Edição 17
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Aliens provocam pânico e terror no sertão do Ceará

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01 de Oct de 1991
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Os UFOs nem sempre apresentam-se como "lindas carruagens de fogo" que encantam seus observadores. Muitas vezes, especialmente no Nordeste brasileiro, temos pesquisado e verificado que alguns de nossos "visitantes" não têm exatamente boas intenções para conosco. Casos de agressões são relativamente comuns no Sertão nordestino, como o dos moradores da bacia do açude Cedro, em Quixadá, estado do Ceará, que até deixam de ir pescar pela noite, temerosos de serem raptados por um objeto aéreo não identificado que tem sobrevoado as imediações com muita insistência. Tudo começou no dia 6 de julho deste ano, quando João Ferreira de Paula e Quirino pescavam no local e foram surpreendidos por um UFO que pairava sobre sua canoa. Temendo serem seqüestrados, como já havia acontecido com outros moradores de Quixadá, como o Sr. Luiz Fernandes Barroso, descontrolaram-se e deixaram a embarcação virar, enquanto o objeto lentamente se distanciava. As testemunhas foram à Delegacia de Policia prestar informações.

Entrevistados pelo jornalista Jonas Sousa, declararam terem sentido grande pavor e disseram que jamais voltariam a pescar a noite. Mas não param ai as informações: uma senhora que reside às margens do açude viu o objeto e, devido ao medo, sentiu-se muito mal, ao ponto de ter que ser levada a um médico para recuperar sua tranqüilidade. O Sr. Genésio da Silva, um respeitado agricultor de 62 anos, também informou que no açude todos temem pescar, "o que já está criando um problema sério, uma vez que as noites se tornaram um verdadeiro inferno...", declarou. Mas não é só no interior que os casos ocorrem, e nem sempre com aterrorização das testemunhas. Em Fortaleza, de janeiro a março deste ano, aconteceram nada menos que 18 avistamentos de UFOs. Num desses casos, ocorrido na Aldeota, uma senhora acordou às 2h30 da madrugada, por estar sem sono, e debruçou-se no alpendre do seu apartamento, no 8º andar. Em poucos instantes, para sua surpresa, viu "alguma coisa em forma de meia-lua, mas muito maior e à média altura, no céu", descreveu.

A Lua, na ocasião, estava no poente, o que descarta um engano por parte da senhora. "Era de uma só cor e se deslocava do leste para o sul; sua luz era forte e voava silenciosamente". Checamos a observação e constatamos que não havia possibilidade de o fenômeno ser um avião ou coisa parecida e, dias depois, às 13 h mais ou menos, outra senhora residente naquele bairro viu algo semelhante. Segundo descreveu, "era prateado e metálico, tendo a forma de um disco e se deslocava de leste para o sul". Novamente, a mesma rota foi tomada pelo objeto. "Era algo desconhecido e foi a primeira vez que vi algo assim", acrescentou.
UFOs levam testemunhas quase ao pânico.

Na granja Portugal, o comerciário Aldemir Ferreira Araújo teve uma desagradável experiência ufológica e precisou ser atendido no Hospital José Frota, da capital. Entrevistado por nossa equipe, contou-nos que havia visto um disco voador e que tinha sido agredido por um dos seus ocupantes. Sua história, embora trágica, é fascinante. Aldemir voltava da casa de sua namorada, pela noite, quando sentiu que estava sendo "puxado" por alguma força invisível. Ao virar-se para ver do que se tratava, viu "algo em forma de disco e com janelinhas, suspenso no ar a mais ou menos 3 metros", disse. Nesse instante, uma porta do objeto se abriu e apareceu "uma criatura baixinha e que resmungava qualquer coisa", descreveu assustado. "Aquilo tentou pegar-me pelo braço, mas corri desesperadamente gritando por socorro". A senhora Yolanda Alves, moradora do local, acordou com os gritos e foi em auxilio do rapaz.

Outro vizinho, Zacarias de Sousa, disse que também acordara com o escândalo criado por Aldemir e que o viu pálido, trêmulo e praticamente fora de si. "Mas não vi nada no céu, e não posso dizer o que foi", declarou-nos. Depois de socorrido, Aldemir voltou para casa e, quando o entrevistamos, declarou: "Não sou louco; não bebo nem fumo; nunca tive visões estranhas e também não tenho \'precisão\' de mentir. Eu vi um disco voador..." Aparentemente, Aldemir está falando a verdade e passou, de fato, por uma inesquecível aventura.

No dia 8 de março último tivemos em Fortaleza mais uma ocorrência ufológica, até agora o caso mais comentado pela imprensa. O comerciante e funcionário público Rêiner de Araújo Silva viajava de moto em companhia de sua esposa, Maria Alvelina de Souza Silva, de Fortaleza para Maraguape, no interior do estado, quando foi surpreendido por uma luz que brilhava intensamente no céu. Em poucos instantes, a luz desceu vertiginosamente em sua direção e parou a alguns metros de altura sobre eles, interferindo no funcionamento de sua moto, uma Yamaha de 180 cilindradas. "Por volta de 1h45 avistei algo no céu; era uma iluminação diferente e, brincando, comentei com minha mulher que aquilo podia ser um disco voador...", declarou à nossa equipe. "Aquilo estava muito distante e, num espaço de 2 a 3 segundos - segundos mesmos! - desceu sobre nós. Pensei que fosse cair, mas parou à uma distância de 10 a 15 metros acima de nossas cabeças. A moto, então, \'estancou\' sozinha, sem que eu interferisse, e ficamos estáticos, mas não sabemos se devido ao medo ou por interferência da \'coisa\'. Aí, passaram-se alguns segundos, uns 40 ou 50, sei lá... Depois, numa velocidade apavorante, aquilo partiu em direção à Caucaia ou Barra do Ceará, mas não houve deslocamento de ar quando saiu".

Um "troço" muito grande e brilhante...

Rêiner e sua esposa passaram por momentos difíceis. "Minha mulher chorava muito e estava trêmula; eu não acreditava no que estava acontecendo, mas também tremia de nervoso. Já tinha ligado de novo a motocicleta, mas o "troço" voltou velozmente ao nosso encontro. Era grande demais e parou novamente acima de nós, estancando mais uma vez a moto e deixando-nos transtornados. Nessa posição, demorou mais alguns segundos. Aí, novamente acelerou e desapareceu para sempre. Graças a Deus...", contou-nos com algum sentimento de alívio. Os jovens tiveram tempo suficiente para observar detidamente o objeto, descrevendo-o da seguinte forma: "aquele \'troço\', que não sei se realmente era um disco voador, parecia retangular e às vezes ovóide, e tinha luzes que piscavam ao seu redor. Não era quadrado nem redondo e, por dentro, tinha uma luz amarela numa espécie de cabine. Por fora, a luz era mais para verde, além das luzes que ficavam piscando. Não sou louco! Eu vi aquilo e peço a todos que acreditem e procurem evitá-lo; minha mulher foi acometida de um estado de choque e foi ao médico. Ela não quer mais viajar á noite e eu não quero ver mais nada igual. O troço existe e não pode ser da terra..."

Na mesma madrugada. Elias Almeida Saraiva e seu filho viajavam de carro do local conhecido como Seis Bocas para Messejana. Ao descerem o viaduto da BR-116, avistaram o mesmo objeto que atacou Rêiner. "Aquilo passava pelas nuvens, descendo, subindo e clareando tudo. Pensei tratar-se de um míssil, pois nunca tinha visto nada igual. Vinha do oeste para o norte, era silencioso e parecia parar no ar. É algo que foge a qualquer explicação, mas não tive medo, apenas fiquei nervoso...", declarou Elias Além desse caso para confirmar o assédio do UFO a Rêiner, outras testemunhas isoladas comentaram ter observado evoluções de UFO, que coincidem em hora e local com sua experiência. Todos afirmam ter visto algo incomum que sobrevoou Fortaleza.

Uma verdadeira "revoada" de UFOs

Os UFOs, por alguma razão, insistem em sobrevoar os céus do Ceará, sendo que a região central do estado é a preferida. Em nosso Sertão, destaca-se Quixadá como uma das que mais recebe "visitas" extraterrestres, o que já lhe valeu o apelido de "Capital Nordestina dos Discos Voadores". Esta pequena cidade interiorana está constantemente nas manchetes de jornais como fonte de casos ufológicos pitorescos. Nos últimos anos, tivemos uma verdadeira revoada de UFOs no estado - e não só em Quixadá, mas em vários outros municípios. Em Pacajus, por exemplo, João Alves e José Carvalho pescavam tranqüilamente num açude quando avistaram um estranho objeto que descia vertiginosamente em sua direção. Média aproximadamente 3 metros de diâmetro, era silencioso e desenvolvia uma velocidade incrível. O objeto passou à baixíssima altitude, obrigando até os pescadores a se agacharem para não serem atingidos. No mesmo dia, a doméstica Maria Soares Pereira, 46, estava nas proximidades de uma ponte do mesmo município e viu algo metálico que fazia um ruído esquisito descendo em sua direção.

Em companhia do filho Fernando Lopes dos Santos, Maria jogou-se embaixo do pontilhão, conseguindo safar-se do "aparelho", como denominou, que mais à frente parou bruscamente. Depois, ziguezagueando, aquilo subiu e desapareceu nas nuvens. Outras testemunhas, como Alcebíades e Cecília, declararam haver presenciado a cena. "Era ameaçador; parecia coisa do diabo...", declarou à nossa equipe. Por alguma razão, os UFOs aqui se jogam sobre as pessoas, apavorando-as. Em São Gonçalo do Amarante, a senhora Jandira Morais da Silva também foi atacada por um enorme UFO, nas mesmas condições. Enquanto tomava banho numa lagoa, que é um costume local, um objeto brilhante e de enormes proporções abateu-se sobre a vítima e até a queimou, obrigando-a a procurar socorro médico em Fortaleza. "Quase que morro de medo", disse-nos em uma entrevista. "Aquela coisa estava bem em cima de mim; era uma luz azul escura. Deus que me livre!", desabafou Jandira a um outro pesquisador cearense. Jean Alencar.

UFOs provocam terror na Serra de Ibiapaba

Freqüentemente, a zona norte do estado do Ceará, como ocorre em vários outros estados do Nordeste, também tem sido alvo desses objetos, que amedrontam, raptam e queimam pessoas deliberadamente. Há 14 anos, a Serra da Ibiapaba esteve sob "fogo cerrado" dos UFOs, criando verdadeiros problemas para a população rural que, sem saber a quem recorrer e com medo do que se chamava de "luz colorida", deixava de ir ao campo para o trabalho, causando até queda ria produção da lavoura do município. Naquela época, o Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU), entidade que presidimos, esteve no local e verificou que aquilo, que chegava a perseguir e a aterrorizar as pessoas, realmente tratava-se de algo que fugia a todos os parâmetros terrestres e era, portanto, um UFO. Mas, para alívio dos moradores da Serra, o fenômeno foi diminuindo de intensidade, até quase desaparecer nos anos seguintes.

Agora, no entanto, em 1991, a região voltou ao pânico: inúmeros casos de perseguições voltaram a acontecer, inclusive queimando os apavorados serranos. Uma das vítimas, um respeitado agricultor conhecido peio apelido de Telenga, ao dirigir-se para sua residência, perto do local chamado Pau d Arco, avistou uma luz fosforescente que piscava e mudava de cor, do vermelho para o verde. O objeto estava a aproximadamente 200 metros de altura e desenvolvia uma pequena velocidade. Silenciosamente, passou sobre ele e foi encoberto por um pequeno morro próximo ("serrote"). Nesse instante, duas crianças (12 e 13 anos) foram perseguidas por um objeto aéreo luminoso e atingidas por um raio de luz, sofrendo problemas de coordenação motora, micção freqüente e involuntária, tontura e náuseas. João Matias, vizinho das crianças, declarou haver testemunhado o episódio, sendo inclusive atingido pelo mesmo objeto. Matias sentiu dormência nos membros superiores e um calor insuportável. "Era algo esquisito, que mudava de cor e parecia flutuar, jogando raios de luz em direção das crianças e atingindo-me levemente...", declarou.

Duas semanas antes, o que era aparentemente o mesmo UFO, já que tinha as mesmas características, perseguiu outro agricultor da região. Antônio Fernandes de Lima teve sua oportunidade de sofrer uma traumática experiência e foi obrigado até a se escondeu na mata, "apavorado com o objeto". O agricultor José Ribamar de Lima, 21, declarou ter passado por uma experiência parecida. "Eram 19h00 da noite e, em companhia de meu amigo Vicente Pedro de Araújo, vi uma \'tocha de luz\' do tamanho de uma bacia grande, que variava as cores. Aquilo surgiu no espaço e numa altura considerável, fazendo-nos pensar que se tratava de um satélite ou coisa assim, mas não era... O objeto desceu sobre nós como se quisesse nos agredir e, de início, ficamos parados, talvez pelo medo. Depois, resolvemos fugir e corremos, sempre perseguidos pelo bicho\', que ora parava, ora passava à nossa frente, sempre tentando nos puxar para cima. Esbaforidos, entramos na casa de dona Cícera, que depois foi ver se o UFO ainda estava lá. Estava, e ainda à uma média distância. Mas, misteriosamente, sumiu dentro de uns instantes...", concluiu.

Já a experiência de Antônio Fernandes de Lima, morador do sítio Araçá, foi mais amena, mas também muito interessante. Lima descia a serra quando notou um clarão no céu e sentiu um forte calor. Olhando para o alto, viu algo luminoso e com janelinhas em volta, como um avião, que passou por ele silenciosamente. Mais à frente, o objeto subiu verticalmente, desaparecendo nas nuvens. Os caminhoneiros Antonio Silva dos Santos e Pedro Matias, que passavam numa estrada próxima, que liga a região ao Piau í, informaram no posto fiscal da Polícia Rodoviária ("cancela") que haviam visto o mesmo UFO passar - "e numa velocidade incalculável", declararam aos plantonistas, acrescentando que o objeto seguiu para o litoral, em direção è Parnaíba. A sucursal do CPU na cidade de Ibiapaba, por intermédio do pesquisador Taynan Melo, esteve presente e colheu todas as informações.

Voltando à Quixadá, é interessante apresentarmos o caso do sítio Monte Lima, pertencente a João Moysés Ferreira e que foi alvo não apenas de um, mas de três UFOs! A ocorrência não teve violência, mas foi presenciada simultaneamente por muitos moradores da região. Os UFOs passaram silenciosamente e cortaram os céus de Quixadá, chegando até a parar por mais de 30 minutos no ar, como se estivessem "observando" algo na região. Uma das testemunhas foi o veterinário Evandro Moisés Ferreira, sua família e moradores do local, além de Francisco Walter Ferreira, funcionário da estatal Ematerce. O jornalista e pesquisador Jonas Souza também observou os UFOs, juntamente com o radialista José Sinval, da rádio Monolito. O veterinário Evandro declarou: "Eu não acreditava em discos voadores e pensava que isso era coisa de gente querendo se promover nos jornais, mas agora..."

Vôos rasantes e em plena luz do dia

Conforme as estatísticas comprovam, as noites de março a junho apresentam os maiores índices de avistamentos de UFOs. Entretanto, como se seguissem a um plano pré-estabelecido de aproximação, estas naves começaram a se fazer notar também durante o dia. E mais: agora. ao invés de serem vistos à grandes altitudes, como sempre foi mais comum, passaram a voar baixo, efetuando rasantes sobre carros, casas, pessoas e até mesmo aterrissando na presença de testemunhas, que fogem temerosas, evitando assim contatos que poderiam trazer algum esclarecimento à Ufologia. Alguns encontros com UFOs terminaram em morte ou experiências que deixaram os \'contatados\' defeituosos para sempre. Isto quando não são seqüestrados e levados definitivamente para lugares estranhos, talvez muito além do que se possa imaginar...

Em São Paulo, por exemplo, na cidade de Aracariguana, o funcionário público João Prestes, 32, regressando de uma pescaria, foi atacado por um UFO que o atingiu com um raio, jogando-o ao chão. Prestes, com dores em todo o corpo, correu para sua casa mas, antes de lá chegar, sentiu que seu corpo estava se desfazendo. As carnes saltavam e se desprendiam dos músculos. Não podendo mais andar, as pessoas que o acudiram viram, espantadas, que ele se desfazia por inteiro. O nariz derretia-se, os lábios escorregavam pelo queixo, enquanto os olhos caíam das órbitas num quadro tétrico. Os médicos que o atenderam declararam desconhecer armas, mesmo químicas, que pudessem causar danos daquela natureza.

Noutro exemplo igualmente trágico, ocorrido no litoral do Maranhão, UFOs atacaram um veleiro, matando o tripulante José e deixando outros dois doentes, Aureliano e Apolinário. No Ceará, Luiz Fernandes Barroso ainda hoje sofre conseqüências do seu contato imediato de terceiro grau, como já foi publicado em detalhes na edição nº 7 desta revista. Mas, felizmente, nem todos os contatos são de agressões. Em algumas ocasiões, os UFOs sobrevoam cidades e procuram contatar pessoas que se encontram em locais isolados, estradas, fazendas, praias etc, sem causar qualquer problema às testemunhas, verdadeiros privilegiados. No Brasil, os UFOs cortam nossos céus numa intensidade cada vez maior, podendo-se, inclusive, determinar os pontos preferidos para as suas trajetórias. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e o Nordeste brasileiro são algumas das regiões permanentemente \'navegadas\' por estas enigmáticas máquinas voadoras que desafiam os nossos técnicos, deixando cada vez mais impotentes as autoridades quanto ao esclarecimento de sua origem.

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Oct de 1991

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