
No Brasil, Minas Gerais é um dos estados com maior incidência de avistamentos de objetos voadores não identificados e contatos com seus tripulantes. Tudo isso pode ser claramente constatado em consulta à casuística ufológica da região, especialmente pela variedade de tradições do folclore local, como a Mãe do Ouro, o Fantasma, a Mula sem cabeça, a Carro Fantasma, a Mulher de Branco, a Luz Fantasma, o Minhocão e outras, todas inspiradas na observação de naves e seres extraterrestres. Contatos imediatos de primeiro e segundo graus são constantes nas zonas rurais mineiras, mas muitos são tachados de “assombrações” e acabam virando lendas e mitos, porque a maioria da população desconhece o Fenômeno UFO, sua origem e características. Entretanto, nos contatos imediatos de terceiro, quatro e quinto grau — que vão desde a observação de ocupantes até abduções — estão grandes clássicos da Ufologia Brasileira.
No estado, onde quer que se procure há casos de pessoas que tiveram contatos com seres extraterrestres — habitantes da região chamada Campos Gerais, por exemplo, relatam ter visto várias vezes alienígenas passeando pelas redondezas, sendo um deles o lavrador Joaquim Antonio Luiz. Em certo dia de 1983, por volta das 20h30, Luiz retornava de bicicleta para sua casa, que fica em uma fazenda, quando viu o que pensou ser uma moça toda vestida de branco e usando uma saia curta e blusa, com cinto grosso de cor azul clara e um laço do lado esquerdo. “Seus cabelos eram cheios, loiros e a moça tinha a pele clara”, disse. Ela parecia que estava esperando a testemunha, que se sentiu atraída pela estranha de corpo muito bonito e pernas grossas. Ele lhe dirigiu a palavra dizendo “e daí?”, interpelação que para o povo mineiro expressa um convite à garota para uma aproximação mais íntima, considerando-se que se encontrava sozinha na estrada àquela hora da noite.
Ponto branco na noite escura
A jovem continuou em silêncio e se virou de costas, deixou de olhar para o lavrador. Ela então inclinou seu corpo para frente e levantou os braços acima da cabeça. Em seguida, deu um salto, desprendendo-se do chão, e voou livremente — sua saia ondulava como se estivesse sendo tocada pelo vento. Em poucos segundos, a enigmática garota tinha voado uma distância de mais de 500 m, passando a ser somente um ponto branco na noite escura. Luiz ficou tão apavorado que mal pôde dormir naquela noite. Algumas semanas após esse episódio, em uma tarde de domingo, as jovens Isabel, Elenice e Ercília voltavam para casa, na Fazenda Morro das Pedras, e também se depararam com “uma mulher de cabelos louros e luminosos”, conforme descreveram.Ela usava uma blusa amarela com gola baixa e fechada, que descia até a barra da saia da mesma cor. Tinha cerca de 1,40 m de altura e encarou as meninas serenamente.
Flutuando a uns 70 cm do solo, a estranha cruzou um riacho, que naquele instante teve suas águas agitadas como se estivessem fervendo — além de fazer surgir no ar um estranho ruído. Pouco depois, o ser desapareceu misteriosamente junto às touceiras de bambu. As garotas ficaram assustadas e correram para casa, para contar à sua mãe o que viram. Em geral, casos ufológicos como esse são bastante comuns em Minas Gerais, e quase sempre incorporados ao folclore local. Seres extraterrestres aparecendo para a população do estado é fato que acontece há décadas. Em 1952, por exemplo, Maurício Rangel andava a cavalo por uma estrada no município de Passa Tempo quando viu um ser troncudo — “um anão”, conforme descreveu — fazendo zigue-zague entre os fios de uma cerca de arame, como se eles não existissem e seu corpo fosse gasoso. O ser fez esses movimentos por algum tempo, parecendo estar brincando, e logo sumiu em um mato próximo.
Grande incidência de UFOs
Ainda em Passa Tempo, em 1972, dois irmãos caminhavam por uma estrada rural do Bairro de Aguadinha, vindos de uma festa, quando tiveram uma surpresa. O primeiro andava um pouco à frente do outro quando, de repente, viu uma criatura troncuda de 1,10 m de altura vestindo um conjunto tipo safári de cor amarela e boné na cabeça. Ele gesticulou e pronunciou algumas palavras incompreensíveis, e depois fez a mesma coisa para o outro, que vinha logo atrás. Em 1976, um garoto estava em sua casa, em uma vila afastada da cidade, quando viu entrar um ser de 1,90 m de altura, com olhos, lábios e cabelos de cor vermelha. Ele passou indiferente pelo menino e saiu pela porta da cozinha, desaparecendo no meio do milharal. Três anos depois, um jovem deparou-se com uma luminosidade no meio de uma estrada — ele escutou pessoas conversando muito rápido, mas não entendia nem via ninguém. Após alguns instantes, um UFO com formato de bola de fogo levantou voo na área e desapareceu.
Esses são casos ufológicos comuns, que chamam a atenção dos ufólogos pela frequência com que são registrados. Outro exemplo vem de 1981, quando ocorreu um avistamento de extraterrestres na região — o fato teve como testemunha uma menina de 10 anos de idade. Ela contou que certa noite abriu a porta da cozinha de sua casa e viu um ET vestindo uma capa de mangas largas e usando o que pensou ser “um chapéu com uma pena na cabeça”. Gritou por sua mãe e fechou a entrada. Quando ambas voltaram a abri-la, nada mais viram. O interessante é que naqueles dias houve uma grande incidência de UFOs em toda a vasta área.
Por causa de sua frequência, muitos contatos com extraterrestres foram — e ainda são — confundidos com aparições divinas em Minas Gerais. Em 1983, por exemplo, os jovens Sebastião e Evandro Santos voltavam para sua casa, também na zona rural de Passa Tempo, quando viram um ser encostado a uma porteira — ele vestia uma capa comprida na qual cintilavam pequeninos pontos luminosos, tinha estatura média, barba cerrada, bigodes e cabelos compridos. “Sua imagem era semelhante à de Jesus Cristo usando uma capa”, descreveram. A criatura ficou impassível e não encarou os garotos, que passaram correndo pela porteira sem sequer olharem para trás.
Ainda naquele ano, o jovem Davi Pereira, da mesma cidade, viu ao longe uma bola de fogo voando em sua direção. Ele conhecia superficialmente o Fenômeno UFO e, com medo de que fosse uma nave, subiu em uma árvore para se esconder no meio de suas ramagens — o brilho do aparelho era tamanho que os ossos de seus corpos puderam ser vistos
pelo menino, como em um raio-x. O objeto pousou e dele desceram dois extraterrestres pequenos, que ficaram por alguns minutos olhando para o chão e os lados, mas não perceberam a presença de Pereira em cima da árvore. O jovem não conseguiu notar mais detalhes dos seres e da nave, pois ela estava profusamente iluminada. Como nesse caso, existem centenas de observadores que falam de luzes emitidas por UFOs que atravessaram paredes, portas, janelas etc. Um dos clássicos no Brasil é o caso de Onílso Pátero, de Catanduva (SP), cujo carro sofreu o mesmo tipo de efeito, causado pela luz do aparelho que o abduziu.
Marcas de pegadas no solo
Alienígenas também foram vistos por outro mineiro, Paulo Pereira Campos, durante a Copa do Mundo de 1986. Após o término do jogo, Campos voltava para sua casa, acompanhado dos dois filhos e um vizinho, quando viu surgir uma bola de fogo que passou a sobrevoá-los. Eles correram de medo, mas Campos carregava um dos garotos em suas costas e sentiu que algo o puxava para trás — ainda assim, conseguiram chegar às suas residências, de onde viram o momento em que o aparelho pousou ali perto. Pouco depois saíram do UFO dois seres pequenos, que ficaram andando em frente à nave. Após alguns minutos, as criaturas desapareceram e o objeto, emitindo um som agudo e iluminando um raio de 300 m, alçou voo. No dia seguinte, esse autor levantou o caso e descobriu apenas duas pequeninas marcas de pegadas de um pé esquerdo, com cerca de 8 cm de comprimento.
Ainda no mesmo ano, por volta das 18h00, José Resende foi a um pasto próximo da Fazenda Nossa Senhora da Glória buscar alguns equinos de raça, mas, ao se aproximar do local, notou que os animais estavam incrivelmente quietos. De repente, viu um estranho ser com 1,10 m de altura, olhos vermelhos, cabelos ralos e orelhas pontudas na área — a criatura vestia um macacão preto fechado nos punhos e pescoço, e calçava botas da mesma cor. Resende não conseguiu mover nenhum músculo do corpo a partir do momento em que a criatura apontou para ele um objeto semelhante a uma caneta. Em seguida, o ser começou a falar em uma língua desconhecida, gesticulando muito. Balbuciou palavras incompreensíveis por alguns minutos, para depois embrenhar-se no mato, quando a testemunha lentamente recobrou os movimentos do corpo e correu para sua residência. Até mesmo esse autor também já teve experiências ufológicas na cidade de Passa Tempo, juntamente com Eustáquio Ferreira, entre outros moradores do local.
Um contato impressionante aconteceu na zona rural, em outubro de 1980, e se deu através de sequências de piscadas do farol de uma moto. Na ocasião, o UFO cresceu de tamanho e luminosidade, respondendo aos sinais emitidos. Com receio de um contato direto naquele ponto isolado, que poderia ter resultados dramáticos, saímos com a motocicleta em direção à cidade, sendo que o objeto nos seguiu por bom trajeto. Minutos depois, o aparelho emitiu um facho de luz sobre José Batista Leão, que passava pela estrada, mas nada sofreu. Dois dias depois, Leão estava trabalhando em um ginásio e viu surgir, após um estalido, a figura de um ET baixo e vestido de preto, com cabeça grande e olhando fixamente para ele. O estranho permaneceu parado à porta de um banheiro por alguns segundos, desaparecendo inexplicavelmente.
Olhos redondos, orelhas pontudas
Em Desterro de Entre Rios, ainda em Minas Gerais, também é comum a aparição de seres alienígenas. Em 1962, por exemplo, surgiu uma criatura que anos depois foi comparada à observada no clássico contato ocorrido na cidade de Hopkinsville, no Kentucky, Estados Unidos. Naquele local aliens apareceram com cerca de um metro de altura, tinham olhos redondos, cabeça oblonga, orelhas grandes e pontudas — seus corpos eram luminosos e as pernas eram curtas, mas os braços eram longos e as mãos tinham garras. Em Desterro, o caso aconteceu quando a testemunha voltava para sua fazenda e, de repente, surgiram à sua frente dois estranhos seres que pareceram ficar fosforescentes quando iluminados pelo farol do carro. Os estranhos tinham faces como as de ratos ou morcegos, orelhas muito grandes, estatura pequena e braços compridos — até hoje esse caso, considerado de alta credibilidade, permanece inexplicado.
Apavorado com aquela visão, a testemunha, que no momento julgou se tratar de dois cachorros em pé apoiados nas patas traseiras, acelerou o carro e jogou-o sobre eles. Nesse instante, os ETs saltaram agilmente para o lado e o automóvel seguiu em frente. Em seguida o motorista notou que um objeto com algumas luzes o seguia à baixa altura pela estrada — ao se aproximar da cidade, no entanto, o aparelho desapareceu. Na época, a testemunha acreditava ter visto uma assombração, porque não se comentava muito sobre UFOs na região. Semelhante artefato também apareceu para Geraldo Leocádio Teixeira e Benedito da Silva, que tiveram um contato com um extraterrestre alto e moreno e um outro pequeno e louro, em 1992. Ambos desceram do luminoso objeto e apenas acenaram para eles, sem se aproximar — a pesquisa desse caso também revelou que as criaturas tinham um comportamento inexplicável.
Também há uma ocorrência ufológica bastante interessante — e rara — registrada em Joaquim Murtinho, interior de Minas, em 02 de novembro de 1977. Na ocasião, um alienígena foi visto na residência de um dos moradores da cidade, que estava sozinho na casa de sua tia assistindo a um filme na televisão. Ele ouviu um barulho parecido com uma ventania e, em seguida, o que lhe pareceram passos. Logo após, com grande espanto, observou um aparelho estranho dentro da sala. O engenho — possivelmente uma sonda — aproximou-se do televisor e retirou o fio que o ligava à tomada. O objeto lembrava o planeta Saturno, pois era uma bola luminosa cercada por um anel dourado, com quase um metro de diâmetro. O enigmático dispositivo vasculhou quartos, sala, cozinha e se dirigiu para o quintal, sempre flutuando sobre o solo. De repente, apareceu ao lado da testemunha um homem com mais de 2 m de altura — e em seguida uma luminosidade misteriosa surgiu no interior da casa.
Leve como se flutuasse no ar
O jovem se aproximou da esfera de luz e o ser se tornou invisível. Foi então que três “pessoas” se apresentaram próximas dele — o mesmo homem, mas agora com uma mulher e o que pareceu ser um menino. Comunicaram-se telepaticamente pedindo calma à testemunha e tomaram-na pelo braço, o que a fez se sentir leve como se flutuasse. Sentaram-se todos no sofá e depois foram ao quarto de dormir. Ao levarem suas mãos na direção do armário do cômodo, as portas se abriram sozinhas. O homem, além de muito alto, usava capacete com visor tran
sparente e duas antenas metálicas. Tinha a pele pálida, olhos azuis, sobrancelhas recurvadas e um cavanhaque preto — seu nariz, orelhas e boca eram normais. A mulher e o menino tinham estatura normal, cabelos lisos escuros e pele clara.
Todos os seres vestiam macacões idênticos justos e verdes, com saliências em forma de luz nos bolsos, e usavam botas e luvas. Eles levaram o jovem pelos braços até o UFO, quase do tamanho da casa, que pairava no quintal. Tinha formato discoide e uma cúpula na parte superior, além de uma escada lateral. Dentro da nave estavam outros tripulantes, que conversavam entre si em linguagem estranha. Logo depois, uma vizinha veio devolver um utensílio à tia do rapaz e a chamou pelo nome. Nesse momento, os seres se tornaram invisíveis e o jovem foi receber a senhora. “Quando voltei, um dos ETs pegou uma placa e a colocou sobre a palma da minha mão direita, e em seguida sobre a esquerda, como se estivesse gravando sinais nelas,” declarou o jovem, que não quer ser identificado. Os seres despediram-se dele e, depois, de forma telepática, disseram que um dia voltariam.
O caso, bastante complexo, não encontra paralelo na casuística ufológica mundial, sendo assim de grande importância — como também são os pousos de discos voadores em terras mineiras, que parecem indicar uma inusitada predileção que povos do espaço têm pelo estado. São inúmeras as ocorrências lá verificadas e exaustivamente analisadas, como o caso de Arlindo Gabriel dos Santos, um emocionante episódio que aconteceu na cidade de Baependi, em 16 de maio de 1979 [Veja Box]. Outro caso do gênero também se deu em 1978, quando um UFO de formato cônico e intensamente iluminado surgiu na Hidrelétrica de Marimbondo, flutuando no ar. Era 06 de dezembro daquele ano e o guarda noturno Jesus Antunes Moreira viu o momento em que uma porta se abriu no artefato e apareceram três seres com feições humanas — dois homens e uma mulher —, que ficaram sobre uma plataforma.
Vulto agachado no solo
As criaturas tinham as orelhas despontadas, pele cor de jambo, cabelos pretos, 2 m de altura e usavam um macacão azul metálico e luvas cor de rosa — eles conversaram em uma língua estranha, que a testemunha não entendeu. O ser feminino trouxe do UFO uma caixa que refletia luzes e a colocou na mão de um de seus companheiros. Nesse instante, Moreira passou a entender o que falavam. Convidaram-no, então, para fazer uma experiência, mas ele recusou. Em seguida o UFO partiu e o guarda noturno se sentiu tonto, com os olhos ardendo e o estômago enjoado — ele desmaiou e acabou sendo atendido no ambulatório da empresa.
Vários tipos de extraterrestres já visitaram Minas Gerais — e continuam visitando. A cidade de São João Del Rei, conhecida por sua arquitetura, também já foi palco de aparições de seres de outros planetas. Um desses episódios aconteceu com Ivanir Siqueira, em 1986, quando prestava o serviço militar. Certa noite, estando de guarda no quartel, soltou dois cães para patrulhar a área e teve um grande susto ao chamá-los de volta, quando nenhum reapareceu e decidiu então procurá-los. Siqueira viu um vulto agachado no solo e resolveu cutucá-lo, pensando tratar-se de um dos cães. No entanto, era um pequeno ser de 1,30 m de altura, que se levantou e o olhou fixamente — a criatura tinha a cabeça grande, o rosto normal e vestia uma blusa transparente, podendo-se ver até seus ossos através dela.
O ser ainda usava uma calça que parecia enrugada à altura dos joelhos. Apavorado, o militar retirou lentamente o fuzil do ombro e o armou, posicionando-se para usá-lo, se fosse necessário. Nesse instante, o pequeno estranho sorriu para ele, que percebeu que o ser não era qualquer ameaça. Afinal, como poderia atirar em alguém que não parecia ser deste mundo? O jovem foi se afastando de frente para a criatura e depois apressou o passo, voltando para a guarita de guarda, onde em pouco tempo seria substituído.
Apesar de intensa no interior do estado, a casuística ufológica de Minas Gerais está presente também na capital, Belo Horizonte, que tem inúmeros casos de avistamentos de UFOs e contatos com ETs. Um dos mais significativos aconteceu em 28 de agosto de 1963 com os meninos Fernando, Ronaldo e José Marcos Gomes Vidal, residentes no Bairro Sagrada Família. As crianças contaram que estavam no quintal de casa lavando um coador de café, no final da tarde, quando viram um clarão e logo depois um aparelho esférico, com paredes transparentes e iluminado por dentro, flutuando sobre um abacateiro. O UFO tinha uma antena na parte superior, com duas hastes em forma de V — por cima das quais estavam pequenas esferas. Havia ainda quatro ETs sentados em banquinhos em seu interior, sendo que um deles parecia ser do sexo feminino, pois tinha cabelos longos, louros e penteados para trás.
O artefato projetou dois feixes de luz amarela em direção ao solo e um dos seres desceu flutuando entre eles, até tocar o chão. Ele caminhou para onde os garotos estavam, estendeu o braço para José Marcos, que se encontrava agachado sobre um tambor — Fernando pulou no irmão e jogou-o ao chão. O ET, que tinha cerca de 2 m de altura, fez gestos com as mãos e movimentos com a cabeça, pronunciando palavras desconhecidas. Sentou na cisterna e, nesse momento, Fernando apanhou um tijolo para arremessar no estranho — mas, mesmo estando de costas, o alienígena saltou e lançou um facho de luz amarela na mão do garoto, emitido de um pequeno retângulo situado à altura de seu peito. A pedra caiu da mão do menino e as outras crianças, estranhamente, permaneceram calmas ao verem o ser gesticular e falar algumas palavras com voz grave. Os rapazes entenderam que o homem não queria lhes fazer mal.
Apenas um olho grande e escuro
As crianças não fugiram nem gritaram, somente ficaram observando o estranho, que era calvo e possuía apenas um olho grande e escuro, arredondado e sem esclerótica, bem no meio da testa. Havia ainda uma mancha negra sobre o olho, semelhante a uma sobrancelha, e sua pupila era apenas um risco escuro e horizontal. Seu rosto era vermelho e tinha dentes brancos. “O ET calçava botas de couro, usava uma espécie de escafandro e sua cabeça estava envolta num capacete transparente e redondo”, disse uma das testemunhas na época. O uniforme que usava era castanho da cintura para cima e branco até os joelhos — o restante era preto. A vestimenta era enrugada sobre o tórax e membros, e parecia ser feita de algum material semelhante a couro. Trazia também uma caixa colorida sobre as costas.
A en
tidade extraterrestre apontou para a Lua e fez gestos indicando que voaria naquela direção ou que viera de lá ou do espaço. Isso fez um dos garotos pensar: “será que ele volta?” O ET aparentemente captou tal expressão e abanou a cabeça, como se estivesse respondendo positivamente à pergunta do menino. Ele apanhou ainda uma planta no solo e posicionou-se debaixo do UFO. Novamente surgiram os dois fachos de luz e ele subiu em postura ereta, tal como descera. A nave emitiu um forte brilho, voou silenciosamente e logo desapareceu no céu. Só então as crianças correram para dentro de casa e, apavoradas, contaram à sua mãe o que havia acontecido. Esse é um caso extraordinário, sem dúvidas, e bastante incomum. Seres com um único olho também já foram vistos em outras partes do mundo, como em Makalle, no Chaco Argentino, quando três extraterrestres com somente uma cavidade ocular e cabelos longos foram observados no dia 09 de outubro de 1969.
Décadas atrás, também em Belo Horizonte, outro caso atingiu repercussão internacional. Era 14 de setembro de 1967, por volta das 10h30, quando Fábio Diniz desceu do ônibus no ponto final da linha, perto do Hospital da Baleia, e percebeu um UFO enorme próximo a um campo de futebol. O objeto tinha o formato de um cogumelo e cerca de 20 m de diâmetro, era de cor marrom e tinha várias janelas. Através de um cilindro preto, localizado na base da cúpula do objeto, saíram dois seres de 2 m de altura cada — tinham forma humana e vestiam roupas colantes da cabeça aos pés, em tom verde. Usavam também algo que lhes cobria as bocas e as narinas, com um tubo ligado ao calcanhar direito, indo até a nuca. Pareciam ter quatro dedos, sendo que uma das criaturas carregava uma antena na cabeça e, a outra, algo semelhante a uma arma. Um dos seres ameaçou a testemunha, dizendo que voltasse no dia seguinte ao local, pois senão levariam sua família. Depois disso, ambos as criaturas entraram no UFO, que decolou lentamente em voo oblíquo. O jovem, apavorado, chegou a dar queixa na polícia.
Sequelas, adoecimento e morte
Apesar de a maioria dos casos ufológicos de Minas Gerais deixar as testemunhas apenas assustadas, às vezes eles resultam em sequelas e já chegaram a provocar o adoecimento e morte dos envolvidos. Uma dessas ocorrências — que se tornou bastante conhecida em todo o mundo ufológico — é o fato acontecido com Antonio Villas-Boas em 15 de outubro de 1957, na cidade de São Francisco de Sales, sul do estado. Villas-Boas estava arando um terreno na fazenda de seu pai quando surgiu um objeto de formato oval, de 15 a 20 m de comprimento por 3 m ou 4 m de altura, com três hastes na frente. O UFO pousou sobre um tripé e o trator do fazendeiro desligou-se misteriosamente, tendo ele tentado correr, em vão. Villas-Boas foi pego por quatro seres pequeninos, de cerca de 1,50 m de altura cada, usando macacões colantes semelhantes aos de mergulhadores. Por traz de seus capacetes, que deixavam ver apenas os olhos, saíam três tubos que se embutiam na roupa que usavam.
Existem centenas de testemunhas que falam de luzes emitidas por UFOs que atravessaram paredes, portas, janelas etc. Esses objetos normalmente são de pequenas dimensões, esféricos, e damos a eles o nome de sondas ufológicas
Apesar de o caso ser bem conhecido, não custa relembrá-lo aqui, no contexto casuístico mineiro. Dentro do disco voador os extraterrestres passaram uma esponja com um líquido espesso e sem odor em todo o corpo do fazendeiro. Depois surgiu uma fumaça cinzenta que quase o fez vomitar, quando então apareceu uma mulher de 1,30 m de altura, cabelos louros, olhos azuis rasgados, lábios finos e rosto triangular — ela estava nua, tinha seios empinados, quadris desenvolvidos, coxas grossas, pés pequenos e mãos compridas. Sua manifestação deixou claro, de imediato, qual era sua intenção. Ela abraçou Villas-Boas e colou seu corpo ao dele, demonstrando que desejava uma relação sexual — e assim o fizeram por duas vezes seguidas. Ao sair, a estranha mulher apontou para seu ventre e para cima, como se estivesse querendo dizer que iria levar para o espaço um filho seu. Villas-Boas adoeceu depois do contato, em virtude de um suposto envenenamento radioativo, conforme exames que foram feitos pelo doutor Olavo Fontes, que pesquisou minuciosamente o caso.
Até hoje o fato é tido como um dos mais importantes já acontecido — e o primeiro nessas proporções. O pioneiro ufólogo inglês Gordon Creighton chegou a descrevê-lo nos anos 60 como “o mais assustador de todos os casos ufológicos”. Mas ele não é o único episódio mineiro que assombra. Outro fato que também teve repercussão mundial, como se sabe, foi o Caso Varginha, ocorrido em 20 de janeiro de 1996 [Veja edição UFO Especial 034, agora disponível na íntegra em ufo.com.br]. Na ocasião, seres calvos, com veias expostas nos braços, peito e rosto, de pele marrom e cobertos com uma oleosidade brilhante, foram observados por moradores e depois capturados por uma equipe do Corpo de Bombeiros local com o apoio de um batalhão do Exército baseado na Escola de Sargento das Armas (ESA), da vizinha cidade de Três Corações. O caso é considerado como uma espécie de Roswell Brasileiro e aconteceu em meio a inúmeras outras observações de ETs no mesmo ano.
ETs cinzas com grandes olhos
Não muito longe dali, na cidade de Governador Valadares, por exemplo, uma alardeada abdução teria ocorrido em 09 de dezembro de 1996. Plínio Bragato disse ter sido levado ao planeta Marte por extraterrestres acinzentados com grandes olhos, nariz e boca compridos, que tinham 2 m de altura — o abduzido chegou a dar queixa do sequestro na Delegacia de Polícia de Montes Claros, como já aconteceu a outros casos mineiros que vêm sendo investigados há várias décadas. Em 12 de janeiro de 1953, por exemplo, Maurício Ramos Bressa viu em sua fazenda, na localidade de Santana dos Montes, um objeto discoide flutuando a cerca de 1,30 m do solo. Dele saíram dois ETs baixos vestindo uma roupa com um brilho metálico que cobria também a cabeça — no peito os seres tinham um quadrado luminoso e usavam um calçado com bola brilhante na ponta.
Bressa sentiu uma forte dor de cabeça e, quando olhou novamente para o aparelho, ele já havia partido — nas redondezas, outras pessoas haviam observado o mesmo fenômeno em épocas próximas. Fato inusitado também ocorreu a Valdir Ribeiro em Morro do Ferro, em 1962. De acordo com Ribeiro, havia uma luminosidade estranha ao lado da estrada por qual passava naquela madrugada chuvosa. Foi quando ele viu um ET sentado dentro de um objeto parecido com um c
hapéu, com uma cúpula transparente. O ser estava com o queixo apoiado nas mãos, pensativo e olhando a chuva torrencial que caía. Na época, Ribeiro pensou se tratar de uma “assombração”, como acontece na maioria dos casos envolvendo testemunhas supersticiosas.
Todos os seres vestiam macacões idênticos justos e verdes, com saliências em forma de luz nos bolsos, e usavam botas e luvas. Eles levaram o jovem pelos braços até o UFO, quase do tamanho da casa, que pairava no quintal
Ainda no mesmo ano, em 30 de agosto, na cidade de Itabirito, Luiz Gonzaga do Carmo, Geraldo Liberato da Silva e uma terceira pessoa viram um disco voador com cúpula. Em seguida, observaram um extraterrestre de um metro de altura, tronco roliço, cabeça pequena, braços curtos e com a parte superior do corpo luminosa — o estranho ser sumiu de repente, também sendo taxado de “assombração” pelas apavoradas testemunhas. Ainda em 1962, na cidade de Três Corações, Geraldo Simão Bichara foi abduzido por alienígenas de cerca de 1,40 m de estatura. Ele fazia a guarda na Escola de Sargento das Armas (ESA) — a mesma de onde saiu a tropa para capturar ETs em Varginha, em 1996 — quando as criaturas surgiram. “Elas usavam trajes alaranjados e tinham cabelos arrepiados e avermelhados. Seu rosto era rosado e o nariz, pontudo para baixo, quase tapando a boca,” disse o então soldado e atual barbeiro, ainda residindo em Varginha. Sete anos depois desse fato, uma nova vítima foi levada por ETs pequenos e de cabeça grande, semelhantes aos seres observados por Bichara, dessa vez no município mineiro de Nova Lima.
Seres de voz grave
O mesmo tipo de ocorrência se deu na Fazenda Jaraguá, em que uma testemunha disse ter sido sequestrada por seres baixos e de voz grave. Em Baldin, em julho de 1972, mais uma pessoa vira dois seres com cabeleira escura e usando capa larga e comprida — um UFO estava na área e se assemelhava a um barco com janelas e farol, deixando um estranho cheiro de gás misturado com pólvora quando partiu. E assim os casos se sucedem no passado de Minas Gerais. Outro episódio curioso, também amplamente divulgado na Ufologia Brasileira, ocorreu com Hermínio e Bianca Reis na cidade de Matias Barbosa — eles foram levados de seu automóvel Karmann Ghia para bordo de um UFO, em uma rodovia. O fato se deu em janeiro de 1976 e dentro do objeto o casal fez contato com extraterrestres morenos e parecidos com os humanos, que tinham 2 m de altura, cabelos pretos, olhos verdes arredondados e apertados — os seres usavam macacões e sapatos brancos e seu chefe denominava-se Karran.
Segundo as testemunhas, a comunicação entre eles e os aliens se deu através de capacetes com fios colocados em suas cabeças e ligados a um aparelho. Conversaram sobre vários temas — até falaram de Deus, visto Hermínio ser religioso na época. Os visitantes se apresentaram como “provenientes de um planeta chamado Klermer”. Posteriormente, o casal teve outros encontros com Karran, alguns dos quais geraram polêmica na Comunidade Ufológica Brasileira. No mesmo ano, um disco voador provocou o desligamento do carro de outra testemunha, que viu três ETs pequenos na cidade de Bom Despacho. Casos com interferência no funcionamento de veículos e no fornecimento de energia elétrica em áreas urbanas são comuns em Minas Gerais — aparentemente, nossos visitantes têm domínio de variadas formas de energia ou a absorvem de sua fonte, por razões desconhecidas.
Interferência física em humanos
O uso de outras formas de energia para paralisar pessoas também é comum no estado, conforme se vê em casos mencionados acima. Duas experiências do gênero podem dar ao leitor ideia precisa do tipo de interferência física que os ETs podem causar em objetos, automóveis e até humanos. Em 02 de fevereiro de 1980, por exemplo, na localidade de Araguari, uma testemunha foi paralisada por alienígenas de pouco mais de um metro de altura e cabeça grande — eles usaram um raio emitido de um pequeno aparelho. No dia 03 de outubro do mesmo ano, em Dores de Guanhães, um morador também se sentiu imobilizado por um raio verde após ter atirado com sua espingarda em dois seres.
Notáveis também são casos de contato telepático entre ETs e seus interlocutores terrestres. Em 1988, por exemplo, José Tadeu Alves, de Barbacena, manteve comunicação desse tipo com quatro criaturas pequenas que emitiam um estranho zumbido. No município de Bebedouro, José Antonio Silva foi abduzido por dois extraterrestres de mais de um metro de altura, com cabelos longos e ondulados e barba vermelha — ele ficou desaparecido durante quatro dias e, quando foi devolvido, também relatou ter sido misteriosamente paralisado. Mas, apesar de tantos episódios extremos aqui expostos, a Comunidade Ufológica Brasileira tem convicção de que ainda há incontáveis ocorrências que continuam no íntimo de suas testemunhas ou vítimas, que nunca as relataram, e outro tanto que não foi catalogado, apenas aguardando serem conhecidas.