Cassini fotografa cordilheira em lua de Saturno

Créditos: A câmera de luz infravermelha na sonda Cassini, da Nasa, fotografou as montanhas mais altas já vistas em Titã, a principal lua do planeta Saturno. A cordilheira tem quase…

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Créditos:

A câmera de luz infravermelha na sonda Cassini, da Nasa, fotografou as montanhas mais altas já vistas em Titã, a principal lua do planeta Saturno. A cordilheira tem quase 1,5 km de altura, 150 km de extensão e 30 km de espessura. As montanhas são cobertas por um material branco e brilhante, que pode ser “neve” de metano ou de alguma outra substância que contenha átomos de carbono.

A câmera de infravermelho fez as imagens durante uma passagem realizada em outubro. nessa oportunidade foram feitas as imagens de mais alta resolução da lua na faixa infravermelha, capturando características a partir de 400 metros. Outras características fotografadas são dunas e depósitos de um material que parece lava vulcânica.

Se Titã fosse a Terra, as montanhas estariam em latitudes próximas da Nova Zelândia. Elas provavelmente se formaram por um processo semelhante ao que dá origem às cordilheiras oceânicas em nosso planeta: a superfície da crosta se abre, e material do subsolo vaza pela abertura.

“Essas montanhas provavelmente são duras como rocha, feitas de material congelado, e estão cobertas por várias camadas de material orgânico”, disse um dos cientistas da missão Cassini, Larry Soderblom.

“Deve haver camadas e camadas de várias coberturas de ´tinta´ orgânica empilhadas uma sobre a outra nesse picos, quase como um pintor preparando o fundo de uma tela”, explica Soderblom. “Parte dessa gosma orgânica cai da atmosfera como chuva, poeira ou smog, nos vales e nos picos, que estão cobertos com pontos escuros que parecem ter sido escovados, lavados, raspados e mexidos pela superfície”.

Os cientistas da Cassini combinaram os novos dados de infravermelho com informações de radar de passagens anteriores da sonda, para entender melhor a geografia de Titã. As sombras das montanhas aparecem no infravermelho, pior exemplo, enquanto que o formato dos picos fica mais nítido no radar.

As novas imagens de infravermelho também esclarecem a composição das dunas que cobrem boa parte de Titã. Essas dunas, que se apóiam num leito de gelo, parece ser feita de uma areia de matéria orgânica.

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