A possibilidade de que UFOs estejam utilizando os oceanos da Terra como zonas de trânsito, esconderijos ou bases operacionais sempre pareceu algo distante, restrito ao campo da ficção científica. No entanto, relatos militares recentes, testemunhos de especialistas em inteligência e declarações de oficiais de alta patente vêm deslocando essa hipótese para o centro do debate público e científico. Isso ficou ainda mais evidente após a entrevista com o contralmirante da Marinha dos Estados Unidos, Tim Gallaudet, que comentou publicamente sobre fenômenos anômalos observados repetidamente entrando e saindo do oceano em velocidades e padrões impossíveis para qualquer tecnologia conhecida.

Durante a entrevista, a apresentadora questiona se seria possível que seres não humanos estivessem vivendo nos oceanos há muito mais tempo do que imaginamos. Gallaudet responde com cautela, afirmando não saber exatamente onde esses objetos poderiam estar, mas reforçando que há áreas específicas ao longo da costa da Califórnia que merecem investigação. Ele destaca que a Marinha dos EUA observou fenômenos aéreos e submarinos não identificados em diversas ocasiões, relatados por múltiplas testemunhas e capturados por sensores militares. Esses objetos foram registrados cruzando o oceano, emergindo da água e retornando a ela de forma fluida e sem resistência aparente.
“Eu não sei. É por isso que queremos pesquisar. Não conhecemos sua intenção, sua natureza ou sua origem“, disse Gallaudet.

Gallaudet afirma ter recebido relatos diretos de oficiais navais, especialistas em inteligência acústica e marinheiros da ativa e veteranos, todos descrevendo objetos capazes de transitar pelo oceano em velocidades superiores às de qualquer submarino, drone subaquático ou armamento conhecido. Esses objetos executam manobras que desafiam a física convencional e foram detectados por sistemas militares de sonar e vídeo. Ele também menciona dados publicados por Luis Elizondo, ex-diretor do programa AATIP, que documentam observações aéreas e espaciais de objetos submersos movendo-se rapidamente abaixo da superfície do mar.
Quando questionado sobre a alta incidência de relatos na costa da Califórnia, Gallaudet afirma não ter uma resposta definitiva. Ele explica que essa incerteza é justamente uma das razões para defender que o tema se torne uma prioridade nacional de pesquisa científica. A região é uma das mais monitoradas do mundo devido à presença de bases militares estratégicas, o que pode justificar o maior volume de detecções. Contudo, ele ressalta que o governo norte-americano ainda não divulgou tudo o que sabe sobre os fenômenos, e que ex-funcionários de inteligência entrevistados em documentários como The Age of Disclosure reforçam a necessidade de maior transparência e investigação científica.

“Se alguém ou algo quisesse se esconder, não existe lugar melhor“, disse Gallaudet
A apresentadora destaca que sabemos muito pouco sobre nossos próprios oceanos, e Gallaudet confirma essa afirmação com dados alarmantes. Apenas cerca de 27% do fundo oceânico foi devidamente explorado ou mapeado, e menos de 10% do volume total dos oceanos foi investigado diretamente. Em contraste, temos mapas detalhados da Lua e de Marte com resolução superior à do fundo dos nossos mares. Essa comparação reforça a ideia de que, caso uma inteligência avançada quisesse se ocultar dos humanos, o oceano seria o local ideal, um ambiente quase completamente inexplorado e de difícil acesso tecnológico.

Apesar de reconhecer a quantidade impressionante de relatos e dados sensoriais, Gallaudet mantém uma postura prudente. Ele enfatiza que não está afirmando que os objetos sejam extraterrestres, pois ainda não há evidência conclusiva de origem não humana. O que existe, segundo ele, são observações consistentes, testemunhos de profissionais qualificados e dados registrados por instrumentos militares. Gallaudet compara sua postura à de David Grusch, o ex-informante que testemunhou no Congresso dos EUA sobre supostos programas clandestinos de recuperação de tecnologia não humana. Assim como Grusch, ele defende que a falta de respostas não justifica a falta de investigação.
“Não estou dizendo que eles são extraterrestres. Ainda não vimos a evidência. Temos relatos, mas não uma confirmação definitiva. Não sabemos o que são, de onde vêm ou qual é sua intenção. É por isso que precisamos pesquisar“, disse o ex-almirante.

A hipótese de objetos não humanos operando nos oceanos deixou de ser uma mera curiosidade e tornou-se uma questão relevante dentro da segurança nacional, da ciência e da transparência governamental. Dados de sensores militares, vídeos oficiais, relatos de sonar e testemunhos diretos indicam que algo extraordinário pode estar ocorrendo nas profundezas marinhas, embora a natureza desses objetos permaneça desconhecida. Para Gallaudet, a única postura racional diante do fenômeno é investigar com seriedade. Resta, portanto, a pergunta que hoje se repete em redes de TV e fóruns científicos: estariam nossas próprias águas escondendo segredos que mudariam para sempre nossa compreensão sobre a presença de inteligências além da humanidade?
Assista a entrevista do ex-almirante Gallaudet para o NewsNation.

