
• 13/01/96 — 08h00 — Carlos de Sousa, empresário e piloto de ultraleve, vê um UFO cruzar a Rodovia Fernão Dias, próximo a Varginha, e se chocar com o solo. Já perto do local da queda, Carlos vê fragmentos que se reconstituem rapidamente. Militares o expulsam da área sem darem maiores explicações. Mais tarde, a testemunha é ameaçada por desconhecidos no estacionamento de um restaurante.
• 20/01/96 — 01h00 — O casal Oralina e Eurico de Freitas desperta ao ouvir uma estranha agitação entre os animais de sua fazenda, a 10 km de Varginha. Os dois descobrem a razão do barulho quando, por uma janela, avistam um objeto acinzentado, com a forma de um submarino, sobrevoando o pasto. O UFO solta uma fumaça branca, mas não faz nenhum tipo de ruído.
• 20/01/96 — 08h00 — Militares do Corpo de Bombeiros de Varginha são acionados para uma ocorrência: a captura de um animal.
• 20/01/96 — 10h00 — Três pessoas observam no local a operação de captura, iniciada pelos bombeiros, em um barranco no Jardim Andere. O ajudante de pedreiro Henrique José de Souza vê tudo, a aproximadamente 150 m de distância.
• 20/01/96 — 10h30 — Bombeiros saem do meio da vegetação carregando uma rede envolta numa criatura. Colocam-na dentro de um caixote, coberto por uma lona que, por sua vez, é posto num caminhão da Escola de Sargento das Armas (ESA). O comboio segue viagem até a cidade de Três Corações, enquanto isso, o carro do Corpo de Bombeiros retorna ao quartel de Varginha.
• 20/01/96 — 15h30 — Kátia, Liliane e Valquíria vêem o segundo ET, num terreno baldio, coberto por alta vegetação, próximo à Rua Benevenuto Brás Vieira. Assustadas, elas saem correndo em direção a suas casas, onde são socorridas pela mãe e demais vizinho.
• 20/01/96 — 16h10 — Dona Luísa, mãe de Liliane e Valquíria, retorna ao local para averiguar se as meninas falam a verdade. Chegando lá, vê duas pegadas na lateral do muro e sente um forte cheiro semelhante ao de amônia.
• 20/01/96 — 18h00 — Cai uma forte chuva de granizo em Varginha, provocando um blecaute no sistema elétrico e a queda de algumas árvores.
• 20/01/96 — 20h00 — Polícia Militar captura o segundo ET e o leva para um pronto socorro comum, onde médico e funcionários se recusam a receber o estranho. Então, o ET é levado para o Hospital Regional, causando grande burburinho entre pacientes, enfermeiros e médicos.
• 21/01/96 — 02h00 — Após ter sido submetido a exames médicos, ainda na madrugada, o ET é transferido, sob vigilância militar, para o Hospital Humanitas, distante do centro da cidade.
• 22/01/96 — 09h00 — Primeira tentativa do Exército em transportar o corpo da criatura do hospital para a ESA.
• 22/01/96 — 15h00 ÀS 18h00 — Desta vez, o comboio do Exército consegue retirar o ET do hospital e levá-lo para a Escola de Sargentos das Armas, em Três Corações.
• 23/01/96 — 04h00 — Caminhões do Exército seguem para Campinas (SP), transportando o ET morto para a Escola Preparatória de Cadetes da cidade. Mais tarde, a criatura é transferida para a Universidade de Campinas (Unicamp).
• 24/01/96 — MANHÃ — Os veículos militares voltam vazios para Três Corações. Na Unicamp, o doutor Fortunato Badan Palhares inicia a autópsia no cadáver do ET.
• 24/01/96 A 21/04/96 — Outros casos ufológicos são registrados em Varginha, Passos, Três Corações e demais cidades do Sul de Minas. Avistamentos de naves e seres tornam-se cada vez mais freqüentes.
• 21/04/96 — NOITE — Dona Therezinha Clepf vai até a varanda de um restaurante, localizado no Jardim Zoológico de Varginha, de onde garante ter visto a cabeça de uma criatura idêntica àquela descrita pelas meninas, com exceção de que sua cabeça assemelhava-se a um capacete de motoqueiro.
• 29/04/96 — 22h00 — Tentativa de suborno: quatro homens bem vestidos visitam a casa das meninas e ofereceram uma grande quantia em dinheiro. Em troca, elas deveriam ir à Imprensa para desmentir toda a história.
• 04/05/96 — TODO O DIA — A Imprensa se reúne com os principais pesquisadores, em Varginha (MG). Comparecem na ocasião 48 pessoas para assistir ao ufólogo Vitório Pacaccini (nomeado pelos demais) reportando sobre a operação de transporte do ET do Hospital Humanitas para a ESA. Pacaccini revela os nomes dos envolvidos: sargento Pedrosa, cabo Vassalo, soldado De Melo, sargento Cirilo, capitão Ramires, tenente coronel Olímpio Vanderlei, tenente Tibério (da polícia do Exército).
• 11/05/96 — TODO O DIA — O professor de psiquiatria da Escola Médica da Universidade de Harvard, doutor John Mack, dos EUA, visita Varginha para analisar clinicamente as testemunhas que viram a criatura. Sua conclusão é de que a garotas estão traumatizadas porque, de fato, viveram uma experiência real.
• 11/05/96 — Ubirajara e Pacaccini revelam as principais características do ET de Varginha, segundo as descrições feitas pelas diversas testemunhas: cabeça grande e careca, olhos vermelhos, grandes e sem pupilas, boca e nariz pequenos, língua preta, estreita e comprida, três pequenas saliências na cabeça. Além de pele marrom escura e coberta por uma oleosidade, veias salientes no rosto, ombros e braços, três dedos nas mãos, pés grandes, com dois dedos e sem unhas, aproximadamente 1,60 m de altura. Ele ainda emitia um som semelhante a um zumbido de abelha.
• 17/05/96 — A Equipe da Revista UFO Especial chega à cidade de Varginha com o objetivo de colher dados sobre o caso para produzir as matérias da UFO Especial 13. Testemunhas civis, militares e funcionários dos hospitais prestaram depoimentos à equipe, que procurou obter todas as informações mais importantes do caso.
• 29/05/96 — O ministro do Exército Zenildo Zoroastro de Lucena, com 24 generais, chefes de diretoria e departamentos e os oito comandantes militares, se reúne em Campinas, para cumprir uma pauta que poderia ser atribuída a oficiais de menor escalão. Diversos militares informaram que, nos dias anteriores à visita do ministro, foram realizadas reuniões envolvendo outros oficiais. Disseram que todos queriam ir a Campinas para ver de perto as estranhas criaturas.
• 02/06/96 — A Rede Manchete, através do programa Comando da Madrugada, do apresentador Goulart de Andrade, veicula a matéria mais completa sobre o assunto, inclusive, mostrando novas testemunhas das mo
vimentações ocorridas no dia 22 de janeiro. Apresenta também, as contradições nos depoimentos do diretor e funcionários dos hospitais.
• 08/06/96 — Vitório Pacaccini e Ubirajara Franco Rodrigues se apresentam no 14º Congresso Brasileiro de Ufologia Científica, em Curitiba (PR), onde mostram os resultados dos primeiros quatro meses de pesquisas sobre o caso. Eles expuseram os fatos de forma bastante científica, deixando claro que ainda há muitos detalhes que não podem ser revelados, mas comprovando que são exigentes na condução do trabalho,
• 23/06/96 — Um amigo de Ubirajara cede o avião bimotor Sêneca para um sobrevôo na região, desde a fazenda de Eurico e Oralina até o local da captura, no Jardim Andere, no qual são tiradas algumas fotografias aéreas.
• 03/07/96 — Em Brasília, a Câmara Municipal aprova um projeto que permite que a Aeronáutica Brasileira tenha poderes para derrubar aeronaves em vôos clandestinos que não respondam as ordens de identificação. A medida visa combater ao narcotráfico e o contrabando. E se o alvo fosse um disco voador, o que aconteceria?
• AGOSTO/96 — A Imprensa internacional começa a divulgar o caso com mais ênfase.
• 24/08/96 — Investigadores apresentam novo re-trato falado da criatura. Também, visitam setores da Unicamp e HC, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, no Bairro Chapadão, em Campinas (SP) e, por fim, o Cemitério dos Amarais, dando prosseguimento as investigações.
• 19 E 20/10/96 — Ufólogos do Rio, São Paulo e Guarujá se dirigem à Rodovia Fernão Dias, entre Varginha e Três Corações, no intuito de checarem o depoimento de Carlos de Sousa, a testemunha que disse ter presenciado a queda de um UFO e o resgate dos destroços feito pelos militares. Nada de concreto foi apurado. Há algumas controvérsias em suas declarações.
• 30/11/96 — Lançamento do livro “Incidente em Varginha”, do ufólogo Vitório Pacaccini e do escritor Maxs Portes. Diversos ufólogos e civis envolvidos comparecem ao evento.
• 12/11/96 — O famoso escritor, Juan José Benítez visita Varginha e encontra três marcas profundas no solo, próximas ao local onde foram capturadas as criaturas, no Jardim Andere. Ele sai convencido de que eram marcas deixadas por uma nave extraterrestre e divulga o fato à Imprensa em Brasília, durante o lançamento de seu último livro, Operação Cavalo de Tróia 5.
• 23 E 24/11/96 — Após analisarem tecnicamente as marcas achadas por J. J. Benítez, os ufólogos brasileiros concluem que não eram de disco voador, e sim marcas produzidas por enxadas ou escavadeiras.
• DEZEMBRO/96 — Pesquisadores do Centro de Estudos e Pesquisas Exológicas (CEPEX) visitam o Jardim Andere e constatam que o local do avistamento das criaturas está totalmente descaracterizado em virtude de várias obras e construções.
• 20 E 21/01/97 — Ufólogos se reúnem em Varginha para comemorar o 1º ano do Caso Varginha e apresentar à população novas evidências e testemunhas, como também os resultados das pesquisas durante esse período.
• 22/01/97 — O vendedor ambulante João Bosco Manoel revela aos ufólogos e à Imprensa que, em 20 de janeiro de 1996, observou toda a movimentação militar para captura do ET.
• 22/01/97 — O piloto de ultraleve Carlos de Sousa vê a agitação na Imprensa, sobre o Caso Varginha, e resolve vir a público e dar seu depoimento, de que viu uma nave extraterrestre cair num terreno próximo à fazenda Maiolini. Disse também que vira caminhões do Exército na área, vasculhando o local, e que for a expulso pelos militares.
• 23/01/97 — João Bosco é interpelado por dois estranhos numa Mitsubishi sem placa que o proíbem de prosseguir com as declarações.
• 23/01/97 — O editor de UFO e UFO Especial apresenta sua conferência sobre o Caso Varginha no Congresso Internacional de Ufologia de Las Vegas, o maior já realizado em todo o mundo, até hoje.
• 24/01/97 — Ao retornar à sua cidade, Elói Mendes (MG), João Bosco é novamente perseguido pelos desconhecidos na rodovia que liga os dois municípios. Por medo, a vítima esconde-se durante mais de 24 horas na casa de parentes.