Chupacabras: fatos e ficção na Imprensa

A. J. Gevaerd
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Desde que as notícias de ataques de uma suposta criatura denominada popularmente de Chupacabras passaram a inundar a Imprensa, e a partir do momento cm que sua ação tem sido indiscriminadamente ligada ao Fenômeno UFO, o staff da Revista UFO tem dedicado especial atenção ao assunto. Observamos, com o passar dos últimos meses, um aumento espetacular no número de informações de novos ataques do tal ser e temos hoje, em nossos registros, inúmeras denúncias. Semanalmente recebemos mais de 100 novas notícias.

No entanto, ao mesmo tempo em que cresceu o número de ocorrências de ataques – principalmente em função da ação da Imprensa – cresceu também o envolvimento de profissionais de diversas áreas, recrutados ou voluntários, na tentativa de elucidação dos fatos. Assim, veterinários, policiais, agrônomos, técnicos, peritos e outros interessados com qualificação competente passaram a acompanhar as ocorrências de perto.

Em conseqüência desse envolvimento, como já esperávamos, começaram a ser encontradas muitas explicações naturais – ordinárias ou não – para grande maioria dos ataques em todo o Brasil. Assim, com uma razoável margem de certeza, podemos desde já limitar os casos de Chupacabras verdadeiramente inusitados e com causas não convencionais a não mais do que 10% do total de ocorrências denunciadas a cada mês. Esse número faz com que excluamos das discussões sérias quanto à origem e natureza do Chupacabras pelo menos 90% dos casos.

Mesmo assim, ainda não está estabelecido pela Ufologia qualquer vínculo explícito entre as agressões genuínas do Chupacabras e o Fenômeno UFO. Em verdade, a Ufologia encontra-se em fase preliminar de acompanhamento dos fatos e coleta de informações com a maior acuracidade possível, buscando consolidar quantidade suficiente de informações que possibilitem aos estudiosos estabelecer qual a relação – se é que há alguma – entre discos voadores e os ataques.

É importante ressaltar que ainda não se tem idéia de que tipo de ação ou coisa é o que se convencionou imaginar como uma criatura monstruosa, às vezes descrita como um ser peludo, alado e com grandes presas. O que se sabe, entretanto, é que na maioria das vezes tais descrições são dadas por testemunhas visuais seriamente perturbadas emocionalmente por tais experiências. Em função disso – manda a metodologia de pesquisas ufológicas e o bom senso – tais relatos devem ser tratados com bastante reserva e com os necessários filtros.

Por exemplo, não se sabe de fato se o Chupacabras e mesmo uma criatura animal ou um ser humanóide, nem tampouco se conhece seus métodos de ataque. Em contrapartida, há um padrão já praticamente estabelecido no tipo de dano causado por tal entidade em suas vítimas, tenham elas morrido ou permanecido vivas. Estudiosos dentro e fora da Ufologia, amparados por profissionais cujas qualificações já foram descritas acima, e com acompanhamento policial, têm determinado que o modus aperandi do Chupacabras e semelhante nas mais diversas e remotas regiões do país. Isso se aplica também a casos já verificados no exterior.

Entidades alienígenas — Há também uma grande similaridade entre a ação do Chupacabras. denunciada em ataques observados de uns 18 meses para cá, com as já clássicas e bem documentadas mutilações de animais que ocorrem há mais de três décadas em todo o mundo. Os ataques às presas são ligeiramente variantes nos dois casos, mas os resultados nos corpos e cadáveres das vítimas apresentam semelhanças em demasia. Assim, sabendo-se por certo que as mutilações têm seus responsáveis identificados pela Ufologia como entidades alienígenas. esse fato incentiva os ufólogos a continuar sua busca de informações sobre o Chupacabras, na expectativa de que se descubra algo igualmente fantástico.

Ainda assim, toda cautela e recomendada nesses casos, em virtude não só da periculosidade da ação do Chupacabras, como também para que se faça uma documentação apropriada de sua natureza e mecanismos, de forma a evitar a propagação de informações infundadas que possam levar ao pânico. Recomenda-se também que os pesquisadores estabeleçam vínculos com forças policiais e profissionais ligadas á veterinária e á lida agropecuária em geral, para que os resultados obtidos em tais pesquisas gozem de credibilidade.

É possível que estejamos frente a uma nova onda de mutilações de animais global, atingindo os mais variados países do mundo. Se isso for verificado e se tiver conexão com o Fenômeno UFO, estaremos descortinando para um futuro bem breve revelações talvez dolorosas, talvez espetaculares, sobre nossos enigmáticos visitantes extraterrestres. O receio generalizado que advirá de tais descobertas, se confirmadas, e de que os ataques avancem do ponto em que estão, atingindo temporariamente apenas animais, estendendo-se a seres humanos.

TÓPICO(S):
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Ademar José Gevaerd (Maringá, 19 de março de 1962 – Curitiba, 9 de dezembro de 2022) foi um ufólogo brasileiro, editor da Revista UFO, publicação do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), entidade do qual também foi fundador e presidente. Também é director brasileiro da Mutual UFO Network (MUFON). Ele representou o Brasil no Center for UFO Studies e foi diretor para a América Latina do Annual International UFO Congress. Esteve em diversas redes brasileiras de TV, além do Discovery Channel, National Geographic Channel e no History Channel, tendo discursado em muitas cidades do Brasil e em outros 50 países, além de ter realizado mais de 700 investigações de campo dos casos de Ovnis no Brasil. Era considerado um dos maiores ufólogos do mundo, uma das personalidades máximas do Brasil nesse assunto, membro de várias associações internacionais de ufologia. Considerado um dos mais respeitados ufólogos, é conhecido por seu empenho em tentar amparar todo fenômeno ufológico com o maior número possível de provas e testes. Ainda na década de 1980, foi convidado pelo Dr. J. Allen Hynek para representar no Brasil o Center for UFO Studies (CUFOS). Gevaerd sofreu uma queda em casa, no dia 30 de novembro de 2022, vindo a morrer no dia 9 de dezembro de 2022 no Hospital Pilar em Curitiba.