia”]. Espontaneamente, aos poucos, mesmo pessoas residentes em outros países europeus utilizaram a palavra em seus idiomas para descreverem o que estava ocorrendo, embora o termo W56 também tenha sido largamente empregado para se referir aos fatos registrados e contatos realizados — a letra W remetendo à expressão dupla vitória, em italiano, e 56 ao ano em que os encontros tiveram início. No entanto, apesar de a Itália parecer ter sido o foco da fase inicial das experiências, elas também ocorreram na Alemanha, Suíça, França e Áustria, e talvez até em outros países.

Mundos interligados no universo

Neste impressionante episódio, os próprios alienígenas disseram de que planetas eram originários, diversos deles, e chegaram a descrever as distâncias que separam seus mundos da Terra. Afirmaram que sua espécie vive em vários orbes, todos interligados, que informaram ser denominados de Confederação Akrij [Pronuncia-se “aqri”]. Portanto, os seres seriam, e assim se identificaram, os Akrij. O ufólogo e autor italiano Stefano Breccia, que a respeito do caso escreveu o ivro Contattismi di Massa [Contatismo de Massa, Nexus Editorial, 2007], sobre o qual falaremos mais adiante, chegou a levantar quais seriam as 15 estrelas de diversos tipos espectrais apontadas pelo Akrij como sendo aquelas ao redor das quais orbitariam seus mundos de origem, mas aparentemente ainda há outras. Eles teriam seus próprios idiomas em seus planetas natais, e também uma língua comum que facilitaria a comunicação entre todos.

crédito: Sylvery Zastavki
Universo repleto de vida - Os Akrij viveriam em mundos que orbitam cerca de 15 estrelas de diversos tipos espectrais, e seriam capazes de vencer as distâncias interestelares
Universo repleto de vida - Os Akrij viveriam em mundos que orbitam cerca de 15 estrelas de diversos tipos espectrais, e seriam capazes de vencer as distâncias interestelares

Experiências indescritíveis

Todavia, por muitos anos, esta incrível história nunca foi contada fora do grupo de pessoas envolvidas. Embora esta saga sem precedentes tenha se desenrolado em diversos países durante décadas, a maioria dos participantes manteve sua participação em segredo por medo de serem expostos ao ridículo e de perderem seus empregos em um período de incertezas como o que se vivia na Europa do pós-guerra. Alguns ufólogos chegaram a tomar conhecimento de que algo muito sério estava ocorrendo, mas não foram capazes de desvendar o segredo, mantido muito bem guardado. Apenas quando muitos dos participantes do Caso Amizicia já haviam morrido, alguns refletiram e sentiram a necessidade de assegurar que suas indescritíveis experiências não fossem perdidas, e passaram a revelá-las. Vários deles ainda estão vivos e diversos textos escritos pelas testemunhas — ou “experienciadores”, como se convencionou chamar — chegaram a ser publicados a partir de 1958, mas davam apenas pistas da grandeza dos fatos e da origem das informações passadas aos contatados.

O primeiro pesquisador a escrever sobre essas extraordinárias experiências foi um famoso diplomata italiano, o cônsul Alberto Perego, que faleceu em 1981 e chegou a atuar inclusive no Brasil. Perego começou suas atividades ufológicas em Roma, em novembro de 1954, e serviu a Itália em todo o mundo, sendo muito conhecido dentro e fora de seu país. Ele chegou a publicar quatro livros em que discretamente revelou a informação que possuía, obtida em primeira-mão, sobre o Caso Amicizia, incluindo fotografias de aliens e de suas naves. Perego criou o Centro Italiano de Estudos Eletromagnéticos da Aviação, um nome que não atraía atenção para a organização ufológica que chegou a ser uma das maiores do mundo. Ele era um homem à frente de seu tempo, mas apesar de ter muitas conexões em altas rodas da sociedade e do governo italianos, suas atividades e obras apenas lhe causaram constrangimento — seu último livro nunca foi publicado [Veja mais informação no site www.progettoperego.it].

Contudo, a partir de 2009 começaram a surgir novos manuscritos e livros descrevendo abertamente os extraordinários eventos, entre eles o do italiano Breccia, engenheiro e professor universitário que vive no centro da Itália, que também esteve profundamente envolvido nas experiências com os Akrij. Seu Contattismi di Massa ganhou tanta notoriedade que recebeu também uma edição norte-americana, Mass Contacts [Contatos em Massa, Author House, 2009], que contém excelentes informações acerca de fatos vividos pelas testemunhas européias. Com uma introdução do veterano ufólogo Roberto Pinotti, presidente do Centro Ufologico Nazionale (CUN) e consultor da Revista UFO, o livro contém um relato do líder do grupo italiano de contatados, o proeminente teólogo e psicólogo Bruno Sammaciccia. Antes de morrer, em 2003, Sammaciccia confiou a Breccia a publicação de parte de sua história. Breccia também incluiu um breve relato de um engenheiro alemão do grupo, também falecido no mesmo ano.

crédito: Warren Aston
Um grupo de privilegiados? O líder do grupo italiano de contatados, o teólogo e psicólogo Bruno Sammaciccia [E], que revelou sua história antes de morrer
Um grupo de privilegiados? O líder do grupo italiano de contatados, o teólogo e psicólogo Bruno Sammaciccia [E], que revelou sua história antes de morrer

Experiências parcialmente divulgadas

Outro importante participante dos episódios que marcam o Caso Amicizia é Paolo di Girolamo, um professor universitário de Padova que também publicou seu próprio relato em uma obra prestes a ser lançada. E nos próximos meses outro testemunho de primeira mão dos acontecimentos com os Akrij será lançado por mais um acadêmico, que, no entanto, prefere permanecer anônimo e optou por apresentar sua narrativa através do pesquisador croata Nikola Duper. Felizmente, participantes das mesmas experiências residentes em outros países passaram a se entusiasmar com a divulgação não sensacionalista do caso e, assim, têm cada vez mais vindo a público revelar o que sabem. No caso de Sammaciccia, que deu o depoimento mais contundente, apenas parte de suas experiências foi divulgada até hoje, e nem o próprio Breccia já contou toda a história de seu envolvimento.

Como se vê, não apenas os envolvidos na trama são pessoas de alta credibilidade, inclusive em comunidades docentes científicas, como seus depoimentos são liberados apenas em pequenas doses, para não chocar e nem serem desvirtuados. A importância do Caso Amizicia — ou Caso W56, para alguns — somente agora começa a se tornar aparente aos ufólogos. Com centenas de testemunhas visuais de reputação ilibada e evidências físicas em abundância, o episódio simplesmente se distingue de maneira clara da esmagadora maioria de situações de contatismo conhecidas na história, e se coloca em uma categoria única no que se refere a relacionamentos com alienígenas. Na opinião deste autor, o Caso Amizicia se tornará um marco da Ufologia nos anos vindouros, especialmente quando mais testemunhas vierem a público e toda a verdade for revelada. Muito mais do que em qualquer outra ocorrência ufológica, esta pode se tornar o equivalente à Pedra de Rosetta que nos ajudará a montar o quebra-cabeças da presença alienígena na Terra [Veja detalhes no DVD Estabelecendo Contato, lançamento da coleção Videoteca UFO sob código DVD-041].

De forma muito peculiar, os ufólogos encontrarão no caso fortes evidências de que é fundamentada a crença generalizada de que o governo dos Estados Unidos foi contatado oficialmente por um grupo de alienígenas, décadas atrás, que teria se oferecido para ajudar a desenvolver espiritualmente a humanidade — desde que os EUA suspendessem seu programa de armas nucleares. Isso sempre foi visto como uma lenda da Ufologia, mas há nas experiências dos contatados pelos Akrij indícios em quantidade surpreendente que isso de fato ocorreu.

Um dado interligado a esta aludida circunstância seria o tão comentado encontro que o então presidente norte-americano Dwight Eisenhower teria tido, em fevereiro de 1954, com extraterrestres. A reunião teria sido oficial e ocorrida na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, e a história é sustentada por muitas testemunhas e fontes anônimas, que também garantem que outras importantes e selecionadas personalidades teriam comparecido. Neste encontro, no entanto, ocorreu o inverso da primeira proposta feita pelos visitantes. Como os Estados Unidos teriam se recusado a suspender seu programa de armas atômicas, posteriormente o país acabou entrando em acordos com outros grupos de extraterrestres, que agora lhe ofereciam avançada tecnologia em troca de liberdade para suas ações.

Ondas ufológicas avassaladoras

Parece que os alienígenas Akrij — geralmente referidos como “nórdicos” na literatura especializada, devido à cor de seus cabelos e pele — foram o grupo que fez a proposta inicial ao governo dos Estados Unidos. Portanto, o sincronismo com os fatos do Caso Amicizia é mais do que interessante. Isso sugere que os Akrij, agindo com boas intenções e tendo sido rejeitados oficialmente pelas autoridades terrestres do pós-guerra, teriam mudado sua estratégia e decidido levar a mensagem de sua presença na Terra diretamente a muitas outras pessoas normais, mas também influentes em vários lugares do mundo, começando dois anos após o contato de 1954. Isso explicaria as sucessivas ondas ufológicas observadas naquele período. E enquanto os Akrij assim agiam, aparentemente outros grupos se aproximavam, inclusive o que teria feito a segunda proposta aos norte-americanos.

Em meio a este extraordinário caso, ao longo das últimas quatro décadas, informações substanciais sobre a existência de outras espécies cósmicas foram passadas a humanos que atuaram como interlocutores dos alienígenas — que desejavam, entre outras coisas, disseminar seus elevados conceitos perante a sociedade terrestre. Seus objetivos primordiais para com seus contatados humanos eram baseados em moralidade, ética e amizade, não em tecnologia, o que para eles era um item secundário no relacionamento entre raças.

Embora haja muitas coisas familiares aos ufólogos mais experientes, os textos relativos ao Caso Amicizia que já temos em mãos são um tesouro de dados e conceitos a serem aproveitados em benefício da espécie humana. Espalhados ao longo dos relatos há, por exemplo, informações significativas a respeito dos conceitos que os Akrij têm de Deus, do universo e da história do próprio planeta Terra. Eles teriam feito diversas afirmações que são simplesmente fascinantes, e talvez, em alguns casos, passíveis de verificação. Uma delas, de particular interesse no momento, está contida em uma conversa gravada por Breccia em 1967, em que um membro do grupo W56 mencionou a ele que há uma estrela mais próxima da Terra do que as da Constelação de Centauro, uma das maiores do Hemisfério Sul celeste. Sua estrela mais brilhante é Alfa do Centauro, o terceiro astro mais luminoso no céu e que faz parte de um sistema triplo que inclui Próxima do Centauro — a cerca de 4,3 anos-luz, é uma das conhecidas e a mais próxima do Sol.

crédito: Spazo e Vita
Relator dos fatos - O ufólogo e autor italiano Stefano Breccia, a quem boa parte dos detalhes do Caso Amicizia foi confiada
Relator dos fatos - O ufólogo e autor italiano Stefano Breccia, a quem boa parte dos detalhes do Caso Amicizia foi confiada

Nêmesis ou Estrela da Morte

Como aquele interlocutor dos Akrij saberia isso na década de 50? A princípio, a afirmação feita a Breccia pareceu ridícula. Mas cientistas recentemente anunciaram que o telescópio espacial WISE [Wide Field Infrared Explorer ou Explorador Infravermelho de Campo Amplo], lançado em dezembro de 2009 pela NASA, estaria perto de descobrir uma estrela anã marrom — companheira binária do Sol — suspeita de influenciar cometas, asteróides e os planetas externos do Sistema Solar. O fato chegou a ser noticiado no site Space [www.space.com], que já apelidou o suposto novo astro de Nêmesis ou Estrela da Morte, dando que o artefato detectado teria várias vezes a massa de Júpiter, e ocasionalmente empurraria gravitacionalmente cometas em nossa direção. “Este objeto, ainda por ser confirmado, poderia alterar nossos conhecimentos do Sistema Solar”, descreveu o site. Análises preliminares de fotografias da nova estrela, feitas pela pesquisadora Teresa Barbatelli, em 2009, também indicam uma anomalia digna de revisão de muitos conceitos astronômicos.

Outra evidência do Caso Amicizia muitas vezes publicada é a fotografia clara e colorida, feita à luz do dia, de um Akrij vestido casualmente. A foto foi tirada por Bruno Sammaciccia em sua vila e mostra o que parece ser um homem com cerca de três metros de altura, identificado como Kenio — e uma análise da imagem parece confirmar a altura do ser. “Mas nem todos os Akrij teriam a mesma estatura e alguns seriam ainda mais altos, enquanto outros se pareceriam mais com seres humanos, e haveria ainda aqueles muito baixos”, afirma Breccia em seu Contattismi di Massa, um relato de 420 páginas sobre todo o episódio.

Até agora, seu livro permanece sendo a fonte mais completa de informações acerca do espantoso conjunto de fatos e experiências que formam o Caso Amizicia. Apesar de alguns problemas com a edição italiana, a obra também conseguiu capturar a personalidade e senso de humor de algumas pessoas envolvidas — humanas e alienígenas. Uma passagem interessante de Contattismi di Massa descreve, por exemplo, o segundo encontro no plano físico ocorrido com alguns dos aliens durante uma reunião programada para uma tarde da primavera de 1957, no bosque próximo ao antigo castelo de Ascoli Piceno. Sammaciccia, um dos participantes, relata que seu grupo se encontrou com três visitantes recém chegados, que se aproximaram sorrindo. “A primeira coisa que Romolo me disse, em perfeito italiano, foi: ‘Meus caros amigos, o que vocês esperavam? Monstros? Veja como somos bonitos!’”. Romolo é o nome dado a um dos extraterrestres que mais comparecia aos encontros marcados, e visto pelo grupo como um dos mais acessíveis.

crédito: Warren Aston
Um alien quase humano - Kenio, como se apresentou um dos Akrij a Sammaciccia e que se deixou fotografar em plena luz do dia
Um alien quase humano - Kenio, como se apresentou um dos Akrij a Sammaciccia e que se deixou fotografar em plena luz do dia

Muitos dos relatos de Bruno Sammaciccia sobre o caso giram em torno de Dimpietro, um alien também de estatura elevada que teria comandado a principal base de sua raça estabelecida na Itália. Ele afirmou a Sammaciccia ter vivido em vários lugares da Terra desde o século XVII, e que estava bem adaptado a alguns dos prazeres terrestres, como vinho, café e cigarros. Quando se encontrou com a mulher de Sammaciccia pela primeira vez, Dimpietro sentou-se no piso da cozinha de seu apartamento para não assustá-la com sua altura — acima de três metros. Tal como outros membros da equipe de alienígenas à frente do relacionamento com o grupo de contatados terrestres, devido à sua longa estadia aqui, Dimpietro havia dominado não apenas o idioma italiano, mas também seus vários dialetos e aspectos culturais.

História de interesse alienígena

O quadro geral de todos os episódios relacionados ao Caso Amicizia e ocorridos ao longo de quatro décadas é bem complexo. Nele estão incluídas descrições de alianças estabelecidas entre mundos distintos, narrativas da existência e ação de aliens bons e com ética muito elevada, e também de seres de má índole. Há também nos registros do caso, agora cada vez mais abundantes com a decisão de muitas testemunhas de virem a público, detalhes sobre espécies cósmicas cuja agenda é estritamente científica e imparcial, sem qualquer interesse específico pela Terra ou pelos terrestres além destes. Um grupo de tais seres teria o particular objetivo de estudar os insetos de nosso planeta, que, aparentemente, são uma forma rara de vida no universo. A maioria dos visitantes extraterrestres seriam seres físicos, mas alguns são interdimensionais e outros são entidades imateriais, como os que têm pele roxa, chamados de “Vermelhos”, que não fazem parte da Confederação Akrij, mas são seus aliados — Sammaciccia alega ter interagido com eles.

Um dos principais envolvidos com os visitantes — e que por isso se tornou estudioso dos fatos —, Bruno Sammaciccia compartilha com outros experienciadores situações interessantes. Eles descobriram, por exemplo, que os Akrij não são as únicas espécies vindo à Terra, mas haveria pelo menos seis outros grupos de alienígenas neste processo. Eles seriam os CTRs, os Elta V, os Utis, o chamado Povo Wan, com pele quase transparente, os Vermelhos, que apoiariam os Akrij, e outra raça sem nome, descrita como tendo aparência simiesca. No centro da história estão os Weiros, robôs biológicos clonados, praticamente indistinguíveis dos humanos e com uma agenda própria de intenções em relação à Terra. Uma análise de suas atividades certamente indicaria os Weiros como a resposta para o aludidos homens de preto dos anos 50 a 70. Nos relatos do Caso Amicizia consta até que eles teriam estado em guerra contra o grupo W56 e acabaram tendo sucesso em dominar e destruir suas bases na Terra. Ficção ou realidade, não se sabe, mas o fato é que tais conflitos teriam ocorrido no final de 1978 e foram marcados por convulsões no Mar Adriático que duraram dois meses, bem documentadas pelo governo italiano.

Ainda segundo os registros dos episódios que marcam o conjunto do Caso Amizicia, haveria também uma hierarquia bem definida entre os seres existentes no cosmos. Os Akrij seriam supervisionados por um outro grupo de aliens, os que Sammaciccia chama de Utis, embora não se lembre do que tal nome significa. Também teriam representantes humanos que trabalhariam para eles, incluindo um general austríaco cujo nome não foi citado. Além disso tudo, nossos visitantes teriam estado em nossas vizinhanças desde o início da experiência humana na Terra, interagindo conosco e empurrando-nos para frente ao longo de eras. De acordo com os aliens, eles e outras raças tiveram papéis relevantes no planeta ao longo de milênios. Sua missão aqui seria vigiar nosso mundo e zelar pela nossa segurança, sem interferirem abertamente em nossa evolução. Os Akrij falam também da existência de civilizações anteriores na Terra, algumas das quais teriam atingido avançada ciência, mas se autodestruíram com o resultado de seu manuseio impróprio — mais recentemente em algo que resultou no que chamamos de Idade da Pedra.

crédito: Arquivo UFO
Em plena luz do dia - Uma nave dos Akrij fotografada pelos contatados na Itália, muito semelhante a outras fotos da mesma época
Em plena luz do dia - Uma nave dos Akrij fotografada pelos contatados na Itália, muito semelhante a outras fotos da mesma época

Mundo insignificante e comum

Ao contrário da noção supostamente científica e generalizada de que nosso planeta é apenas um mundo insignificante e comum, perdido em um canto da galáxia, os Akrij falam muitas vezes da Terra como sendo um planeta excepcional e até um dos mais bonitos do universo. Segundo disseram aos seus interlocutores, ela também seria um dos cerca de 50 “planetas-mãe” existentes no cosmos, onde haveria circunstâncias especiais de florescimento de vida, propagada para outros orbes. Os aliens também teriam deixado claro para seus contatados que inúmeros mundos do universo agora também são habitados por outras espécies, quase todas semelhantes à humana.

Mais um dado interessante que surgiu recentemente nos papéis do Caso Amizicia é a afirmação de que outra raça extraterrestre altamente inteligente também viveria na Terra, sobre sua superfície ou em seu interior — seriam compostos por serem tipificados nas lendas populares como elfos ou gnomos, por conta de distorções culturais e religiosas do passado. Teriam cerca de 40 cm de altura e seriam inofensivos. Tal raça teria posse de conhecimentos profundos a respeito da raça humana, mas tem receio e evita o contato direto conosco. Essa informação foi confirmada pelo próprio Stefano Breccia, que tinha amizade com um dos Akrij que vivia abertamente na sociedade. Em uma entrevista gravada em Bolonha, em 1967, os aliens também revelaram que existiriam seres humanos vivendo em diferentes “níveis dimensionais” na Terra, sem que se saiba ao certo o que isso significa.

Alguns conceitos bem humanos também abundam entre estes visitantes e foram apresentados aos seus interlocutores terrestres. Entre eles há até mesmo a unanimidade da crença em Deus ou em uma entidade suprema, algo que parece universal a todas as espécies da Confederação Akrij e que é aceito sem restrições por eles. Identicamente, de alguma forma ainda não compreendida por nós, muitos deles estariam relacionados geneticamente conosco e assim poderiam facilmente viver na Terra incógnitos e até mesmo relacionar-se com humanos — inclusive casando-se e tendo filhos híbridos. Diante de informações como essa, naturalmente é tentador especular que algumas dessas raças alienígenas podem ter se originado na Terra ou ter se envolvido em processos de verdadeira semeadura cósmica, tendo como centro o ambiente terrestre.

Interação em curso com os Akrij

Apesar da eloqüência dos relatos de muitos dos contatados pelos Akrij, e também de sua alta credibilidade como testemunhas ufológicas, devemos nos lembrar sempre que quanto mais complexo for um caso do gênero, e mais gente dele participar, mais complicada e sujeita a falhas é sua documentação e análise. Isso sem contar na tendência natural do ser humano de relatar algo após “analisá-lo” mentalmente de forma prévia e ter o resultado desta análise como conclusivo. Quanto ao Caso Amicizia, muitos blocos de informação se encaixam perfeitamente, mas há lacunas entre eles que devem encorajar uma pesquisa com toda a cautela. É consenso entre os investigadores que se debruçam sobre o conjunto de evidências, cada vez mais numerosos, que boa parte dessa história ainda está para ser contada [Veja uma reflexão sobre isso no mencionado DVD Estabelecendo Contato, código DVD-041 da coleção Videoteca].

Antes de expor sua parcela de participação no episódio, porém, Bruno Sammaciccia e um grupo de pessoas de vários países continuaram a auxiliar os alienígenas Akrij em sua missão de monitorar a civilização terrestre e disseminar sua mensagem. Ele relatava que, geralmente, isso se dava por meio do fornecimento de enormes quantidades de frutas e vegetais frescos para suprir suas bases subterrâneas, embora Breccia agora admita em seu livro que os visitantes certamente tinham tecnologia para fazer isso sem ajuda. Ele especula que isto tenha ocorrido, no entanto, apenas para dar aos humanos um sentimento de utilidade, de contribuição com suas atividades. Os mantimentos eram às vezes desmaterializados remotamente pelos aliens, na frente de várias testemunhas, e rematerializados dentro de suas bases, sem a necessidade de intervenção humana.

crédito: Paulo Bach
Vizinhos invisíveis - Os Akrij teriam instalado bases de operações em regiões subterrâneas e em nossos mares
Vizinhos invisíveis - Os Akrij teriam instalado bases de operações em regiões subterrâneas e em nossos mares

O movimento de contatismo que caracteriza o Caso Amizicia é crescente. Alguns membros do grupo já haviam avistado UFOs e alienígenas mesmo antes de se juntarem ao grupo, e vários o fizeram bem após tais experiências. O mais conhecido de todos os casos assim é o do jornalista científico Bruno Ghibaudi, que foi designado por seu jornal para investigar uma onda de avistamentos ufológicos na Itália. O repórter, que até aquele momento não tinha qualquer interesse pelo assunto, ficou fascinado com a consistência dos relatos feitos por pessoas comuns e sem nenhuma razão para inventarem histórias. Ele mesmo avistou, em plena luz do dia, uma nave extraterrestre e fotografou algumas de perto.

A história de Ghibaudi é tão impressionante que está inserida no conceituadíssimo livro Alien Base [Base Alienígena, Century Books, 1998], do escritor inglês Timothy Good [Consultor da Revista UFO]. Ele ainda vive em Roma e numa determinada época foi convidado para se encontrar com os Akrij e tornar-se parte do grupo de Sammaciccia. Quando entrevistado pela revista Le Ore, em 1963, e indagado a respeito de seu detalhado conhecimento acerca dos visitantes alienígenas, ele confirmou seu contato com os aliens. O entrevistador lhe perguntou sobre como teve conhecimento do Caso Amicizia. Ele disse sem titubear que foi por ter se encontrado com os Akrij. “Eles são como nós?”, inquiriu. “Totalmente. É bastante estranha a idéia de que a universalidade da forma humana é sempre descartada e vista como improvável. Na maioria das vezes, a verdade é simples demais para ser aceita”, declarou o jornalista.

Uma história longe de terminar

Os fatos ao redor dos episódios que marcam esta fascinante experiência têm desdobramentos constantes. Por exemplo, o incansável Bruno Sammaciccia construiu uma ampla vila em Montesilvano, próximo de Pescara, na costa do Mar Adriático, onde as tecnologias alienígenas apresentadas pelos Akrij poderiam ser discutidas e disseminadas. Ele concluiu o empreendimento com muito custo e o grupo cresceu. Todavia, os conceitos de paz, harmonia e confiança que deveriam reger a unidade — chamados de Uredda no idioma W56 — não duraram muito e o grupo começou a se desintegrar, acabando por se dividir. Em situações anteriores, quando houve confronto entre os Akrij e seus oponentes, e suas bases começaram a ser destruídas, a partir de 1978, muitos dos humanos que participavam das operações retornaram às suas vidas normais, geralmente negando as estranhas experiências que haviam vivido por tanto tempo.

Mas, na verdade, a história do Caso Amicizia não termina aqui. Embora os alienígenas visitantes tenham partido da Itália em dezembro de 1986, estão surgindo evidências não apenas de que permanecem na Terra e que ativaram bases em outros lugares, mas também de que continuam a operar na Itália, embora aparentemente em menor escala. Encontros com eles e também com seus oponentes ocorreram recentemente, em janeiro de 2010, de acordo com Breccia. Foi ele quem também colheu um dos mais recentes depoimentos de Sammaciccia, que expressou sua esperança de que aqueles que lerem sua história comecem a “olhar para o céu com outros olhos, agora convencidos de que, nas distâncias para além de qualquer imaginação, há outros seres viventes que são amigos de todos nós”. Enfim, a amizade com os Akrij, que dá nome ao Caso Amicizia, está longe de terminar.

O Caso Amicizia em um documentário revelador

Muito além de costumeiras observações de UFOs e das abduções alienígenas estão as experiências de pessoas que alegam estar em contato direto com ETs — se efetivamente puderem comprovar o que afirmam. Um destes episódios, recentemente divulgado, é o Caso Amicizia, em que centenas de pessoas teriam tido contatos abertos e amistosos com alienígenas de uma confederação denominada Akrij. Um estudo deste acontecimento foi agora resgatado num documentário inédito, lançado pela coleção Videoteca UFO. Trata-se de Estabelecendo Contato, um programa que expande significativamente nossa compreensão da presença alienígena na Terra ao longo da história.

Encontros entre humanos e aliens vêm ocorrendo há milênios, embora tenham sido percebidos apenas de umas décadas para cá. Na literatura ufológica há grande quantidade de registros de contatos entre terrestres e seres de outras espécies, alguns deles exaustivamente investigados pelos ufólogos. Tudo indica que a intenção de nossos visitantes em nos contatar vai além de uma mera curiosidade por nossa raça. Há registros de contatos com ETs em que houve perfeita interação entre eles e os humanos, que recebem impressionantes informações sobre suas vidas e sobre a origem, passado e futuro da Terra.

Estabelecendo Contato aborda a experiência de um grupo de italianos dos anos 60 que tiveram extraordinários encontros diretos com aliens que transformaram radicalmente suas vidas. O episódio foi investigado por pioneiros como Alberto Perego e Roberto Pinotti, que avisa: “Os acontecimentos mudam definitivamente a forma como vemos a interação entre a espécie humana e seres de outros pontos do universo”. A experiência é apresentada neste documentário tanto sob a ótica da pesquisa ufológica quanto das testemunhas. O DVD foi produzido pelos ufólogos italianos Piergiorgio Caria e Luca Cesana, da empresa Studio3 TV, e está legendado em português. Peça-o através do Shopping UFO desta edição ou Portal da Ufologia Brasileira [ufo.com.br].


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Sobre o Autor

Warren Aston

É ufólogo e escritor há mais de 30 anos. Residente em Brisbane, na Austrália, viaja constantemente para o exterior em busca de novos casos. Realiza conferências em simpósios na Austrália e nos Estados Unidos. Este texto foi traduzido por Simon Langenbach Levy, da Equipe UFO.

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