Outro caso muito famoso e trágico ocorreu no canal que liga os Lagos Superiores com os Grandes Lagos escoa até Soo Locks, próximo à Saulte Ste. Marie, Michiga. De um lado está os EUA e do outro o Canadá. O fato de que é uma área com espaço aéreo restrito e era monitorada pelo Comando de Defesa Aérea em 1953.
Na noite do dia 23 de novembro de 1953, o radar de terra do Comando na Base de Truax detectou um alvo desconhecido sobre Soo Locks. O alerta foi acionado, e um caça F-89C Scorpion foi enviado do campo de Kinross. O avião era pilotado pelo primeiro tenente Felix Moncla Jr. e pelo segundo tenente R. Wilson.
O controle de terra captava o caça até o alvo até que ao se aproximar do objeto, este aumentou a sua velocidade. O Tenente Wilson não conseguia detectar o alvo com o seu radar de bordo. Durante 30 minutos, o jato perseguiu o \”ponto\” no radar e ficava cada vez mais próximo enquanto atingiam os Lagos Superiores.
Enquanto o controle de terra observava, a distância entre os dois ‘bips\” na tela do radar diminuía até que eles se tornaram um só. Eles pensaram que Moncla estivesse em cima do alvo, e logo os dois sinais na tela se separariam e pronto. Mas isso não aconteceu. De repente, o único \”bip\” desapareceu da tela…tudo estava em silêncio…
Em desespero o controle de terra tentou contatar o F-89 pelo rádio. Nenhum resposta foi ouvida. Com a última posição no radar, o controle enviou uma mensagem de busca e resgate. Esse último sinal foi dado a 70 milhas de Keweenaw Point, Michigan, a uma altitude de 8.000 pés.
Depois de uma noite inteira de buscas na terra e na água, nenhum traço ou destroço do avião foi encontrado.
Oficiais da Divisão de Segurança de Vôo da Base de Norton declararam que o piloto provavelmente sofreu alguma vertigem, desmaiou e caiu no lago. Entretanto, isso é mera especulação e em relatórios de que ele seria suscetível à tonturas.
A Força Aérea explicou primeiramente que o alvo desconhecido captado pelo radar era um avião DC-3 da Canadian, mas depois disse que era um caça RCAF. Os oficiais canadenses responderam que não havia nenhum avião de nacionalidade canadense sobre o lago ou participando da perseguição. A Força Aérea finalmente disse que F-89 tinha explodido devido à altura que estava, ignorando o fato de que então haveriam destroços e restos do avião no solo.
Aqueles que estavam presentes na sala de controle de terra naquele dia expressaram as suas opiniões. Eles achavam que o que quer que o Ten. Moncla tivesse seguido, causou a sua morte.
Um dos casos mais famosos em toda a ufologia moderna foi o desaparecimento do piloto australiano Frederick Paul Frederick .
No terceiro sábado de outubro de 1978, dia 21, o piloto civil Frederick Paul Valentich decidiu realizar um vôo para tratar de assuntos particulares, com o seu Cessna 182-L, partindo do Aeroporto de Moorabbin, em Victória, para a Ilha de King, na costa da Austrália.
Valentich planejou o seu vôo antecipadamente e programou passar sobre o chamado Cabo Otway, prestes a atingir o Estreito de Bass. Como piloto experiente, já realizou este trajeto dezenas de vezes, e já havia acumulado uma quantidade significativa de horas de vôo, tanto noturnas quanto diurnas.
Seu avião deixou o aeroporto de Moorabbin precisamente às 18:19hs, sendo que o vôo todo, na ida, não tomaria mais que 90 minutos, para uma chegada prevista para às 19:50. Quando decolou, ainda faltavam cerca de 30 minutos para o pôr do sol.
Quando passava sobre o Cabo Otway, Valentich comunicou-se com a torre de controle aéreo, por volta das 19:00hs, informando que se encontrava à cerca de 4.500 pés de altura, sobre o mar. Nesta ocasião, as condições de tempo estavam perfeitas, com ventos bem suaves, ar morno e céu sem qualquer nuvem.
Já ingressando no escuro da noite que se aproximava, Valentich, justamente às 19:06hs, comunicou-se com a torre de controle, com a voz calma e sem demonstrar qualquer distúrbio, perguntando ao controlador em operações sobre estranhas luzes que via a alguns quilômetros a sua frente. O controlador disse desconhecer do que se tratavam tais luzes e passou-se então uma conversa entre ambos que, ao cabo de poucos minutos, resultaria no desaparecimento total, completo e sem qualquer vestígio tanto do piloto quanto do avião. Toda a conversa está gravada em 53 minutos de fita em poder do Departamento de Transportes (DOT) da Austrália.
Em vários trechos da conversa Valentich pergunta sobre a posição de uma aeronave não identificada. No contato com a torre (ver Box), Valentich diz que a aeronave é enorme e chegou a ficar em cima de seu avião. As transmissões de rádio vez por outra tinham apresentavam ruídos metálicos e interferência até que o último diálogo entre o piloto australiano e a torre foi o seguinte: “Minhas intenções voltar para King Island. Melbourne, aquela estranha aeronave está sobre mim novamente. Ela está sobre mim. Não é um avião”.
A fita após muita insistência da família do piloto desaparecido e da imprensa do mundo, foi liberada com ligeiros cortes. Nela aparecem detalhes sobre as luzes observadas por Valentich e que, sem que esse imaginasse, o levaria para nunca mais retornar, tragicamente incluindo-o numa lista de mais de 30 pessoas desaparecidas somente em aviões, após observarem um UFO.
Valentich calculou estar a 38km, aproximadamente, do Cabo Otway, no estreito de Bass. Na manhã seguinte, a Força Aérea Real da Austrália (RAAF), enviou um avião de reconhecimento marítimo, um Orion, para procurar pelo Cessna – ou algum destroço – e pelo piloto. A busca ainda perdurou por todo o domingo.
Posteriormente, mais quatro dias de buscas se sucederam, com equipes compostas por centenas de homens, entre civis, militares, barcos de pesca, etc. Ao todo, as equipes de busca cobriram uma área de mais de 5 mil milhas quadradas procurando por qualquer tipo de vestígio de que o avião pudesse ter caído no mar ou algo assim: uma bóia salva-vidas, uma mancha de óleo, um pedaço de fuselagem, etc.
Em 25 de outubro de 78 a busca foi encerrada, Valentich foi dado como desaparecido – ainda não como morto – e foi estabelecida uma vigília entre moradores da região, em busca por qualquer sinal do Cessna e do piloto. Igualmente, todos os aviões e ou barcos que passassem pela região deveriam tentar localizar algum vestígio.
Mas, como era previsível, nenhum único sinal, nem no mínimo vestígio ou qualquer traço do avião – que tem cerca de 540kg – ou de Frederick Valentich, na época com apenas 21 anos, foi encontrado até hoje. Absolutamente nada, nenhum fio de cabelo do rapaz ou uma gota de gasolina do avião. O que aconteceu foi que Valentich e seu avião sumiram no céu ao mesmo tempo em que sumiu o estranho objeto que \”brincava\” com ele.
Dezenas de hipóteses surgiram para tentar explicar o caso, indo desde tempestades súbitas, que teriam devorado o avião sem deixar traços, até explosão do aparelho em pleno vôo. No entanto, nenhuma teoria ou hipótese jamais explicou tal desaparecimento. Em caso de tempestade ou qualquer outra anomalia meteorológica súbita, ou mesmo explosões, achar-se-iam pedaços ou fragmentos por menores que fossem, do avião, o que mais ocorreu.
Portanto, o avião realmente sumiu! Mas este caso está longe de ser o único, visto já Ter se repetido dezenas de vezes. Só para citar alguns casos, poderíamos começar pelo incidente conhecido como \”Vôo 19\”, de uma esquadrilha de 5 aviões Avengers da Marinha Americana, que num exercício rotineiro no Atlântico, na costa da Flórida, simplesmente desapareceram em pleno vôo, no chamado Triângulo das Bermudas. Ou ainda o MIG soviético que em 1967 foi simplesmente desintegrado no céu ao perseguir um UFO.
Por mais tempo que se leve, e lá se vão mais de 22 anos, muita gente ainda espera que ele volte. Um desses é o seu pai, Sr. Guido Valentich, que em todos os aniversários do desaparecimento de seu filho, ele recebe centenas de telefonemas de todas as partes do mundo. Ele não tem dúvidas de que o seu filho está vivo e que um dia retornará.

