Documentário sobre Varginha. UFO cilíndrico, fumaça e cheiro de amônia: as testemunhas falam

Relatos foram exibidos nesta terça (6), no 1º episódio da série documental "O Mistério de Varginha". Testemunhas falam em objeto do tamanho de um micro-ônibus, fumaça branca, queda gradual, além de relatarem a presença de militares na região do Sul de Minas em 1996

Thiago Ticchetti
7 minutos de leitura

Depoimentos recolhidos ao longo de investigações sobre o famoso Incidente de Varginha — ocorrido em 1996 no Sul de Minas — trazem descrições detalhadas do objeto que supostamente teria sido visto por moradores na época. As narrativas, revisitadas agora em reportagens e documentários, reforçam elementos curiosos e intrigantes sobre o episódio que marcou a ufologia brasileira.

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Fotos dos bastidores da gravação do documentário. Foto: Jackson Amorim/EPTV

Segundo essas testemunhas, a “nave” observada naquela noite era de formato cilíndrico, o que contrasta com a imagem clássica de discos voadores frequentemente associada à cultura popular.

“Tudo indica, pela informação dos próprios militares, que a força aérea americana tentou interceptar uma dessas naves. Ela foi atingida, perdeu altitude e veio em direção ao Sul de Minas”, afirmou o ufólogo Vitório Pacaccini.

Além disso, os relatos apontam que o objeto estava envolto por uma fumaça densa e emanava um forte cheiro de amônia, uma substância com odor penetrante, que chamou a atenção de quem estava nas proximidades. Essa combinação sensorial — forma, fumaça e cheiro — fez com que muitos descrevessem o objeto de maneira muito concreta, como algo realmente presente no ambiente, e não apenas uma ilusão distante.

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Como nave que teria caído em Varginha é descrita por testemunhas do caso ET — Foto: Reprodução Tv Globo

Eu sempre brinco que sou o Forrest Gump dessa história. Eu estava no lugar certo, ou talvez no errado, na hora certa”, contou o professor de Geografia Carlos de Souza, que afirma ter visto a nave cair na madrugada de 13 de janeiro de 1996. Ele diz que estava a caminho de Varginha quando resolveu parar o carro.

Segundo ele, o objeto apareceu voando baixo, cruzando o céu de forma inclinada.

Ele vinha descendo num ângulo de uns 30 graus, lentamente, como se estivesse perdendo força e altitude. Era tipo um charutinho comprido, do tamanho de um micro-ônibus, entre sete e oito metros, mais ou menos do tamanho da carroceria de um caminhão. A lateral estava totalmente rasgada e saía uma fumaça branca“, relatou.

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Como nave que teria caído em Varginha é descrita por testemunhas do caso ET — Foto: Reprodução TV Globo

Ao chegar ao ponto onde o objeto teria caído, o professor afirma ter sentido um odor extremamente forte.

Imagina uma bacia com amônia cheia de ovo podre. Um cheiro insuportável”, disse. Segundo ele, foi preciso cobrir o nariz com a camisa para suportar o cheiro.

O professor também relatou ter visto veículos do Exército no local e afirma que foi impedido de se aproximar.

O soldado bateu na minha mão e mandou eu ir embora. Depois colocou o fuzil no meu peito e disse que eu tinha visto demais. Disse que queria ajudar, mas ele engatilhou o fuzil e falou que não estava pedindo, estava ordenando”, relatou.

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Professor mostra ponto onde nave espacial teria caído próximo a Varginha em janeiro de 1996 — Foto: Reprodução TV Globo

Assustado, decidiu deixar a cidade e só comentou o episódio com a esposa algum tempo depois. “Ela disse que era melhor ficar quieto, que a gente ganhava mais”, afirmou.

As descrições têm sido reapresentadas à medida que veículos de comunicação e produções audiovisuais exploram novamente o caso — incluindo séries documentais que reúnem entrevistas com moradores, investigadores e pessoas que vivenciaram os acontecimentos de 1996 ou suas repercussões ao longo dos anos.

O episódio de Varginha virou um dos casos mais debatidos da ufologia brasileira, atraindo tanto crentes em fenômenos inexplicados quanto céticos que apontam a falta de evidências físicas concretas. Oficialmente, não há comprovação de que uma nave tenha realmente caído ou sido vista naquele dia, e muitas alegações continuam baseadas em relatos orais e depoimentos.

Objeto como ‘submarino’ foi visto por 40 minutos

Também fazem parte da investigação os depoimentos do caseiro Eurico de Freitas e da esposa dele, Oralina, colhidos ainda na época dos acontecimentos. Eurico disse ter visto, por volta de 1h do dia 20 de janeiro de 1996, um objeto ‘esfumaçado’ passar lentamente próximo à casa onde morava.

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O Casal Eurico e Oralina relatou avistamento de objeto cilíndrico no dia da captura do suposto ET de Varginha — Foto: Reprodução TV Globo

Era do tamanho de um micro-ônibus. No momento que o gado estourou, nós saímos da janela para ver, olhar o que estava acontecendo. Nesse momento nós já avistamos o objeto passando aqui. Com 5 metros de altura, ou menos, durou 40 minutos passando aqui pro segundo pasto. Na hora não deu nem pra pensar o que era. Eu nunca vi um objeto daquele tipo e foi com direção a Varginha“, disse Eurico na ocasião.

Oralina comparou a forma a um submarino: “era igual um submarino, ‘fumaçado’ (sic). Não tinha brilho, mas tinha fumaça”.

Por que ela disse submarino? Porque era cilíndrico. Na expressão mais rudimentar, era roliço, cilíndrico. Lembrava um submarino“, disse Vitório Pacaccini.

A produção acompanha ainda Kátia, Liliane e Valquíria, conhecidas como as “três meninas do ET”, que relembram o episódio e mostram como estão atualmente. Dirigida por Ricardo Calil e Paulo Gonçalves, a série vai ao ar após O Auto da Compadecida 2 e também ficará disponível no Globoplay, com produção executiva de Fernanda Neves e direção artística de Monica Almeida.

Assista ao documentário no Globoplay.

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