E os agroglifos não apareceram em 2017…

A. J. Gevaerd
3 minutos de leitura
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É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito
Créditos: CELSO BOGO

A expectativa foi grande, mas eles decepcionaram. Desde que o fenômeno dos agroglifos se consolidou como uma tradição em Santa Catarina a partir de 2008 — e no Paraná nos anos de 2015 e 2016 —, surgindo sempre nos meses de setembro a novembro, não tivemos uma falha. Neste ano, infelizmente, encontramos apenas uma formação confirmada e uma suspeita.

O agroglifo confirmado surgiu na manhã de 18 de outubro [Abaixo] na propriedade do senhor João Bortolucci, na cidade de Bom Jesus, a 15 km de Ipuaçu, oeste de Santa Catarina e ponto para onde convergem as figuras anualmente. Este autor o inspecionou in locu em 26 de outubro, quando ainda estava intacta. Era uma formação simples com um círculo de cerca de 24 m de diâmetro e um anel externo.

A princípio houve uma reação cética por parte de alguns pesquisadores, que julgaram a formação “pobre” e “feia”, e por isso falsa. Mas o fato se esclareceu logo que se soube que a plantação que recebera o agroglifo era de triticale, um cereal rústico que tem uma quantidade de plantas por metro quadrado bem menor do que o trigo, produzindo um resultado diferente na formação de um agroglifo.

Ponto muito positivo para autenticidade da formação de Bom Jesus é ela estar intacta após oito dias de sua descoberta, recebendo chuva e Sol abundantemente. Esse é um excelente sinal. Igualmente importante salientar é que, como em todas as outras vezes em que tivemos agroglifos em Santa Catarina — e são mais de 30 em uma década —, ninguém apareceu para assumir a autoria. Logo…

Acredita-se que da surpreendente ausência do fenômeno neste ano tenha se dado por dois fatores. Primeiro, as fortes chuvas que caíram por todo o Oeste Catarinense, como também em Prudentópolis, o que inibe o surgimento de figuras. E, segundo, a mudança no calendário dos fazendeiros, que plantaram muito menos trigo em 2017 do que nos anos anteriores e já haviam colhido quase tudo antes do ápice da onda de agroglifos no país. Agora é esperar 2018.

TÓPICO(S):
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Ademar José Gevaerd (Maringá, 19 de março de 1962 – Curitiba, 9 de dezembro de 2022) foi um ufólogo brasileiro, editor da Revista UFO, publicação do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), entidade do qual também foi fundador e presidente. Também é director brasileiro da Mutual UFO Network (MUFON). Ele representou o Brasil no Center for UFO Studies e foi diretor para a América Latina do Annual International UFO Congress. Esteve em diversas redes brasileiras de TV, além do Discovery Channel, National Geographic Channel e no History Channel, tendo discursado em muitas cidades do Brasil e em outros 50 países, além de ter realizado mais de 700 investigações de campo dos casos de Ovnis no Brasil. Era considerado um dos maiores ufólogos do mundo, uma das personalidades máximas do Brasil nesse assunto, membro de várias associações internacionais de ufologia. Considerado um dos mais respeitados ufólogos, é conhecido por seu empenho em tentar amparar todo fenômeno ufológico com o maior número possível de provas e testes. Ainda na década de 1980, foi convidado pelo Dr. J. Allen Hynek para representar no Brasil o Center for UFO Studies (CUFOS). Gevaerd sofreu uma queda em casa, no dia 30 de novembro de 2022, vindo a morrer no dia 9 de dezembro de 2022 no Hospital Pilar em Curitiba.