Comunidade científica avalia a existência de UFOs

Equipe UFO
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Questionamentos envolvendo a existência de civilizações extraterrestres são freqüentemente levantados por muitos pesquisadores. Na Década de 50, o físico Enrico Fermi fomentou perante a comunidade científica discussões sobre a quantidade de UFOs que poderiam habitar outro sistema solar, se seriam civilizações avançadas tecnologicamente, se existiriam viagens interestelares e as possíveis visitas desses seres à Terra. Na época, essas questões foram caracterizadas por Paradoxo de Fermi.

Atualmente, esse assunto continua sendo foco de diversos debates. Entretanto, somente após as recentes descobertas astrofísicas, alguns cientistas norte-americanos começam a acreditar que a humanidade estaria no centro de uma ou mais civilizações e que seria um erro rejeitar as informações sobre os UFOs. Essas e outras questões estão sendo debatidas pelo astrofísico Bernard Haisch, em parceria com os físicos James Deardorff, Bruce Maccabee e Harold Puthoff, no artigo Inflação: Envolvimentos teóricos das visitas extraterrestres, que será publicado na edição deste mês no jornal da Sociedade Interplanetária britânica —Journal of the British Interplanetary Society (JBIS). “Hoje nos encontramos numa situação curiosa e contraditória. Muitas das teorias físicas e astrofísicas modernas dizem que deveríamos estar experimentando visitas extraterrestres, mas ao mesmo tempo a comunidade científica despreza qualquer evidência sobre os UFOs”, argumenta Haisch.

No artigo, os cientistas questionam também as descobertas feitas por astrônomos australianos em 2004. Dentre elas está a existência de uma zona galáctica habitável na Via Láctea e que o Sol é bilhões de anos mais jovem que as estrelas localizadas na referida zona. Portanto, como explicam os pesquisadores, a civilização extraterrestre seria mais avançada do que a nossa e teria descoberto a Terra há muito tempo. Eles ainda discutem sobre o Big Bang, a Teoria da Inflação, a existência de outras dimensões — que poderiam ser universos habitáveis equivalentes ao nosso — e viagens na velocidade próxima à da luz, além dos túneis de verme e a expansão do tempo e espaço.

No artigo eles debatem sobre as recentes descobertas e problemas teóricos que indicam a probabilidade da humanidade estar entre civilizações extraterrestres que habitam outras dimensões.Os pesquisadores questionam ainda o descaso da comunidade científica sobre as visitas de UFOs em nosso planeta. “Grande parte das observações apresentam péssimas interpretações ou até mesmo são consideradas como alucinações e enganos”, disse Haisch. Para ele, todos os dados ufológicos representam uma assinatura genuína, o que poderia alterar de maneira significativa a relação dos UFOs com a Ciência, por esse motivo merecem ser respeitados.

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