Analisada composição de exoplanetas em estrela distante

Equipe UFO
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O sistema de HR 8799 em concepção artística
Créditos: Space.com

Astrônomos conseguiram indentificar a composição química de quatro exoplanetas orbitando uma estrela a 128 anos-luz de distância. Por meio de programas de computador a luz ofuscante do astro, designado como HR 8799, foi ocultada, tornando possível observar diretamente os mundos ao redor.

Os 4 exoplanetas são gigantes gasosos maiores que Júpiter, com temperaturas superficiais extremamente elevadas, da ordem de 727º C. Os astrônomos descobriram que esses mundos têm uma cor vermelha intensa e muito diferentes de quaisquer outros previamente conhecidos. A essas temperaturas era esperada a presença de metano e amônia em suas atmosferas.

Mas não foi o que os cientistas descobriram. Suas camadas gasosas possuem ou metano ou amônia, mas não combinações entre esses gases. E a acentuada cor vermelha parece indicar que seus padrões de nuvens e movimentos atmosféricos também diferem do que a ciência conhece. De acordo com Ben Oppenheimer, do departamento de astrofísica do Museu de História Natural de Nova York, “os 4 planetas têm espectros diferentes e muito peculiares. Os teóricos da formação planetária terão muito trabalho pela frente”.

O estudo foi feito graças a um avançado sistema de imagens chamado de Projeto 1640 no Observatório Palomar na Califórnia, por meio do qual a luz de HR 8799 pôde ser filtrada para revelar os exoplanetas. De acordo com Charles Beichman, diretor executivo do Instituto de Ciências de Exoplanetas da NASA: “No século XIX pensava-se que seria impossível saber a composição de mundos e estrelas distantes, mas a invenção da análise espectroscópica e seu uso na Astronomia revelou detalhadas informações de estrelas próximas e galáxias distantes. Agora com o Projeto 1640, começamos a usar essas ferramentas em exoplanetas vizinhos, descobrindo sua composição, temperatura e características de suas atmosferas”.

Compostos químicos diversos em atmosferas exoplanetárias ou estrelas distantes, como dióxido de carbono e metano, aborvem a luz de maneiras diferentes, deixando uma assinatura no espectro eletromagnético que pode ser captada por nossos telescópios. É assim que descobrimos sua composição e no futuro os astrônomos já falam em detectar compostos artificiais na atmosfera de exoplanetas, com o que ficaria comprovada a existência de civilizações extraterrestres. Brevemente será possível fazer esse tipo de análise, detectar padrões climáticos nesses mundos distantes e mesmo verificar a assinatura da vida em planetas alienígenas.

Vídeo explicando a descoberta

Infográfico detalhando o sistema solar de HR 8799

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